Fratura de úmero

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Fratura de úmero
Humerus fracture.jpg, Upper arm bone fracture - Humerus fracture -- Smart-Servier.jpg
Classificação e recursos externos
eMedicine 825488
MeSH D006810
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Fratura de úmero se refere a ruptura do úmero, o maior osso do braço. As fraturas proximais são próximas ao ombro (25% dos casos), mediais na diáfise (60% dos casos) e as distais ocorrem próximo ao cotovelo (15% dos casos). Essa classificação pode ser subdividida, com base na extensão da fratura e nas partes específicas do úmero. [1]

Fraturas geralmente ocorrem após um trauma físico, excesso de esforço físico ou condições patológicas, tais como tumores ósseos. As quedas são a causa mais comuns, seguidas por carregar excesso de peso e acidentes automobilístico.

Pessoas que sofrem uma fratura por queda, geralmente, têm fatores de risco como osteoporose ou osteomalacia, e tentaram reduzir o impacto da queda com o braço lesionado.[2]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

A dor é imediata, duradoura e piora com os movimentos. A região afetada fica inchada e hematomas aparecem um dia após a fratura. A fratura normalmente é acompanhado por uma descoloração da pele no local da fratura.[3] O barulho de osso quebrado as vezes pode ser ouvido ao pressionar o braço contra si mesmo. Em que os nervos são afetados, ocorre uma perda de controle motor ou/e sensibilidade no braço depois da fratura. Se a fratura afeta o suprimento de sangue, o paciente terá uma diminuição do pulso radial. Luxação pode causar deformidade e um menor comprimento do braço. Fraturas distais também podem causar deformidade, e limitar a capacidade de flexionar o cotovelo.

Causas[editar | editar código-fonte]

Fraturas do úmero geralmente ocorrem após uma queda, excesso de esforço físico, golpe ou por condições patológicas. Ocorrem com mais frequência entre pacientes idosos com osteoporose que caem sobre um braço estendido. Com menos frequência, as fraturas proximal ocorrem por acidentes com veículos motorizados, tiro e contrações musculares violentas por um choque elétrico ou convulsão.[4][5] Fatores de risco para fraturas proximal incluem ter uma baixa densidade óssea, ter problemas de visão ou de equilíbrio e tabagismo.[6]  Essas fraturas em crianças pode indicar abuso físico ou negligência em proteger o filho. Fraturas também podem indicar deficiência de vitaminas Bvitamina D ou cálcio.[7]

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Fratura simples transversa da diáfise do úmero

Quando há suspeita clínica é solicitado com duas radiografias, frente e perfil ou duas oblíquas, dependendo do local afetado. Tomografia computadorizada pode dar mais informações sobre a fratura.[8]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

O objetivo do tratamento é minimizar a dor e restaurar tanto a funcionalidade tanto quanto possível. A maioria das fraturas de úmero não necessitam de intervenção cirúrgica. As fraturas simples podem ser tratadas com imobilização adequada, analgésicos e acompanhamento radiológico. Fraturas com dois fragmentos podem exigir redução aberta (cirúrgica) ou fechada se houve lesão neurovasculares do manguito rotador, luxação, ou se há baixa probabilidade da união e retorno da função. Fraturas com três ou mais fragmentos devem ser reduzidos e fixados com cirurgia para realinhar a separar partes da extremidade do úmero. Artroplastia de úmero pode ser necessária para reparar o fornecimento de sangue na região comprometida.[9]  No casos de complicações ou importante lesão dos nervos, o reparo cirúrgico também é necessário.[10]

Referências

  1. Cameron, P.; Jelinek, G.; Kelly, A. M.; Brown, A. F. T.; Little, M. (1 April 2014). Textbook of Adult Emergency Medicine. Elsevier Health Sciences. pp. 167–170. ISBN 9780702054389. p. 169
  2. Auth, P. C. (30 July 2012). Physician Assistant Review. Lippincott Williams & Wilkins. p. 167. ISBN 9781451171297.
  3. Cameron, et al., 2014, p. 167–170
  4. Crosby, et al., 2014, p. 4
  5. Auth, 2012, p. 167
  6. Crosby, et al., 2014, p. 23
  7. Cameron, et al., 2014, p. 167, 169
  8. cameron170
  9. Cameron, et al., 2014, pp. 168–169
  10. Cameron, et al., 2014, pp. 169–170

Bibliografia[editar | editar código-fonte]