Francisco Mangabeira (poeta)

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Francisco Cavalcânti Mangabeira (Salvador, 18791904) foi um médico e poeta brasileiro. Era irmão dos políticos João Mangabeira e Otávio Mangabeira, e tio do político Francisco Mangabeira e tio avô do político Roberto Mangabeira Unger.[1]

Foi voluntário na Campanha de Canudos como estudante de medicina. Diplomou-se em medicina em 1900. Fez parte, em Salvador, do grupo criador da Nova Cruzada, movimento de caráter simbolista. Médico da Companhia Maranhense, trabalhou na Amazônia, participando da campanha pela libertação do Acre, escrevendo o Hino Acreano e as Cartas do Amazonas para o Diário de Notícias de Salvador. Morreu a bordo, entre Belém e São Luís.[2]

Seu poema Tragédia Épica, sobre a Guerra de Canudos,[3] revela a influência do satanismo de Charles Baudelaire, antecipando a poesia de Augusto dos Anjos e do Surrealismo.[4]

Obras[editar | editar código-fonte]

  • 1898 - Hostiário
  • 1900 - Tragédia Épica
  • 1906 - Últimas Poesias
  • 1906 - As Visões de Santa Teresa

Referências

  1. Biblioteca de Literatura Digital da Língua Portuguesa (19 de janeiro de 2001). «Francisco Mangabeira Biography». Consultado em 30 de outubro de 2015 
  2. Dr. Francisco Cavalcante Mangabeira – Parte I. Gente de Opinião
  3. BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. Cultrix, 1994. Página 286
  4. ECHEVARRÍA, Roberto Gonzalez; PUPO-WALKER, Enrique. The Cambridge History of Latin American Literature, Volume 3. Cambridge University Press, 1996, página 104 (em inglês)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]