Francisco José Viegas

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Francisco José Viegas
Nome completo Francisco José Pereira de Almeida Viegas
Data de nascimento 14 de março de 1962 (54 anos)
Local de nascimento Vila Nova de Foz Coa, Vila Nova de Foz Coa, Pocinho
Nacionalidade Portugal Português
Ocupação Jornalista, escritor, editor
Magnum opus Longe de Manaus
Prémios Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLB 2005

Francisco José Pereira de Almeida Viegas GOM (Pocinho, Vila Nova de Foz Coa, Vila Nova de Foz Coa, 14 de março de 1962) é um jornalista, escritor e editor português[1][2].

Biografia[editar | editar código-fonte]

Viveu até aos oito anos no Pocinho, hoje a última paragem ferroviária do Douro, e mudou-se para Chaves quando os pais foram ali colocados como professores do Ensino Primário. Na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa obteve em 1983 a sua licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses. Foi assistente de Linguística, na Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora, até 1987.

Deixou o ensino para se dedicar ao jornalismo, tendo feito parte da redação de numerosos títulos da imprensa portuguesa — Jornal de Letras, Expresso, Semanário, O Liberal, O Jornal, Se7e, Diário de Notícias, O Independente, Record, Visão, Notícias Magazine, Elle, Volta ao Mundo e Oceanos; foi diretor das revistas Ler e Grande Reportagem, bem como da Gazeta dos Desportos, além de editor da revista Oceanos.

Na televisão foi autor e apresentador dos programas Escrita em Dia (SIC), Falatório (RTP2), Ler Para Crer (RTP2), Prazeres (RTP1), Um Café no Majestic (RTP2), Primeira Página (RTP1), Livro Aberto (RTP-N), Nada de Cultura (TVI24), sendo em seguida um dos elementos fixos do programa A Torto e a Direito na TVI24. Na rádio apresentou a versão radiofónica de Escrita em Dia, na Antena 1.

Além do jornalismo, Francisco José Viegas ocupa um lugar entre os autores da literatura portuguesa de finais do século XX e inícios do século XXI, tendo publicado obras de poesia, romance, conto, uma peça de teatro e relatos de viagens. De resto, a sua obra está publicada no Brasil, França, República Checa, Alemanha, Itália e Colômbia. O seu romance policial Longe de Manaus (2005) valeu-lhe o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores.

É autor do blogue A Origem das Espécies. Foi editor da Quetzal. Entre as restantes atividade que exerceu, foi diretor da Casa Fernando Pessoa, cargo que lhe atribuiu o antigo Presidente da Câmara de Lisboa, António Carmona Rodrigues, em 2006. Em 2008 deixou essa função para regressar à direcção da revista Ler, onde se manteve até 2011.

Precisamente em 2011 — e na sequências das eleições legislativas de junho desse ano —, Francisco José Viegas foi eleito deputado pelo Partido Social Democrata — apesar de não ser militante deste partido — pelo círculo de Bragança. Logo de seguida foi nomeado Secretário de Estado da Cultura do XIX Governo Constitucional[3] órgão que, desde Manuel Maria Carrilho, tinha tido o grau político de Ministro. Questionado pelo Correio da Manhã sobre a nova orgânica respondeu: "Isso" [o fim do Ministério da Cultura] "baseia-se num preconceito ideológico e é muito difícil perdê-lo. A Secretaria de Estado tem mais duas centésimas do total do Orçamento do que o Ministério tinha, mas isso não acham significativo. Obviamente que há um corte substancial, de 31,7 milhões...".[4] Em 25 de outubro de 2012, porém, foi noticiada a saída de Francisco José Viegas do governo, a seu pedido, e por "razões graves de saúde".[5].

Em fevereiro de 2013 espoletou uma polémica ao publicar um texto no seu blogue, A Origem das Espécies, onde criticava severamente a intenção de multar quem não pedisse faturas detalhadas[6]

Homem religioso, abandonou o catolicismo da sua tradição familiar e aproximou-se do judaísmo, religião dos seus antepassados, numerosos em Vila Nova de Foz Côa.

Condecorações[editar | editar código-fonte]

Mudanças de opinião sobre a Barragem do Tua[editar | editar código-fonte]

Antes de ser nomeado Secretário de Estado da Cultura do XIX Governo Constitucional, José Viegas mostrava-se contrário ao projecto da Barragem do Tua,[carece de fontes?] expressando na comunicação social essa sua opinião: "Mas o caso da Linha do Tua evoca tragédias recentes; mais do que tragédias evoca o isolamento da região.[...] Um resto de dignidade e de memória devia fazer-nos correr até onde o último comboio regional ainda corre - para o defender.[...] Por isso, defender o último comboio regional, seja onde for, é combater este país abjecto que destruiu a nossa paisagem, a nossa memória e a geografia do tempo."[8]

Porém,[quando?] questionado sobre a sua posição em relação a este problema, incluindo a possibilidade de o Vale do Douro ser colocado na lista de património mundial em perigo, o secretário de Estado da Cultura foi taxativo: "A única coisa que o Governo não admite é perder a classificação".[9] Em 2012-10-12 a UNESCO deliberou sobre a questão, tendo concluído que a construção da barragem de Foz Tua não põe em risco a classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial.[10]

Declarações polémicas[editar | editar código-fonte]

Perante a intenção do Governo, ao qual pertenceu, de multar todo e qualquer consumidor que não pedisse fatura, escreveu, no seu blogue e em carta aberta, que caso lhe solicitassem fatura ou o inquirissem sobre tê-la requerido, iria mandar os fiscais das finanças "tomar no cu".[11]

Obras[editar | editar código-fonte]

Género Infantil[editar | editar código-fonte]

  • Se Eu Fosse…Nacionalidades (Editora Booksmile, 2010)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Francisco José Viegas (1962)». Consultado em 28 de Dezembro de 2011. 
  2. http://www.parlamento.pt/DeputadoGP/Paginas/Biografia.aspx?BID=4310
  3. Público
  4. CM
  5. «Passos confirma saída de Francisco José Viegas do Governo» Público [S.l.] 2012-10-25. Consultado em 2012-10-25. 
  6. Jornal de Notícias.
  7. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Francisco José Viegas". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 2015-06-07. 
  8. in revista Ler: livros & leitores, nº 91, Maio 2010.
  9. «Governo "não admite" perder classificação do Alto Douro». Consultado em 10 de Junho de 2012. 
  10. «UNESCO dá luz verde à barragem de Foz Tua» Rádio Renascença [S.l.] 2012-10-11. Consultado em 2012-10-11. 
  11. http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=3052687
  12. Revista Crioula, maio de 2010, n.º 7.
Precedido por
Gabriela Canavilhas
(como ministra da Cultura)
Secretário de Estado da Cultura
XIX Governo Constitucional de Portugal
2011 – 2012
Sucedido por
Jorge Barreto Xavier