Franz Rosenzweig

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Franz Rosenzweing (1886–1929).

Franz Rosenzweig (1886–1929) é considerado um dos mais importantes filósofos-teólogos judeus do século XX.

Influenciou importantes pensadores como Walter Benjamin, Emmanuel Lévinas, entre outros.

Vida e obra[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Kassel (Alemanha), numa família judia assimilada, recebeu educação universitária em medicina, história e filosofia. Dois acontecimentos mudaram sua vida: a I Guerra Mundial e sua redescoberta do judaísmo. Sua participação direta à guerra lhe confirmou sua reservas no que diz respeito à filosofia da história de Hegel, que justifica a morte dos indivíduos em nome de causas superiores.

A obra-prima de Rosenzweig é "A Estrela da Redenção". Nela Rosenzweig analisa como a unicidade de cada ser humano, a realidade do mundo e a transcendência de Deus põem em xeque a idéia de totalidade, mostrando como estas três singularidades encontram sentido uma em relação à outra. A criação religa o mundo a Deus, a revelação permite que o ser humano seja orientado pela Palavra divina e a Redenção lhe dá como tarefa de salvar o mundo, essencialmente pelo amor.

Infelizmente, a obra ainda não conta com uma tradução para o português. No entanto, é possível encontrar versões em espanhol e inglês para a mesma.

No Brasil, a Editora Perspectiva publicou em 1999 o primeiro estudo consagrado ao autor, de autoria do filósofo Ricardo Timm de Souza: "Existência em decisão: uma introdução ao pensamento de Franz Rosenzweig".

Em 2004, na cidade de Kassel, foi fundada a Associação Internacional Rosenzweig (Internationale-Rosenzweig-Gesellschaft), que tem inclusive uma seccional no Brasil.[1]

Em 2008 foi publicada em livro a tese doutoral do filósofo, chamada "Hegel e o Estado", também pela Editora Perspectiva.[2]

Na sinopse de Ricardo Timm de Souza, este livro "não só constitui um esforço de abrangência da história da construção do conceito hegeliano de Estado em seus caminhos e descaminhos, como acompanha as minúcias desta construção e, sobretudo, se depara com as encruzilhadas a que o conceito conduz. A forma como o pensamento do filósofo de Jena em geral, em seu lento processo de amadurecimento, se vê com as questões políticas da época, as vicissitudes dos desencontros e das desesperanças, vai sendo paulatinamente interpretada, destilando-se a sua linha principal de evolução, do Espírito que, despojando-se pouco a pouco do inessencial, toma decididamente o caminho de si mesmo. Hegel e o Estado mostra – e não poderia ser diferente – a que ponto chegou a coerência sistemática hegeliana: sua história é a história de sua autocompreensão; essencial nesta trajetória foi o modo como, a cada instante, o acontecimento bruto foi destilado em conteúdo especulativo."[3]

  1. «Rosenzweig e uma nova compreensão da ideia de sujeito | Revista IHU Online #386». www.ihuonline.unisinos.br. Consultado em 2016-05-05. 
  2. «Editora Perspectiva :: CATÁLOGO». www.editoraperspectiva.com.br. Consultado em 2016-05-05. 
  3. «Editora Perspectiva :: CATÁLOGO». www.editoraperspectiva.com.br. Consultado em 2016-05-05.