Francisco António de Araújo e Azevedo

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Francisco António de Araújo e Azevedo (21 de Dezembro de 1772Angra, 4 de Abril de 1821) foi um militar e administrador colonial português. Na sua carreira militar alcançou o posto de brigadeiro do Exército português. Pertenceu ao Conselho de Sua Majestade, foi comendador da Ordem Militar de Avis, cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada e exerceu o cargo de 7.º capitão-general da Capitania Geral dos Açores.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Pertencia à casa de Sá e Lage, de Ponte de Lima, sendo irmão de António de Araújo e Azevedo (1754-1817), 1º conde da Barca, um influente político da época.

Foi nomeado capitão-general dos Açores a 20 de agosto de 1816, tendo desembarcado em Angra a 11 de maio de 1817 e tomado posse no dia 14 do mesmo mês.

Entre 1820 e 1821 residiu no Palácio Bettencourt, construção dos fins do século XVII e inícios do XVIII, onde veio a ser a sede do seu governo.

Durante o seu governo tomou medidas em prol do arroteamento de terras incultas, forçou a conclusão das obras da estrada Angra-Praia pela Achada, e a alteração das rodas dos carros de bois, cujos pregos, salientes, danificavam os caminhos. Mandou abater muitas das cabras que viviam à solta nos terrenos baldios como forma de controle dos rebanhos e para obrigar a uma agricultura mais progressiva e menos de subsistência. Tais medidas foram mal-interpretadas pela população em geral, que lhe devotou um ódio desmedido e o apelidou de "mata-cabras".

Receando que a crise diplomática entre Portugal e a Espanha, desencadeada pela ocupação de Montevidéu, na Província Cisplatina, por tropas portuguesas em 1817 fosse causa de represálias contra os Açores, promoveu não apenas uma profunda reforma da estrutura militar no arquipélago, como também o restauro e construção de novos fortes, como o de São José, o de São Caetano e o de São João.[1]

Tendo liderado a Revolta constitucional de Angra que depôs o seu sucessor, Francisco de Borja Garção Stockler, foi morto num contra-golpe militar que ocorreu na noite de 3 para 4 de abril de 1821.

Foi sepultado no carneiro da igreja do Castelo de São João Baptista no Monte Brasil, sendo posteriormente os seus restos mortais trasladados para o Cemitério do Livramento, em Angra do Heroísmo.

Referências

  1. FARIA, 2000:156.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • FARIA, Manuel Augusto. "Plantas dos Fortes da Ilha Terceira". Atlântida, vol. LXV, 2000. p. 154-171.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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