François d'Aguilon

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François d'Aguilon
Nascimento 4 de janeiro de 1567
Bruxelas
Morte 20 de março de 1617 (50 anos)
Tournai
Nacionalidade Bélgica belga
Alma mater Universidade de Douai
Ocupação matemático, físico, arquiteto
Religião Catolicismo

François d'Aguilon (também d'Aguillon ou em latim: Franciscus Aguilonius; Bruxelas, 4 de janeiro de 1567 — Tournai, 20 de março de 1617) foi um jesuíta, matemático, físico e arquiteto belga.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Opticorum libri sex, 1613
Ilustração por Rubens para o "Opticorum libri sex philosophis juxta ac mathematicis utiles", de François d'Aiguillon. Ela demonstra como a projeção é calculada.

Juventude e formação[editar | editar código-fonte]

D'Aguilon estudou Literatura e Filosofia nas faculdades de Douai e Paris antes de se tornar um jesuíta em 1586. Concluiu o curso de Filosofia (1587-1589) e ensinou literatura em Douai, antes cursar Teologia em Salamanca, Espanha (1592-1596). Foi ordenado sacerdote em Ypres em 1596. Ensinou teologia na Antuérpia, onde foi reitor.

Matemático[editar | editar código-fonte]

Entretanto, foi na Matemática e na Óptica, que d'Aguilon demonstrou seu pleno potencial. Foi professor de matemática em Douai, e em 1598 foi transferido para a Antuérpia, onde iniciou uma escola especial de matemática, que pretendia perpetuar a investigação matemática e o estudo na sociedade dos jesuítas. Esta escola produziu geômetras como: André Tacquet, Jean-Charles della Faille e Théodore Moretus. Foi também reitor até 1616.

Seu livro, Opticorum Libri Sex philosophis juxta ac mathematicis utiles (Seis Livros da Óptica, úteis para filósofos e matemáticos), publicado na Antuérpia em 1613, foi ilustrado pelo famoso pintor Peter Paul Rubens. Foi notável por conter os princípios das projeções estereográfica e ortográfica, e inspirou as obras de Girard Desargues e Christiaan Huygens.

Como arquiteto, trabalhou nos projetos das igrejas jesuítas de Tournai e Mons. Foi o arquiteto da mais bela igreja jesuíta do Barroco nos Países Baixos, a igreja da Casa Professa dos Jesuítas (atual igreja de São Carlos Borromeu, em Antuérpia) concluída após sua morte, pelo também jesuíta e arquiteto de profissão, Pieter Huyssens. A decoração interior ficou a cargo de Peter Paul Rubens.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Fontes primárias
Fontes secundárias