Fundação Francisco Manuel dos Santos

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Francisco Manuel dos Santos - Patrono da FFMS

A Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) foi criada em Fevereiro de 2009 pelos seus fundadores, Alexandre Soares dos Santos e família, descendentes de Francisco Manuel dos Santos e consagrada à sua memória.

Objectivos[editar | editar código-fonte]

Apresentada em Fevereiro de 2009 por Alexandre Soares dos Santos, a FFMS tem como objectivo central de promover estudos e análises que aprofundem o conhecimento da realidade portuguesa nas mais diversas áreas e que permitam, através da publicação dos resultados desses estudos, a formulação de recomendações e a ampla discussão pública dos grandes temas nacionais. A fundação é totalmente independente em relação a “organizações e interesses políticos, partidários, económicos, religiosos e outros”.[1]

Presidida por Nuno Garoupa, esta entidade sem fins lucrativos pretende promover a participação da sociedade civil na reflexão e no debate sobre todas as questões relevantes que digam respeito à comunidade nacional, o que deverá ser prosseguido com a preocupação de respeito pelos valores da democracia, da liberdade individual, da igualdade de oportunidades, do mérito e do pluralismo.[2]

Projectos[editar | editar código-fonte]

Portais[editar | editar código-fonte]

Pordata (www.pordata.pt)

A Pordata é uma base de dados sobre Portugal contemporâneo com estatísticas oficiais e certificadas sobre o país e a Europa, dividida num amplo conjunto de temas como a população, educação, saúde, entre outros. Este primeiro contributo oficial da FFMS, está sob a direcção da socióloga e professora Maria João Valente Rosa. As informações divulgadas são todas provenientes de fontes certificadas com o objectivo de criar uma base de dados rigorosa, simples, clara e de fácil acesso. A Fundação disponibiliza de forma gratuita e ilimitada, esta base de dados que já conta com cerca de 70 000 séries estatísticas oficiais.[3]

Conhecer a crise(www.conheceracrise.pt)

É um portal destinado a dar visibilidade aos principais indicadores económicos e sociais capazes de traduzir com mais pormenor a situação de crise que Portugal atravessa. Além de entidades oficiais, foi necessário recorrer a organizações civis e a empresas económicas que detêm informação importante. São utilizados também com frequência inquéritos de opinião e atitudes.

Por outro lado, enquanto a PORDATA apenas recolhe e publica dados anuais, este “Conhecer a crise” utiliza também dados trimestrais e mensais, mais adequados a medir a evolução actual, assim como as reacções das famílias e empresas, na sua tentativa de se ajustar ao novo contexto económico e superar algumas dificuldades.

POP (www.pop.pt)

Não é apenas através deste tipo de informação encontrada na PORDATA e noutros sites de estatística, que se chega a um melhor conhecimento da nossa sociedade. O que pensam, desejam e preferem os portugueses sobre os mais variados temas, desde a vida familiar à economia e a política? Como se comparam as suas atitudes e opiniões às dos restantes europeus? Como têm evoluído ao longo do tempo? Ao contrário do que se possa julgar, não é preciso estar limitados a meros palpites sobre estas questões. Há cerca de três décadas que vários projectos internacionais têm recolhido um conjunto enorme de dados desta natureza, através de inquéritos por questionário rigorosamente concebidos e aplicados a amostras representativas das populações dos países europeus. Uma parte importante da investigação em sociologia, psicologia e ciência política na Europa dedica-se à análise desta informação. Mas ela é também importante para todos os que querem pensar sobre a sociedade portuguesa e agir sobre ela: jornalistas, professores e alunos, decisores políticos, líderes associativos e, potencialmente, cada um de nós. Afinal, movemo-nos em círculos sociais que são inevitavelmente fechados. É muito fácil formar convicções erradas sobre o que pensam os nossos concidadãos. Sabendo um pouco melhor o que eles pensam, podemos alargar e, se for esse o caso, tornar um pouco menos enviesada a nossa visão da sociedade portuguesa e das restantes sociedades europeias. Mas estes dados encontram-se ainda muito dispersos, para além de estarem organizados de uma forma que dificulta a sua compreensão e análise por parte de pessoas não especializadas nestas matérias. O POP vem suprir esta ausência, disponibilizando dados produzidos pelo Eurobarómetro, pelo Estudo Europeu dos Valores e pelo Inquérito Social Europeu.

Direitos e Deveres do Cidadão (www.direitosedeveres.pt)

Perguntas e respostas para uma cidadania responsável. Os direitos e os deveres de cidadania assentam num princípio básico da sociedade: o respeito que um cidadão pode esperar dos outros e dos poderes públicos tem, como contrapartida, o respeito que deve ter por todos. Por outras palavras, qualquer cidadão beneficia de direitos e garantias a quecorrespondem também deveres e responsabilidades.

Nem todos os cidadãos conhecem bem os seus direitos e deveres. A complexidade do Estado de Direito é tal que faz com que muitos possam ser prejudicados pelo desconhecimento dos seus direitos ou que nem sempre tenham um comportamento adequado e conforme aos seus deveres.

Este portal destina-se a informar os cidadãos dos seus direitos e deveres, tanto na relação entre eles, como com as autoridades e demais instituições. Com este projecto, a Fundação Francisco Manuel dos Santos torna disponível um meio de informação acessível, organizado e prático sobre os direitos e os deveres do cidadão, nas variadas situações do dia-a-dia que podem ter implicações jurídicas.

Ensaios e Retratos[editar | editar código-fonte]

A Fundação Francisco Manuel dos Santos promove, sob a direcção de António Araújo, a publicação de textos breves que exprimam as opiniões dos respectivos autores sobre os mais diversos problemas contemporâneos, com especial incidência na realidade portuguesa. Esta colecção de ensaios reúne temas tão dispersos como a educação, economia, justiça, saúde, entre outros. Trata-se de considerações fundamentadas assinadas por pensadores dos mais diversos quadrantes da sociedade.

Em 2014 foi lançada uma nova colecção, os "Retratos da Fundação" que traz aos leitores um olhar próximo sobre a realidade do país: Portugal contado e vivido, narrado por quem o viu - e vê - de perto.

Estudos[editar | editar código-fonte]

A actividade da Fundação no que toca à promoção de estudos sobre a sociedade portuguesa encontra-se dividida em cinco áreas principais: Conhecimento,Desenvolvimento Económico, Estado e Sistema Político, Políticas Sociais e População. Em cada uma destas áreas correm actualmente vários projectos de diferentes equipas de investigação. Os estudos já terminados encontram-se disponíveis para download gratuito na página da www.ffms.pt

Conferências[editar | editar código-fonte]

A Fundação realiza por todo o país ciclos de conferências sobre diferentes temas, como por exemplo as “Questões-chave da Educação” e os encontros "Presente no Futuro", entre outros. A Fundação oferece uma oportunidade de debate em que intervêm não só especialistas da área como também todos os interessados no tema em questão.[4]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]