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Francisco, Príncipe de Joinville

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Francisco
Príncipe de Joinville
Dados pessoais
Nascimento14 de agosto de 1818
Neuilly-sur-Seine, França
Morte16 de junho de 1900 (81 anos)
Paris, França
Sepultado emCapela Real, Dreux, França
Nome completo
nome pessoal em francês: François-Ferdinand-Philippe-Louis-Marie d’Orléans
EsposaFrancisca do Brasil
Descendência
Francisca de Orleães
Pedro, Duque de Penthièvre
Leopoldina de Orleães
CasaOrleães
PaiLuís Filipe I de França
MãeMaria Amélia de Nápoles
ReligiãoCatolicismo
AssinaturaAssinatura de Francisco

Francisco, Príncipe de Joinville (em francês: François Ferdinand Philippe-Louis Marie d’Orléans; Neuilly, 14 de agosto de 1818Paris, 16 de junho de 1900), foi um príncipe, oficial naval e escritor francês, notável por seu papel na modernização da Marinha Francesa.[1] Era o terceiro filho de Luís Filipe I, rei dos franceses, e de sua esposa, a rainha Maria Amélia de Nápoles.

Joinville ingressou na marinha em 1831, tornando-se tenente em 1836. Enviado a Veracruz em 1838, destacou-se em combate, sendo promovido a capitão em 1839. Em 1840, teve a honra de transportar os restos mortais de Napoleão de volta à França. Nomeado vice-almirante em 1844, causou grande repercussão com um artigo na Revue des Deux Mondes, no qual comparava as forças navais da Inglaterra e da França, desfavorecendo a França. Para corrigir o desequilíbrio, ele sugeriu que a França adquirisse vapores. Grande incentivador de novas invenções, foi patrono de Dupuy de Lôme, arquiteto dos primeiros navios a vapor e a hélice.[1]

Em 1843, casou-se com a princesa Francisca de Bragança, irmã de Pedro II, imperador do Brasil, com quem teve três filhos: o Duque de Penthièvre, que também ingresso na Marinha; a princesa Francisca, que se casou com o Duque de Chartres em 1863;[2] e a princesa Leopoldina.

Após 1848, Joinville foi para a Inglaterra e, em 1861, para os Estados Unidos, onde ofereceu seus serviços ao presidente Lincoln. Retornando à França em 1870, foi expulso, voltou sob o nome de "Coronel Lutherod" e foi exilado novamente. Contudo, a lei que exilava a família Orleães foi revogada em 1871. Eleito deputado pelo Alto Marne em 1871, retirou-se da vida pública em 1875. Suas obras incluem Essais sur la marine française (1852) e Études sur la marine (1859 e 1870).[1]

Biografia

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Primeiros anos

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Francisco de Orleães, príncipe de Joinville, com sua tia Madame Adelaide de Orleães
Louis Hersent, 1840

Francisco nasceu no dia 14 de agosto de 1818, em Neuilly-sur-Seine, como o sétimo filho de Luís Filipe e de sua esposa, Maria Amélia de Bourbon. Assim como seus irmãos mais velhos, passou a juventude no Lycée Louis-le-Grand, em Paris. Quando tinha pouco menos de doze anos, ocorreu a Revolução de Julho na França, que levou seu pai ao trono como rei dos Franceses. Atendendo ao desejo de seu pai, Francisco ingressou na Marinha Francesa. Após ser aprovado nos exames da Escola Naval de Brest, fez sua primeira viagem em 1831, a bordo da fragata Artemis, com destino a Marselha. Depois, contornou a costa da França e fez escalas em Córsega, Livorno, Nápoles e Argélia. Tornou-se tenente em 1836. Seu primeiro serviço notável foi no bombardeio de San Juan de Ulloa, em novembro de 1838, quando liderou um grupo de desembarque e fez prisioneiro o general mexicano Arista com as próprias mãos em Vera Cruz. Foi promovido a capitão e, em 1844, conduziu operações navais na costa do Marrocos, bombardeando Tânger e ocupando Mogador, sendo recompensado com o posto de vice-almirante.[2]

Desde muito jovem, Francisco sofreu de surdez progressiva. Seu amigo, o celébre escritor Victor Hugo, escreveu em suas memórias: A surdez do príncipe de Joinville está aumentando. Às vezes o entristece, às vezes ele a ignora.[3]

Retour des cendres

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Francisco

Em 1840, dez anos após a ascensão de Luís Filipe I ao trono, começaram a surgir planos mais concretos para trazer os restos mortais de Napoleão Bonaparte da Ilha de Santa Helena. Isso estava em conformidade com o desejo do imperador francês de ser sepultado em solo francês. Além disso, Adolphe Thiers, o novo Primeiro-Ministro de Luís Filipe I, historiador do Consulado e do Império Francês, via o retorno dos restos mortais de Napoleão como um grande "coup de théâtre" político. No entanto, dentro da família real francesa, as opiniões sobre o traslado dos restos de Napoleão eram mais céticas. Francisco, por exemplo, não queria ser responsabilizado pelo trabalho de "carregador" ou "coveiro", enquanto a rainha Maria Amélia considerava que tal ação seria alimento para as mentes inflamadas. Já a filha dela, Luísa, via o movimento como puro teatro.[4]

No dia 7 de agosto de 1840, a fragata Belle Poule partiu de Toulon, escoltada pela corveta Favorite. Francisco comandava a fragata e toda a expedição. A viagem durou 93 dias e, devido à juventude de alguns membros da tripulação, transformou-se em uma verdadeira excursão turística, com paradas de quatro dias em Cádiz, dois dias na Madeira e quatro dias em Tenerife, enquanto na Bahia, no Brasil, a tripulação celebrou por 15 dias. Finalmente, os dois navios chegaram a Santa Helena no dia 8 de outubro, encontrando na ancoragem a corveta francesa l'Oreste, comandada por Doret, um dos oficiais que havia idealizado o ousado plano para transportar Napoleão após Waterloo, e que agora era capitão da corveta. Doret chegou à ilha para prestar suas últimas homenagens a Napoleão, mas também trouxe notícias preocupantes – o "incidente egípcio", combinado com a política agressiva de Thiers, estava prestes a desencadear uma ruptura diplomática entre a França e a Grã-Bretanha. O príncipe de Joinville sabia que a cerimônia seria respeitada, mas temia que os navios franceses fossem interceptados pelos britânicos na viagem de volta.

Transferência dos restos mortais de Napoleão a bordo da Belle Poule, 15 de outubro de 1840
Eugène Isabey, 1843

A missão desembarcou no dia seguinte e seguiu para a Plantation House, onde o governador da ilha, major-general George Middlemore, os aguardava. Após uma longa conversa com Francisco (enquanto o resto da tripulação esperava impacientemente no corredor), Middlemore se apresentou à missão e anunciou: Senhores, os restos do imperador serão entregues a vocês na quinta-feira, 15 de outubro. Em seguida, a missão partiu para Longwood, passando pelo Vale dos Túmulos, também conhecido como Vale do Gerânio.[5] Na entrada do portão, o príncipe de Joinville desceu do cavalo, descobriu a cabeça e se aproximou das grades; o resto da missão o seguiu. Em profundo silêncio, todos observaram o túmulo solitário e desolado, refletindo. Meia-hora depois, Francisco subiu novamente no cavalo e a expedição seguiu viagem. A missão retornou ao Vale dos Túmulos à meia-noite de 14 de outubro, embora o príncipe de Joinville tenha permanecido a bordo do navio, já que todas as operações, até a chegada do caixão ao ponto de embarque, seriam conduzidas por soldados britânicos, e não pelos marinheiros franceses. Ele sentia que não poderia estar presente durante o processo, nem poderia supervisioná-lo. Às 5h30, Middlemore se aproximou de Francisco, e uma breve conversa entre eles marcou o momento em que os restos mortais de Napoleão foram oficialmente entregues à França.[6]

Casamento brasileiro

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Retrato de Francisca, Princesa de Joinville (1843) por Franz Xaver Winterhalter

Em 1838, Francisco fez sua primeira viagem ao Brasil, onde foi calorosamente recepcionado pelo imperador D. Pedro II, filho do imperador Dom Pedro I do Brasil e da arquiduquesa Maria Leopoldina da Áustria, uma Habsburgo. Durante seu tempo na corte brasileira, Francisco conheceu a princesa Francisca, filha mais jovem de Pedro I e sua prima de primeiro grau uma vez removida, que na época tinha 14 anos. Em 1843, Francisco partiu novamente para o Rio de Janeiro, com o intuito de se casar com a princesa brasileira.

O casamento foi efetuado a 1 de maio. Francisca recebeu por dote um milhão de francos, ou 750 contos, e terras devolutas na Província de Santa Catarina, no Sul do Brasil, com 25 léguas quadradas, ou três mil braças, situadas a nordeste da província, à margem esquerda do rio Cachoeira. A região havia sido delimitada dois anos por D. Pedro II para compor o dote da irmã, e por isso recebera o nome de Colônia Dona Francisca. Com a celebração da união, a colônia passou à soberania do príncipe de Joinville, adquirindo assim o nome de Joinville.[7]

Já em 1848, o rei Luís Filipe, pai do príncipe, passando por dificuldades governamentais na França, acaba destronado e busca asilo na Inglaterra, vivendo sob teto tomado de empréstimo do genro Leopoldo da Bélgica. Em 1849, passando por dificuldades financeiras atípicas para famílias de nobreza real, o Príncipe de Joinville estabelece contrato com o senador hamburguense Christian Mathias Schroeder, no qual, além de uma série de direitos e deveres entre as partes no empreendimento de colonização, o príncipe lhe concede 8 léguas quadradas de terra a título de alienação perpétua, e ocupa acento como sócio da Sociedade Colonizadora de Hamburgo. O acordo abre o caminho para o plano de colonização e estímulo da ocupação da região nordeste da Província de Santa Catarina.[8]

Exílio e Guerra Civil Americana

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Em 1848, o pai de Francisco, o rei Luís Filipe, foi deposto quando a monarquia foi abolida na França e a Segunda República Francesa foi instaurada. Assim como seus pais e irmãos, Francisco perdeu nominalmente todas as suas propriedades e terras na França, incluindo as terras francesas do principado de Joinville, e apressadamente foi para o exílio na Inglaterra com sua esposa e família.

Francisco foi impedido de continuar sua carreira na marinha pela Segunda República. Assim, em 1851, anunciou sua candidatura para as eleições presidenciais francesas, que ocorreriam em 1852,[9] esperando abrir caminho para a eventual restauração da monarquia. Seu plano de se tornar um segundo "Príncipe-Presidente" foi preterido pelo golpe de Estado em 2 de dezembro de 1851, pelo qual o Louis-Napoléon Bonaparte ascendeu ao trono como Napoleão III.

Em 1861, com a eclosão da Guerra Civil Americana, ele foi aos Estados Unidos e colocou os serviços de seu filho e dois de seus sobrinhos à disposição do governo.[2] O presidente Abraham Lincoln o nomeou, junto com seus sobrinhos, para o estado-maior do major general George B. McClellan.[10] Em junho de 1862, desentendimentos com a posição dos Estados Unidos em relação ao México fizeram o príncipe se retirar das forças da União, retornando à Europa.[10]

Francisco (segundo à direita) com a equipe e dignitários do General McClellan (centro), durante a Guerra Civil Americana
Francisco por volta de 1861

Com a queda do Segundo Império Francês em 1870, Francisco voltou à França, mas foi imediatamente expulso pelo Governo de Defesa Nacional. Retornando de forma disfarçada, ele se juntou ao exército do general Louis d'Aurelle de Paladines, sob o nome falso de "Coronel Lutherod", lutou bravamente em Orleães e, depois, ao revelar sua identidade, solicitou formalmente permissão para servir no Exército Francês. No entanto, Léon Gambetta o prendeu e o enviou de volta para a Inglaterra.[2]

Nas eleições de 1871 para a Assembleia Nacional, o príncipe foi eleito para representar o Alto Marne, o departamento de seu antigo principado. Por um acordo com Adolphe Thiers, entretanto, o príncipe não assumiu seu assento até que Thiers fosse eleito presidente da república provisória.[2]

Últimos anos

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Em 1886, uma nova lei contra os pretendentes ao trono que faziam parte das forças armadas francesas privou Francisco de seu posto como almirante.

Francisco e a esposa viveram suas últimas décadas juntos em Paris, em sua casa na avenida d'Antin.[11] Francisca faleceu em 1898, aos 73 anos,[12] e Francisco a sobreviveu por dois anos, falecendo em casa no dia 16 de junho de 1900, aos 81 anos.[2]

O príncipe de Joinville foi autor de vários ensaios e panfletos sobre assuntos navais e outras questões de interesse público, que foram, em sua maioria, originalmente publicados de forma anônima ou sob pseudônimo, sendo posteriormente republicados sob seu próprio nome após a queda do Império. Entre eles estão Essais sur la marine française (1853); Études sur la marine (1859 e 1870); Guerre d'Amérique, campagne du Potomac (1862 e 1872); Encore un mot sur Sadowa (Bruxelas, 1868); e Vieux souvenirs (1894).[2]

Francisco de Joinville também era pintor. Ele esteve presente na Revolução de 1830, quando o rei Bourbon Carlos X foi substituído por seu pai, o orleanista Luís Filipe. Antes e depois disso, em diversos retratos da vida nacional francesa, ele retratou grandes eventos da história da monarquia francesa. Quando as tropas de Carlos X se concentraram na Praça da Concórdia, ele as retratou disparando contra a multidão. Pintou também Carlos X quando a multidão invadiu o Palais-Royal, com o pai de Francisco, o futuro rei dos franceses, parado atrás dele.

Em uma cena famosa, Francisco desenhou uma mulher sobre alguns homens que lhe entregavam a Bandeira Tricolor enquanto marchavam em 31 de julho de 1830. Os motivos reais de Francisco contrastavam fortemente com a famosa representação do mesmo evento feita por Eugène Delacroix.

Francisco também pintou a entrega do corpo de Napoleão ao retornar de Santa Helena.

No total, Francisco pintou 35 aquarelas:

Descendência

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  1. Francisca de Orleães, Duquesa de Chartres (14 de agosto de 1844 - 28 de outubro de 1925), casou-se com seu primo Roberto, Duque de Chartres, filho do herdeiro da coroa francesa Fernando Filipe, Duque de Orleães e da princesa Helena de Meclemburgo-Schwerin, com quem teve cinco filhos;
  2. Pedro de Orleães, Duque de Penthièvre (4 de novembro de 1845 - 17 de julho de 1919), não se casou, mas teve dois filhos ilegítimos com Angélique Lebesgue;
  3. Maria Leopoldina de Orleães (30 de outubro de 1849), morreu poucas horas após o nascimento.

Ancestrais

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Referências

  1. a b c «François Ferdinand Philippe Louis Marie d'Orléans, Prince de Joinville». Encyclopædia Britannica. 2023. Consultado em 25 outubro 2025 
  2. a b c d e f g «Joinville, François Ferdinand Philippe Louis Marie, Prince de» (em inglês). 1911 Encyclopædia Britannica. Consultado em 26 outubro 2025 
  3. «The Project Gutenberg Etext of The Memoirs of Victor Hugo by Victor Hugo» (PDF). p. 83. Consultado em 25 outubro 2025 
  4. Guy Antonetti (2002). Louis-Philippe. Paris: Fayard. p. 819. ISBN 978-2-213-59222-0 
  5. Cp Ben Weider, „My Pilgrimage to St Helena”. Consultado em 2011-01-02
  6. d'Orléans (Prince de Joinville), François-Ferdinand-Philippe-Louis-Marie (8 de dezembro 2012) [1894]. Lévy, Calmann, ed. Memoirs of the Prince de Joinville: Vieux Souvenirs. Traduzido por Loyd, Mary. Illustrations by Alex Struik 10 ed. Scotts Valley, California, United States of America: Createspace Independent Publishing Platform (Amazon). 223 páginas. ISBN 978-1-4812-0620-4 
  7. FICKER, Carlos. História de Joinville: crônica da Colônia Dona Francisca. 3.ed. Joinville: Letradágua, 2008., p. 25, 33, 41
  8. Cavalheiro, Wagner (2022). O CAMPO EM QUE NASCE O AÇÚCAR: O ENGENHO DO DUQUE DE AUMALE E O SUSSURRAR DE UM PATRIMÔNIO CULTURAL EM JOINVILLE/SC (1865 – 2020) (PDF) (Tese). p. 11. Consultado em 26 de outubro de 2025 
  9. «France. Paris, Wednesday Evening, 3 Sept.». The New York Times. 18 de setembro de 1851. Consultado em 7 de julho de 2016 
  10. a b Lang, Harry G. «A Deaf Prince in Art and War: The Prince de Joinville, French exile and military advisor». militaryimages.atavist.com. Consultado em 26 de setembro de 2017. Cópia arquivada em 26 de setembro de 2017 
  11. «François d'Orléans». stephane-thomas.pagesperso-orange.fr. Consultado em 22 de agosto de 2020 
  12. «Françoise de Bragance». stephane-thomas.pagesperso-orange.fr. Consultado em 22 de agosto de 2020 
  13. a b Albano da Silveira Pinto (1883). «Sereníssima Casa de Bragança». In: Lisboa F.A. da Silva. Resenha das Familias Titulares e Grandes de Portugal. Lisboa: [s.n.] p. xxv 
  14. «Cavaleiros da insigne ordem do tosão de ouro». Guía Oficial de España (em espanhol). [S.l.: s.n.] 1887. p. 146. Consultado em 21 Março 2019 
  15. Staatshandbücher für das Herzogtum Sachsen-Coburg und Gotha (1884), "Ordem da Casa Saxe-Ernestina" p. https://zs.thulb.uni-jena.de/rsc/viewer/jportal_derivate_00244601/Sachsen_Coburg_Gotha_497472023_497472813_1884_8_0073.tif?logicalDiv=jportal_jparticle_00483785 31
  16. «Nichan ad-Dam, ou ordem do Sangue, instituído... – Lote 198» 
  17. Napoli (Stato) (1857). Stamp. Reale, ed. Almanacco reale del Regno delle Due Sicilie: per l'anno ... [S.l.: s.n.] p. 403 
  18. H. Tarlier (1854). Almanach royal officiel, publié, exécution d'un arrête du roi (em francês). 1. [S.l.: s.n.] p. https://books.google.com/books?id=p35NAAAAcAAJ&pg=PA37 37 

Ligações externas

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