GE B-B (EFS)

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A GE-Série 2100 operou na Estrada de Ferro Sorocabana e recebeu nesta ferrovia o apelido de Mini-Saia e Toco quase sempre, as locomotivas operavam em tração dupla, tracionando trens de carga na linha-tronco da Sorocabana. A potência das máquinas era de 1960 HP.

Série 2100 (Estrada de Ferro Sorocabana)[1][editar | editar código-fonte]

Modelo Potência (HP) Bitola (m) Fabricante Origem Ano de Fabricação
GE 2100 1860 1,000 General Electric Brasil 1967
  • Seu design moderno, similar ao adotado nas locomotivas diesel-elétricas (U18C ou U9B) da época, contrastava com de outras locomotivas elétricas, mas implicava menores custos de fabricação e mais facilidade de acesso aos equipamentos quando de sua manutenção.
  • Possuíam 144 toneladas de peso total, permitindo tração múltipla e apresentado maior eficiência na tração que as Lobas. Foram numeradas de 2101-2130 quando da sua chegada na ferrovia.

Foram as últimas locomotivas elétricas a operar pela EFS (Estrada de Ferro Sorocabana) antes de sua encampação com outras grandes ferrovias de SP, para formarem a Ferrovia Paulista S/A.

Proprietários Originais[editar | editar código-fonte]


Ferrovia País Bitola Quantidade
Estrada de Ferro Sorocabana Brasil 1,000m 30

Notas e Fatos[editar | editar código-fonte]

Junto com suas "irmãs" 'Vandecas', estas foram as primeiras locomotivas elétricas fabricadas no Brasil, ou seja, um produto 100% nacional. Entraram em operação a partir do mês de Maio de 1968. Frontalmente eram semelhantes às locos da mesma família (as mesmas GE C-C) que rodavam na bitola larga, mas só possuíam uma cabine e um único pantógrafo, além dos curtos limpa-trilhos, de onde provém o apelido de "Mini-Saia". Estas foram as outras únicas locos (elétricas) que tiveram mais de dois padrões de pintura, ficando atrás apenas das V8 e das próprias companheiras GE e Westinghouse Lobas:

  • O verde com faixas brancas do segundo e último padrão da EFS;
  • O azul-colonial também de faixas brancas da primeira fase da FEPASA;
  • O vermelho-e-branco da Fepasa fase II (padrão apelidado de "Coca-Cola");
  • O branco com faixas pretas e vermelhas (este sendo o último padrão da estatal paulista), que foi apelidado de "Pavan" em homenagem ao então presidente da Fepasa, que promoveu os "novos tempos" que viriam para a empresa. Apenas uma loco recebeu esta pintura, a de nº # 2113.

Tornava-se um verdadeiro desafio manobrar esta locomotiva, principalmente quando fosse comandar uma composição (indo de ré) por causa do fato de não ter duas cabines, e o seu formato piorava as operações. Tracionaram também alguns dos trens curtos de passageiros da EFS e FEPASA, como o São Paulo-Sorocaba e o SP-Botucatu (com troca de máquinas em Sorocaba).

Rodaram em todos os trechos da EFS, exceto no Ramal de Bauru após Botucatu, onde a circulação ficava por conta das Lobas. Inclusive no então recém-inaugurado pela sucessora da empresa (no caso, a Sorocabana), a Alça do Pantojo. Eram muito vistas, nas oficinas da cidade, ao lado das próprias Lobas e as GE U20C, as diesel-elétricas que vinham chegando aos montes. Foram aposentadas com menos da metade do seu tempo de uso pela Ferroban, sucessora da FEPASA após a privatização (pois a mesma arrancou toda a rede aérea que alimentava as locomotivas), ao fim do ano de 1999 e início de 2000.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]