Fratelli Vita

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Propaganda no primitivo Elevador Lacerda (c. 1920), com a inscrição Gazosas?Só de Fratelli Vita.
Fábrica da empresa no bairro da Calçada (Salvador), onde funciona um câmpus da Estácio FIB.[1]

A Fratelli Vita foi uma empresa brasileira de refrigerantes e cristais. Fundada em 1902, fabricou os melhores e mais luxuosos cristais já produzidos no Brasil até sua venda, sessenta anos mais tarde. Foi criada em sociedade pelos irmãos Giuseppe e Francesco Vita.

A empresa iniciou-se após a chegada dos irmãos da Itália, no final do século XIX, a Salvador. Giuseppe Vita possuía treze anos de idade quando começou a fabricar licores e vinhos. Em seguida, a nascente companhia produziu refrigerantes, com sabores como cereja, guaraná, ameixa, limão, maçã e pêra.

Quando, durante a Primeira Guerra Mundial, a importação das garrafas para suas bebidas foi dificultada, a Fratelli Vita passou a produzir seus próprios engradados.

Foi assim que se iniciou a produção de cristais, tendo as primeiras peças sido produzidas em 1920. Suas mais marcantes características eram brilho, transparência, cores, desenhos delicados e o timbre de seus sons. Dentre os produtos, destacavam-se taças, copos, compoteiras, e jarros, todos fabricados manualmente.

Devido ao seu sucesso comercial também de suas bebidas, uma filial da empresa foi aberta em Recife, sob a responsabilidade de Francesco Vita.

Os cristais, por sua vez, eram premiados internacionalmente em competições.

Durante o apogeu da fábrica de cristais, na década de 1950, os irmãos Vita financiaram o trio elétrico Dodô e Osmar em 1951 e a candidatura de Martha Rocha no Miss Brasil de 1954. Esta última se tornaria, aliás, garota propaganda da companhia. Ainda, quando da transferência da capital do Brasil do Rio de Janeiro a Brasília, a primeira-dama Sara Kubitschek encomendou à empresa um jogo de taças com o brasão da República impresso a ouro.

Em 1962, devido à falta de mão-de-obra especializada, ações trabalhistas e problemas de tecnologia (como a perda de grande quantidade de cristais ainda no forno), Miguel Vita, filho de Giuseppe, fechou a fábrica.

Na década de 1970, a Brahma comprou, juntamente com outros bens e imóveis da empresa, a marca Fratelli Vita, hoje utilizada, por exemplo, em uma marca de água mineral fabricada pela Ambev.

Os Vita mantiveram na família, no entanto, uma das maiores coleções particulares de cristais do Brasil.

Na década de 2000, Jário Vita, filho de Miguel e neto de Giuseppe, reiniciou a produção de cristais da Fratelli Vita, em primeiros momentos destinados a exposições, já que a marca foi comprada pela Brahma somente para a produção de bebidas, estando a grife liberada para o uso em cristais. Uma dessas exposições se deu na Pinacoteca do Estado de São Paulo em 2000, e outra, em Portugal em 2001.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Referências gerais[editar | editar código-fonte]