Gênero não-binário

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
contém cores roxa, branca, amarela e preta
Bandeira da visibilidade não-binária

Não-binariedade[nota 1][1] ou identidade não-binária é um "termo guarda-chuva" (que abarca várias identidades diferentes dentro de si) para identidades de gênero que não são masculinas ou femininas, estando portanto fora do binário de gênero e da cisnormatividade.[2][3][4][5] Academicamente, a não-binariedade pode ser frequentemente agrupada à inconformidade de gênero.[6] Pessoas não-binárias podem classificar a sua identidade de gênero de várias maneiras, entre as quais:

Diferença entre identidade de gênero, expressão de gênero e sexo biológico[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Diferença entre sexo e gênero

Ao contrário do que se possa pensar, a identidade de gênero não-binária não tem qualquer correlação com alguém ser, ou não, intersexo.[17]

O sexo biológico refere-se às características sexuais, e é tipicamente identificado à nascença por médicos com base nos genitais independentemente da identidade de gênero que o bebê possa vir a ter. O sexo é classificado como masculino, feminino, intersexo ou altersexo.[18] Embora existam classificações mais atuais, que tentam se desvencilhar das terminologias tradicionais, levando em conta Ductos de Müller e de Wolff, pessoas ovarianas, espermatogênicas, oogénicas, estrogênicas, vulvarianas, testiculares, ovotesticulares (ou am/bigonadais), microgaméticas e megagaméticas (ou macrogaméticas), que podem, ou não, ser intersexo.[19][20]

A identidade de gênero é uma questão de autopercepção e não se prende com fatores externos. Uma pessoa pode ser cis ou transgênero. Sendo trans, pode identificar-se dentro do gênero binário (homenidade ou mulheridade) ou possuir uma identidade não-binária.[21][22]

Expressão de gênero resulta de uma combinação entre comportamento social e maneirismos, com aparência (penteado, roupas…) interior ou exterior, e é geralmente encarada como feminina ou masculina. Considera-se que quem não exibe um alinhamento entre o que se considera feminino ou masculino é andrógino ou não-conforme de gênero.[23]

Terminologias[editar | editar código-fonte]

Algumas pessoas não-binárias preferem utilizar pronomes neutros ou epicenos, em inglês são conhecidos a versão singular de "they/their/them", o "one", neopronomes de Spivak como "ze/hir" ou "ey", equivalentes a elu[24], éle[25] e ile/e propostos,[26][27][28] neolinguisticamente, em nosso idioma,[29] enquanto há quem prefira os pronomes pessoais convencionais "ela" ou "ele", vistos que podem ser usados seguindo concordância léxica. Muitos simpatizantes costumam usar terminações em "@" ou "x" (como el@s ou elxs), mas elas podem atrapalhar leitores de tela e outros tipos de software de acessibilidade.[30] Há ainda pessoas não-binárias que preferem que sejam referidas por pronomes alternados, variando por exemplo entre "ele" e "ela",[31] outras preferem não usar nenhum pronome.[32] Muitas pessoas não binárias podem preferir o uso de uma linguagem neutra adicional para tratamento, tal como os títulos em inglês "Mx." ou "Mt." em vez de "Mr." ou "Ms." (e Mrs.), equivalentes a "sre." e "srte." (senhore ou senhorie e senhorite), versões neutras advindas de "sr(a)." e "srt(a)." (senhor/a ou v/s.a. de «vossa» senhoria), semelhantes também a dame e done, vindos de dama/damo e dom/dona.[33][34]

Identidades[editar | editar código-fonte]

Andrógine[editar | editar código-fonte]

O mito do andrógino como uma classificação, vem de Platão através de o Simpósio, como uma categorização, e numa literal tradução, visando uma neolinguagem não sexista de gênero neutro ou epiceno, junto a epicenidade:[35][36] "pessoas machas", "indivíduos fêmeos" e "andrógines".[37] O que ele referenciou nessas três categorias poderiam ser tanto sexualidades, orientações sexuais, identidades de gênero, sexo biológico (ou aspectos de sexo)[38] e expressão de gênero nos dias atuais, pois não havia diferenciação dessas "classes sociais",[39] naqueles tempos.[40] "Ginandromorfe" foi usado como um termo de gênero na década de 70.[41] Deve-se notar que o ginandromofismo não é observada na biologia como algo humano, mas sim animal. Porém a ginandromorfia pode ser obtida através do altersexo, num transumanismo. Semelhante a androgynos, andrógina pode ser uma condição mutuamente associada ao judaísmo e variações corporalmente intersexo.[42][43]

"[...]pois a natureza humana original não era como o presente, mas diferente. Os sexos não eram dois como são agora, mas originalmente três em número; havia homem, mulher e a união dos dois, tendo um nome correspondente a essa dupla natureza, que já existia de verdade, mas que agora está perdida, e a palavra "andrógino" é preservada apenas como um termo de censura[...]. Neste momento os sexos eram três, e como eu os descrevi; porque o sol, a lua e a terra são três; e o homem era originalmente o filho do sol, a mulher da terra e a mulher-homem da lua, que é composta de sol e terra. Terrível era sue poder e força, e os pensamentos de seus corações eram grandes!"[44]

Androginia, no que tange a expressão de gênero, diz respeito a mescla das masculinidades e feminilidades, ou ainda das efeminações e "masculinizações" (ou feminização e butch-dade, também chamada como maria-rapaz). Ginandria também é uma possível palavra, usada na botânica pra um uma planta hermafrodita, ou mais especificamente monoecia, também chamada de bissexual. Note que a conceptualização de orientação sexual só veio no século XIX,[45] sendo a separação de sexo e gênero possível no século XX com o conceito de transgênero, através do uso de uma auto-proclamada travesti.[46] Embora muitas vezes definida como uma ambiguidade ou ambivalência, ela não é uma dubiedade ou indefinição.[47][48] A imaterialidade de gênero, se vem com o constructo do mesmo.[49]

Bigeneridade[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Bigênero

Identificação dupla, podendo ela ser estável ou fluída. Alguns indivíduos bigêneros expressam duas identidades de gênero, distintas ou semelhantes, assíncronas ou simultâneas. Não é necessariamente dois gêneros inteiros, há também duplicidade de gênero para com demiagênero, por exemplo, onde há um gênero parcialmente nulo ou ausente, dividindo sua identidade com agênero e outro gênero.[50][51]

Gênero fluido[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Gênero-fluido

O gênero com que a pessoa gênero-fluída se identifica varia através do tempo: às vezes sente-se cis, outras vezes trans binária, outras vezes trans não-binária, noutras identifica-se com vários gêneros, parcialmente, indefinidos ou com nenhum. A velocidade com que o gênero muda varia de pessoa para pessoa, pode ser gradual, súbita, constantes, inconstantes, mensais, anuais ou diárias, podendo ser entre gêneros totalmente opostos. Além disso, gênero fluido não é uma mistura de identidades — é uma identidade própria, e as fluências de gênero não precisam necessariamente abranger todo o espectro de gênero.[52]

Ageneridade e neutralidade de gênero[editar | editar código-fonte]

Apesar de tenderem a confundir-se, e de várias pessoas aplicarem a si mesmas ambos os termos, implicam coisas diferentes: o primeiro associa-se à negação de uma identificação, enquanto que o segundo é uma identificação-própria, relativamente aos gêneros binários.

  • Neutrois: identifica-se como sendo gênero neutro. É diferente de não ter gênero. Pode ser estático ou fluído.
  • Agênero: significa "sem gênero" ou gênero nulo, a pessoa não se identifica com nenhum gênero.[53] Não confundir com agênere.

Há a conceitualizações, de acordo com perspectivas de outras pessoas do meio, de que neutre seria um equilíbrio entre todo o espectro de gênero ou uma expressão de indiferença perante o gênero, como na matemática do plano cartesiano, onde neutro seria representado por 0 e agênero por ,[54][55] sendo ambos permutáveis, dependendo da situação. Mas, em relação ao balanceamento, existe a possibilidade de fluir, ou oscilar, entre gêneros positivos e negativos, sendo eles seu(s) gênero(s) absoluto(s) e oposto(s), sendo o equilíbrio uma ambivalência ou ambiguidade de gênero. Já as interpretações sobre a nulidade de gênero variam de pessoa pra pessoa, mas nas descrições comuns, dá-se que é a rejeição para com a binariedade de gênero.[56] Os gêneros não-neutros são chamados de saturados.[57]

Demigeneridade ou semigeneridade[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Demigeneridade

Demigênero ou semigênero implica uma conexão parcial em relação a um certo gênero, sendo um termo guarda-chuva que engloba, por exemplo, demiboy (semigaroto, semimenino, semiguri, demiguri, demimoço, semimoço, demihomem, semihomem, demimenino ou demigaroto, alguém que se identifica parcialmente com o gênero masculino) ou demigirl (semigarota, semimoça, demimoça, demimulher, semimulher, semiguria, demiguria, semimenina, demimenina ou demigarota, alguém que se identifica parcialmente com o gênero feminino).[58][59]

Poligeneridade ou pangeneridade[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Pangênero

Identificação com vários gêneros ou todos os gêneros, dentro de sua cultura, experiência de vida, condição natural ou biopsicossocial e variação de neurotipo (simultaneamente e/ou fluindo, podendo haver um fluxo na intensidade ou não).[60]

Maverique[editar | editar código-fonte]

Também chamada de maveriquinidade, veriquinidade e maverinidade,[61] é uma identidade de gênero caracterizada pela autonomia e independência perante o gênero masculino e feminino, tendo a convicção interior de que não seja relacionado a ou derivado de nenhum dos dois gêneros binários,[62] também não sendo uma ausência de gênero ou apatia para com ele (como na ageneridade) ao mesmo tempo que também não é um gênero neutro (como neutrois).[63][64][65] O gênero também é descrito como inortodoxo e fora do convencional, sendo um subtipo de aporagênero (aporageneridade).[66][67][68][69]

Esta identidade é vista como parte da não-binariedade,[70] a bandeira maverique usa o amarelo, por ser a cor primária e fotológica dissidente das cores azul/ciano e rosa/vermelha, que traz o mesmo significado da bandeira não-binária, que seriam identidades de gênero totalmente fora do binário de gênero.[71][72]

Orientação sexual e afetiva[editar | editar código-fonte]

Indivíduos não-binários, assim como qualquer outra pessoa, podem vivenciar a assexualidade, a arromanticidade, a bissexualidade, a polissexualidade, a pansexualidade e a não-heterossexualidade. Além dessas orientações romântica e sexuais, há também a pomossexualidade. A determinação de sexualidade, romanticidade e afetividade varia de pessoa pra pessoa. Muitos não querem usar neo- ou micro-rótulos, como onissexual e ceterossexual, outros preferem algo mais amplo e padrão, como multissexual e ambifilia.[73]

Monossexualidade[editar | editar código-fonte]

Um indivíduo não-binário, assim como um binário, pode ser monossexual (atraído por apenas um gênero), sendo sua classificação divida entre ginessexual e androssexual, invés de homossexual ou heterossexual. Contudo, sabendo que não-binaridade não é um gênero monolítico, mas sim abarcativo, há gays e lésbicas que se descrevem como não-bináries, pois a desconexão para com os gêneros binários não deve ser necessariamente integral.[74] Embora haja ativistas que argumentam que isso é uma rebinarização identitária, há também contra-argumentos afirmando como uma própria desbinarização das homossexualidades e flexibilização de sua naturalidade. Também há quem use o termo sáfica como mais includente que lésbica.[75][76]

As orientações não-héteras são mais comuns entre pessoas não-binárias, por se reconhecerem parte de uma minoria sexual. Porém, raramente, há quem se veja parcialmente hétero, ou que sinta sua atração ser conformante ou hétera, alguns fazendo uso do neologismo "strayt".[77]

Terceiro gênero[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Terceiro gênero

Terceiro gênero ou sexo, um termo usado por sociólogos e antropólogos, refere-se a variância de gênero ou de sexualidade dentro de uma cultura, ou pelo menos conota as denominações categóricas ou classificações para com as não-conformidades afetivas ou identitárias dentro de uma sociedade. Muitas vezes há quarto, quinto e "alguns" gêneros, além dos terciários. Embora nem todas as culturas ou sociedades reconheçam tais espécimes de gêneros, algumas pessoas com as identidades abarcadas pelo termo sociológico e antropológico não consentem com o uso da terminologia para descrever suas vivências, pois acaba alienando (othering) as identificações intrapessoais de algumas pessoas.[78][79][80][81]

Dois-espíritos[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Dois-espíritos

Dois-espíritos é um termo moderno e abarcativo, criado através de uma conferência de 1990 por gays e lésbicas indígenas, substituindo o termo não-nativo berdache, que era encarado como depreciativo,[82] fazendo alusão a tribos com papéis de gênero misturados.[83] Também usa-se o particípio two-spirited, em inglês. Há outro relacionado, como é o caso tri-espíritos (tri spirit(ed)s),[84] pois dois-espíritos tem a ver com espiritar ou entrelaçar os dois gêneros ou sexos male e female (que muitas vezes traduzem-se como homem ou macho e mulher ou fêmea) numa pessoa só, tendo assim o espírito dos dois tradicionais,[85] fazendo alusão ao híbrido ou quimera, logo tri-espíritos também abarca uma terciária categoria dentro de si, dentro da perspectiva ocidentalizada e colonizada.[86] Nem todas as pessoas de dois espíritos se vêem como não-binárias, por mais que a identidade fuja da lógica binária, ela pode representar ameríndios bissexuais.

História[editar | editar código-fonte]

A palavra genderqueer tem origem nos anos 1990, embora já havia referências pelo movimento queercore e as queer zines desde os anos 1980 e 1970,[87][88][89] e começou por ser chamada "Gender Queer" antes que se tornasse uma única palavra. O significado original era literalmente "queer gender", traduzido para português como "género estranho". Explicações apontam que genderqueer é usada como termo guarda-chuva para pessoas não-cisgêneras, sendo ainda mais abrangente que não-binárie.[90][91]

O uso mais antigo da palavra é atribuído a Riki Anne Wilchins, ativista dos direitos LGBT+, que utilizou o conceito na primavera de 1995 na newsletter In Your Face.

Genderqueer foi uma das 56 opções de identidade de gênero adicionadas ao Facebook em Fevereiro de 2014.[92]

Em agosto de 1999, Monica Helms cria a bandeira do orgulho transgênero, nela ela inclui pessoas de gênero neutro ou indefinido, através da listra branca, representando também intersexuais e aqueles que estão transicionando.[93]

Muitas culturas e grupos étnicos adotaram conceitos de papéis tradicionais de gênero-variante, como os cinco gêneros na sociedade Bugis,[94][95] por volta do século XVIII. Hijra e dois-espíritos, por exemplo. Estas identidades eram comumente análogas a não-binariedade, como se não se classificassem na ideia ocidental de papéis binários de gênero.[96]

Na tradição judaica, há identidades como androgynos (em hebraico: אנדרוגינוס , "andrógino") e tumtum (em hebraico: טומטום , "escondido"), que respectivamente, representam pessoas que naturalmente possuam ambas as características femininas e masculinas, ou a ausência delas.[97][98][99]

Em inglês e francês, respectivamente, há e houve a distinção de genre e gendre, sendo o primeiro para se referir a um gênero literário, musical ou de jogos eletrônicos, por exemplo. Gendre é a derivação regressiva de gender.[100] Na tentativa de fazer uma palavra específica ou reivindicada, alguns usam gênere(s)[101] em alguns momentos, semelhante ao uso de travestigênere(s)[102] e outras palavras sufixadas com -gêner(o), tornando-as adjetivas, consequentemente flexionáveis, parecida com o italiano genere.[103][104][105]

Bandeira[editar | editar código-fonte]

A bandeira genderqueer.
Ver artigos principais: Simbologia LGBT e Bandeira de orgulho

Criada por Marilyn Roxie em 2011, a bandeira de orgulho gênero-queer consiste em três riscas horizontais e foi criada para complementar as atuais bandeiras de identidade de gênero e orientação sexual.[106]

A risca roxa, mistura de azul e rosa (cores tradicionalmente associadas com homens e mulheres, respectivamente), representa a androginia e "queerness" (cuirdade, cuiridade, kuirdade, kuiridade, queeridade ou queerdade, em tradução livre). O branco simboliza agênero, refletindo o uso de branco na bandeira trans para a identidade de gênero neutra, e o verde representa todos cuja identidade está fora do gênero binário.[107]

Em 2013, Roxie clarificou que a semelhança entre as cores desta bandeira e a da Women's Social and Political Union, uma organização de sufrágio baseada no Reino Unido, não era intencional.[108]

Em 2014, Kye Rowan criou a bandeira do orgulho não-binário, com quatro listras nas cores amarelo, branco, roxo e preto-cinza. O amarelo representando gêneros totalmente fora da binariedade, branco, como cor fotológica, pessoas com vários ou todos os gêneros, roxo a multiplicidade e flexibilidade de gêneros, preto indivíduos com nenhum de gênero.[109]

Pessoas notáveis[editar | editar código-fonte]

  • Angel Haze, rapper de origem norte-americana, identifica-se como indivíduo agênero, tendo revelado a sua identidade de gênero publicamente em Fevereiro de 2015. O seu pronome pessoal de escolha é o singular they.[110]
  • Ruby Rose, atriz, modelo e DJ australiana, identifica-se como gênero fluido. O seu pronome pessoal de escolha é "ela".
  • Nico Tortorella, ator e modelo estadunidense, identifica-se como gênero fluido, tendo vindo a público como tal em 2016.
  • Linn da Quebrada, atriz, cantora, compositora, travesti e ativista social brasileira. Ela se define como terrorista de gênero.[111]
  • Lázare Heliodoro, pessoa cantora, compositora e multi-instrumentista, ativista LGBTQIAP+ e proponente da ideia legislativa sobre inclusão não-binária nos documentos oficiais de identificação.[112][113]
  • Matheusa Passareli, pessoa não-binária, estudante e assassinada aos 21 anos no Rio de Janeiro.[114][115]
  • Autumn Burchett, pessoa não-binária transfeminina, jogadora profissional de Magic: The Gathering, primeira a não ser um homem a vencer e ser campeã de um Pro Tour.[116][117]
  • Jonathan Van Ness, pessoa não-binária, cabeleireira e personalidade de TV conhecido por seu papel na série Queer Eye, o seu pronome de escolha é "ele".
  • Sam Smith, pessoa cantora-compositora britânica e não-binária, que venceu quatro Grammy Awards e usa o pronome singular they.[118]
  • Janelle Monáe, pessoa cantora-compositora, bailarina e atriz norte-americana, se revelou não-binária em janeiro de 2020.[119][120]
  • Lírio Negro, artivista alagoano, coordenador da área não-binária da Aliança Nacional LGBTI+.[121][122]

Discriminação e estado legal[editar | editar código-fonte]

Reconhecimento de identidades não binárias no mundo

Brasil[editar | editar código-fonte]

No passaporte brasileiro, há a identificação de sexo em três categorias: "M", "F" e "X". Para conseguir emitir um passaporte com o sexo "X", é preciso selecionar a opção "não especificado" ao solicitar novo passaporte no site da Divisão do Passaporte da Polícia Federal. A lei reconhece a identidade de gênero, sendo possível retificar os registros, como a certidão de nascimento, alterando nome e sexo, sem a precisar de laudos médicos ou procedimentos cirúrgicos, porém as categorias continuam sendo "masculino" e "feminino",[123] havendo propostas legislativas para o reconhecimento do gênero neutro.[124][125][126][127]

Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

A maioria dos interrogados no questionário "National Transgender Discrimination Survey" escolheu a opção "Um gênero não listado aqui" (em inglês: Question 3 Gender Not Listed Here, Q3GNLH). Destes, 90% reportaram testemunhar preconceitos anti-trans no local de trabalho e 43% reportaram ter tentado cometer suicídio.[128]

Austrália[editar | editar código-fonte]

Desde 2003 os cidadãos australianos podem escolher "X" como opção para marcar o seu gênero no passaporte.[129] Em 2014, uma terceira categoria "não especificada" foi denominada pela Suprem Corte.[130][131]

Japão[editar | editar código-fonte]

No Japão, o "X-gênero" ou gênero-X é um terceiro género e identidade não binária conhecida como Xジェンダー, como alternativa ao "M" de masculino e "F" de feminino.[132]

Alemanha[editar | editar código-fonte]

Nas certidões de nascimento e noutros registros legais, alemães têm a opção "diverso" como categoria de gênero, após a corte decidir que as designações binárias são discriminatórias e violam as garantias de liberdade individual.[133][134][135]

Áustria[editar | editar código-fonte]

Desde 2018, as pessoas intersexo têm o direito de se registrar civilmente como pessoas não-binárias. Decisão baseada na Convenção Européia de Direitos Humanos pelo Tribunal Constitucional da Áustria.[136][137]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

Referências

  1. «Binaridade ou binariedade». ciberduvidas.iscte-iul.pt. Consultado em 5 de dezembro de 2018 
  2. Usher, Raven, ed. (2006). North American Lexicon of Transgender Terms. San Francisco: [s.n.] ISBN 9781879194625. OCLC 184841392 
  3. «» Não-binárie». orientando.org. Consultado em 29 de junho de 2018 
  4. Cossi, Rafael Kalaf; Cossi, Rafael Kalaf (dezembro de 2019). «PSICANÁLISE E BINARIDADE DE GÊNERO: UM DEBATE À LUZ DA SEXUAÇÃO LACANIANA». Ágora: Estudos em Teoria Psicanalítica. 22 (3): 309–318. ISSN 1516-1498. doi:10.1590/1809-44142019003006 
  5. «Identidade de gênero, cisnormatividade, binarismo: entenda conceitos». Inspire-se: conheça Free The Essence, um mundo de Drinkfinity. 14 de dezembro de 2016. Consultado em 4 de fevereiro de 2020 
  6. «What Everyone Should Know About Genderqueer and Non-binary». Psychology Today (em inglês). Consultado em 27 de outubro de 2018 
  7. Papisova, Vera. «What It Means to Identify as Agender». Teen Vogue (em inglês). Consultado em 29 de junho de 2020 
  8. «» Andrógine». Consultado em 8 de junho de 2020 
  9. Reis, Neilton dos; Pinho, Raquel (28 de abril de 2016). «GÊNEROS NÃO-BINÁRIOS: IDENTIDADES, EXPRESSÕES E EDUCAÇÃO». Reflexão e Ação. 24 (1): 7–25. ISSN 1982-9949 
  10. «Nonbinary - Trending Gay, LGBT & Queer Voices». www.pride.com (em inglês). Consultado em 29 de junho de 2020 
  11. «Being non-binary in the UK 'feels like a hole in your chest where gender used to be'». The Independent (em inglês). 21 de setembro de 2016. Consultado em 29 de junho de 2020 
  12. Beemyn, Brett Genny (2008). «Genderqueer». glbtq: An Encyclopedia of Gay, Lesbian, Bisexual, Transgender, and Queer Culture. Chicago: glbtq, Inc. Consultado em 3 de maio de 2012. Arquivado do original em 25 de abril de 2012 
  13. «Demigender». Nonbinary Wiki. Consultado em 2 de março de 2020 
  14. Winter, Claire Ruth (2010). Understanding Transgender Diversity: A Sensible Explanation of Sexual and Gender Identities. [S.l.]: glbtq, Inc. ISBN 9781456314903. OCLC 703235508 
  15. «Queer Undefined». Queer Undefined (em inglês). Consultado em 2 de março de 2020 
  16. «What Does Pangender Mean? Definition, Pronouns, and Gender Identity». The Daily Dot (em inglês). 11 de novembro de 2019. Consultado em 2 de março de 2020 
  17. Reis, Neilton dos (2 de junho de 2017). «(RE)INVENÇÕES DOS CORPOS NAS EXPERIÊNCIAS DA NÃO-BINARIDADE DE GÊNERO». Letras Escreve. 7 (1): 165–184. ISSN 2238-8060. doi:10.18468/letras.2017v7n1.p165-184 
  18. «1) Biological Sex and Sex Characteristics». Mx. Anunnaki Ray (em inglês). 24 de dezembro de 2016 
  19. «» Glossário: Termos Sobre Gêneros, Sexualidades, Romanticidades, Corporalidades, Feminismo, Não-Monogamia, Preconceitos Coletivo Anarquista Bandeira Negra». www.cabn.libertar.org. Consultado em 29 de junho de 2018 
  20. «Recent study about nonbinary and agender identities». Rachel Gold (em inglês). 20 de outubro de 2017. Consultado em 29 de junho de 2020 
  21. «Nem homem, nem mulher: A visibilidade trans é também não binária - Os Entendidos». Os Entendidos. 29 de janeiro de 2015 
  22. «Fact Sheet: Non-Binary Gender Identities» (PDF). apadivisions.org. APA Divisions. Consultado em 29 de junho de 2020 
  23. C. Haldeman, Douglas (1 de janeiro de 2000). «Gender Atypical Youth: Clinical and Social Issues». School Psychology Review. 29 
  24. «Ele, Ela, Elu? - Vitor Rubião Vieira». sweek.com. Consultado em 2 de outubro de 2019 
  25. «La lengua no tiene sexo: "Elle está cansade"». El Español (em espanhol). 18 de junho de 2017. Consultado em 2 de outubro de 2019 
  26. lugar, Montink: Camisetas e arte em um só. «Pronome ile». Montink. Consultado em 2 de outubro de 2019 
  27. «Pronomes neutros ganham espaço nas ruas, redes sociais e até em empresas - Brasil». Estadão. Consultado em 2 de outubro de 2019 
  28. «MANIFESTO ILE PARA UMA COMUNICAÇÃO RADICALMENTE INCLUSIVA». CEERT. Consultado em 2 de outubro de 2019 
  29. «» Tipos de linguagem». orientando.org. Consultado em 29 de junho de 2018 
  30. «Escrever 'todxs' ou 'amig@s' atrapalha softwares de leitura, dizem cegos». G1. Consultado em 2 de outubro de 2019 
  31. Hartemann, Gabby (2019). «Nem ela, nem ele. Por uma arqueologia (trans*) além do binário». Revista de Arqueología Pública: Revista eletrônica do Laboratòrio de Arqueologia Pública de Unicamp. 13 (1): 99–115. ISSN 2237-8294 
  32. Feinberg, Leslie (1996). Transgender Warriors: Making History from Joan of Arc to Dennis Rodman. [S.l.: s.n.] 
  33. «Behind the TIME Cover Story: Beyond 'He' or 'She'». Time. Consultado em 29 de junho de 2020 
  34. «None of the Above». Psychology Today (em inglês). Consultado em 29 de junho de 2020 
  35. «Manual Linguagem Neutra.pdf». Google Docs. Consultado em 20 de julho de 2020 
  36. Groppi, Mirta (15 de julho de 2006). «Falando de Pronomes». Signum: Estudos da Linguagem. 9 (1). 95 páginas. ISSN 2237-4876. doi:10.5433/2237-4876.2006v9n1p95 
  37. «Androgyne Myth - Symposium 189c–193e». www.john-uebersax.com. Consultado em 20 de julho de 2020 
  38. «What is Intersex? Frequently Asked Questions». interACT: Advocates for Intersex Youth (em inglês). Consultado em 20 de julho de 2020 
  39. Veenstra, Gerry (17 de janeiro de 2011). «Race, gender, class, and sexual orientation: intersecting axes of inequality and self-rated health in Canada». International Journal for Equity in Health. 10 (1). 3 páginas. ISSN 1475-9276. PMC PMC3032690Acessível livremente Verifique |pmc= (ajuda). PMID 21241506. doi:10.1186/1475-9276-10-3 
  40. «The Symposium: 189c - 193e | SparkNotes». www.sparknotes.com (em inglês). Consultado em 20 de julho de 2020 
  41. «Confessions of a Gynandromorph - Digital Transgender Archive». www.digitaltransgenderarchive.net. Consultado em 20 de julho de 2020 
  42. «Differences in sex development». nhs.uk (em inglês). 18 de outubro de 2017. Consultado em 20 de julho de 2020 
  43. «https://www.unfe.org/wp-content/uploads/2017/05/UNFE-Intersex.pdf». archive.li. 20 de julho de 2020. Consultado em 20 de julho de 2020  Ligação externa em |titulo= (ajuda)
  44. «Androgyne Myth - Symposium 189c–193e». www.john-uebersax.com. Consultado em 20 de julho de 2020 
  45. Beachy, Robert (2010). «The German Invention of Homosexuality». The Journal of Modern History. 82 (4): 801–838. ISSN 0022-2801. doi:10.1086/656077 
  46. «Virginia Prince & Transvestia - University of Victoria». www.uvic.ca. Consultado em 20 de julho de 2020 
  47. «Ask — Ambitrois». archive.li. 9 de julho de 2020. Consultado em 20 de julho de 2020 
  48. «Lilac Library — Chaosgender». archive.li. 1 de julho de 2020. Consultado em 20 de julho de 2020 
  49. «Social Constructionism | Introduction to Women Gender Sexuality Studies». courses.lumenlearning.com. Consultado em 20 de julho de 2020 
  50. Teixeira, Teresa; Carneiro, Nuno Santos (dezembro de 2018). «Gozar os géneros: para uma escuta queer de não-binarismos de género». Ex aequo (38): 129–145. ISSN 0874-5560. doi:10.22355/exaequo.2018.38.09 
  51. «Você conhece os demigenders? | LGBT+ 🌈 Amino». LGBT+ 🌈 | aminoapps.com. Consultado em 15 de julho de 2020 
  52. «Labels Are For Soup Cans». gender-fluid.livejournal.com. Consultado em 29 de junho de 2018 
  53. «» Sem gênero». orientando.org. Consultado em 29 de junho de 2018 
  54. Papisova, Vera. «What It Means to Identify as Agender». Teen Vogue (em inglês). Consultado em 15 de julho de 2020 
  55. «Zerogender - MOGAIpedia». www.mogaipedia.org. Consultado em 15 de julho de 2020 
  56. «Null gender - Susan's Place Transgender Resources». www.susans.org. Consultado em 15 de julho de 2020 
  57. «Espectro neutro | Wiki Identidades | Fandom». webcache.googleusercontent.com. Consultado em 15 de julho de 2020 
  58. «Termos LGBTQIAPN+ (@termos@colorid.es)». Colorid.es 
  59. «Demi género - Del Sector Social». delsectorsocial.org (em espanhol). Consultado em 27 de outubro de 2018 
  60. «» Pangênero». orientando.org. Consultado em 29 de junho de 2018 
  61. «» Qualidades de gênero». Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  62. Converse, Adrien (25 de julho de 2019). «The big list of gender identities (+ vocab to know)». Deconforming (em inglês). Consultado em 8 de janeiro de 2020 
  63. «» Maverique». Consultado em 8 de janeiro de 2020 
  64. Cover, Rob (13 de setembro de 2018). Emergent Identities: New Sexualities, Genders and Relationships in a Digital Era (em inglês). [S.l.]: Routledge. ISBN 978-1-351-59781-4 
  65. Manders, Kerry (16 de outubro de 2018). «Beyond the Narrow Expectations of Gender». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331 
  66. «Maverique». Nonbinary Wiki (em inglês). Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  67. «The 'Maverique' Gender Identity». Asexual Visibility and Education Network (em inglês). Consultado em 8 de janeiro de 2020 
  68. «maverique [Nichtbinär-Wiki]». nibi.space. Consultado em 8 de janeiro de 2020 
  69. Webb, Madison-Amy (21 de maio de 2019). A Reflective Guide to Gender Identity Counselling (em inglês). [S.l.]: Jessica Kingsley Publishers. ISBN 978-1-78450-733-6 
  70. Green, Jamison; Hoskin, Rhea Ashley; Mayo, Cris; Miller, sj (14 de novembro de 2019). Navigating Trans and Complex Gender Identities (em inglês). [S.l.]: Bloomsbury Publishing. ISBN 978-1-350-06106-4 
  71. «maverique by wanderingangel». TeePublic. Consultado em 8 de janeiro de 2020 
  72. Mardell, Ashley (8 de novembro de 2016). The ABC's of LGBT+ (em inglês). [S.l.]: Mango Media Inc. ISBN 978-1-63353-408-7 
  73. Smith, Reiss (13 de outubro de 2016). «What is pansexual? LGBTQ terms explained as Miley Cyrus candidly talks gender identity». Express.co.uk (em inglês). Consultado em 15 de julho de 2020 
  74. «Can you be both non-binary and lesbian?». PinkNews - Gay news, reviews and comment from the world's most read lesbian, gay, bisexual, and trans news service (em inglês). 13 de agosto de 2018. Consultado em 15 de julho de 2020 
  75. «Sapphism / Useful Notes». TV Tropes. Consultado em 15 de julho de 2020 
  76. ajudanhincq, Autor (25 de março de 2019). «Sobre a palavra sáfica». Ajuda NHINCQ+. Consultado em 15 de julho de 2020 
  77. «Strayt | LGBTA Wiki | Fandom». webcache.googleusercontent.com. Consultado em 15 de julho de 2020 
  78. «1 – Who Are Two Spirit People». CCGSD (em inglês). 2 de agosto de 2016. Consultado em 29 de julho de 2020 
  79. Herdt, Gilbert H., 1949- (1994). Third sex, third gender : beyond sexual dimorphism in culture and history. New York: Zone Books. OCLC 28222602 
  80. «Sulawesi's fifth gender». Inside Indonesia (em inglês). Consultado em 29 de julho de 2020 
  81. Martin, M. Kay, 1942-. Female of the species. New York: [s.n.] OCLC 1094960 
  82. O'Brien, Jodi (2009). Encyclopedia of Gender and Society (em inglês). [S.l.]: SAGE 
  83. Altarriba, Jeanette (1 de agosto de 2002). «Bilingualism: Language, Memory and Applied Issues». Online Readings in Psychology and Culture. 4 (2). ISSN 2307-0919. doi:10.9707/2307-0919.1034 
  84. «Gender alignments encompassed by MOGAI». Mx. Anunnaki Ray Marquez 
  85. «SAA Bulletin 16(2): Appropriate Terms». web.archive.org. 5 de novembro de 2004. Consultado em 29 de julho de 2020 
  86. «Two-Spirit | Cultural Anthropology». courses.lumenlearning.com. Consultado em 29 de julho de 2020 
  87. «Queer Zines». Printed Matter (em inglês). Consultado em 29 de julho de 2020 
  88. Dazed (18 de julho de 2016). «Revisiting the seminal queercore movement». Dazed (em inglês). Consultado em 29 de julho de 2020 
  89. them. «Do You Know What It Means to Be Genderqueer?». them. (em inglês). Consultado em 29 de julho de 2020 
  90. Retta, Mary (13 de setembro de 2019). «What's the Difference Between Non-Binary, Genderqueer, and Gender-Nonconforming?». Vice (em inglês). Consultado em 29 de junho de 2020 
  91. micah (17 de abril de 2013). «Explaining Genderqueer To Those Who Are Not». genderqueer.me (em inglês). Consultado em 29 de junho de 2020 
  92. Peter Weber (21 de Fevereiro de 2014). «Confused by All the New Facebook Genders? Here's What They Mean.» 
  93. «The History of the Transgender Flag». Point 5cc (em inglês). 23 de abril de 2015. Consultado em 29 de junho de 2020 
  94. Ibrahim, Farid M. (27 de fevereiro de 2019). «This Indonesian community has five genders — one of them is under threat of dying out». ABC News (em inglês). Consultado em 2 de março de 2020 
  95. Davies, Sharyn Graham. Challenging Gender Norms: Five Genders Among Bugis In Indonesia (em inglês). [S.l.: s.n.] 
  96. «History of nonbinary gender - Nonbinary Wiki». nonbinary.miraheze.org (em inglês). Consultado em 27 de outubro de 2018 
  97. «Tumtum and Androgynous \ Rabbi Alfred Cohen». www.daat.ac.il. Consultado em 28 de outubro de 2018 
  98. «Gender Identity In Halakhic Discourse». jwa.org (em inglês). Jewish Women's Archive. Consultado em 28 de outubro de 2018 
  99. «» Identidades exclusivas para certas culturas». orientando.org. Consultado em 28 de outubro de 2018 
  100. «Gender | Definition of Gender by Oxford Dictionary on Lexico.com also meaning of Gender». Lexico Dictionaries | English (em inglês). Consultado em 29 de julho de 2020 
  101. «Gêneros não-bináries - "DESCOLONIZE MINHA CORPA, DESBINARIZE MINHE GÊN…». Anarqueer By Lírio Negro. 19 de julho de 2020. Consultado em 29 de julho de 2020 
  102. «Pesquisa: 1ª Cartografia Artística Brasil Trans». Fórum Permanente. Consultado em 29 de julho de 2020 
  103. Lanz, Leticia (2014). «O Corpo da roupa : a pessoa transgênera entre a transgressão e a coformidade com as normas de gênero» 
  104. Ker, João (20 de setembro de 2018). «Marsha P. Johnson, de Stonewall ao fundo do Rio Holland». Revista Híbrida. Consultado em 29 de julho de 2020 
  105. «Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneres pede apoio para criminalização da homofobia». O Globo. 22 de março de 2006. Consultado em 29 de julho de 2020 
  106. «Marilyn Roxie- Non-Binary Pride Flag (2011)». Queer Art History (em inglês). 24 de agosto de 2017 
  107. «About the Flag». Tumblr. Consultado em 27 de outubro de 2018 
  108. «genderqueer». mixosaurus.co.uk (em inglês). Consultado em 27 de outubro de 2018 
  109. ralatalo (7 de agosto de 2017). «Flags of the LGBTIQ Community». Global LGBT Human Rights (em inglês). Consultado em 2 de março de 2020 
  110. «Twitter de Angel Haze». 14 de Fevereiro de 2015 
  111. «De testemunha de Jeová a voz do funk LGBT, MC Linn da Quebrada se diz 'terrorista de gênero'». Música. 12 de setembro de 2016 
  112. «Modelo não binário e mulher trans inspiram estilista a criar uma coleção» 
  113. «Lázare Heliodoro propõe ideia legislativa sobre inclusão de gênero neutro nos documentos oficiais» 
  114. «Matheusa Passareli: estudante, pessoa não binária e assassinada aos 21 anos no RJ». Desacato. 11 de maio de 2018 
  115. Mesquita, Lígia (9 de maio de 2018). «'A gente não pode naturalizar o sofrimento', diz irmã de Matheusa Passareli, trans morta no Rio». BBC News Brasil (em inglês) 
  116. «Autumn Burchett». MTG Wiki (em inglês). Consultado em 13 de março de 2019 
  117. «Mythic Championship I». MAGIC: THE GATHERING (em inglês). Consultado em 13 de março de 2019 
  118. «Sam Smith changes pronouns to they/them». BBC News (em inglês). 14 de setembro de 2019 
  119. Kim, Michelle. «Janelle Monáe Tweets "#IAmNonbinary"». them. (em inglês). Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  120. Watson, Shyla. «Janelle Monáe Seemingly Comes Out As Gender Nonbinary With A Simple Tweet». BuzzFeed (em inglês). Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  121. «NOTA OFICIAL DA ALIANÇA NACIONAL LGBTI+ DE CONGRATULAÇÕES PELO DIA 14 DE JULHO DIA INTERNACIONAL DO ORGULHO E VISIBILIDADE NÃO-BINÁRIA». Aliança Nacional LGBTI. 14 de julho de 2020. Consultado em 20 de julho de 2020 
  122. «1º Encontro e Celebração do Orgulho Genderqueer e Não-Binário ocorre em Alagoas». www.mulherecidadania.al.gov.br. Consultado em 20 de julho de 2020 
  123. Brevilheri, Urse Lopes (11 de maio de 2020). «O "Gênero Neutro" e a Legislação Brasileira». Parada LGBTI+ de Londrina. Consultado em 8 de junho de 2020 
  124. «DL News: Proposta no Senado propõe inclusão de gênero neutro em RG e CPF - 21/02/2020». Colégio Notarial do Brasil - Seção São Paulo. Consultado em 8 de junho de 2020 
  125. «Inclusão de gênero neutro nos documentos oficiais pode se tornar pauta no Senado – FRRRKguys». Consultado em 8 de junho de 2020 
  126. Redação. «Senado propõe inclusão de gênero neutro em RG e CPF». Consultado em 8 de junho de 2020 
  127. «Os brasileiros não-binários que lutam pelo reconhecimento do gênero neutro: 'Não me considero homem, nem mulher'». noticias.uol.com.br. Consultado em 8 de junho de 2020 
  128. Jack Harrison, Jaime Grant e Jody L. Herman. «A Gender Not Listed Here: Genderqueers, Gender Rebels, and OtherWise in the National Transgender Discrimination Survey» (PDF). Arquivado do original (PDF) em 15 de fevereiro de 2015 
  129. «Ten years of 'X' passports, and no protection from discrimination». 12 de Janeiro de 2013 
  130. NSW Registrar of Births, Deaths and Marriages v Norrie (11), 2 de abril de 2014, consultado em 8 de junho de 2020 
  131. Admin (1 de abril de 2014). «High Court recognises "non-specific" gender identity, implications for intersex people». Intersex Human Rights Australia (em inglês). Consultado em 8 de junho de 2020 
  132. «Selected Links on Non-Binary Gender in Japan: Xジェンダー». GENDERQUEER AND NON-BINARY IDENTITIES. Consultado em 13 de março de 2019 
  133. Eddy, Melissa (14 de dezembro de 2018). «Not Male or Female? Germans Can Now Choose 'Diverse'». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331 
  134. Böttcher, Lorenz. «» NJW 2017, 3643 – Third Gender in Civil Status Law (Excerpts) (3. Gender) German Law Archive» (em inglês). Consultado em 8 de junho de 2020 
  135. «PM: Erfolg vor dem Amtsgericht Münster | dritte Option» (em alemão). Consultado em 8 de junho de 2020 
  136. Gesley, Jenny (6 de julho de 2018). «Austria: Court Allows Intersex Individuals to Register Third Gender Other Than Male or Female | Global Legal Monitor». www.loc.gov. Consultado em 8 de junho de 2020 
  137. Rabelo, Rene (16 de maio de 2020). «Precedentes judiciais para o terceiro gênero.». Medium (em inglês). Consultado em 8 de junho de 2020