Franz Rosenzweig

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Franz Rosenzweig
Nome nativo Franz Rosenzweig
Nascimento 25 de dezembro de 1886
Kassel
Morte 10 de dezembro de 1929 (42 anos)
Frankfurt
Cidadania Alemanha
Etnia judeu
Alma mater Universidade de Freiburg
Ocupação filósofo, tradutor, historiador, tradutor da Bíblia
Religião Judaísmo
Causa da morte esclerose lateral amiotrófica

Franz Rosenzweig (1886–1929) é considerado um dos mais importantes filósofos-teólogos judeus do século XX.

Influenciou importantes pensadores como Walter Benjamin, Emmanuel Lévinas, entre outros.

Vida e obra[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Kassel (Alemanha), numa família judia assimilada, recebeu educação universitária em medicina, história e filosofia. Dois acontecimentos mudaram sua vida: a I Guerra Mundial e sua redescoberta do judaísmo. Sua participação direta à guerra lhe confirmou sua reservas no que diz respeito à filosofia da história de Hegel, que justifica a morte dos indivíduos em nome de causas superiores.

A obra-prima de Rosenzweig é "A Estrela da Redenção". Nela Rosenzweig analisa como a unicidade de cada ser humano, a realidade do mundo e a transcendência de Deus põem em xeque a idéia de totalidade, mostrando como estas três singularidades encontram sentido uma em relação à outra. A criação religa o mundo a Deus, a revelação permite que o ser humano seja orientado pela Palavra divina e a Redenção lhe dá como tarefa de salvar o mundo, essencialmente pelo amor.

Infelizmente, a obra ainda não conta com uma tradução para o português. No entanto, é possível encontrar versões em espanhol e inglês para a mesma.

No Brasil, a Editora Perspectiva publicou em 1999 o primeiro estudo consagrado ao autor, de autoria do filósofo Ricardo Timm de Souza: "Existência em decisão: uma introdução ao pensamento de Franz Rosenzweig".

Em 2004, na cidade de Kassel, foi fundada a Associação Internacional Rosenzweig (Internationale-Rosenzweig-Gesellschaft), que tem inclusive uma seccional no Brasil.[1]

Em 2008 foi publicada em livro a tese doutoral do filósofo, chamada "Hegel e o Estado", também pela Editora Perspectiva.[2]

Na sinopse de Ricardo Timm de Souza, este livro "não só constitui um esforço de abrangência da história da construção do conceito hegeliano de Estado em seus caminhos e descaminhos, como acompanha as minúcias desta construção e, sobretudo, se depara com as encruzilhadas a que o conceito conduz. A forma como o pensamento do filósofo de Jena em geral, em seu lento processo de amadurecimento, se vê com as questões políticas da época, as vicissitudes dos desencontros e das desesperanças, vai sendo paulatinamente interpretada, destilando-se a sua linha principal de evolução, do Espírito que, despojando-se pouco a pouco do inessencial, toma decididamente o caminho de si mesmo. Hegel e o Estado mostra – e não poderia ser diferente – a que ponto chegou a coerência sistemática hegeliana: sua história é a história de sua autocompreensão; essencial nesta trajetória foi o modo como, a cada instante, o acontecimento bruto foi destilado em conteúdo especulativo."[3]


  1. «Rosenzweig e uma nova compreensão da ideia de sujeito | Revista IHU Online #386». www.ihuonline.unisinos.br. Consultado em 5 de maio de 2016. 
  2. «Editora Perspectiva :: CATÁLOGO». www.editoraperspectiva.com.br. Consultado em 5 de maio de 2016. 
  3. «Editora Perspectiva :: CATÁLOGO». www.editoraperspectiva.com.br. Consultado em 5 de maio de 2016.