Francisco I da Áustria
Francisco II & I (nome pessoal em alemão: Franz Josef Karl; Florença, 12 de fevereiro de 1768 – 2 de março de 1835) foi o último Sacro Imperador Romano-Germânico como Francisco II, de 1792 a 1806, e o primeiro Imperador da Áustria como Francisco I, de 1804 a 1835. Também foi Rei da Hungria, Croácia e Boêmia, e serviu como o primeiro Presidente da Confederação Germânica após sua criação em 1815.
Filho mais velho do futuro imperador Leopoldo II e de Maria Luísa da Espanha, Francisco nasceu em Florença, onde seu pai governava como Grão-Duque da Toscana. Leopoldo tornou-se Sacro Imperador Romano-Germânico em 1790, mas faleceu dois anos depois, e Francisco o sucedeu. Seu império logo se envolveu nas Guerras Revolucionárias Francesas, a primeira das quais terminou em derrota austríaca e na perda da margem esquerda do Reno para a França. Após outra vitória francesa na Guerra da Segunda Coalizão, Napoleão Bonaparte coroou-se Imperador dos Franceses. Em resposta, Francisco assumiu o título de Imperador da Áustria. Francisco continuou a liderar a oposição a Napoleão nas Guerras Napoleônicas, sofrendo derrotas sucessivas que enfraqueceram significativamente a Áustria como potência europeia. Em 1806, após Napoleão criar a Confederação do Reno, Francisco abdicou como Sacro Imperador Romano-Germânico, marcando, na prática, a dissolução do Sacro Império. Após a derrota na Guerra da Quinta Coalizão, cedeu mais territórios à França e foi obrigado a casar sua filha, Maria Luísa, com Napoleão.
Em 1813, Francisco voltou-se contra Napoleão e finalmente o derrotou na Guerra da Sexta Coalizão, forçando o imperador francês a abdicar. A Áustria participou como membro central da Santa Aliança no Congresso de Viena, amplamente dominado pelo chanceler de Francisco, Klemens von Metternich, culminando em uma nova ordem europeia e na restauração de grande parte dos antigos domínios de Francisco. Com a criação do Concerto da Europa, que visava conter tendências nacionalistas e liberais populares, Francisco passou a ser visto como um monarca reacionário nos anos finais de seu reinado. Francisco faleceu em 1835, aos 67 anos, e foi sucedido pelo filho, Fernando I da Áustria.
Primeiros anos
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Francisco era filho de Leopoldo II do Sacro Império Romano-Germânico e de sua esposa Maria Luísa da Espanha, filha de Carlos III da Espanha. Francisco nasceu em Florença, capital do Grão-Ducado da Toscana, onde seu pai reinou como grão-duque de 1765 a 1790. Embora tenha tido uma infância feliz, cercado por seus numerosos irmãos,[1] sua família sabia que Francisco provavelmente seria um futuro imperador (seu tio, José II, não tinha herdeiros sobreviventes de nenhum de seus dois casamentos). Por isso, em 1784, o jovem arquiduque foi enviado à corte imperial em Viena para ser educado e preparado para seu futuro papel.[2]
O próprio imperador José II assumiu a responsabilidade pelo desenvolvimento de Francisco. Seu regime disciplinar era um forte contraste com a corte indulgente de Florença de Leopoldo. O imperador escreveu que Francisco era de estatura pequena, atrasado em destreza corporal e maneiras, e nada mais que um filho mimado pela mãe. José concluiu que a forma como foi tratado por mais de dezesseis anos só poderia tê-lo confirmado na ilusão de que a preservação de sua própria pessoa era a única coisa importante.[2]
Com esse objetivo, José adotou um método de ensino exigente, baseado no "medo e no desprazer".[3] O jovem arquiduque foi isolado, sob o argumento de que isso o tornaria mais autossuficiente, já que José acreditava que Francisco não sabia se conduzir nem pensar por conta própria. Ainda assim, Francisco admirava muito o tio, embora o temesse. Para completar sua formação, Francisco foi enviado para integrar um regimento do exército na Hungria e adaptou-se facilmente à rotina da vida militar.[4] Ele esteve presente no Cerco de Belgrado (1789) (1789), ocorrido durante a Guerra Austro-Turca (1788–1791).[5]
Após a morte de José II em 1790, o pai de Francisco tornou-se imperador. Francisco teve uma primeira experiência de poder ao atuar como representante de Leopoldo em Viena, enquanto o novo imperador viajava pelo império tentando reconquistar os que haviam sido alienados pelas políticas de seu irmão.[6] O esforço cobrou seu preço de Leopoldo, que adoeceu durante o inverno de 1791. Seu estado piorou gradualmente no início de 1792; na tarde de 1 de março, Leopoldo faleceu, com apenas 44 anos. Francisco, então com 24 anos, tornou-se imperador.
Reinado
[editar | editar código]Guerras com a França
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Como imperador do Sacro Império Romano-Germânico e soberano de vastos territórios da Europa Central e Oriental, Francisco sentia-se ameaçado tanto pelos revolucionários franceses quanto, mais tarde, pelo expansionismo de Napoleão Bonaparte, bem como pelas reformas sociais e políticas que acompanhavam os exércitos franceses em sua conquista do continente. Francisco teve uma relação conturbada com a França. Sua tia, Maria Antonieta da Áustria, esposa de Luís XVI e rainha consorte da França, foi guilhotinada pelos revolucionários em 1793, no início de seu reinado. Embora o episódio tenha chocado a Europa, Francisco mostrou-se, em geral, indiferente ao destino dela.[7]
Mais tarde, ele conduziu o Sacro Império Romano-Germânico às Guerras Revolucionárias Francesas. Em 1794, comandou brevemente as forças aliadas na Campanha de Flandres durante a Guerra da Primeira Coalizão, antes de transferir o comando ao irmão, o arquiduque Carlos. Posteriormente, foi derrotado por Napoleão. Pelo Tratado de Campoformio (1797), Francisco cedeu a margem esquerda do rio Reno à Primeira República Francesa, em troca da Veneza e Dalmácia. Mais uma vez enfrentou a França durante a Guerra da Segunda Coalizão.
Em 11 de agosto de 1804, em resposta ao ato de Napoleão de coroar-se Imperador dos Franceses no início daquele ano, Francisco anunciou que passaria a usar o título de Imperador Hereditário da Áustria, como Francisco I, decisão que, do ponto de vista jurídico imperial, era tecnicamente ilegal. Contudo, Napoleão havia previamente aceitado essa medida, e ela foi implementada sem contestação.[8][nota 1]
Guerras Napoleônicas
[editar | editar código]Durante a Guerra da Terceira Coalizão, as forças austríacas sofreram uma derrota devastadora na Batalha de Austerlitz, o que obrigou Francisco a aceitar a Paz de Presburgo (1805). Esse acordo enfraqueceu profundamente a Áustria e levou ao colapso final do Sacro Império Romano-Germânico. Em julho de 1806, sob forte pressão da França, a Baviera e outros quinze Estados alemães aprovaram os estatutos que criaram a Confederação do Reno, tendo Napoleão Bonaparte como seu protetor. Eles comunicaram à Dieta Imperial sua decisão de se retirar do Império com efeito imediato. Pouco depois, em 22 de julho, Napoleão enviou um ultimato a Francisco exigindo que ele abdicasse do título de Sacro Imperador Romano até 10 de agosto.[10][11]

Cinco dias depois, Francisco aceitou o inevitável e, sem mencionar diretamente o ultimato, declarou que, desde a Paz de Pressburg, havia procurado cumprir seus deveres como imperador, mas que as circunstâncias o haviam convencido de que não poderia mais governar conforme seu juramento. A formação da Confederação do Reno, segundo ele, tornava isso impossível. Assim, proclamou: decretamos que consideramos dissolvido o vínculo que até agora nos unia aos Estados do Império,[12] o que, na prática, significou a dissolução do Sacro Império Romano-Germânico. Ao mesmo tempo, declarou a retirada completa e formal de seus domínios hereditários da jurisdição imperial.[13] A partir de então, passou a reinar como Francisco I, Imperador da Áustria.
Em 1809, considerando inevitável um novo confronto com a França e influenciado por figuras mais belicistas em Viena, Francisco voltou a atacar Napoleão, tentando aproveitar o envolvimento francês na Guerra da Península Ibérica. Contudo, foi novamente derrotado e obrigado a se aliar ao imperador francês. Como parte do acordo, a Áustria perdeu territórios, aderiu ao Bloqueio Continental e Francisco casou sua filha, Maria Luísa, com Napoleão Bonaparte. As Guerras Napoleônicas enfraqueceram profundamente a Áustria, que se tornou um Estado sem saída para o mar e perdeu sua posição dominante entre os Estados de língua alemã, liderança que, mais tarde, passaria ao Reino da Prússia.

Em 1813, pela quinta e última vez, a Áustria voltou-se contra a França, unindo-se ao Reino Unido, à Rússia, Prússia e Suécia na Guerra da Sexta Coalizão. A Áustria teve papel central na derrota final de Napoleão. Em reconhecimento a isso, Francisco, representado por Klemens von Metternich, presidiu o Congresso de Viena em 1814, que reorganizou o mapa europeu, estabeleceu o Concerto da Europa e a Santa Aliança, inaugurando um período de conservadorismo político no continente. O Congresso também criou, em 1815, a Confederação Germânica, uma associação de Estados da Europa Central que substituiu, de forma mais flexível, o antigo Sacro Império. O evento representou um grande triunfo pessoal para Francisco, que recebeu as delegações estrangeiras com grande hospitalidade.[14] Contudo, ele acabou enfraquecendo seus aliados, o czar Alexandre I da Rússia e o rei Frederico Guilherme III da Prússia, ao firmar secretamente um tratado com o restaurado rei Luís XVIII da França.[15]
Política interna
[editar | editar código]Os acontecimentos violentos da Revolução Francesa marcaram profundamente a mente de Francisco, assim como a dos demais monarcas europeus, e o levaram a desconfiar de qualquer forma de radicalismo. Em 1794, foi descoberta uma conspiração "jacobina" dentro dos exércitos austríaco e húngaro.[16] Os líderes foram levados a julgamento, mas as sentenças apenas tocaram a superfície do complô. O irmão de Francisco, o arquiduque Alexandre Leopoldo (então palatino da Hungria), escreveu ao imperador dizendo: Embora tenhamos capturado muitos dos culpados, ainda não chegamos realmente ao fundo dessa história. Mesmo assim, dois oficiais fortemente implicados foram enforcados e expostos em forca pública, enquanto vários outros receberam penas de prisão — muitos dos quais morreram em decorrência das condições precárias.[17]

As experiências desse período tornaram Francisco profundamente desconfiado, levando-o a criar uma ampla rede de espiões e censores, encarregados de monitorar qualquer forma de dissidência.[17] Nesse aspecto, ele seguiu o exemplo do pai, já que o Grão-Ducado da Toscana possuía um dos sistemas de polícia secreta mais eficientes da Europa.[18] Nem mesmo sua família escapou dessa vigilância: seus irmãos, os arquiduques Carlos e João, tiveram suas reuniões e atividades monitoradas.[19] A censura também se tornou prática comum. O dramaturgo Franz Grillparzer, partidário dos Habsburgo, teve uma de suas peças proibida apenas por "precaução". Ao encontrar o censor responsável, Grillparzer perguntou o que havia de errado na obra, ao que o censor respondeu: Ah, nada em particular. Mas pensei comigo mesmo: nunca se sabe.[20]
No campo militar, Francisco concedeu ao irmão, o arquiduque Carlos, ampla autoridade sobre o exército durante as Guerras Napoleônicas. No entanto, temendo concentrar poder demais em uma só pessoa, manteve uma separação rígida entre as funções de comando do Hofkriegsrat (Conselho de Guerra) e as dos generais em campo.[21] Nos anos seguintes, reduziu os gastos militares, determinando que o orçamento não ultrapassasse 40 milhões de florins por ano. Com a inflação, isso levou a um subfinanciamento crônico: a parcela do exército no orçamento caiu de 50% em 1817 para 23% em 1830.[22]

Friedrich von Amerling, 1834
Apesar de centralizador, Francisco cultivava a imagem de um monarca acessível. Ele reservava duas manhãs por semana para receber pessoalmente seus súditos, de qualquer classe social, em seu gabinete, conversando com cada um em sua própria língua.[23] Ainda assim, sua vontade permanecia soberana. Em 1804, invocando sua autoridade como imperador do Sacro Império Romano, proclamou-se Imperador da Áustria, título que, à época, tinha pouco peso político. Dois anos depois, dissolveu formalmente o Sacro Império Romano-Germânico. Ambas as ações foram de legalidade constitucional duvidosa.[24]
Para fortalecer o sentimento patriótico durante a guerra contra a França, foi composto em 1797 o hino Gott erhalte Franz den Kaiser ("Deus salve o imperador Francisco"), com música de Joseph Haydn, que se tornou o Hino Imperial Austríaco (Kaiserhymne).[25] As letras foram adaptadas para imperadores posteriores, e a melodia sobrevive até hoje como o hino nacional da Alemanha, o Deutschlandlied.
Morte
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Em 2 de março de 1835, quarenta e três anos e um dia após a morte de seu pai, Francisco faleceu em Viena, vítima de uma febre repentina, aos 67 anos, na presença de muitos membros de sua família e com todos os confortos religiosos.[26] Seu funeral foi magnífico, com seus súditos vienenses passando respeitosamente diante de seu caixão na capela da corte do palácio Hofburg[27] durante três dias.[28] Francisco foi sepultado no tradicional local de descanso dos monarcas Habsburgo, a Cripta Imperial de Viena. Ele está enterrado no túmulo número 57, cercado pelos túmulos de suas quatro esposas.
Francisco transmitiu um ponto central no testamento político que deixou a seu filho e herdeiro, Fernando: preservar a unidade da família e considerá-la um dos mais altos bens. Em muitos retratos (particularmente os pintados por Peter Fendi), ele foi representado como o patriarca de uma família amorosa, cercado por seus filhos e netos.[26]
Casamentos e filhos
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Em 6 de janeiro de 1788, Francisco casou-se em Viena com a princesa Isabel de Württemberg,[nota 2] filha do duque Frederico II Eugénio de Württemberg e de sua consorte, a princesa Sofia Doroteia de Brandemburgo-Schwedt. Do primeiro casamento nasceu apenas uma filha:
- Luísa Isabel (1790–1791), que morreu com um ano de idade.
Ficando viúvo, casou-se em segundas núpcias com a prima em primeiro grau, princesa Maria Teresa de Nápoles e Sicília, filha de Fernando IV de Nápoles & III da Sicília, o futuro rei Fernando I das Duas Sicílias, e de sua consorte, a arquiduquesa Maria Carolina da Áustria. Do segundo casamento nasceram:
- Maria Luísa (1791 – 1847), casou-se em 1810 em primeiras núpcias com Napoleão Bonaparte, tornando-se imperatriz da França até 1815 e depois duquesa de Parma, Placência e Guastalla; após a morte de Bonaparte, casou em 1821 em segundas núpcias com o conde Adam Albert von Neipperg e posteriormente, após a morte deste, casou em 1834 com o conde Charles-René de Bombelles;
- Fernando I da Áustria (1793–1875), sucessor ao trono da Áustria; casou-se com Maria Ana de Saboia;
- Maria Carolina (1794–1795);
- Carolina Luísa (1795–1799);
- Maria Leopoldina (1797–1826), casou-se em 1817 com Pedro I do Brasil;
- Maria Clementina (1798–1881), casou-se em 1818 com seu tio Leopoldo, Príncipe de Salerno;
- Maria Carolina Ferdinanda (1801–1832), casou-se em 1819 com o rei Frederico Augusto II da Saxônia;
- Francisco Carlos (1802 – 1878), arquiduque, casou-se com Sofia da Baviera e teve, entre outros filhos, dois que se tornaram imperadores: Francisco José I da Áustria e Maximiliano I do México;
- Maria Ana (1804 – 1858), arquiduquesa da Áustria;
- João Nepomuceno (1805 – 1809), arquiduque da Áustria;
- Amália Teresa (1807), arquiduquesa da Áustria.
Em 6 de janeiro de 1808, Francisco casou-se com a prima em primeiro grau Maria Luísa da Áustria-Este, filha do tio paterno Fernando, Duque de Brisgóvia; união que permaneceu sem filhos.
Após a morte de Maria Luísa, aos vinte e oito anos, o imperador casou com Carolina Augusta da Baviera, filha do rei Maximiliano I da Baviera; este casamento também não nasceram filhos.
Títulos e honras
[editar | editar código]Títulos
[editar | editar código]| Brasões | Títulos | Antecessor | Reinado | Sucessor(a) | Ref |
|---|---|---|---|---|---|
| Sacro Imperador Romano Rei da Alemanha |
Leopoldo II | 1792–1806 | Dissolução | [30] | |
| Duque de Brabante, Limburgo, Lotaríngia, e Luxemburgo; Conde de Flanders, Hainaut e Namur |
1792–1793 | Guerras Revolucionárias Francesas | |||
| Duque de Milão | 1792–1796 | ||||
| 1792–1835 | |||||
| Rei da Hungria, Boêmia, Galícia e Lodoméria e Croácia; Arquiduque da Áustria | |||||
| Imperador da Áustria | Título novo | 1804–1835 | Fernando I & V | ||
| Rei da Lombardia-Vêneto | 1815–1835 | ||||
| Presidente da Confederação Germânica | 1815–1835 | Fernando I da Áustria |
Honras
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Nacionais:
- Cavaleiro da Ordem do Tosão de Ouro, 1768[31]
- Grã-Cruz da Ordem de Maria Teresa, 1790[32]
- Grão-Mestre (Fundador) da Ordem de Leopoldo, 8 de janeiro de 1808[33]
- Grão-Mestre (Fundador) da Ordem da Coroa de Ferro, 1815[33]
Estrangeiras:
França:
- Cavaleiro da Ordem do Espírito Santo, 1815[34]
Reino da Baviera:[35]
- Cavaleiro da Ordem de Santo Humberto, 1813
Suécia:[36]
- Grã-Cruz da Ordem da Espada, 20 de fevereiro de 1814
Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda:[37]
- Cavaleiro da Ordem da Jarreteira, 9 de junho de 1814
Dinamarca:[33]
- Cavaleiro da Ordem do Elefante, 12 de novembro de 1814
Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves:[38]
- Grã-Cruz da Banda das Três Ordens, 1818
Duas Sicílias:[39]
- Cavaleiro da Ordem de São Januário, 1821
Reino da Sardenha:[40]
- Cavaleiro da Ordem da Anunciação, 3 de janeiro de 1824
Grão-Ducado de Baden :[41]
- Grã-Cruz da Ordem da Fidelidade, 1830
- Grã-Cruz da Ordem do Leão de Zähringer, 1830
Ancestrais
[editar | editar código]| Ancestrais de Francisco II & I[42] | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Notas e referências
Notas
- ↑ Mais tarde, Francisco ficou conhecido como o primeiro Doppelkaiser ("imperador duplo") da história.[9] Durante os dois anos entre 1804 e 1806, utilizou o título e estilo de: "Pela Graça de Deus, Imperador Romano eleito, sempre Augusto, e Imperador Hereditário da Áustria", sendo assim referido como "Imperador tanto do Sacro Império Romano quanto da Áustria".
- ↑ Sobre o casamento, questão bastante decisiva quanto à sucessão imperial, dá notícia José II em uma carta de 7 de janeiro de 1788 a Catarina II da Rússia, com estas palavras: Tenho a honra de informar Vossa Majestade sobre o casamento celebrado ontem do meu sobrinho Francisco com a princesa Isabel de Württemberg.[29]
Referências
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- ↑ a b Wheatcroft 1996, p. 234
- ↑ Wheatcroft 1996, p. 235
- ↑ Wheatcroft 1996, p. 236
- ↑ Malleson, George Bruce (1884). Loudon: A Sketch of the Military Life of Gideon Ernest, Freiherr von Loudon. London: Chapman & Hall. p. 229
- ↑ Wheatcroft 1996, p. 238
- ↑ Fraser 2002, p. 492.
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- ↑ Posse 1909–1913, pp. 256.
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- ↑ Whaley 2012, p. 643–644.
- ↑ Gagliardo 1980, p. 281.
- ↑ Wheatcroft 1996, p. 249.
- ↑ Wheatcroft 1996, p. 250.
- ↑ Wheatcroft 1996, p. 239.
- ↑ a b Wheatcroft 1996, p. 240.
- ↑ Wheatcroft 1996, p. 234.
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- ↑ Wheatcroft 1996, p. 241.
- ↑ Rothenburg 1976, p. 6.
- ↑ Rothenburg 1976, p. 10.
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- ↑ Wheatcroft 1996, p. 246.
- ↑ Wynne Jones, David (1988). Haydn: His Life and Music. [S.l.]: Thames and Hudson. ISBN 978-0-5000-1438-7. OL 7653170M
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- ↑ Wheatcroft 1996, p. 255
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- ↑ Boettger, T. F. «Chevaliers de la Toisón d'Or – Knights of the Golden Fleece». La Confrérie Amicale. Consultado em 25 de junho de 2019
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- ↑ Hof- und Staats-Handbuch des Großherzogtum Baden (1834), "Großherzogliche Orden" pp. 32, 50
- ↑ Genealogie ascendante jusqu'au quatrieme degre inclusivement de tous les Rois et Princes de maisons souveraines de l'Europe actuellement vivans (em francês). Bourdeaux: Frederic Guillaume Birnstiel. 1768. p. 109
- Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em inglês cujo título é «Francis II, Holy Roman Emperor», especificamente desta versão.
Bibliografia
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- Wheatcroft, Andrew (1996). The Habsburgs: Embodying Empire. London: Penguin Books. ISBN 0-14-023634-1
| Francisco I da Áustria Casa de Habsburgo-Lorena Ramo da Casa de Habsburgo 12 de fevereiro de 1768 – 2 de março de 1835 | ||
|---|---|---|
| Precedido por Leopoldo II |
Sacro Imperador Romano 5 de julho de 1792 – 6 de agosto de 1806 |
Título abolido Dissolução do Sacro Império Romano-Germânico |
| Rei da Hungria, Croácia e Boêmia 1 de março de 1792 – 2 de março de 1835 |
Sucedido por Fernando I & V | |
| Título criado | Imperador da Áustria 11 de agosto de 1804 – 2 de março de 1835 | |
| Rei da Lombardia-Vêneto 9 de junho de 1815 – 2 de março de 1835 | ||
Presidente da Confederação Germânica 20 de junho de 1815 – 2 de março de 1835 |
Sucedido por Fernando I da Áustria | |
- Nascidos em 1768
- Mortos em 1835
- Monarcas católicos romanos
- Imperadores do Sacro Império Romano
- Reis da Germânia
- Imperadores da Áustria
- Reis da Hungria
- Reis da Boêmia
- Duques de Milão
- Condes da Flandres
- Cavaleiros da Ordem da Jarreteira
- Cavaleiros da Ordem do Tosão de Ouro
- Casa de Habsburgo-Lorena
- Imperial Ordem de Pedro Primeiro
- Sepultados na Cripta Imperial de Viena
- Austríacos do século XVIII
- Banda das Três Ordens
- Antimaçonaria
- Católicos da Áustria
- Monarcas da Casa de Habsburgo
- Filhos de Leopoldo II do Sacro Império Romano-Germânico
- Naturais de Florença