Fotoceratite

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Fotoceratite
Especialidade oftalmologia
Classificação e recursos externos
CID-10 H16.13
CID-9 370.24
DiseasesDB 31147
eMedicine 799025
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Fotoceratite ou ceratite ultravioleta é uma dolorosa condição ocular causada pela exposição dos olhos aos raios ultravioleta (UV) de fontes naturais (p.ex. luz solar intensa) ou artificiais (p.ex. o arco elétrico durante a soldagem). A fotoceratite assemelha-se à queimadura solar da córnea e da conjuntiva e não usualmente notada até várias horas após a exposição. Os sintomas incluem lacrimejamento, dor, semelhante à de areia nos olhos.

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Os sintomas mais comuns incluem dor, lacrimejamento intenso, blefaroespasmo, fotofobia[1] e miose.

Causas[editar | editar código-fonte]

Qualquer exposição intensa aos raios ultravioleta pode levar à fotoceratite. Sua ocorrência é comum entre soldadores que não usam proteção adequada para os olhos. Também pode acontecer em função da exposição à luz solar refletida pela neve e pelo gelo, especialmente em altitude. Também pode ocorrer pelo uso de câmaras de bronzeamento sem proteção dos olhos. Assim, as fontes naturais incluem a luz solar refletida pela neve ou pelo gelo ou menos comumente, pelo mar ou pela areia.[2] A neve fresca, fofa, reflete por volta de 80% da radiação UV comparada a uma praia com areia seca (15%) ou a espuma marinha (25%). Este é um problema ainda mais grave em regiões polares e em grandes altitude,[3] considerando-se que a cada 1000 pés (aproximadamente 305 metros) de altitude (acima do nível do mar), a intensidade da radiação ultravioleta aumenta em quatro por cento.[4]

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

As manchas de fluoresceína revelam as áreas atingidas pela radiação ultravioleta.[5]

Prevenção[editar | editar código-fonte]

Óculos de neve tradicionalmente usados pelos Inuítes

A fotoceratite pode ser prevenida pelo uso de óculos de sol ou qualquer tipo de proteção ocular que transmita 5 a 1% da luz visível e absorva quase todos os raios UV. Além disso, esses óculos devem ter grandes lentes e proteções laterais para evitar exposição incidental. Os óculos de sol devem sempre ser usados, mesmo quando o céu está encoberto, uma vez que os raios UV atravessam as nuvens.[6]

Os inuítes, iúpiques e outros povos nativos do Ártico, criaram óculos de neve de materiais como madeira ou galhada de rena para ajudar a prevenir a cegueira pela neve (um dos termos comumente usados para descrever a fotoceratite). Encurvados para encaixarem-se ao rosto do usuário, com um encaixe para o nariz, os óculos feitos dessa forma tinham uma marca estreita ao longo de seu comprimento. Os óculos eram mantidos firmes na cabeça por um cordão feito de tendão de rena.[7]

No evento de perda das lentes dos óculos de sol, pode-se fazer lentes de emergência. O guia de sobrevivência do Serviço Aéreo Especial recomenda escurecer a pela em baixo dos olhos com carvão vegetal (tal como faziam os antigos egípcios) para evitar qualquer reflexo.[8][9]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

A dor pode ser temporariamente aliviada com o uso de colírios anestésicos para exames; no entanto, eles não são usados para tratamento contínuo, uma vez que a anestesia afeta a recuperação da córnea e pode levar à úlcera corneana e até mesmo à perda do olho. Curativos com compressas frias e úmida sobre os olhos e lágrimas artificiais podem ajudar a aliviar os sintomas quando estes retornam. Anti-inflamatórios não esteroides (NSAID) em colírios são muito usados para combater a inflamação e a dor, mas não foram provados em testes. Medicação sistêmica, via oral, pode ser oferecida se o desconforto for severo. A cura em geral é rápida (24 a 72 horas) se a fonte causadora do ferimento for removida. Danos adicionais podem ser evitados com a permanência em cômodo escuro, remoção de lentes de contato, não esfregar os olhos e usar óculos de sol até os sintomas se reduzam.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências