Francisco Ramos da Costa

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Francisco Ramos da Costa
Nascimento 1913
Morte 1982 (69 anos)
Cidadania Portugal
Ocupação político, economista
Prêmios Grande-Oficial da Ordem da Liberdade

Francisco Ramos da Costa (1913-1982)[1] foi um economista e ativista político português.

Oriundo de uma família camponesa de Alfarelos, estabeleceu-se em Lisboa aos 11 anos. Frequentou o Instituto Comercial de Lisboa e licenciou-se em Finanças, no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, atual ISEG. Depois de exercer vários empregos, será diretor do Hotel Avis, em Lisboa.[2]

No início de 1935 integra o Grupo de Amigos do Liberdade, juntamente com Álvaro Cunhal, Vasco de Magalhães Vilhena, Mário Dionísio e Álvaro Salema. Nos finais dos anos 1930 participa no lançamento da Frente Popular, a cuja comissão nacional pertence. Foi preso pela primeira vez em 1935, quando já era membro da comissão de organização do Partido Comunista Português. No final da década, era já membro do Comité Central. Membro da Comissão Executiva do MUNAF e da comissão consultiva e de economistas do MUD, em finais da década de 1940. Militaria ainda na direção da organização militar do PCP com o pseudónimo Campos. Foi preso em 1947 e 1948, e novamente em 1949, na sequência das suas intervenções durante a campanha de candidatura de José Norton de Matos à Presidência da República.

A partir de 1950 crescem as suas posições críticas face ao sectarismo do PCP. Acabará por sair do partido e, juntamente com Mário Soares, Fernando Piteira Santos e outros, enceta uma tentativa de reagrupamento que toma forma em 1953, com a Resistência Republicana, mais tarde Resistência Republicana e Socialista.

Nas eleições presidenciais de 1958 começa por apoiar o candidato apoiado pelo PCP Arlindo Vicente, para depois ser ativo apoiante de Humberto Delgado.

Envolvido na Conspiração da Sé que deveria eclodir em 11 de março de 1959 e, depois, no Golpe de Beja. Resolve fugir para Paris, onde fixa residência, para escapar a uma nova prisão.[3]

Após o 25 de Abril de 1974 regressou a Portugal, acompanhando Mário Soares. No mesmo comboio, viajava Tito de Morais.

Veio posteriormente a ser nomeado Embaixador de Portugal na Dinamarca.

A 5 de abril de 1984, foi agraciado, a título póstumo, com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade.[4]

Referências

  1. «Biografia». Consultado em 1 de fevereiro de 2017 
  2. «Casa Comum - Fundação Mário Soares». Consultado em 1 de fevereiro de 2017 
  3. «Costa, Francisco Ramos da (1913-1982)». Consultado em 1 de fevereiro de 2017 
  4. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Francisco Ramos da Costa". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 9 de julho de 2019