Formações romanas

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Formações Romanas eram colunas de forma retangular com os legionários. Cada coluna possuía certo número de linhas que se diferenciavam por estarem mais próximas do inimigo, na vanguarda, ou mais distantes destes, na retaguarda da formação.

Os legionários que se localizam na primeira linha começavam o assédio ao inimigo, através de um poderoso ataque à curta distancia com a lança pilo (pesada e que tinha pouco alcance) e as fileiras imediatamente posteriores às primeiras realizavam um ataque menos destrutivos com lanças mais leves. No final da formação se localizava um corneteiro e no meio se localizava um porta-estandarte. Na lateral direita de cada formação ficava o centurião. As fileiras possuíam Decuriões que as organizava.

Após as primeiras cargas, os legionários já se engajavam em combate corpo-a-corpo utilizando a Gládio Hispaniense, que era afiadíssima. A formação era compacta e dava espaço para a realização de outras táticas, como a Formação Tartaruga.

Estratégia[editar | editar código-fonte]

Durante suas guerras, os romanos utilizavam estratégias militares para compensar suas desvantagens, potencializando assim as forças de que dispunham. As sete formações mais comuns mostram isso com muita inteligência. Abaixo está mostrado através de figuras e de explicações, os tipos de formações mais comuns que circulavam nas cabeças dos generais, mas antes disso, é preciso abordar as condições que levaram a tal aperfeiçoamento.

Treinamento[editar | editar código-fonte]

As técnicas de treinamento usadas para aperfeiçoar os soldados eram comuns a todos os exércitos romanos. Primeiramente, eles eram submetidos a esforços físicos, como ginástica e natação, como forma de construir seu físico. Para aprenderem técnicas de combate, usavam armas de madeira nos treinamentos. Muitas marchas eram promovidas, com o intuito de simular os percalços das campanhas reais, e isto significava, que o legionário teria que carregar todo o equipamento de que precisaria em uma campanha real. Estas marchas ajudavam os legionários a construir sua resistência e persistência às adversidades.

Focando melhor as técnicas de combate, os legionários realizavam ataques com gládio à simples anteparos de madeira, vestidos com a armadura completa e aprendendo a usar o escudo para defesa. Por estarem cientes que um ferimento de quatro ou cinco centímetros poderia causar a morte, eles procuravam conhecer os pontos fracos da proteção do adversário, ou pontos vitais. Também eram qualificados para obedecer ordens e entrar em formações complexas.

Um legionário carregava cerca de 27 quilogramas de equipamento, que consistia em armadura, armas e equipamento. Dentre eles, uma espada, um escudo, uma armadura segmentada, duas pilas (uma pesada e uma leve) e ração para quinze dias de caminhada. Havia também equipamento para construção de fortificações.

No final, o legionário recebia uma diploma, mediante a feitura de um juramento à SPQR (Senatus populusque Romanus) e, mais tarde, ao imperador.

Formações[editar | editar código-fonte]

Com a força de uma legião, um general poderia dispô-la de modo a formar duas linhas. Cada linha seria composta de cinco coortes, ligeiramente afastadas. A primeira linha era formada pela primeira, segunda, terceira, quarta e quinta coortes. Já a segunda seguia desde a sexta até a décima coorte, e ficava atrás da primeira. A coorte da extrema direita possuía uma força de aproximadamente 1100 homens e 30 cavaleiros, enquanto as outras dispunham de 550 homens e 65 cavaleiros.

Atrás da força principal, se localizavam sete unidades de infantaria leve e outras sete unidades de reservistas, respectivamente. O papel da cavalaria era proteger os flancos da legião, já que possuía alto poder de manobra.

Formação de uma legião em trânsito[editar | editar código-fonte]

Em uma caminhada em terreno hostil, uma formação totalmente diferente era adotada. A cavalaria tomava a vanguarda (frente) e era seguida por uma longa coluna de coortes. Atrás desta coluna, vinha a bagagem, servos e veículos, protegidos por muitas unidades de cavalaria. Na retaguarda, estavam localizadas outras unidades de cavalaria e infantaria, para garantir sua proteção. Nos limites da formação, estavam distribuídas as forças mais leves, que serviam de escolta.

Formações de batalha[editar | editar código-fonte]

Primeira formação[editar | editar código-fonte]

Um general que tivesse mais homens que seu adversário, lançava mão de uma formação onde seu exército se fizesse uma linha, deixando por trás unidades de reserva. A manobra consistia na superioridade das forças do general romano. Uma vez percebida a desvantagem, o inimigo iria tentar flanqueá-lo. Para isso, ele terá que lançar suas alas esquerda e direita em torno do exército, para que assim, fosse deixado o inimigo mortalmente ferido, o que deixaria o seu centro desguarnecido. Os reservistas surpreenderiam os inimigos na hora em que tentavam flanquear, fazendo assim com que não conseguissem abraçar totalmente o exército romano. Assim, livre, o centro romano poderia assediar o centro inimigo, já comprometido. A roma tem uma excelente formação de guerreiros, contudo não é possível definir com clareza onde tudo começou, como era o método de ensino e a qualidade ao principio

Segunda formação[editar | editar código-fonte]

Quando um general se julgasse inferior em força, adotaria a tática de atacar a ala esquerda do exército inimigo com a sua ala direita. Uma vez que a ala esquerda de um exército era considerada mais fraca. Isso se devia ao fato de o lado mais fraco de um guerreiro ser o esquerdo, por ter que suportar o peso do escudo, sendo assim o lado esquerdo da formação. A sua ala direita daria a volta na ala esquerda do oponente, atacando pela retaguarda. O centro se manteria alinhado e a sua ala esquerda ficaria à distancia da ala direita do inimigo (provavelmente para evitar que o inimigo agisse conforme a mesma estratégia). As reservas apoiariam o ataque à ala esquerda do inimigo, ou ficariam para evitar ataques ao centro de sua formação.

Terceira formação[editar | editar código-fonte]

Quando a ala esquerda do seu exército era mais forte, atacavam a ala direita do seu inimigo. Esta tarefa era nada mais que um gesto desesperado. A sua ala esquerda, apoiada por forte cavalaria, atacaria a direita do inimigo. Sua ala direita, mais fraca, ficaria mais atrás do centro e a esquerda dos reservistas, que estariam mais ao fundo, alinhados com o centro.

Quarta Formação[editar | editar código-fonte]

Um general que pode confiar na disciplina de seus homens, deveria se engajar em um ataque com ambas as alas, assediando suas respectivas adversárias. A maior efetividade do ataque estava no seu poder de choque. Ambas as alas do exército atacariam o inimigo, causando surpresa. Contrariamente, o ataque divide o exército em três partes. Assim, se o inimigo sobrevivesse ao à primeira carga, o centro Romano ficaria vulnerável e as alas poderiam ser derrotadas separadamente.

Quinta formação[editar | editar código-fonte]

Quando a infantaria leve de um exército é boa, coloque-a na frente do seu centro, para servir de cobertura, atacando ambas as alas. Esta proteção a mais, gerada pela infantaria leve e arqueiros, tornaria o centro menos vulnerável.

Sexta formação[editar | editar código-fonte]

Aquele que não pode confiar no poder e na disciplina de suas tropas, deveria atacar a ala esquerda de seu oponente com sua ala direita, quebrando-o. Mantendo-se em linha, com a ala esquerda e o centro lado-a-lado e a reserva atrás deles, os romanos poderiam aproveitar a brecha fornecida pelo ataque.

Sétima formação[editar | editar código-fonte]

Quando um exército era muito fraco em força ou quantidade, usava-se a tática de cobrir ambos os flancos. No lado direito, poderia ser usada a proteção de uma montanha ou rio, e no esquerdo, unidades de cavalaria e tropas leves cuidariam da cobertura do flanco. Os romanos teriam pouco a temer com tal formação.

Lidando com bigas e elefantes[editar | editar código-fonte]

Os romanos não costumavam usar bigas em seus combates, por serem estas apenas adequadas a terrenos planos. Assim, quando lidavam com elas, costumavam colocar todo tipo de objeto que pudesse causar dano a elas.

Os combatentes tinham muitas maneiras de lidar com elefantes montados. De fato, elefantes podiam carregar muitos soldados, e estes poderiam matar os legionários que se aproximassem, antes que eles pudessem causar dano ao animal. A primeira coisa era tentar matar os combatentes com arqueiros, o que era difícil, pois os de cima dos elefantes provavelmente eram arqueiros também, e tinham vantagens de estarem elevados. A segunda tática era cercar o animal com cavaleiros, e atirar pilo neles. Uma terceira era a de colocar barreiras em seu caminho e atacá-los pelo flanco.