Frenologia

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O mapa da Frenologia no século XIX

Frenologia é uma pseudociência que alega que a forma e protuberâncias do crânio são indicativas das faculdades e aptidões mentais de uma pessoa.[1][2][3] A frenologia baseia-se no conceito de que o cérebro é o órgão da mente e se encontra dividido em regiões com funções específicas denominadas módulos.[4] Embora estes conceitos se baseiem em factos reais, a frenologia extrapola conclusões para além das evidências empíricas de uma forma que diverge da ciência.[2][5] O principal pressuposto da frenologia, que alega que as medidas do crânio são indicativas dos traços de personalidade, encontra-se desacreditada por evidências empíricas.[6]

A frenologia foi criada em 1796 pelo alemão Franz Joseph Gall, tendo exercido alguma influência na psiquiatria e psicologia do século XIX, sobretudo entre 1810 e 1840.[7] O rigor metodológco da frenologia era questionável até para os padrões da época, sendo já considerada pseudocientífica por diversos autores do século XIX.[8][9][10][11] Atualmente a frenologia é considerada uma pseudociência.[2][12][3][13][14][15] No entanto, a noção de Gall de que o caráter, raciocínio e emoções se situam em partes específicas do cérebro é considerado um passo importante na história da neuropsicologia.[16][17]

Referências

  1. «Frenologia». Infopédia, Enciclopédia de Língua Portuguesa da Porto Editora. Consultado em 28 de maio de 2019 
  2. a b c Wihe, J. V. (2002). Science and Pseudoscience: A Primer in Critical Thinking. In Encyclopedia of Pseudoscience, pp. 195-203. California: Skeptics Society.
  3. a b Hines, T. (2002). Pseudoscience and the Paranormal. New York: Prometheus Books. p. 200
  4. Fodor, Jerry A. (1983). Modularity of Mind: An Essay on Faculty Psychology. Cambridge, Massachusetts: MIT Press. ISBN 0-262-56025-9 p.14, 23, 131
  5. Bunge, M. (2018). From a Scientific Point of View: Reasoning and Evidence Beat Improvisation across Fields. Cambridge: Cambridge Scholar Publishing. p. 74
  6. Parker, J. O., Alfaro-Almagro, F., & Jbabdi, S. (2018). An empirical, 21st century evaluation of phrenology. Cortex. Volume 106. pp. 26–35. doi: doi:10.1016/j.cortex.2018.04.011
  7. Graham, Patrick. (2001) Phrenology [videorecording (DVD)]: revealing the mysteries of the mind. Richmond Hill, Ont.: American Home Treasures. ISBN 0-7792-5135-0
  8. Flourens, P. (1844). Elementary Treatise on Human Physiology. New York: Harper & Brothers. p. 150
  9. Anonymous (1860). Sir William Hamilton on Phrenology. The American Journal of Psychiatry. Volume 16. Issue 3. pp. 249-260. doi: https://doi.org/10.1176/ajp.16.3.249
  10. Winn, J. M. (1879). Mind and Living Particles. Journal of Psychological Medicine and Mental Pathology. Volume 5. Issue 1. pp. 18-29.
  11. Robinson Storer, H. (1866). Transactions of the American Medical Association Volumen 16. p. 134.
  12. Bunge, M. (1985). Treatise on Basic Philosophy. Volume 7 (Part 2). Dordrecht: Reidel Publishing Company. p. 54
  13. Stiles, Anne (2012). Popular Fiction and Brain Science in the Late Nineteenth Century. Cambridge: Cambridge University Press. p. 11
  14. Cooter, R. (1990). The Conservatism of "Pseudoscience". In Philosophy of Science and the Occult. New York: State University of New York Press. p. 156
  15. Christison-Lagay, K. L. and Cohen Y. E. (2013). The Neural Representation of Vocalisation Perception. In Animal Communication Theory: Information and Influence, pp. 337-354. New York: State University of New York Press.
  16. Fodor, JA. (1983) The Modularity of Mind. MIT Press. pp. 14, 23, 131
  17. Simpson, D. (2005) "Phrenology and the Neurosciences: Contributions of F. J. Gall and J. G. Spurzheim" ANZ Journal of Surgery. Oxford. Vol. 75.6; p. 475

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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