Francisella

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Francisella tularensis 01.jpg

Classificação científica
Reino: Bacteria
Filo: Proteobacteria
Classe: Gammaproteobacteria
Ordem: Thiotrichales
Família: Francisellaceae
Género: Francisella

Francisella é um gênero de bactérias Gram-negativas patogênicas, cuja principal representante, Francisella tularensis causa Tularemia. Elas são pequenos organismos (0,2 x 0,2 mm) coco-bacilares imóveis, parasitas intracelulares facultativos de macrófagos, não forma esporas e são aeróbicas estritas. As colônias Francisella são semelhantes morfologicamente com as do gênero Brucella. O gênero foi nomeado em honra do bacteriologista americano Edward Francis em 1922.[1]

Características[editar | editar código-fonte]

Na natureza, que podem sobreviver semanas a temperaturas baixas em água, solo ou carcaças de animais. É cultivada melhor a 35-37 graus Celsius. Roedores, carrapatos e moscas são seus vetores.

Classificação[editar | editar código-fonte]

Por seu RNA a Francisella pode ser dividida em duas principais subtipos genéticos:

  • Grupo A: F. tularensis, F. novicida e F. hispaniensis persica,
  • Grupo B: F. Philomiragia e F. noatunensis.

Francisella tularensis[editar | editar código-fonte]

Francisella tularensis é uma bactéria altamente contagiosa que provoca tularemia ou "febre do coelho" (porque coelho é seu hospedeiro) e é transmitida por carrapatos para os humanos. A maioria das pesquisas atuais sobre ela é com o objetivo de desenvolver uma vacina para a tularemia.[2]

Existem quatro subespécies conhecidas de Francisella tularensis. O tipo A é uma cepa mais virulenta encontrada na América do Norte) e a tipo B, pouco virulento, uma subespécie holarctica (também conhecida como palearctica) se encontra na Europa e Ásia central. As outras cepas foram pouco estudadas.[2]

A bactéria foi usado no desenvolvimento de armas biológicas na segunda guerra mundial e na guerra fria e até hoje é considerada uma perigosa arma de bioterrorismo. É considerada de grande risco pelo governo dos Estados Unidos devido à sua alta virulência e facilidade de dispersão, e se a doença é deixada sem tratamento, a taxa de mortalidade chega a ser tão elevada como 30 a 60% dos casos.[2]

Referências

  1. Ryan KJ; Ray CG (editors) (2004). Sherris Medical Microbiology (4th ed.). McGraw Hill. pp. 488–90. ISBN 0-8385-8529-9.
  2. a b c https://microbewiki.kenyon.edu/index.php/Francisella_tularensis