Francisco José da Rocha Leão, conde de Itamarati

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Francisco José da Rocha Leão
Francisco José da Rocha Leão, conde de Itamarati (retrato por François Claudius Compte-Calix)
Nascimento 12 de fevereiro de 1806
São Pedro de Miragaia, Porto, Portugal
Morte 5 de julho de 1883 (77 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Ocupação Cafeicultor

Francisco José da Rocha Leão[1] (São Pedro de Miragaia, Porto, 12 de fevereiro de 1806Rio de Janeiro, 5 de julho de 1883), segundo barão e primeiro e único visconde e conde de Itamarati[2] ComC.

Filho de Francisco José da Rocha Leão, primeiro barão de Itamarati, e de Margarida Cândida Bernardes, casou-se com Maria Romana Bernardes da Rocha (? — 17 de outubro de 1896) que, posteriormente à morte de seu marido, foi agraciada com o título de marquesa de Itamarati (decreto de 29 de junho de 1887).

Negociante matriculado em 1822, grande capitalista e proprietário, foi coronel-comandante da Guarda Nacional da Corte, membro da Junta Administrativa da Caixa de Amortização, da Caixa Econômica e Monte de Socorro e sócio fundador do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, entre outros. Era comendador de 1.° Grau da Imperial Ordem de Cristo, em 1841; dignitário da Imperial Ordem da Rosa (1.° Grau), em 1868; Moço da 1.ª Câmara, Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial, Moço honorário da Primeira Câmara da Guarda-Roupa, Veador honorário da 1.ª Casa e Grande do Império.

Agraciado sucessivamente com os títulos de segundo barão (decreto de 25 de março de 1854), de visconde com honras de grandeza (decreto de 17 de julho de 1872) e, finalmente, de conde (decreto de 17 de outubro de 1882). Foi-lhe concedido o mesmo brasão de armas de seu pai, também concedido a sua esposa quando de sua elevação a marquesa: de azul, uma aspa em ouro com três trifólios do mesmo metal a seu redor.

Foi sepultado no Cemitério de São Francisco de Paula, no Catumbi.

Era proprietário do magnífico palacete urbano em estilo neoclássico, na rua Marechal Floriano (Centro do Rio de Janeiro), hoje conhecido por Palácio do Itamarati, que foi construído em 1859 por José Maria Jacinto Rebelo, discípulo de Grandjean de Montigny, tendo servido de sede da presidência nos primeiros anos da república e, depois, do Ministério das Relações Exteriores, enquanto o Rio de Janeiro foi capital. O nome do palacete virou sinônimo do Ministério das Relações Exteriores (MRE), até hoje cognominado "Itamaraty". Atualmente é sede do Escritório de Representação do MRE e reúne o acervo histórico do órgão, divido em Museu Histórico e Diplomático, Arquivo Histórico, Mapoteca e Biblioteca.

Brasão de armas[editar | editar código-fonte]

Armas do conde e da marquesa de Itamarati, as mesmas do barão de Itamarati.

O brasão de armas do Conde de Itamarati era o mesmo do barão de Itamarati, adquirido de seu pai. Era assim descrito:

Em campo azul, uma asna de ouro entre três trifólios do mesmo metal.

Referências

  1. Pela grafia original, Francisco Joze da Rocha Leão.
  2. Pela grafia original, conde de Itamaraty.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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