Friné

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Réplica restaurada pelo escultor inglês Joseph Nollekens de Afrodite de Cnido de Praxíteles. Acredita-se que Friné tenha sido a modelo.

Mnesarete (em grego Μνησαρέτη, 'memória da virtude' [1]) foi uma hetaira mais conhecida pelo apelido de Friné (em grego antigo: Φρύνη, transl.: Phrýne: 'sapo') devido à sua tez amarelada. No Brasil também é conhecida como Frinéia.

Ela nasceu em Téspias, na Beócia, mas acredita-se que tenha vivido em Atenas, por volta de 400 a.C.. Além de prestígio, adquiriu tanta riqueza por sua extraordinária beleza que se ofereceu para reconstruir os muros de Tebas (Grécia), que haviam sido destruído por Alexandre, o Grande (336 aC), sob a condição de que as palavras "Destruído por Alexandre, restaurado por Friné, a hetaira", fossem escritas nos muros. Entretanto as autoridades gregas rejeitaram a oferta.

Fama[editar | editar código-fonte]

Friné na Celebração à Posidão em Elêusis, Nikolay Pavlenko. Cópia de pintura de Henryk Siemiradzki, 1889
Vênus Anadyomene.

Bela e famosa. Por ocasião de um Festival de Posidão em Elêusis, ela colocou de lado suas roupas, soltou os cabelos, e entrou nua no mar, à vista do povo, inspirando o pintor Apeles, em sua grande obra "Afrodite Anadyomène" (às vezes também retratada como "Vênus Anadyomène "), para o qual Friné posou como modelo.

Devido à sua beleza, ela também inspirou mais tarde a pintura do artista Jean-Léon Gérôme, "Friné devant l'Areopage" (Friné antes do Areópago, 1861), bem como outras obras de arte ao longo da história. Ela foi também (segundo alguns), o modelo para a estátua da Afrodite de Cnido por Praxíteles.

O poeta brasileiro Olavo Bilac descreve o julgamento da bela Friné no poema "O Julgamento de Frinéia" (1888). Charles Baudelaire, em seus poemas "Lesbos" e "La beauté", e Rainer Maria Rilke, em seu poema "Die Flamingos", também foram inspirados pela beleza e fama de Friné.

Na música, Friné foi objeto de uma ópera de Camille Saint-Saëns: Phryne (1893).

No cinema Friné é referida em Altri tempi", série de Alessandro Blasetti (1951) na qual o oitavo e último episódio é intitulado "Il processo di Frine".

Podem- se encontrar outras referências a Friné como o asteroide "1291 Phryne"[2] descoberto em 15 de setembro de 1933 por Eugène Joseph Delporte.

O julgamento de Frineia, de Jean-Léon Gérôme (1861), mostra a hetaira diante do Areópago.

Acusada de profanar os Mistérios de Elêusis foi defendida pelo orador Hipérides, um de seus amantes. O discurso de acusação, de acordo com Diodoro Periegetes, citado por Ateneu [3], foi escrito por Anaxímenes de Lâmpsaco. Quando Hipérides percebeu que o veredito seria desfavorável, rasgou o manto da bela Friné, exibindo seu corpo e conseguindo assim que os juízes a absolvessem. Outra versão diz que ela mesma tirou suas roupas. Mas a mudança no julgamento dos juízes não foi simplesmente porque eles ficaram fascinados pela beleza deo seu corpo nu, mas sim porque, naquela Grécia Antiga, o belo era identificado com o bom, como um aspecto da divindade ou um sinal de favor divino.

Referências

  1. Cavallini, Eleonora (2014). «"Esibizionismo o propaganda politica? Frine tra storia e aneddotica"». Donne che contano nella storia greca (em italiano). Lanciano: Rocco Carabba. ISBN 978-88-6344-367-7  Parâmetro desconhecido |cid= ignorado (ajuda)
  2. Sobre o asteróide Phryne
  3. Ateneu XIII.591e

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]


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