Furacão Omar (2008)

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Furacão Omar
Categoria 4  (EFSS)
Omar 2008-10-15 at 1745 UTC.jpg
O furacão Omar sobre o leste do mar do Caribe como um furacão de categoria 1
Formação: 13 de outubro de 2008
Dissipação: 19 de outubro de 2008
Vento mais forte (1 min): 115 nós (213 km/h, 132 mph)
Pressão mais baixa: 958 hPa (mbar) ou 719 mmHg
Danos: Pelo menos 96 milhões de dólares (valores em 2008)
Fatalidades: 1 direta, 1 indireta
Áreas afetadas: Aruba, Bonaire, Curaçao, Porto Rico, Antígua e Barbuda, Ilhas Virgens Americanas e Britânicas
Parte da
Temporada de furacões no Atlântico de 2008

O furacão Omar foi o décimo quinto ciclone tropical dotado de nome, o sétimo furacão e o quarto furacão "maior" da temporada de furacões no Atlântico de 2008. Omar formou-se de uma perturbação tropical que adentrou no mar do Caribe durante a segunda semana de outubro. Em 13 de outubro, o sistema ficou praticamente estacionário ao norte de Aruba e se intensificou para uma depressão tropical, e para a tempestade tropical Omar mais tarde naquele dia. A chegada de um sistema frontal fez que Omar seguisse para leste-nordeste e para nordeste, intensificando-se rapidamente e atingindo o seu pico de intensidade em 16 de outubro enquanto passava sobre as ilhas de Sotavento das Pequenas Antilhas, com ventos máximos sustentados de 205 km/h e uma pressão central mínima de 958 mbar. Após passar pelas Pequenas Antilhas, Omar começou a ser afetado por forte cisalhamento do vento, se enfraquecendo para um furacão de categoria um na escala de furacões de Saffir-Simpson ainda naquele dia. Omar manteve a intensidade de um furacão de categoria 1 enquanto seguia para o Atlântico norte antes de se enfraquecer para uma tempestade tropical em 17 de agosto. Sobre águas mais frias, Omar rapidamente perdeu as suas áreas de convecção e se degenerar para uma área de baixa pressão remanescente enquanto seguia a sudoeste dos Açores. O sistema remanescente de Omar finalmente foi absorvido por um ciclone extratropical a oeste dos Açores em 20 de outubro.

Omar causou fortes chuvas pelas Pequenas Antilhas; em Dominica, as enchentes causaram 35 milhões de dólares em prejuízos.[1] As fortes chuvas também causaram 11 milhões de dólares na agricultura de Antígua,[2] totalizando 25 milhões em prejuízos gerais. Nas Ilhas Virgens Americanas, os danos totalizaram 7 milhões de dólares.[3] [4] [5] Em Barbuda, Omar causou 18 milhões de dólares em prejuízos.[6] No total, os danos foram estimados em 96 milhões de dólares, e duas fatalidades, uma direta e uma indireta, ocorreram devido à passagem de Omar pela região.

História meteorológica[editar | editar código-fonte]

O caminho de Omar

Omar formou-se a partir de uma onda tropical que deixou a costa ocidental da África em 30 de setembro. Seguindo para oeste, a onda cruzou o Atlântico centro-norte tropical, alcançando as Pequenas Antilhas em 10 de outubro. A partir de então, a onda desenvolveu uma área de baixa pressão, que começou a mostrar sinais de organização em 11 de outubro. Áreas de convecção associadas começaram a se formar, e o centro ciclônico começou a ficar mais bem definido. Com isso, o sistema continuou a se intensificar e, em 13 de outubro, o sistema já mostrava organização suficiente para ser declarado pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos para uma depressão tropical.[7]

Naquele momento, a depressão encontrava-se praticamente estacionária e estava sendo abatida por cisalhamento do vento moderado.[8] Seguindo lentamente para sudeste, a depressão se intensificou e se tornou a tempestade tropical Omar em 14 de outubro assim que o cisalhamento do vento, que vinha do noroeste, diminuiu.[9] A partir de então, Omar começou a se intensificar rapidamente assim que o cisalhamento do vento diminuiu ainda mais e assim que os fluxos de saída de altos níveis começaram a ficar mais estabelecidos. Um olho de 20 a 30 km de diâmetro começou a se formar no centro das áreas de convecção. Além disso, a tempestade começou a seguir para leste-nordeste assim que um cavado de médias latitudes começou a se aproximar do sistema.[10] A tendência de rápida intensificação continuou e Omar se tornou um furacão ainda durante a noite de 14 de outubro, quando o sistema começou a exibir uma parede do olho bem definida.[11]

Após um breve período de estagnação da intensificação do sistema, o núcleo interno de Omar começou a ficar mais bem definido. Com isso, o furacão começou novamente a se intensificar rapidamente, se tornando um furacão "maior" de categoria 3 na escala de furacões de Saffir-Simpson durante a manhã (UTC) de 15 de outubro.[12] Omar atingiu seu pico de intensidade durante a manhã de 16 de outubro, com ventos máximos sustentados de 205 km/h, e uma pressão central mínima de 959 mbar, enquanto passava pelas ilhas de Sotavento das Pequenas Antilhas, mais precisamente sobre a passagem de Anegada, entre Sint Maarten e as Ilhas Virgens.[13]

Omar durante seu pico de intensidade em 16 de outubro enquanto passava pelas Pequenas Antilhas

A partir de então, a aparência de Omar em imagens de satélite começou a se deteriorar rapidamente. Suas áreas de convecção profunda associadas ficaram mais assimétricas e o olho desapareceu enquanto Omar seguia rapidamente para nordeste, deixando o mar do caribe para seguir para o Oceano Atlântico.[13] O sistema se desorganizou rapidamente devido ao aumento súbito do cisalhamento do vento e à intrusão de ar seco no núcleo do sistema. Em menos de seis horas, os ventos máximos sustentados de Omar caíram de 205 para 140 km/h e o furacão se enfraqueceu para a categoria 1 na escala de furacões de Saffir-Simpson.[14] No entanto, a tendência de enfraquecimento de Omar parou a partir das primeiras horas (UTC) de 16 de outubro,[7] e Omar manteve esta intensidade durante todo aquele dia, mesmo apresentando poucas áreas de convecção associadas.[15] A partir da madrugada de 17 de outubro, novas áreas de convecção começaram a se formar em associação ao sistema assim que Omar seguia rapidamente para nordeste.[16] A estrutura interna de Omar ficou mais bem definida mais tarde naquele dia, voltando a exibir um olho.

No entanto, um cavado de onda curta passou diretamente sobre Omar, dissipando boa parte de suas áreas de convecção.[17] O cavado de ondas curtas também causou a diminuição da velocidade de deslocamento de Omar, permitindo o fortalecimento do cisalhamento do vento. Com isso, Omar novamente perdeu suas áreas de convecção associadas e começou a se enfraquecer. Além disso, a intrusão de ar mais seco e frio, e águas mais frias causaram o enfraquecimento adicional do sistema, e Omar se enfraqueceu para uma tempestade tropical durante a madrugada (UTC) de 18 de outubro.[18] Omar não foi capaz de desenvolver novas áreas de convecção e se degenerou numa área de baixa pressão remanescente mais tarde naquele dia. Com isso, o Centro Nacional de Furacões emitiu seu aviso final sobre Omar.[19] O sistema remanescente de Omar continuou a seguir para noroeste, dissipando-se totalmente em 21 de outubro, a oeste dos Açores.[7]

Preparativos[editar | editar código-fonte]

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Impactos[editar | editar código-fonte]

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Omar causou fortes chuvas pelas Pequenas Antilhas; em Dominica, as enchentes causaram 35 milhões de dólares em prejuízos.[1] As fortes chuvas também causaram 11 milhões de dólares na agricultura de Antígua,[2] totalizando 25 milhões em prejuízos gerais. Nas Ilhas Virgens Americanas, os danos totalizaram 7 milhões de dólares.[3] [4] [5] Em Barbuda, Omar causou 18 milhões de dólares em prejuízos.[6] No total, os danos foram estimados em 96 milhões de dólares, e duas fatalidades, uma direta e uma indireta, ocorreram devido à passagem de Omar pela região.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Furacão Catrina Portal da
meteorologia
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Furacão Omar (2008)

Referências

  1. a b Dominica Correspondent (2008). Clear skies but millions for clean up bill (em Inglês) Dominica News Online. Visitado em 2008-11-19.
  2. a b Brian Ho (2008). Agricultural losses amount to $11M (em Inglês) Sistema da Alerta Temprana. Visitado em 2008-11-19.
  3. a b http://www.antiguasun.com/paper/?as=view&sun=281935077507132005&an=451823067811282008&ac=Opinion
  4. a b http://www.noonsite.com/Members/sue/R2008-10-18-1
  5. a b http://www.virginislandsdailynews.com/index.pl/article_home?id=17629714
  6. a b http://www.antiguamet.com/Hurricane%20Omar%20-%20October%202008.pdf
  7. a b c Unidade de Especialistas em Furacões (01/12/2008). Tropical Weather Summary Hurricane Omar (em Inglês) Centro Nacional de Furacões. Visitado em 11/01/2009.
  8. Avila (13/10/2008). Tropical Depression Fifteen (em Inglês) Centro Nacional de Furacões. Visitado em 11/01/2009.
  9. Stewart (14/10/2008). Tropical Storm Omar (em Inglês) Centro Nacional de Furacões. Visitado em 11/01/2009.
  10. Stewart (14/10/2008). Tropical Storm Omar (em Inglês) Centro Nacional de Furacões. Visitado em 11/01/2009.
  11. Franklin (14/10/2008). Hurricane Omar (em Inglês) Centro Nacional de Furacões. Visitado em 12/01/2009.
  12. Beven (15/10/2008). Hurricane Omar (em Inglês) Centro Nacional de Furacões. Visitado em 12/01/2009.
  13. a b Avila (16/10/2008). Hurricane Omar (em Inglês) Centro Nacional de Furacões. Visitado em 12/01/2009.
  14. Landsea/Stewart (16/10/2008). Hurricane Omar (em Inglês) Centro Nacional de Furacões. Visitado em 12/01/2009.
  15. Avila (17/10/2008). Tropical Storm Omar (em Inglês) Centro Nacional de Furacões. Visitado em 12/01/2009.
  16. Landsea/Stewart (17/10/2008). Tropical Storm Omar (em Inglês) Centro Nacional de Furacões. Visitado em 12/01/2009.
  17. Stewart (17/10/2008). Hurricane Omar (em Inglês) Centro Nacional de Furacões. Visitado em 12/01/2009.
  18. Beven (18/10/2008). Tropical Storm Omar (em Inglês) Centro Nacional de Furacões. Visitado em 12/01/2009.
  19. Avila (18/10/2008). Tropical Storm Omar (em Inglês) Centro Nacional de Furacões. Visitado em 12/01/2009.

Ciclones tropicais da Temporada de furacões no Atlântico de 2008
O
Escala de Furacões de Saffir-Simpson
DT TS TT 1 2 3 4 5