Frank Sinatra

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Frank Sinatra
Sinatra no filme Pal Joey, em 1957.
Nome completo Francis Albert Sinatra
Nascimento 12 de dezembro de 1915
Morte 14 de maio de 1998 (82 anos)
Progenitores Mãe: Natalina Garaventa
Pai: Antonino Martino Sinatra
Cônjuge
  • Nancy Barbato (c. 1939; div. 1951)
  • Ava Gardner (c. 1951; div. 1957)
  • Mia Farrow (c. 1966; div. 1968)
  • Barbara Sinatra (c. 1976)
Filho(s)
Ocupação
Período de atividade 1935–1995
Carreira musical
Gênero(s)
Instrumento(s)
  • Vocal
Gravadora(s)
Assinatura
Frank Sinatra signature.svg
Página oficial
sinatra.com

Francis Albert Sinatra (Nova Jersey, 12 de dezembro de 1915Califórnia, 14 de maio de 1998), mais conhecido pelo seu nome artístico Frank Sinatra, foi um cantor, ator e produtor estadunidense, sendo um dos artistas musicais mais populares e influentes do século XX. Foi um dos músicos recordistas de vendas com mais de 150 milhões de cópias mundialmente.[2] Nascido na cidade de Hoboken como ítalo-americano, começou sua carreira musical na era do swing em companhia dos músicos Harry James e Tommy Dorsey. Sinatra encontrou a fama como artista solo, depois que assinou contrato com a gravadora Columbia em 1943, tornando-se o ídolo dos bobby soxers.[nota 1] Lançou seu álbum de estréia, The Voice of Frank Sinatra, em 1946. Sua carreira profissional havia parado no início da década de 1950, voltando para a cidade de Las Vegas, onde tornou-se um dos mais conhecidos artistas de residência, integrando o grupo Rat Pack. Sua carreira renasceu com o sucesso do filme From Here to Eternity (1953), lhes rendendo um Óscar e Globo de Ouro na categoria de "Melhor Ator Coadjuvante". O cantor lançou vários álbuns elogiados pela crítica, incluindo In the Wee Small Hours (1955), Songs for Swingin 'Lovers! (1956), Come Fly with Me (1958), Only the Lonely (1958) e Nice 'n' Easy (1960).

Em 1960, o músico deixou a gravadora Capitol para iniciar a sua própria, a Reprise, lançando uma série de álbuns de sucesso. Em 1965, gravou a retrospectiva September of My Years e estrelou o especial de televisão ganhador do Prêmio Emmy, Frank Sinatra: A Man and His Music (1965). Depois de gravar Sinatra at the Sands (1966) em Las Vegas com o pianista Count Basie, no ano seguinte gravou uma de suas mais famosas colaborações com o músico-compositor brasileiro Tom Jobim, através do álbum Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim (1967). Posteriormente, o próximo álbum em parceria foi o Francis A. & Edward K. (1968), com Duke Ellington. Sinatra se aposentou pela primeira vez em 1971, porém, saiu da aposentadoria dois anos depois, gravando vários materiais e voltando a apresentar-se no Caesars Palace, alcançando sucesso com a canção "New York, New York" (1980). Utilizando seus shows em Las Vegas como base, realizou suas turnês pelos Estados Unidos e internacionalmente até pouco antes de falecer, em 1998.

Início de vida[editar | editar código-fonte]

Francis Albert Sinatra[nota 2] nasceu em 12 de dezembro de 1915, em um prédio localizado na rua Monroe, número 415, Hoboken, Nova Jersey.[5][nota 3] Era o único filho dos italianos Natalina "Dolly" Garaventa e Antonino Martino "Marty" Sinatra.[8][9][10][nota 4] Nascendo com 6,1 kg, durante o parto teve que ser expelido com a ajuda de um fórceps, o que causou cicatrizes graves em sua bochecha, pescoço e orelha esquerda — chegando a machucar o tímpano.[12] Devido os seus ferimentos no nascimento, seu batizado na Igreja de São Francisco foi adiado para 2 de abril de 1916.[13] Foi preciso realizar uma cirurgia no processo mastoide, deixando cicatrizes no pescoço. Durante a adolescência sofreu de acne, deixando marcas mais expressas em seu rosto.[14] Sinatra foi criado como católico romano.[15]

Considerada uma pessoa enérgica e motivada, os biógrafos acreditam que Dolly Sinatra [mãe] era o fator predominante no desenvolvimento na personalidade e autoconfiança de seu filho.[16] Segundo a ex-esposa de Frank, Barbara Sinatra, a mãe era rígida com seu filho na infância, chegando a "bater nele".[17] Dolly tornou-se influente em Hoboken e no Partido Democrata local.[18] Trabalhando como parteira, ganhava cerca de 50 dólares por parto,[19] dirigindo também um serviço de aborto clandestino para meninas católicas italianas, apelidado de "Hatpin Dolly".[20][nota 5] Ela sabia falar outros idiomas, servindo como intérprete na região.[23] O pai de Frank, Anthony Sinatra, foi um boxeador que lutava sob o pseudônimo de Marty O'Brien.[24] Anthony trabalhou por 24 anos como bombeiro de Hoboken,[nota 6] chegando até ser capitão.[26] Frank passou muito tempo na taberna de seus pais em sua cidade natal e, ocasionalmente, cantava em companhia de um piano mecânico.[27] Durante a Crise de 1929, Dolly fornecia dinheiro a seu filho para passeios com amigos e para comprar roupas caras, ficando conhecido pelos vizinhos como o "garoto mais bem vestido da vizinhança".[28] Na época, sendo um jovem excessivamente magro e de baixa estatura, fez com que Frank fosse alvo de piadas durante os shows de canto.[29][30]

Frank Sinatra Eles lutaram durante a infância e continuaram a fazê-lo até o dia da sua morte. Mas acredito que para contrariar sua vontade de aço, ele desenvolveu a sua própria. Para provar que sua mãe estava errada quanto ao menosprezo da carreira de Frank [...] Creio eu, que isso tinha permanecido até o fim, sendo um teste decisivo de sua coragem. Ajudou a mantê-lo no jogo. Frank Sinatra

Nancy Sinatra, sobre a importância de Dolly acerca de Frank.[31]

Ainda jovem desenvolveu um interesse pela música, particularmente pelo jazz,[32] acostumado a ouvir Gene Austin, Rudy Vallée, Russ Columbo, Bob Eberly e fortemente influenciado por Bing Crosby.[33] Seu tio, Domenico Sinatra [por parte de mãe], deu-lhe um ukulele em seu 15º aniversário, começando a apresentar-se nas reuniões de família.[34] Em 1931, organizou bandas para bailes escolares.[35][34] Frank saiu sem se formar, tendo comparecido a apenas 47 dias antes de ser expulso por "desordem geral".[36] Para agradar a mãe, matriculou-se no Drake Business School, porém saiu depois de 11 meses.[34] Trabalhou como entregador de jornal no Jersey Observer, onde seu padrinho Frank Garrick trabalhava;[nota 7] atuando também como rebitador em um estaleiro.[38]

Apresentou-se em clubes sociais locais da cidade, como o The Cat's Meow e The Comedy Club, cantando gratuitamente em estações de rádio, em Jersey.[39] Em Nova York, Sinatra conseguiu um emprego cantando em salas de jantares ou fumódromos.[34] Para melhorar seus discursos, começou a ter aulas de elocução por um dólar, do professor de canto John Quinlan, que foi uma das primeiras pessoas a notar o alcance de seu vocal.[40]

Carreira musical[editar | editar código-fonte]

Início conturbado (1935–39)[editar | editar código-fonte]

O Quarteto Hoboken, com Sinatra formando o grupo (extrema direita), durante o programa de Edward Bowes (fundo), em 1935.

Sinatra começou a cantar profissionalmente na adolescência, porém nunca aprendeu a ler notas musicais.[41][42] Conseguiu sua primeira pausa em 1935, quando sua mãe convenceu um grupo de canto da região — 3 Flashes — a deixá-lo participar. Fred Tamburro, o barítono do grupo, afirmou que "Frank pairava ao nosso redor como se fôssemos deuses ou algo assim", admitindo que os membros só o aceitaram porque ele possuía um carro e poderia levar o grupo nos lugares.[nota 8] Sinatra logo soube que eles estavam fazendo testes para o Major Bowes Amateur Hour, "implorando" que o grupo o deixasse entrar no ato.[44] Com Sinatra no grupo, tornaram-se conhecidos como o Quarteto Hoboken, passando por um teste de audição com Edward Bowes, a aparecerem no programa. Ganhando 12,50 dólares [cada] pela aparição,[45] obtiveram 40 mil votos, rendendo-lhes o primeiro prêmio: Um contrato de seis meses para se apresentarem no palco e na rádio americana.[46] Frank rapidamente tornou-se o vocalista do grupo e, para a inveja de seus colegas, atraiu a maior parte das atenções femininas.[47][nota 9] Devido ao sucesso do grupo, Bowes continuou a pedir para que eles retornassem disfarçados sob diferentes pseudônimos, variando entre os nomes "The Seacaucus Cockamamies" e "The Bayonne Bacalas".[29]

Frank acabou assinando contrato com Harry James (esquerda), em 1939.

Em 1938, Frank trabalhou como garçom e cantor em um roadhouse — restaurante ou bar à beira da estrada — chamado The Rustic Cabin, localizado em Englewood Cliffs, Nova Jersey; pela qual ele recebia 15 dólares por semana.[49] O bar logo foi sintonizado à estação de rádio WNEW de Nova York, com ele começando a apresentar-se junto a um grupo ao vivo durante o desfile Dance Parade.[50] Apesar do baixo salário, ele percebeu que esta era uma oportunidade, chegando a gabar-se aos amigos de que ele iria "se tornar tão grande que ninguém poderia ao menos tocá-lo".[51] Em março de 1939, o saxofonista Frank Mane, que já o conhecia da rádio WAAT de Jersey City — onde ambos tocavam em transmissões ao vivo — preparou uma audição para Sinatra gravar a canção "Our Love", sendo sua primeira gravação em estúdio solo.[52][nota 10] Em junho de 1939, Harry James, que tinha ouvido Sinatra cantar em Dance Parade, assinou um contrato de dois anos com Sinatra, uma noite após um show no Teatro Paramount, em Nova York.[53][nota 11] Através da banda de James foi que o músico conseguiu lançar "From the Bottom of My Heart", em julho daquele ano. Vendendo um pouco menos de oito mil cópias,[57] outros registros foram lançados com James até 1939, como a música "All or Nothing at All", chegando a ter poucas vendas inicialmente.[58] Graças aos treinos de canto, pôde cantar dois tons acima, desenvolvendo um repertório que incluía as canções "My Buddy", "Willow Weep for Me", "It's Funny to Everyone But Me", "Here Comes the Night", "On a Little Street in Singapore", "Ciribiribin" e "Every Day of My Life".[59]

Com o passar do tempo, Sinatra ficava mais frustrado com o status de seu amigo James, sentindo que não estava almejando o sucesso e aclamação que esperava. O pianista Hank Sanicola, o convenceu a continuar no grupo.[60] Entretanto, em novembro de 1939 largou o grupo de James, passando a atuar como vocalista na banda de Tommy Dorsey, substituindo Jack Leonard.[nota 12] Assinou contrato com Dorsey por 125 dólares semanais no Palmer House, em Chicago,[61] com James concordando amigavelmente em liberá-lo de seu contrato.[62][nota 13] Em 26 de janeiro de 1940, Sinatra fez sua primeira aparição pública com a banda, no Teatro Coronado em Rockford,[64] abrindo o show com a canção popular, "Stardust" (1927).[65] Dorsey recordou: "Você quase podia sentir a excitação que vinha da multidão quando o garoto se levantava para cantar. Lembrando que, ele não era um ídolo matinê, era apenas um garoto magro e orelhudo. Eu ficava lá e, quase me esquecia de fazer meu próprio solo".[66] Dorsey foi uma grande influência sobre Sinatra, tornando-se uma figura paterna. O músico copiou os maneirismos e traços de Dorsey, tornando-se um perfeccionista exigente, adotando o hobby de trens de brinquedo. Frank chegou a pedir a ele ser padrinho de sua filha, Nancy Sinatra, em junho de 1940.[67] Mais tarde, Frank disse: "As duas únicas pessoas de quem eu já tive medo, foi minha mãe e Tommy".[68] Embora o autor Kelley afirmasse que Sinatra e o baterista do grupo, Buddy Rich, fossem rivais,[nota 14] outros autores afirmam que eles eram grandes amigos e até colegas de quarto, quando a banda estava na estrada. Contudo, ciúmes profissionais surgiam também, pois ambos queriam ser considerados protagonistas de Dorsey. Mais tarde, Sinatra ajudou Rich a formar sua própria banda com um empréstimo de 25 mil dólares, fornecendo ajuda financeira a ele durante os tempos da doença de Rich.[70]

O trombonista Tommy Dorsey (esquerda) e Frank, no RCA Victor Studios, em 1941. Anos mais tarde, os dois travariam uma batalha judicial, resultando na saída de Sinatra do grupo.

Em seu primeiro ano com Dorsey, Sinatra gravou mais de quarenta músicas. O primeiro sucesso de Sinatra foi a música "Polka Dots and Moonbeams".[71] Mais duas canções estiveram presentes nas paradas musicais, com "Say It" e "Imagination", sendo o primeiro hit Top 10 de Sinatra.[71] Sua quarta aparição nas tabelas foi "I'll Never Smile Again", liderando o ranking por 12 semanas em meados de julho de 1940.[72] Outras gravações com Dorsey foram lançadas a partir da gravadora RCA — na época, com o selo de RCA Victor — com uma soma de 12 canções em três anos.[73] Como seu sucesso e popularidade cresceu, Sinatra pressionou Tommy para permitir que ele gravasse algumas músicas solo. Dorsey finalmente cedeu, e em janeiro de 1942, Sinatra gravou "Night and Day", "The Night We Called It a Day", "The Song Is You" e "Lamplighter's Serenade" em uma sessão de gravação no Bluebird, com Axel Stordahl, como arranjador e maestro.[74] Pela primeira vez Frank gravou no Hollywood Palladium e Hollywood Plaza, ficando impressionado com o quão bem ele soava. Stordahl relembrou: "Ele simplesmente não podia acreditar em seus ouvidos. Ele estava muito animado. Você quase acreditava que ele nunca havia gravado antes. Acho que esse foi um ponto de virada em sua carreira. Acredito que ele começou a ver o que poderia fazer com sua própria vida".[75]

Após as gravações em 1942, Sinatra passou a acreditar que precisava seguir carreira solo,[76] desejando competir com Bing Crosby,[nota 15] mas foi prejudicado por seu contrato, redirecionando 43% do lucro de Frank advindo do entretenimento.[77] Posteriormente, seguiu-se uma batalha legal em agosto daquele ano.[78][nota 16] Em setembro de 1942, eles se separaram, com Dick Haymes substituindo Frank na banda.[77][62] Rumores começaram a se espalhar nos jornais que Willie Moretti — mafioso e padrinho de Sinatra, coagiu Dorsey a deixar Sinatra fora de seu contrato por alguns milhares de dólares, chegando a ameaçá-lo com uma arma de fogo.[80][nota 17] Sinatra também persuadiu Stordahl a deixar o grupo com ele, tornando-o seu arranjador pessoal.[82] Dorsey e Sinatra, que tinham sido muito próximos, nunca corrigiram suas diferenças antes da morte de Tommy, em 1956, agravada pelo fato de que ele ocasionalmente fazia comentários mordazes à imprensa, de como ele [Frank] podia ser "o homem mais fascinante do mundo, mas não coloque sua mão dentro da gaiola".[83]

"Sinatramania" (1942–45)[editar | editar código-fonte]

Com o sucesso de Sinatra, houve um acontecimento que ficou conhecido como a "Desordem do Dia de Columbus", em 1944.

Em maio de 1941, liderou as pesquisas na categoria de músicos masculinos pelas revistas Billboard e Down Beat.[84] Seu apelo às bobby soxers revelou um público totalmente novo da música popular naquele período, voltado para os adultos.[85] O fenômeno tornou-se oficialmente conhecido como "Sinatramania", depois da "lendária abertura" no Teatro Paramount em dezembro de 1942.[77] De acordo com Nancy, Jack Benny mais tarde afirmara: "Eu pensei que o maldito edifício iria desmoronar. Eu nunca vi tanta comoção... Tudo isso por um sujeito que eu nunca tinha ouvido falar".[86] Sinatra apresentou-se por quatro semanas no teatro, seguido da orquestra de Benny Goodman, o qual seu contrato foi renovado por mais quatro semanas, por Bob Weitman, devido à sua popularidade. Frank ficou conhecido como "Swoonatra"[nota 18] ou "The Voice",[nota 19] e seus fãs chamados de "Sinatratics". Muitas pessoas enviavam centenas de cartas para ele e, em poucas semanas após o show, cerca de mil fã-clubes do cantor foram relatados nos Estados Unidos.[87] O agente do músico, George Evans, encorajou-o a dar entrevistas e realizar sessões fotográficas com os fãs, sendo responsável por retratá-lo como um "tímido" homem de família imigrante, que teve uma infância conturbada e que superou as dificuldades da vida.[88] Quando Frank retornou à Paramount em outubro de 1944, apenas 250 pessoas assistiram ao primeiro show, com 35 mil fãs nos arredores do teatro, causando grande alvoroço. O acontecimento ficou conhecido como Columbus Day Riot,[nota 20] porque eles não tinham permissão para entrar.[89][90][91] Tal era a devoção pelo músico, ao ponto de "escreverem seu nome em roupas", ou até mesmo "tentativas de suborno às funcionárias dos hotéis, para terem acesso ao seu quarto e roubar alguma gravata-borboleta".[92] Frank afirmou: "Perfeitamente simples: Eram os anos de guerra e havia uma grande solidão. Eu era o menino de todas as farmácias das esquinas. O menino que foi recrutado para a guerra. Isso é tudo".[93]

Pôster da boate Riobamba, promovendo o aparecimento do músico.

O cantor assinou contrato com a gravadora Columbia como artista solo em 1º de junho de 1943, durante a greve dos músicos em 1942–44.[94] A gravadora relançou a versão da canção "All or Nothing at All",[63] com Harry James, em agosto de 1939, alcançando a segunda posição e presente na lista dos mais vendidos.[95] Inicialmente teve grande sucesso, se apresentando no Your Hit Parade, de fevereiro de 1943 até dezembro de 1944, e no palco.[96][97] Com o seu sucesso ascendente, a gravadora queria novas gravações o quanto antes. Com isso, o compositor Alec Wilder, foi contratado como arranjador e maestro para várias sessões com um grupo vocal, chamado Bobby Tucker Singers.[98] As primeiras sessões começaram na primeira semana de junho, estendendo-se até novembro de 1943. Das nove músicas gravadas, sete foram incluídas na lista de mais vendidas.[99] Naquele ano, também fez uma aparição solo na boate Riobamba, em Nova York;[100] e um show de sucesso no hotel de luxo Waldorf Astoria New York, garantindo sua popularidade na alta sociedade nova-iorquina.[101] Sinatra lançou os singles "You'll Never Know", "Close to You", "Sunday, Monday, or Always" e "People Will Say We're in Love". No final de 1943, de acordo com uma pesquisa da Down Beat, ele era mais popular que Bing Crosby, Perry Como, Bob Eberly e Dick Haymes.[102] Frank não chegou a servir nas forças armadas durante a Segunda Guerra Mundial. Em dezembro de 1943, foi oficialmente classificado como 4-F por seu comitê de recrutamento, por causa de um tímpano perfurado.[nota 21] No entanto, os arquivos do Exército Americano relatavam que o músico "não era considerado aceitável do ponto de vista psiquiátrico", mas sua instabilidade emocional não era um problema ao ponto de causar "situações ​​desagradáveis, tanto para o candidato quanto para o serviço de indução".[104]

Sinatra (esquerda) na American Forces Network (AFN), em 1944.

Houve boatos reportados pelo colunista Walter Winchell, de que Sinatra pagou 40 mil dólares para evitar prestar serviço. No entanto, o Federal Bureau of Investigation (FBI) considerou a notícia sem fundamentos.[105][106][107] Perto do fim da guerra, Frank deu apoio às tropas durante várias viagens no exterior, com o comediante Phil Silvers.[108] Durante uma viagem a Roma, ele conheceu o papa Pio XII.[109] Chegou a trabalhar frequentemente com a dupla Andrews Sisters,[110] e participação em muitos outros programas USO foram transmitidas às tropas, através do American Forces Network (AFN) — serviço de mídia das forças armadas americanas.[111] Em 1944, lançou "I Couldn't Sleep a Wink Last Night" e gravou sua própria versão de "White Christmas" (1942) de Crosby; divulgou "I Dream of You (More Than You Dream I Do)", "Saturday Night (Is the Loneliest Night of the Week)", "Dream" e "Nancy (with the Laughing Face)".[112]

Era Columbia e queda de sucesso (1946–52)[editar | editar código-fonte]

Apesar de estar fortemente envolvido em atividades políticas em 1945 e 1946, nesses dois anos ele cantou em 160 programas de rádio, gravou 36 vezes e filmando quatro filmes. Se apresentou no palco até 45 vezes por semana, cantando cem músicas diárias, arrecadando 93 mil dólares por semana.[113]

Com a divulgação de cinco singles — dentre elas a canção "The Coffee Song",[114] lançou seu primeiro álbum, The Voice of Frank Sinatra (1946),[115] alcançando a primeira posição na Billboard. William Ruhlmann do AllMusic, escreveu que o cantor "levou o material muito a sério, cantando as líricas de amor com absoluta seriedade", e que a "influência clássica de seu canto davam profundidade e significado incomum na música".[116] Vendeu cerca de dez milhões de discos naquele ano.[117] Tal era o domínio dele na Columbia, que favoreceu o lançamento de Frank Sinatra Conducts the Music of Alec Wilder (1946), querendo atrair o publico jovem.[118] No ano seguinte, lançou seu segundo álbum, Songs by Sinatra (1947), com músicas de clima e ritmos parecidos, como "How Deep Is the Ocean?", do músico russo Irving Berlin; e "All the Things You Are", de Harold Arlen e Jerome Kern.[119] A canção "Mam'selle", executada por Edmund Goulding e escrita por Mack Gordon, foi lançada para o filme The Razor's Edge (1946).[120] As versões de Art Lund, Dick Haymes, Dennis Day e The Pied Pipers também alcançaram o Top 10 da Billboard.[121] Em dezembro, gravou "Sweet Lorraine" com o Metronome All-Stars, apresentando talentosos músicos do jazz, como Coleman Hawkins, Harry Carney, Charlie Shavers e, Nat King Cole no piano, no que Charles L. Granata descreveu como "um dos destaques, na época em que Sinatra estava no Columbia".[122]

Na final da década de 1940, sua carreira profissional passava por uma conturbada situação, com críticas negativas por parte da mídia americana.

Seu terceiro álbum, Christmas Songs by Sinatra (1948), foi lançado.[123][124] Naquele ano, quando Frank interpretou o personagem de padre no filme The Miracle of the Bells — decorrente das especulações da mídia em torno das conexões com a máfia na época,[nota 22] foi realizado um pronunciamento de que ele doaria cem mil dólares advindas do filme, para a Igreja Católica.[126] Até o final de 1948, o cantor caiu três posições na pesquisa anual da Down Beat, na categoria dos músicos mais populares — atrás de Billy Eckstine, Frankie Laine e Bing Crosby.[127] Em 1949, pela primeira vez em seis anos, saiu das primeiras posições nas pesquisas.[128] O álbum Frankly Sentimental (1949) foi fortemente criticado pela Down Beat, comentando que "apesar de todo o talento no material gravado, raramente ganharia vida".[129]

Apesar da música "The Hucklebuck" ter ficado entre as dez melhores,[130] foi o último registro lançado sob o selo da Columbia.[114] Os dois últimos álbuns de Sinatra, Dedicated to You e Sing and Dance with Frank Sinatra, foram lançados em 1950, pela Columbia.[131] Naquele período, o ponto mais baixo de sua carreira foi a morte do publicitário George Evans, vítima de um enfarte em janeiro de 1950. De acordo com o compositor Jimmy Van Heusen — amigo próximo de Frank, a morte de Evans para ele foi "um enorme choque, desafiando as palavras", sendo crucial à profissão e popularidade com as bobby soxers.[132] A reputação de Sinatra continuou diminuindo após surgirem relatos de um caso extraconjugal com cantora e atriz, Ava Gardner, e ao divórcio com Nancy,[133] embora ele insistisse que seu casamento havia terminado há muito tempo, antes mesmo de conhecer Gardner.[134] Em abril, Frank foi contratado a apresentar-se no clube noturno Copacabana, em Nova York. No entanto, teve que cancelar a reserva de cinco dias, decorrente de um problema na garganta.[135] O então falecido Evans, certa vez alegou: "Sempre que Sinatra sofria com problemas de garganta e perda de voz, era por conta da tensão emocional, deixando-o destruído".[136]

Morte[editar | editar código-fonte]

Lápide de Sinatra no cemitério Desert Memorial Park, em Cathedral City, na Califórnia.

Com a saúde debilitada, Sinatra parou de fazer shows com 80 anos, em 1995. No dia 14 de maio de 1998, Frank Sinatra morreu de um ataque cardíaco em Los Angeles, Califórnia. Encontra-se sepultado no Desert Memorial Park, Cathedral City, Condado de Riverside, Califórnia nos Estados Unidos.

Descendente de italianos, Sinatra teve seu nome diversas vezes ligado à máfia. Depois de sua morte, sua filha Tina fez revelações que ligavam Sinatra a esquemas de eleição do presidente Kennedy pelos chefões de Chicago. Há boatos, que Mario Puzo, autor do best-seller "O Chefão", se inspirou em Sinatra para criar um personagem, Johnny Fontane, um cantor que é protegido pela Máfia, e que pede ajuda a Corleone para se livrar do contrato com o líder de banda Halley. O "Padrinho" manda homens para ir atrás do maestro Halley. No final, tudo se resultou a uma ameaça de morte. Dizem também que Sinatra até o ameaçou.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Pegadas e assinatura de Frank Sinatra na Calçada da Fama do Grauman's Chinese Theatre.
Frank Sinatra em 1973.

Premiações[editar | editar código-fonte]

Estrela na Calçada da Fama por sua carreira na televisão.
  • Oscar humanitário, em 1972.
  • Indicação ao Oscar de Melhor Ator, por "O Homem do Braço de Ouro" (1955).
  • Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, por "A Um Passo da Eternidade" (1953).
  • Duas indicações ao Globo de Ouro de Melhor Ator - Comédia/Musical, por "Meus Dois Carinhos" (1957) e "O Bem-Amado" (1963). Vence em 1957.
  • Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante, por "A Um Passo da Eternidade" (1953).
  • Prêmio Cecil B. DeMille em 1971, concedido pela Associação de Jornalistas Estrangeiros nos Estados Unidos.
  • Duas indicações ao BAFTA de Melhor Ator Estrangeiro, por "Não Serás um Estranho " (1955) e "O Homem do Braço de Ouro" (1955).
Estrela na Calçada da Fama por sua carreira na música.
  • Grammy
    • 1958
      • Best Album Cover - Only The Lonely (Frank Sinatra foi Diretor de Arte. Curiosamente seu primeiro Grammy foi pela pintura da capa)
    • 1959
      • Album Of The Year - Come Dance With Me
      • Best Vocal Performance, Male - Come Dance With Me
    • 1965
      • Album Of The Year - September Of My Years
      • Best Vocal Performance, Male - It Was A Very Good Years
      • Lifetime Achievement Award
    • 1966
      • Album Of The Year - Sinatra: A Man And His Music
      • Record Of The Year - Strangers In The Night
      • Best Vocal Performance, Male - Strangers In The Night
    • 1979
      • Trustees Award
    • 1982
      • GRAMMY Hall Of Fame Award - I'll Never Smile Again (Tommy Dorsey With Frank Sinatra & The Pied Pipers)
    • 1984
    • 1994
      • Grammy Legend Award

"Sou a favor de tudo que ajuda a atravessar a noite - seja uma oração, tranquilizante ou uma garrafa de Jack Daniels."
"Só se vive uma vez e, do jeito que eu vivo, uma vez é suficiente"

Frank Sinatra[137]
    • 1995
      • Best Traditional Pop Vocal Performance, Male - Duets II
    • 1998
      • GRAMMY Hall Of Fame Award - The House I Live In
      • GRAMMY Hall Of Fame Award - I've Got You Under My Skin
    • 1999
      • GRAMMY Hall Of Fame Award - Frank Sinatra Sings For Only The Lonely
      • GRAMMY Hall Of Fame Award - September Of My Years
    • 2000
      • GRAMMY Hall Of Fame Award - My Way
      • GRAMMY Hall Of Fame Award - Songs For Swinging' Lovers!
    • 2004
      • GRAMMY Hall Of Fame Award - Come Fly With Me
      • GRAMMY Hall Of Fame Award - I've Got The World On A String
    • 2005
      • GRAMMY Hall Of Fame Award - One For My Baby

Discografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Discografia de Frank Sinatra
Álbuns de estúdio

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Na música, o termo bobby soxers — de caráter social, refere-se às fãs da música pop tradicional, na década de 1940, relacionado a Frank Sinatra.[3]
  2. Em sua certidão de nascimento original, o nome de Sinatra foi registrado incorretamente como "Frank Sinestro", sendo um erro de escrita. Em maio de 1945, o músico oficialmente corrigiu o nome em sua certidão de nascimento para "Francis A. Sinatra".[4]
  3. A casa na rua Monroe, número 415, foi incendiada e não existe mais. O local foi marcado por um arco de tijolos com uma placa de bronze na calçada, onde se lê "Francis Albert Sinatra: The Voice".[6] O prédio da rua Monroe, número 417, possui uma placa que diz: "Daqui à Eternidade", com imagem de uma estátua do Óscar.[7] Foi aberto como um museu por Ed Shirak em 2001, entretanto, fechou depois de cinco anos devido a problemas de manutenção.[6]
  4. Outras fontes referem incorretamente de terem advindo da cidade de Catânia, uma comuna italiana situado na região da Sicília.[11]
  5. Dolly teria sido presa de seis a sete vezes, e condenada duas vezes por promover abortos ilegais,[21] em 1937.[22]
  6. Em 1920, a proibição da bebida alcoólica tornou-se vigente nos Estados Unidos. Dolly e Marty possuíam uma taberna durante esse período, autorizados a operar abertamente por funcionários locais que se recusaram a fazer cumprir a lei.[25]
  7. A saída do emprego de Frank do jornal, levou a um desentendimento ao longo da vida com seu padrinho, Garrick. Dolly afirmou: "Meu filho é como eu. Se você cruza no caminho dele, ele nunca esquece".[37]
  8. Nancy Sinatra alegou que Frank era dono de um Chrysler, e as pessoas ficavam espantadas com o fato de que um jovem de 20 anos tivesse esse automóvel.[43]
  9. O ciúme dos integrantes, muitas vezes, levava a brigas com Sinatra.[48]
  10. Apenas uma cópia da gravação foi feita, um disco de 78 rpm. O saxofonista Frank Mane, escreveu a canção "Frank Sinatra" na gravadora, mantendo-a em uma gaveta ao longo dos anos, dando a Sinatra uma cópia em uma fita cassete como presente, em 1979. Mane morreu em 1998, apenas alguns meses após a morte de Sinatra. Em 2006, a viúva de Mane ofereceu a gravação para venda através da casa de leilão de Gurnsey, em Nova York.[52]
  11. O único ponto de discórdia era que Harry James queria que Sinatra mudasse seu nome para Frankie Satin, pois ele pensava que Sinatra soava muito italiano.[54] Nem Sinatra nem sua mãe, Dolly, concordariam com isso. Sinatra disse a James que seu primo, Ray Sinatra, era um líder de uma banda em Boston, e que ele manteve seu próprio nome, estando bem com isso. Ouvindo falar de Ray Sinatra, James não pressionou-o mais sobre o assunto.[55][56]
  12. O vocalista Jack Leonard, não deve ser confundido com o comediante Jack E. Leonard.
  13. Sinatra reconheceu sua dívida com James durante toda a sua vida e, ao ouvir falar da morte de seu amigo James, em julho de 1983, afirmou: "Ele foi o único que tornou tudo possível".[63]
  14. Kelley afirmava que os argumentos e brigas surgiram regularmente entre Sinatra e Rich, que ambos eram arrogantes e temperamentais. Em um incidente testemunhado por Stafford nos bastidores do Hotel Astor, em Nova York, Rich falou um palavrão a Sinatra, com Frank chegando a jogar uma jarra de vidro cheia de água e gelo em direção a Rich. Em outro incidente no Teatro Golden Gate, em São Francisco, Rich supostamente tentou derrubar Sinatra contra a parede, com seu címbalo.[69]
  15. Sinatra afirmou: "Na verdade eu queria deixar a banda de Dorsey, porque Crosby era o número considerado o número um. Nesse ramo, você poderia dizer que havia alguns cantores muito bons com as orquestras. Bob Eberly (com Jimmy Dorsey), era um vocalista fabuloso. Perry Como (com Ted Weems), é um cantor muito bom, e eu pensava se eu iria conseguir sair dessa e fazer tudo sozinho. Eu teria que lutar contra os três para conseguir uma posição".[77]
  16. O advogado de Frank, Henry Jaffe, encontrou-se com o advogado de Dorsey, N. Joseph Ross, em Los Angeles, em agosto de 1943. O autor Kelley, alegou: "No final, a MCA, uma agência representando Dorsey e tentando atrair Sinatra, fez uma oferta a Dorsey de 60 mil dólares, resultando na aceitação. Para obter Frank como cliente, a agência pagou a Dorsey 35 mil dólares, enquanto Sinatra pagou 25 mil, que ele pegou como empréstimo de Manie Sacks, como um adiantamento contra seus royalties, da Columbia Records. O acordo foi que, até 1948, dividiria suas comissões com a agência GAC, que tinha assinado contrato com ele quando deixou Dorsey.[78] No entanto, durante um concerto em 1979, no Anfiteatro Gibson, Sinatra alegou que levou anos para escapar do contrato, e que Dorsey havia lhe custado 7 milhões de dólares.[79]
  17. O incidente deu início a rumores sobre o envolvimento de Sinatra com a máfia ítalo-americana, transformando-se em romance e, posteriormente, no filme The Godfather (1972).[81]
  18. O termo "Swoonatra" vem da palavra "swoon", que significa "desmaio". Em outras palavras, um trocadilho ao efeito que Sinatra causava aos fãs.
  19. Conhecido como "A Voz".
  20. Acontecimento conhecido como a "Desordem do Dia de Columbus", em outubro de 1944.
  21. Registrante não-aceitável para o serviço militar. Para ser elegível em classe 4-F, um registrante deve ter sido considerado não-qualificado para o serviço das forças armadas, sob os padrões físicos, mentais ou morais estabelecidos.[103]
  22. Em 1946, Sinatra foi visto na cidade de Havana, capital de Cuba, com o mafioso Lucky Luciano, dando início a uma série de críticas pela imprensa, implicando que Sinatra tinha ligação com a máfia. Em 1947, envolveu-se em um incidente com o jornalista Lee Mortimer, que havia escrito alguns dos artigos mais contundentes sobre as supostas conexões. Kelley afirmou que seus artigos ficaram tão ofensivos, que Sinatra o agrediu em resposta aos insultos do jornalista, no qual ele chama Frank de "dago" — insulto étnico, referindo-se a italianos ou pessoas de etnia italiana. O músico foi levado ao tribunal e, de acordo com Kelley, Mortimer recebeu ameaças da máfia para abandonar o caso, ou perderia a vida.[125]
  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em inglês, cujo título é «Frank Sinatra».

Referências

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