Fortificações de Ladário

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As fortificações de Ladário localizavam-se à margem direita do rio Paraguai, na atual cidade de Ladário, estado de Mato Grosso do Sul, no Brasil.

História[editar | editar código-fonte]

SOUZA (1885), reporta-se ao almirante Augusto Leverger, barão de Melgaço, para informar que a primitiva fortificação deste local remonta a um Presídio (colônia militar) fundado em 1778 por determinação do quarto governador e capitão-general da capitania de Mato Grosso, Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, em honra a quem foi inicialmente denominado Albuquerque (velho) (op. cit., p. 136-137, 139).

Fruto do projeto civilizador da Coroa Portuguesa para a região, um Sargento-mor foi encarregado em 1778 de "levantar uma grande cruz de pau de lei, limpar terreno, fazer quartel e fogos, caçar nos matos vizinhos, pescar nos rios." O sertanista João Leme do Prado ali se instalou com a família e alguns colonos, idos da vila de Cuiabá. Um "Perfil da povoação de Albuquerque" (1784), revela uma praça retangular com uma Capela numa das extremidades e o Quartel na outra, dois arruamentos paralelos a cada um dos lados maiores da praça e poucas casas (DELSON, 1979:102-103. apud SILVA, 1999:74).

Posteriormente, o Presídio de Albuquerque foi transplantado para local mais adequado, constituindo o embrião da futura vila (hoje cidade) de Corumbá (vide Fortificações de Corumbá) (SOUZA, 1885:137).

Após a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870), nesta localidade (antigo presídio de Albuquerque) foi lançada a pedra fundamental do Arsenal de Marinha da Província de Mato Grosso (14 de março de 1873), inaugurado no ano seguinte. Os seus meios de defesa consistiam em três baterias à barbeta pelo lado do rio, e pelos lados de leste e de sul, uma linha quebrada e contínua, circunscrevendo todas as oficinas e dependências do Arsenal (SOUZA, 1885:137). GARRIDO (1940) compreende estas estruturas como constituintes de um forte (Forte do Ladário) que, em 1880, montava sessenta e oito peças de diferentes calibres (op. cit., p. 164).

BARRETTO (1958) informa que, à época (1958), as suas dependências serviam de sede ao 6º Distrito Naval (op. cit., p. 304), constituindo no presente a Base Fluvial de Ladário (BFLa), prestando apoio logístico às embarcações e às OM subordinadas ao 6º Distrito Naval (Informativo NOMAR, Serviço de Relações Públicas da Marinha, Brasília, 30 de março de 2002, n° 719 p. 6).

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BARRETO, Aníbal (Cel.). Fortificações no Brasil (Resumo Histórico). Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1958. 368p.
  • FERRAZ, Antônio Leôncio Pereira. Memória sobre as Fortificações de Mato Grosso (Separata da Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil). Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1930.
  • GALLO, José Roberto (Arq.). Fortificações de Mato Grosso do Sul. Campo Grande: 8º DR/IPHAN/FNPM/MinC Escritório Técnico/MS, mar. 1986.
  • GARRIDO, Carlos Miguez. Fortificações do Brasil. Separata do Vol. III dos Subsídios para a História Marítima do Brasil. Rio de Janeiro: Imprensa Naval, 1940.
  • LEVERGER, Augusto (Almte.). Apontamentos para o Diccionário Chorografico da Província do Mato Grosso. RIHGB. Rio de Janeiro: Tomo XLVII, Partes I e II, 1884. p. 307-504.
  • SILVA, Jovam Vilela da. A lógica portuguesa na ocupação urbana do território mato-grossense. História & Perspectivas. Uberlândia: nº 24, jan.-jun. 2001.
  • SOUSA, Augusto Fausto de. Fortificações no Brazil. RIHGB. Rio de Janeiro: Tomo XLVIII, Parte II, 1885. p. 5-140.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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