Fundo Global de Luta contra Aids, Tuberculose e Malária

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Fundo Global de Luta Contra AIDS, Tuberculose e Malária
Fundação 28 de janeiro de 2002
Website oficial theglobalfund.org

O Fundo Global de Luta Contra AIDS, Tuberculose e Malária (português brasileiro) ou Fundo Global de luta contra a SIDA, Tuberculose e Malária (português europeu) (também chamado de O Fundo Global ou FGLATM) é uma organização financeira internacional que tem como objetivo "atrair e distribuir recursos adicionais para prevenir e tratar de HIV e AIDS, tuberculose e malária."[1] Uma parceria público-privada, a organização tem seu secretariado em Genebra, Suíça.[2] A organização começou suas operações em janeiro em 2002.[3] A empresa Microsoft foi uma das primeiras fundações privadas, entre muitos doadores bilaterais a fornecer dinheiro para alavancar o projeto.[4] O Fundo Global é o maior financiador mundial de programas anti-AIDS, tuberculose e malária e, ao final de 2010 aprovou o financiamento de US$ 21,7 bilhões de que suporta mais de 600 programas em 150 países.[5] A organização declara que financiou a distribuição de 160 milhões de mosquiteiros para combater a malária, forneceu tratamento anti-tuberculose para 7,7 milhões de pessoas, e tratamento para AIDS para cerca de três milhões de pessoas, salvando 6,5 milhões de vidas.[6] Em 2009, o Fundo contabilizou em torno de 20 por cento do financiamento público internacional para HIV, 65 por cento para tuberculose, e 65 por cento para malária.[7]

Atualmente, o Fundo Global é quase inteiramente financiado por contribuições dos governos de países desenvolvidos. Desde que o Fundo foi criado em 2002, contribuições do setor público totalizaram US$28,3 bilhões (95 por cento de todas as contribuições). Os US$ 1,6 bilhões restantes (5 por cento) foram angariados do setor privado ou outras iniciativas de financiamento. O Fundo afirma que de 2002 a 2015, 54 governos de países doadores prometeram um total de US$ 28,3 bilhões e já pagaram US$ 17,2 bilhões.[8] De 2001 até 2010, o maior contribuinte tem sido de longe os Estados Unidos, seguido de França, Japão, Alemanha, e Reino Unido.[9] As nações doadoras com a maior porcentagem de produto nacional bruto que contribuíram com o Fundo de 2008 até 2010 são Suécia, França, Noruega, Países Baixos, e Espanha.[10] A crise financeira mundial causou significante impacto ao fundo. O Fundo afirmou em maio de 2011 que a arrecadação foi diminuída em US$ 1,3 bilhões de 2011 até 2013, tentando alcançar pelo menos US$ 13 bilhões para cobrir o mínimo necessário estimado mas conseguindo apenas garantia de US$ 11,7 bilhões.[11] A organização também foi afetada negativamente quando da revelação do sumiço de US$ 25 milhões de programas comunitários em quatro nações na África, que causou a suspensão das doações da Suécia e da Alemanha até o término da auditoria em 2011.[12] Em 2011, uma investigação interna da organização identificou 13 países, a maioria da África, de onde a soma de vários milhões de dólares de medicação anti-malária foram roubados e presumivelmente vendidos no mercado negro. Um porta-voz do Fundo Global confirmou que a organização suspeita que o valor de US$ 2,5 milhões em drogas anti-malária foi roubado de Togo, Tanzânia, Serra Leoa, Suazilândia, e Camboja de 2009 a 2011, com alguns casos recentes. Investigações continuam para determinar a quantia que foi roubada em outros países.[13]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Cópia arquivada». Consultado em 29 de dezembro de 2011. Arquivado do original em 2 de janeiro de 2012 
  2. http://www.theglobalfund.org/en/contact/
  3. «Cópia arquivada». Consultado em 29 de dezembro de 2011. Arquivado do original em 2 de setembro de 2010 
  4. http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5h6Ih8CYz1SqAKYjI-SiowJgu8BSA?docId=CNG.07d4a47a8ce76f0e07e322726bdf65a2.6f1
  5. «Cópia arquivada». Consultado em 29 de dezembro de 2011. Arquivado do original em 2 de janeiro de 2012 
  6. «Cópia arquivada». Consultado em 29 de dezembro de 2011. Arquivado do original em 2 de janeiro de 2012 
  7. http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5h6Ih8CYz1SqAKYjI-SiowJgu8BSA?docId=CNG.07d4a47a8ce76f0e07e322726bdf65a2.6f1
  8. «Cópia arquivada». Consultado em 29 de dezembro de 2011. Arquivado do original em 17 de março de 2012 
  9. «Cópia arquivada». Consultado em 29 de dezembro de 2011. Arquivado do original em 9 de setembro de 2010 
  10. «Cópia arquivada». Consultado em 29 de dezembro de 2011. Arquivado do original em 9 de setembro de 2010 
  11. http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5h6Ih8CYz1SqAKYjI-SiowJgu8BSA?docId=CNG.07d4a47a8ce76f0e07e322726bdf65a2.6f1
  12. http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5h6Ih8CYz1SqAKYjI-SiowJgu8BSA?docId=CNG.07d4a47a8ce76f0e07e322726bdf65a2.6f1
  13. http://articles.philly.com/2011-04-21/news/29459486_1_malaria-drugs-drug-thefts-global-fund

Links externos[editar | editar código-fonte]