Francesinha

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Disambig grey.svg Nota: Se procura o modo de pintar a unha, veja manicure francesa.


Francesinha é um prato típico e originário da cidade do Porto, em Portugal.

A francesinha tem a forma de uma sanduíche e é constituída por linguiça, salsicha fresca, fiambre, carnes frias e bife de carne de vaca ou, em alternativa, lombo de porco assado e fatiado, coberta com queijo posteriormente derretido. É guarnecida com um molho à base de tomate, cerveja e piri-piri. Os acompanhamentos de ovo estrelado (no topo da sanduíche) e batatas fritas são facultativos.[1]

Francesinha com ovo e batatas fritas

Variedades[editar | editar código-fonte]

Existem variedades de francesinhas com cogumelos, galinha, bacalhau, atum, vegetais, entre outras.

Na Póvoa de Varzim surgiu uma variedade na década de 1960 num snack-bar do Passeio Alegre, a denominada francesinha poveira.[2]

Fama[editar | editar código-fonte]

Foi considerada pelo Aol Travel[3], um megasite norte-americano sobre destinos turísticos e lazer, uma das 10 melhores sanduíches do mundo.[1] bem como pelo 'site' britânico "The Culture Trip" [4] e pela prestigiada revista espanhola de viagens “Condé Nest Traveller”[5].

História[editar | editar código-fonte]

A sua criação tem raízes populares e muitas histórias rodam à volta deste petisco famoso. Com frequência e reunindo algum consenso, atribui-se a sua criação a Daniel David Silva[6], minhoto de Terras do Bouro, que após estar emigrado, traz as influências do croque-monsieur, confeccionando-no por volta de 1953 na Regaleira, restaurante da rua do Bonjardim no Porto, que ainda hoje serve a iguaria, publicitando-se como local de origem da mesma.

O nome Francesinha, reza a história, deve-se ao facto de Daniel David Silva afirmar que "A mulher mais picante que conheço é a francesa"[7] A partir daqui muitas histórias se contam, inclusive que um empregado da Regaleira, saiu com o segredo do molho, em 1963, para o Restaurante Mucaba, em Vila Nova de Gaia, começando a expansão da criação gastronómica de Silva.

Outra das teorias sobre a origem do prato remonta-o ao contexto da Guerra Peninsular, afirmando que as tropas napoleónicas costumavam comer umas sandes de pão de forma, onde colocavam toda a espécie de carnes e muito queijo. À época, no entretanto, não incluía um complemento que os portuenses passaram acrescentar – o molho.

Aficionados[editar | editar código-fonte]

A Francesinha é um petisco de culto em toda a zona norte do país, em particular no Porto. Não é, pois, de estranhar que tenham surgido ao longo dos tempos diversos grupos com o objectivo de ordenar e classificar as Francesinhas ou apenas de a homenagear[8].

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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