Frota H do Metrô de São Paulo

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TUE CAF Frota H
Caf359byhorus.JPG
Trem H59 na estação Bresser-Mooca
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Interior - CAF H (Frota H - Metrô de São Paulo-CMSP) (5048071791).jpg
Interior
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Fabricante CAF
Fábrica Flag of Spain.svg Espanha e Brasil Hortolândia
Período de construção 2009–2010
Entrada em serviço 2010
Total construídos 17 trens / 102 carros [1]
Total em serviço 17
Total desmanchados 0
Formação 6 carros [1]
Capacidade 2046 passageiros (condição 8 pass/m²)[1]
Operador Metrô de São Paulo
Depósitos Pátio Itaquera e Pátio Belém
Linhas Atual:
3red.png Vermelha
Anterior:
1blue.png Azul
Especificações
Corpo aço inoxidável
Comprimento Total 132,55 m[1]
Largura 3,10 m
Altura 3,62 m
Altura do Piso 1,113 m
Velocidade máxima 90 km/h (máxima de projeto)
Aceleração 1,12 m/s²
Desaceleração 1,2 m/s² (serviço) / 1,5 m/s² (emergência)
Tipo de tração Elétrica (Corrente alternada)
Motor 4 motores de indução com inversor de tensão trifásico por motor
Potência 220 kW /motor
Tipo de transmissão Manual / ATO - Automático / ATO-RED / futuramente CBTC (Controle por comunicação entre trens, via e estações)
Tipo de climatização HVAC
Alimentação 750 Vcc
Captação de energia Terceiro trilho
Classificação UIC BoBo + BoBo + BoBo + BoBo + BoBo + BoBo[1]
Truque "H" rígido
Freios regenerativo/reostático, pneumático(atrito)
segurança Interface de comunicação de áudio com operador / Botões de abertura de portas / Extintores de incêndio abaixo dos bancos / Travamento automático das folhas de portas
Acoplamento Engate tipo N2 (carro A)
Bitola 1,60 m

A Frota H do Metrô de São Paulo é uma série de TUES fabricados entre 2009 e 2010 pela CAF, sendo os dois primeiros trens fabricados na Espanha e os 15 demais fabricados em Hortolândia.

História[editar | editar código-fonte]

Projeto e construção[editar | editar código-fonte]

Com a modernização das linhas 1 e 3 do Metrô, a Companhia do Metropolitano realizou um estudo onde foi constatada a necessidade de aquisição de 17 novas composições de 6 carros. Assim, em 16 de agosto de 2007 foi realizada a concorrência internacional nº 41257212. As empresas Alstom e CAF apresentaram propostas, tendo a empresa espanhola Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles (CAF) sido a vencedora, no valor de R$ 410.024.445,00. [2]

Devido a uma exigência do estado de São Paulo [3], a empresa CAF teve de abrir uma fábrica no Brasil, localizada em Hortolândia [4], para fabricar 15 das 17 composições do Metrô de São Paulo e 38 das 40 composições adquiridas para a CPTM na mesma época. O projeto dos 17 trens e os dois primeiros trens foram construídos na fábrica da CAF em Zaragoza, Espanha e trazidas de navio para o porto de Santos em dezembro de 2009. [5]

Operação[editar | editar código-fonte]

O primeiro trem entrou em operação em 28 de março de 2010. Até o fim de 2011, todos os 17 trens foram entregues. Durante os primeiros meses de operação, os trens sofreram com defeitos de fabricação nos truques e no piso, demandando retrabalhos por parte da CAF.[6]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

A aquisição da Frota H foi realizada em meio a um processo do Tribunal de Contas do estado de São Paulo, que declarou irregular a compra das Frotas E e G (fornecidas pelas Alstom). Assim, a Alstom perdeu a licitação e desde então nunca mais venceu grandes concorrências no Metrô de São Paulo e na CPTM, limitando-se a duas pequenas encomendas para a CPTM.[7]

A exigência de fabricação local por parte do governo do estado, atendendo ao lobby da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER) [8], limitou a concorrência na aquisição de trens em São Paulo. Na mesma época o governo do Rio adquiriu trens fabricados na China, por valores menores.[9][10]

Acidentes e incidentes[editar | editar código-fonte]

  • 2 de agosto de 2010 – Após falha na suspensão, trem da Frota H raspa em plataforma da estação Sé, da Linha 3. [11]
  • 16 de maio de 2012 – Falha em equipamento de sinalização causa colisão leve entre trens das Frotas C e H. Essa foi a primeira colisão em operação da história do Metrô[12];
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Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e http://www.caf.net/en/productos-servicios/proyectos/proyecto-detalle.php?p=23
  2. Companhia do Metropolitano de São Paulo (12 de agosto de 2008). «Processo 4125721201» (PDF). Diário Oficial do estado de São Paulo - Caderno Empresarial, página 38, 2ª Coluna. Consultado em 19 de abril de 2019 
  3. «DECRETO Nº 54.715- Institui o Programa de Incentivo à Expansão e Modernização do Transporte Ferroviário no Estado de São Paulo». Governo do estado de São Paulo. 27 de agosto de 2009. Consultado em 18 de abril de 2019 
  4. Dubes Sônego (29 de novembro de 2011). «Indústria do trem renasce em Hortolândia». iG/Brasil Econômico. Consultado em 18 de abril de 2019 
  5. «Primeiro trem novo da Linha 3-Vermelha embarca para o Brasil». Portal do Governo do estado de São Paulo. 9 de dezembro de 2009. Consultado em 18 de abril de 2019 
  6. Tadeu Breda (26 de agosto de 2013). «Metrô de São Paulo esconde informações em apuração sobre descarrilamento». Rede Brasil Atual. Consultado em 18 de abril de 2019 
  7. «TC-014593/026/92» (PDF). Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. 29 de novembro de 2017. Consultado em 18 de abril de 2019 
  8. Revista Ferroviária (3 de agosto de 2011). «Indústria quer banir trens chineses» (PDF). Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada. Consultado em 18 de abril de 2019 
  9. Valor Econômico (24 de junho de 2009). «CHINESES VENCEM LICITAÇÃO DA SUPERVIA». Kincaid. Consultado em 18 de abril de 2019 
  10. «Metrô recebe primeiro dos 19 trens comprados na China». Correio do Brasil. 24 de abril de 2012. Consultado em 18 de abril de 2019 
  11. «Após trem raspar na plataforma, Metrô manda equipamentos novos para análise». Folha de S.Paulo. 4 de agosto de 2010. Consultado em 18 de abril de 2019 
  12. G1 SP (16 de maio de 2012). «Passageiros são socorridos após acidente na Linha Vermelha do Metrô». G1. Consultado em 18 de abril de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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