Gêmeos

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Um retrato de duas irmãs gêmeas univitelinas

Chama-se gêmeos (português brasileiro) ou gémeos (português europeu) a dois ou mais irmãos que nascem de uma mesma gestação da mãe, podendo ser idênticos ou não. Por extensão, as crianças nascidas de partos triplos, quádruplos ou mais também são chamadas de gêmeos/gémeos.[1] Apesar de não haver uma estatística precisa, estima-se que uma gravidez dentre cada 85 seja gemelar.

Gêmeos dizigóticos (Fraternos)[editar | editar código-fonte]

Os gêmeos dizigóticos ou fraternos, são formados a partir de dois óvulos. Nesse caso são produzidos dois ovócitos e esses são fecundados por dois espermatozóides, formando assim, dois embriões. Quase sempre são formados em placentas diferentes e não dividem o saco amniótico. Os gêmeos fraternos não se assemelham muito entre si, podem ter ou não o mesmo fator sanguíneo e podem ser do mesmo sexo ou não. Também são conhecidos como gêmeos diferentes. Na verdade são dois irmãos comuns que tiveram gestação coincidente. Representam 66% de todas as gestações gemelares, e neste tipo de gestação, um terço tem sexos diferentes, enquanto dois terços o mesmo sexo. Um em cada um milhão de gêmeos deste tipo têm cores diferentes, mesmo sendo do mesmo pai. É possível gêmeos fraternos terem pais diferentes, este fenômeno é conhecido como superfecundação heteropaternal,[2] sua ocorrência é possível se a mulher liberar dois óvulos durante o mesmo ciclo e ambos forem fertilizados por dois homens diferentes, como resultado de relações sexuais num intervalo menor que 48 horas, caso em que a mulher poderá engravidar de ambos os homens.

Irmãos nascidos da mesma gravidez e desenvolvidos a partir de dois óvulos que foram liberados do ovário simultaneamente e fertilizados na mesma relação sexual, porém podem ser concebidos de cópulas distintas, mas daquela mesma ovulação dupla. Podem ter ou não o mesmo sexo, se diferenciam tanto fisicamente como em sua constituição genética e possuem duas placentas e duas membranas independentes e bem diferenciadas. Podem ser filhos de pais diferentes.[3]

A frequência dos gêmeos dizigóticos varia de acordo com a origem étnica (máxima incidência nas populações negras, mínima nas asiáticas e intermediária nas brancas), a idade materna (máxima quando a mãe tem de 35 a 39 anos) e a genética, com uma maior incidência da linha genética materna que da paterna, ainda que os pais possam transmitir a predisposição à dupla ovulação a seus filhos. Em geral, a proporção global é de dois terços de gêmeos dizigóticos para um de monozigóticos (ou seja, os gêmeos idênticos).

  • A terminologia bivitelino caiu, pois conceptos humanos não possuem vitelo verdadeiro, o termo mais apropriado seria dizigótico.

Gêmeos monozigóticos (Idênticos)[editar | editar código-fonte]

Quando um óvulo é produzido e fecundado por um só espermatozóide e se divide em duas culturas de células completas, origina os gêmeos monozigóticos ou idênticos/univitelinos, os quais possuem o mesmo genoma. Apenas um terço das gestações são de gêmeos univitelinos. Apesar de serem considerados clones e possuírem o mesmo DNA, gêmeos idênticos não possuem as mesmas impressões digitais devido a que, mesmo num pequeno espaço dentro do útero materno, eles têm contatos com partes diferentes desse ambiente.[4]

Gêmeos sesquizigóticos (Semi-idênticos)[editar | editar código-fonte]

Os Gêmeos sesquizigóticos, ou Semi-idênticos, são extremamente raros. Acontecem quando um óvulo é fecundado simultaneamente por dois espermatozoides antes de ser dividido. Assim, este óvulo resultará em três conjuntos de cromossomos, em vez de dois - um da mãe e dois do pai - e ambos estarão na mesma placenta[5]. São chamados de Semi-idênticos pois ambos são idênticos por parte de mãe, mas compartilham apenas uma parte do DNA do pai — estando, assim exatamente no meio entre “gêmeos idênticos” e “gêmeos fraternos”. o problema é que três conjuntos de cromossomos são "tipicamente incompatíveis com a vida, e os embriões não costumam sobreviver"[6]. Por isso os casos são raros: para sobreviver, a única chance é que aconteça como no caso dos monozigóticos: o óvulo se dividir em 2.

Gêmeos xifópagos (Siameses)[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Gêmeos xifópagos
Gêmeas xipófagas Abigail e Brittany Hensel.

Os gêmeos xifópagos ou siameses são monozigóticos, ou seja, formados a partir do mesmo zigoto. Porém, nesse caso, o disco embrionário não chega a se dividir por completo, produzindo gêmeos que estarão ligados por uma parte do corpo, ou têm uma parte do corpo comum aos dois. O embrião de gêmeos xifópagos é, então, constituído de apenas uma massa celular, sendo desenvolvido na mesma placenta, com o mesmo saco aminiótico.

Estima-se que dentre 40 gestações gemelares monozigóticas, uma resulta em gêmeos interligados por não separação completa. Num outro tipo de gêmeos xifópagos (hoje sabidamente mais comum) a união acontece depois, ou seja, são gêmeos idênticos separados que se unem em alguma fase da gestação por partes semelhantes: cabeça com cabeça; abdômen com abdômen; nádegas com nádegas, etc. Ao ver-se alguma notícia de gêmeos que foram "separados" por cirurgia, trata-se quase sempre de um caso desses.

O termo "siameses" originou-se de uma famosa ocorrência registrada desse fenômeno: os gêmeos Chang e Eng, que nasceram no Sião, atual Tailândia, em 1811, colados pelo ombro. Eles casaram, tiveram 22 filhos e permaneceram unidos até o fim de seus dias, tendo falecido com um intervalo de 3 horas um do outro..

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • O maior grau de gemelidade em que todos os bebês nasceram e se conservaram vivos é oito (óctuplos). No mundo inteiro, até agora foram registrados apenas dois grupos de óctuplos. O primeiro caso ocorreu em dezembro de 1998 no Texas, EUA,[7] e o outro em janeiro de 2009 na Califórnia.[8] No primeiro caso, sobreviveram sete crianças e no segundo, as oito.
  • As gravidezes de mais de dois conceptos representam 1% de todas as gestações gemelares. Podem ser idênticos, fraternos ou uma combinação dos dois tipos, meninos ou meninas.
  • A África é o continente apresenta os maiores índices de gestações gemelares (28 a cada 1.000). A Europa e a América Latina apresentam os menores índices de gestações gemelares (8 a cada 1.000). Não se sabem os motivos.
  • Os gémeos devem nascer às 37 semanas de gestação para minimizar os riscos de morte fetal e neonatal, conclui um estudo publicado em 2016 no British Medical Journal, que se baseia em mais de 35 mil partos. O estudo baseia-se nos resultados de 32 estudos realizados durante 10 anos que abrangem 29,6 mil gravidezes gemelares dizigóticas e 5,4 mil monozigóticas.[9]

Gêmeos famosos[editar | editar código-fonte]

Dizigóticos (também chamados de fraternos ou bivitelinos)
Monozigóticos (também chamados de idênticos ou univitelinos)


Xifópagos (também chamados de siameses)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
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Commons Imagens e media no Commons
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Referências

  1. Grávida de quadrigêmeos, mulher vira atração em Taubaté, Terra Networks, acessado em 9 de janeiro de 2012
  2. SUPERFECUNDAÇÃO HETEROPATERNAL - GÊMEOS DE PAIS DIFERENTES, Tabernáculo da Mensagem, acessado em 20 de janeiro de 2014
  3. «Descobriu em tribunal que tem gémeos de pais diferentes» 
  4. «Gêmeos sempre despertam curiosidade, especialmente os univitelinos que são monozigóticos». UFMG. Consultado em 29 de dezembro de 2018 
  5. BBC News Raríssimo nascimento de gêmeos semi-idênticos é registrado na Austrália
  6. Revista Super Interessante Caso raro de gêmeos “semi-idênticos” é registrado na Austrália
  7. Óctuplos comemoram aniversário de 10 anos nos EUA
  8. «Mulher dá à luz óctuplos na Califórnia» 
  9. «Gémeos devem nascer às 37 semanas para minimizar riscos» 
  10. a b c d e f g h i j k l m n o Bruno Eugênio. «15 celebridades que você não sabia que tem um irmão gêmeo». O Verso do Inverso. Consultado em 26 de novembro de 2016 
  11. Madeline Boardman (11 de março de 2016). «19 Stars Who Have a Twin» (em inglês). EW. Consultado em 26 de novembro de 2016