GNR (banda)

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GNR
Informação geral
Origem Porto
País  Portugal
Gênero(s) New wave, música experimental, pop de vanguarda, pop rock
Período em atividade 1980–atualmente
Gravadora(s) EMIValentim de Carvalho
Capitol Records
IndieFada
Integrantes Rui Reininho
Jorge Romão
Tóli César Machado
Ex-integrantes Mano Zé, Miguel Megre, Vitor Rua, Alexandre Soares, Manuel Ribeiro, Zezé Garcia, Alexandre Manaia, Telmo Marques
Página oficial www.osgnr.com

GNR (sigla de Grupo Novo Rock) é uma banda portuguesa de pop rock, formada no Porto, em 1980, por Alexandre Soares (vocal e guitarra), Vitor Rua (guitarra) e Tóli César Machado (bateria). Inobstante de o grupo ter surgido com o "boom do rock português", os membros consideram que estiveram à margem do fenómeno, pois quebraram barreiras e criaram uma nova sonoridade em Portugal. Atualmente a banda é constituída por Tóli César Machado (guitarra, teclas e acordeão), Jorge Romão (baixo) e Rui Reininho (vocal).

O estilo musical foi classificado no início da carreira como new wave, patente nos singles "Portugal na CEE" e "Sê Um GNR", ambos de 1981, em que tiveram uma orientação amplamente provocadora e com um bom volume de vendas. Com a entrada de Rui Reininho, em 1981, a escrita das canções começou a conter um refinado humor e sarcasmo, complementadas por composições engenhosamente mirabolantes, que passaram a ser a imagem de marca da banda. Posteriormente exploraram vertentes de música experimental e pop de vanguarda no primeiro álbum, Independança (1982), que resultou num fracasso nas vendas mas com rasgados elogios da crítica musical. Após algumas mudanças no seio da formação, seguiram uma tendência maioritariamente pop rock, fruto da mirífica e distinta criação musical de Tóli César Machado, com destaque para os trabalhos Psicopátria e Valsa dos Detectives de 1986 e 1989, respetivamente, que conquistaram discos de prata, com vendas superiores a 15 mil unidades. No álbum In Vivo (1990) ultrapassaram as 60 mil cópias vendidas, obtendo a platina, mas foi com Rock in Rio Douro (1992) que atingiram o apogeu da carreira arrecadando quatro discos de platina e a proeza de serem a primeira banda portuguesa a realizar concertos que encheram dois estádios de futebol – Estádio José Alvalade (1992) e Estádio das Antas (1993) – entre outros memoráveis concertos nos Coliseus de Lisboa e Porto, Theatro Circo, Pavilhão Atlântico e Casa da Música. Os temas que consagraram a banda foram "Portugal na CEE", "Dunas", "Efectivamente", "Vídeo Maria", "Morte ao Sol", "Sangue Oculto", "Pronúncia do Norte" e "+ Vale Nunca", entre outros, incluídos no repertório habitual dos concertos.

São igualmente marcos importantes, as participações em eventos de relevância musical, tais como o Rock in Rio – Lisboa 2006, ou Super Bock Super Rock, em 2016, bem como a distinção, por diversas ocasiões, como a "melhor banda de pop rock nacional". Em 2005, obtiveram o devido reconhecimento pelo trabalho de décadas, ao serem condecorados com a "Medalha de Mérito Cultural", das mãos do Presidente da República Portuguesa Jorge Sampaio, em 2015 foram galardoados pela Câmara Municipal de Matosinhos com a "Medalha de Mérito Dourada" e, em 2016, receberam da Sociedade Portuguesa de Autores a "Medalha de Honra da SPA". O grupo realizou várias ações de sensibilização social e dedicou-se a causas filantrópicas. Em 2014 tornaram-se discograficamente independentes com a criação da editora própria e, em 2015, foi publicada a biografia oficial da banda.

História[editar | editar código-fonte]

Formação e primeiros tempos (1980–1981)[editar | editar código-fonte]

Carvalhido e a igreja onde decorreu o concerto de estreia, no Porto, cidade natal da banda.

Alexandre Soares começou na adolescência a tocar guitarra clássica e a partir dos 18 anos iniciou-se na guitarra elétrica. Posteriormente tocou com os Pesquisa que vieram mais tarde a tornar-se nos Táxi. Em 1980 esteve à procura de elementos para formar uma banda.[1] Vítor Rua, que atuava com a sua formação musical dessa época (King Fisher's Band), foi abordado pelo Alexandre Soares no final de um concerto e iniciaram uma conversa, na qual descobriram coisas em comum, nomeadamente uma vontade de criar um grupo e experimentar novas ideias musicais. Vítor confirmou que: "nessa mesma noite marcámos um encontro na minha garagem (que seria o local de ensaios dos GNR) para tocarmos juntos". Os encontros sucederam-se e aperceberam-se que necessitavam de um baterista, que viria a ser Tóli César Machado, após a sua estreia ao vivo no Colégio Alemão, no Porto,[2] por volta dos 18 anos de idade, a convite de amigos que tinham uma banda e frequentavam essa escola. A vaga que surgiu na bateria fora ocupada com dedicação e originalidade técnica deixando a plateia deslumbrada. Alexandre Soares, espetador atento, não hesitou em convidar Tóli para dar início à criação de um percurso notável no panorama musical, ao desenvolverem uma das bandas mais emblemáticas, e seguramente a mais criativa, do pop rock português. Nasciam assim os GNR em 1980, no Porto, nas mãos de Alexandre Soares, Vítor Rua e de Tóli César Machado, que é o único elemento fundador resistente.[3] Alexandre encarou o nascimento dos GNR como uma inevitabilidade, ao afirmar: "É aquela coisa das bandas de garagem, (vamos fazer, vamos fazer). Mas depois fizemos mesmo. Era para fazer". E prosseguiu: "O que na altura foi importante para nós é que um gajo sentia que era o momento. Não interessa se era urgente, era o momento". Alexandre refere a motivação que o levou a criar a banda: "Eu estava no curso de Direito, o Vítor queria ser músico profissional, disse-me isso de caras. Não era uma banda para entreter, era para mudar", concluiu.[2]

Com o grupo formado pelos três músicos, houve a fase de criação do nome oficial e uma das hipóteses começou por ser "Trompas de Falópio", que foi excluído, prevalecendo a sigla GNR, por consenso geral. Mas o nome não foi escolhido ao acaso, segundo a afirmação de Tóli: "Havia aquela associação com os Police. GNR era uma coisa muito new wave e fazia todo o sentido."[4] Outro nome que chegou a ser ponderado foi "Pastorinhos de Fátima", mas foi descartado por ter uma conotação demasiado religiosa.[5] Começaram a ensaiar numa pequena garagem na rua Airosa, situada em Francos (Porto), e convidaram a estreante Isabel Quina para ser a primeira vocalista do grupo. De seguida entrou o baixista Mano Zé, que já tinha tocado com Rui Veloso.[6] O primeiro concerto aconteceu em 1981 na Igreja do Carvalhido, no Porto, e marcou oficialmente o início dos GNR. Ao palco subiram os três fundadores juntamente com Mano Zé, que tinha um amigo que emprestou a bateria, e a Isabel, com um visual muito new wave, que abandonou a formação pouco depois desse concerto.[7] As músicas que foram interpretadas pela vocalista eram todas em inglês, inclusive o tema que tanto sucesso fez, o "Portugal na CEE", que na versão inglesa chamava-se "She Is Walking". Posteriormente adaptaram a canção para português, por sugestão da Valentim de Carvalho, com a qual assinaram o primeiro contrato discográfico e que propôs-lhes que começassem a cantar na língua materna.[8] Desde o início de carreira, a sonoridade da banda foi marcada por vários estilos próprios, com influências no pós-punk, pop de vanguarda, rock de massas e new wave.[9] A identidade estética que nasceu foi "uma coisa muito natural. (...) Houve uma conjugação de vários estilos", segundo a revelação de Tóli.[2]

Estilo inovador e mudanças na formação (1981–1985)[editar | editar código-fonte]

Em março de 1981 lançaram o single "Portugal na CEE", com o tema "Espelho Meu" no lado B,[10] que alcançou grande sucesso, com vendas que superaram os 15 mil exemplares.[8] Mano Zé deixou a banda e foi substituído por Miguel Megre. Lançaram em outubro o segundo single "Sê Um GNR",[11] alcançando também um bom nível de vendas, com 20 mil cópias, mas a canção foi considerada uma provocação à guarda da GNR, pela descrição do trecho: "GNR, eu quero ser, GNR/ Vem ser um gordo da GNR". Miguel Megre foi coautor do tema "Instrumental Nº 1", no lado B.[12]

"A tentativa de engavetar os GNR no boom do rock português aconteceu por aproveitamento comercial, dizem uns, e apesar de não ouvirem rock português, não falarem sobre rock e de acharem pirosos muitos dos grupos da altura, dizem outros. Iam beber a outros territórios e eram órfãos em território virgem. Os blues não lhes interessavam e preferiam a new-wave e o punk, moviam-se a combustíveis diferentes. Pareciam bastante mais urgentes e insubmissos do que a maior parte das bandas que nasciam em Portugal. (...) Apesar de a história os ter registado como pares das bandas de então, os GNR fizeram sempre os possíveis para ficar à margem do fenómeno e os seus membros fazem questão de o sublinhar a intenção de quebra com tudo ficou desde logo registada no nome."

André Gomes, jornalista da Blitz.[2]

Em setembro de 1981, Rui Reininho entrevistou os elementos da banda para um jornal do Porto, com o qual trabalhava, e foi convidado para integrar a formação na qualidade de vocalista, ficando Alexandre Soares apenas como guitarrista, como era o seu desejo. O cantor, performer e letrista, trazia no currículo a experiência e um estilo artístico, adquiridos de certa forma na Anar Band – projeto de música experimental na variante eletrónica – que era do conhecimento geral. A entrada de Reininho nos GNR veio numa altura em que a banda estava a atravessar algumas disputas e serviu de elo estabilizador, tal como referiu Alexandre: "Tenho a impressão de que, se ele não entrasse, as divergências entre nós eram tão grandes que a gente estourava." O músico fundador recordou ainda o início da integração de Reininho na banda, afirmando: "Era um grande performer, que escrevia bem. Quando ele entrou, deu alguns problemas nos concertos. Havia gente que estava habituada ao grupo anterior e ainda levamos porrada durante algum tempo." E concluiu: "O Rui ainda levou alguma porradita. O Vítor também, quando mudou um bocado de visual. Na altura, os concertos, quando davam porrada, era a desviar de garrafas."[13]

O novo vocalista deu origem a uma mudança no conteúdo lírico, elevando a banda a um novo patamar. Reininho começou a trabalhar os temas do primeiro álbum de estúdio e gravou os ensaios em cassetes, para depois compor as letras a partir das músicas. As letras contêm humor, sarcasmo e extravagância, características que passaram a ser uma marca da banda. A imprensa confirmou que o disco se chamaria "Independança",[14] ou "In-de-pé-dança"[15], que foi editado em 1982 e recebido pelo público com algum desinteresse e sem sucesso nas vendas, contrastando com o aplauso generalizado da crítica. Desse trabalho proveio o single "Hardcore (1º Escalão)", tema em inglês, que teve direito a teledisco.[16] Alexandre Soares deixou a banda após a apresentação desse trabalho no Ritz Club e, com essa saída, verificaram-se mudanças relevantes nas composições. Os problemas internos persistiram, levando também à saída de Miguel Megre. Pouco tempo depois, em agosto de 1982, os GNR atuaram na segunda edição do Festival de Vilar de Mouros e Vítor Rua resolveu abandonar o grupo.[17]

Em 1983, estando apenas Tóli e Reininho na formação, ambos decidiram convidar Alexandre Soares para regressar à banda. Faltando ainda um baixista, foi no local de ensaios dos Bananas, futuros Ban, ocupado temporariamente também pelos GNR, que aconteceu o "rapto" de Jorge Romão que tinha iniciado a sua carreira musical há três meses, precisamente como baixista.[18] Tóli é o primeiro a reconhecer que o recrutamento do Rui Reininho mudou o paradigma da banda, ao afirmar: "A chegada dele (para substituir o provisório Alexandre So­ares que, por sua vez, já tinha substituído a relâmpago Isa­bel Quina) não foi uma revolução nem uma tomada de poder. Também foi uma escolha minha", esclarece. "Uma escolha fe­liz. Nunca me senti confortável com as letras nem com quem cantava antes do Rui. O que ele escreve pode nem sempre ser muito musical mas tem sempre muito substrato." Tóli manifesta a opinião sobre as letras das canções que Reininho compõe, e Jorge Romão acrescenta: "O Rui faz literatura, as letras são a segunda vida dos GNR". Contudo, é importante distinguir os diferentes papéis que cada membro do trio desempenha, dado que "O Rui não faz música, faz letras", retificou Tóli. O músico compositor lembra que: "Às ve­zes, acontece uma coisa muito desagradável, que é darmos um concerto e no fim vermos alguém a abraçá-lo e dizer: “Ó Reini­nho, gosto tanto da sua música.” Um gajo está ali ao lado e pen­sa: “What?! O quê?!”, confidenciando como é ingrato não ser devidamente reconhecido pela criação da componente musical dos GNR, que é maioritariamente da sua autoria.[19] Em junho de 1983, lançaram o máxi single "Twistarte" que, além do tema homónimo, inclui as faixas "Tv Mural" e "General Eléctrico".[20] A capa do disco é da autoria de Fernanda Gonçalves que trabalhou também a capa do disco seguinte. Entretanto entrou Manuel Ribeiro para as teclas.[21]

Em outubro de 1984, editaram o segundo álbum de estúdio Defeitos Especiais[22], que os levou a uma digressão por Espanha e França. A gravação durou vários meses e gerou a seguinte opinião entre os elementos: "Este álbum é aquele em que a relação entre os poemas e as músicas é mais forte". Foi extraído o tema "I Don´t Feel Funky (Anymore)", no formato máxi single, cantado em português, inglês e italiano, e o grupo qualificou-o como "um western spaguetti de produção nacional". As vendas ficaram aquém do esperado apesar de ter sido aclamado pela crítica. Contudo, a editora gostou do resultado e continuou a apostar no grupo. O disco foi trabalhado na cave da casa de Alexandre Soares, que tornou-se no novo local de ensaio da banda. Nesse ano os GNR foram considerados a melhor banda ao vivo, pelo programa de António Sérgio, "Som da Frente", na Rádio Comercial.[21]

O terceiro álbum Os Homens Não Se Querem Bonitos[23] foi editado em julho de 1985, obtendo sucesso nos temas "Dunas" e "Sete Naves". O novo disco levou a banda a novas incursões por Espanha, conquistando grande admiração, e foi produzido um teledisco em Madrid para promover "Dunas".[24] Anos depois, Tóli fez a seguinte avaliação: "Os Homens Não Se Querem Bonitos é o que eu chamo de manta de retalhos. Uma confusão. Tem muitas coisas impostas pelo Alexandre que não fazem sentido (...) Há ali muita coisa que não devia lá estar, que é exagerada. O complexo do experimentalismo."[25]

Afirmação e consolidação do sucesso (1986–1989)[editar | editar código-fonte]

"No Psicopátria a maior parte das canções são minhas e há a oportunidade de tentar fazer um disco de canções à séria, que se conseguiu muito bem (...) Sentíamos-nos bem a tocar aquilo, funcionava e era bom. Já havia coisas que soavam mais a canção, com cabeça, tronco e membros: Tinha um refrão, uma bridge. Nem sempre o tínhamos conseguido fazer e ali conseguimos (...) Se calhar, foi esse disco que nos empurrou um bocadinho para cima."

– Tóli fala da mudança de sonoridade com a edição de Psicopátria.[25]

Em setembro de 1986, lançaram o quarto álbum de estúdio, Psicopátria,[26] que conquistou o galardão de prata, graças a temas como "Efectivamente", "Pós Modernos" ou "Bellevue".[27] A capa do disco é um desenho de Fátima Rolo Duarte, baseada numa fotografia antiga da Ribeira portuense, da autoria de Beatriz Ferreira, que apresenta uma rapariga a mergulhar para o rio Douro, tendo a ponte D. Luís como pano de fundo. Deu-se a consagração efetiva da banda, elevando-a um nível de popularidade considerável. O concerto de apresentação ocorreu a 4 de dezembro na discoteca Voxmania (posteriormente Cinema King),[28] seguindo-se as grandes salas de espetáculo do país, como o Coliseu dos Recreios. Jorge Romão recordou a estreia nessa sala emblemática: "Quando fizemos o Coliseu de Lisboa pela primeira vez, no Psicopátria, o Gilberto Gil também ia atuar no Campo Pequeno", o que foi bastante arriscado, provocando os seguintes comentários: "Vocês são loucos! Acabou a vossa carreira!".[29][30] Romão concluiu que esse álbum é: "Um disco muito tripeiro. Tem uma vivência do Porto em meados dos anos 1980 que, consciente ou inconscientemente, foi levada para o disco e está aí essa definição, começando pela capa, que é um bocado um postal do Porto."[31] Em plena crise de identidade do rock português, os GNR superaram as melhores expectativas dando novo alento à cena musical portuguesa.[32] Alexandre Soares deixou a banda em meados de março de 1987, entrando para o seu lugar Zézé Garcia, proveniente dos Mler Ife Dada. Foi com o afastamento de Alexandre que o papel de Tóli teve um marcante impulso, permitindo-lhe maior destaque, uma vez que passou a ter a possibilidade de deixar ainda mais acentuadamente seu o cunho, enquanto excelso criador e compositor, em todas as músicas que consolidaram o enorme sucesso da banda, que é das mais aclamadas e históricas de Portugal. A banda tinha encontrado a sonoridade compatível com o gosto dos restantes membros.[25]

Foi com a tournée do Psicopátria que batemos todos os nossos recordes. Foram mais de 100 espetáculos. Tocámos em todo o lado, em França, em Espanha. Acima de tudo tocámos muito. Foi a assunção da chamada profissionalização, o momento em que percebemos que a nossa vida ia ser aquilo. Nessa altura arriscámos tocar nos Coliseus, algo que à época estava destinado apenas aos artistas brasileiros como o Caetano Veloso ou Maria Bethânia. Foi um risco muito grande isto de levar a chamada pop rock a esses palcos.
Rui Reininho confirmou o ponto de viragem no grupo, com o trabalho Psicopátria.[33]

Em janeiro de 1988 lançaram o máxi single "Vídeo Maria", que causou alguma polémica social devido ao tema homónimo. A imprensa nacional advertiu o público, antes do lançamento, que: "tem uma letra que se admite que venha a causar polémica em meios religiosos católicos" e a prova disso foram os versos: "Ai, ui, atirem-me água benta/ Por parecer latina suponho que o nome dela/ É Maria/ É casta, eu sei, se é virgem ou não depende/ Da nossa fantasia".[34] A música foi censurada pela Rádio Renascença (RR) e Rádio e Televisão de Portugal (RTP) por alegadas heresias. Na altura da controvérsia os GNR encontravam-se nos EUA e, no regresso, Rui Reininho explicou: "Não é, de modo algum, anticatólico, como alguns chegaram mesmo a afirmar. É um tema normal, escrito de forma quase cinematográfica, e quando o escrevi não pensei que fosse gerar qualquer polémica. É lógico que se o tema for proibido de passar na Rádio Renascença ficamos chocados com o facto e lamentamos, apesar de reconhecermos que cada um é livre de se guiar pelo seu critério próprio".[35] As outras composições que fazem parte do disco são "Homens Temporariamente Sós" e "USA".[36]

No início de 1989 lançaram, sob a orientação do produtor francês Remy Walter, o quinto álbum de estúdio "Valsa dos Detectives", que confirmou a popularidade do grupo com os êxitos "Impressões Digitais", que serviu como tema de apresentação, e "Morte ao Sol".[37] O disco conquistou o galardão de prata. No fim de abril, os GNR foram ao Brasil para atuarem em São Paulo e no Rio de Janeiro, incluindo no emblemático Circo Voador. A capa do disco é da autoria do pintor açoriano Carlos Carreiro e na opinião de Rui Reininho, este novo trabalho foi: "(...) o álbum mais concetual, está todo feito à volta de uma ideia, talvez influenciado pelas viagens" e acrescentou: "Para mim, este trabalho é uma paixão, pois foi uma entrega bastante grande (...). Tenho orgulho neste disco."[38] Nesse ano, atuaram em várias Queimas das Fitas e nos Coliseus, com espetáculos estrondosos e com vários elogios da imprensa, entre os quais, o jornal O Primeiro de Janeiro, que noticiou: "Os GNR acabaram de bater com a cabeça no teto. Desistam de não o reconhecer, atingiram o estrelato - quatro mil e quinhentas pessoas assistiram a isso mesmo, e outras tantas gostariam de o ter feito."[39]

O livro "Afectivamente GNR" do jornalista Luís Maio, foi editado em setembro de 1989. Nesse trabalho, estão registadas as desavenças que houveram no seio da banda desde o início da formação, com argumentos provocatórios, o que na ótica do grupo, trata-se de um livro intriguista, tal como foi expressado nas palavras de Tóli ao revelar o mau estar que provocou entre os membros, quando desabafou: "Não gostei do livro. Não o subscrevo nem gosto quando o vejo. Nem quando me vêm pedir autógrafos com ele. Não retrata nada. Uma coisa é ter um episódio ou outro (das quezílias internas), mas basicamente é só isso. (...) Toda a gente saiu prejudicada, uns mais do que outros." Romão afirmou ainda: "Serviu como máquina de lavar roupa". Reininho subscreveu as opiniões transmitidas e reforçou-as, dizendo: "Acho uma biografia muito falhada. Não contempla, por exemplo, a parte dos espetáculos. Basta isso".[40]

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

Nos dias 30 de Abril e 1 de Maio de 1990 esgotam o Coliseu de Lisboa na gravação do seu primeiro disco ao vivo. "In Vivo" é envolvido em polémica devido à querela jurídica com Vítor Rua que obrigou à retirada da primeira edição do disco, para ser reeditado já sem os temas da sua autoria.[41] Atingiu o galardão Disco de Platina.[42]

O ano de 1992 marcou o auge da banda em termos comerciais com o lançamento do álbum "Rock In Rio Douro".[43] Os duetos com Javier Andreu e Isabel Silvestre em "Sangue Oculto" e "Pronúncia do Norte", respetivamente, contribuíram para o enorme sucesso do álbum e para os memoráveis concertos no Estádio José Alvalade. Pela primeira vez uma banda portuguesa consegue encher um estádio de futebol com 40 000 espectadores. O disco vendeu 94 mil cópias e esteve 38 semanas no top nacional, atingindo o galardão de 4 Discos de Platina.[44] Verifica-se neste álbum um regresso à sonoridade rock. Os GNR tinham atingido o seu apogeu comercial.[45]

Em 1994 são convidados a participar na compilação Filhos da Madrugada de homenagem a José Afonso, com uma versão de "Coro dos Tribunais". A 30 de Junho participam também no concerto realizado no Estádio José Alvalade com a participação das bandas presentes nesta compilação.[46] Ainda nesse ano lançam o álbum "Sob Escuta" em que o tema mais marcante foi o single "+ Vale Nunca". O guitarrista de flamenco Vicente Amigo é convidado a participar em "Lovenita".[47] Zézé Garcia sai do grupo e entra Alexandre Manaia (guitarra).

Em 1996 celebram 15 anos de carreira e editam a sua primeira colectânea em duplo CD "Tudo O Que Você Queria Ouvir - O Melhor Dos GNR" que incluiu os inéditos "Julieta Su & Sida" e "Pena de Morte". Uma segunda edição inclui o tema "Corpos" originalmente gravado na compilação "A Cantar Con Xabarín" da TV Galiza.[48]

Regressam aos discos originais, em 1998, com o álbum "Mosquito", obtendo novos êxitos como "Tirana", "Saliva" e "Mosquito".[49]

A 1 de Março de 1999 tocam ao vivo através da Internet, numa iniciativa inédita. Ainda neste ano são nomeados, na categoria de Banda do Ano, para a edição de 1999 dos Globos de Ouro da estação televisiva SIC.[45] Neste ano são ainda convidados para o álbum XX Anos XX Bandas de tributo aos Xutos & Pontapés com a versão "Quando Eu Morrer". O álbum de 1985 "Os Homens Não Se Querem Bonitos" é finalmente reeditado em CD.

Década de 2000[editar | editar código-fonte]

Em 2000 editam o álbum "Popless" cujos temas mais mediático são "Asas (Eléctricas)", da banda sonora do tele-filme da SIC Amo-te Teresa e "Popless" com um videoclipe que foi alvo de censurado por apresentar marcas comerciais.[50] Saíram ainda os singles "Bem Vindo ao Passado" e "Digital Gaia".[51]

Uma segunda colectânea, "Câmara Lenta - 16 Slows Do Melhor GNR - Vol.2", é lançada em Fevereiro de 2002,[52] reunindo as baladas mais emblemáticas da carreira da banda. Inclui dois inéditos: "Vocês" e "Nunca Mais Digas Adeus". Este álbum obtém grande sucesso chegando a nº 1 do top nacional de vendas. No final de 2002 chega às lojas o álbum "Do Lado Dos Cisnes", registando-se apenas um êxito relativo "Sexta-Feira (um seu Criado)".[53] O single extraído é "Morrer em Português".[54]

Em 2003 gravam em single uma versão acústica de "Canadádá", tema do álbum "Do Lado dos Cisnes", agora com a participação de Paulinho Moska.[55]

Em 2006 comemoram 25 de carreira e em Março é lançado o álbum de tributo "Revistados 25-06" com temas que já fazem parte da nossa memória colectiva interpretados por nomes do hip hop, reggae e R&B nacional: NBC, Virgul (Da Weasel), Expensive Soul, Melo D, Guardiões do Subsolo, entre outros.[56] A banda lança também a colectânea "O Melhor dos GNR - ContinuAcção - Vol.3", em duplo CD, contendo o inédito "Continuação" e uma versão de "Quero Que Vá Tudo Pró Inferno" original de Roberto Carlos.[57] A banda portuense teve um ano em cheio actuando no Rock in Rio Lisboa e nos coliseus do Porto e de Lisboa.

Em 2007 é reeditado em duplo CD o álbum "Independança" de 1982, celebrando os 25 anos do lançamento, com sete temas extra (temas dos dois primeiros singles e do Maxi "Twistarte").[58]

Em 18 de Abril de 2008 sobem ao palco do Pavilhão Atlântico com a Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana realizando um concerto memorável sob a direcção do Tenente Coronel Jacinto Montezo.[59]

"Companhia Das Índias", lançado em Dezembro de 2008, é o nome do primeiro álbum a solo de Rui Reininho.

Década de 2010[editar | editar código-fonte]

O décimo primeiro álbum de originais "Retropolitana" é lançado em Junho de 2010.[60] O single extraído é "Reis do Roque".[61]

Em 2011 comemoram 30 anos de atividade.[62] É marcado por várias edições discográficas:

"Defeitos Especiais", LP de 1984, é reeditado pela primeira vez em CD.[63]

"BD Pop Rock Português - GNR" composto por Livro+CD é editado pela EMI e a Tugaland. Trata-se da história das melhores bandas do pop rock português desenhadas pelos mais prestigiados ilustradores portugueses, acompanhado por uma colectânea dos temas mais marcantes.[64]

"GNR ‎– Bandas Míticas" colectânea editada pela EMI e Levoir. Edição limitada do jornal Correio da Manhã que disponibiliza aos seus leitores uma colecção inédita, com direcção editorial de David Ferreira, sobre 20 bandas que marcaram os últimos 50 anos da história da música portuguesa.[65]

"Voos Domésticos" é um novo disco com músicas já conhecidas mas com novas roupagens. O disco celebra os 30 anos de atividade dos GNR.[66][67] O single extraído é "Cais".

"GNR - Colecção 1981-2011" mais uma colectânea da EMI.[68]

"30 Anos GNR - Manobras 1981-2011" trata-se do primeiro DVD editado pela banda que inclui imagens de concertos, entrevistas aos membros do grupo e telediscos dos temas mais conhecidos. Faziam parte da "Colecção GNR - 30 anos do melhor Rock" composta por 12 CDs e um DVD, com edição limitada do Diário de Notícias e Jornal de Notícias.[69][70]

Em 2012 lançam uma nova colectânea "Concentrado - O Melhor dos GNR" [71]

Em 2014, no dia 10 de Novembro, estrearam o seu novo single "Cadeira Eléctrica", na Rádio Comercial. A 6 de Março de 2015 divulgam o nome e as músicas do seu novo álbum, Caixa Negra, do qual faz parte o single anterior. O disco é lançado pela Indiefada a editora criada pelo grupo. O disco é também editado em vinil, pela Rastilho no dia 18 de Abril de 2015, sendo um lançamento oficial Record Store Day.[72]

Em Agosto de 2015 lançam através da revista Blitz o CD "Theatro, Circo & GNR Afectivamente Ao Vivo" gravado em Braga.

Em Outubro de 2015 convidaram Rita Redshoes para os concertos "Caixa Negra" nos coliseus de Lisboa e no Porto [73]. A experiência foi tão positiva, sobretudo no dueto do tema "Dançar Sós", que a convidaram para a regravação do mesmo. O lançamento do single foi já em 2016. Nesse ano é editado pela Porto Editora a Biografia oficial do grupo "Onde Nem A Beladona Cresce" com toda a história da banda e que inclui um pequeno CD com uma tema inédito ("O Arranca-Coração").

No início de 2017 é editado o CD+DVD "Os primeiros 35 anos - Ao vivo" com a gravação de um concerto ao vivo.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Discografia de GNR

Álbuns de originais[editar | editar código-fonte]

Colaborações[editar | editar código-fonte]

Bandas sonoras[editar | editar código-fonte]

Membros[editar | editar código-fonte]

Actuais[editar | editar código-fonte]

  • Rui Reininho - Voz (1981-presente)
  • Jorge Romão - Baixo (1983-presente)
  • Toli César Machado - Acordeão, guitarra (1980-presente)
  • Samuel Palitos - Bateria (2015-presente)
  • Tiago Maia - Guitarra (2015-presente)
  • Paulo Borges - Teclas (2015-presente)

Antigos[editar | editar código-fonte]

  • Alexandre Soares - Guitarra (1980-1987)
  • Vítor Rua - Guitarra e Baixo (1980-1983)
  • Zezé Garcia - Guitarra (1987-1994)
  • Alexandre Manaia - Guitarra (1994-1998)
  • António Mão de Ferro - Guitarra (1998-2007)
  • Andrew "Andy" Torrence - Guitarra (2007-2015)
  • Mano Zé - Baixo (1980-1981)
  • Miguel Megre - Teclas (1981-1982)
  • Manuel Ribeiro - Teclas (1985-1989)
  • Telmo Marques - Teclas (1989-1997)
  • Hugo Novo - Teclas (2006-2015)
  • Ruka (Rui Lacerda) - Bateria (2006-2015)

Referências

  1. «Alexandre Soares–Biografia». Sinfonias de Aço–Anos 80. 25 de agosto de 2016. Consultado em 17 de novembro de 2017 
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Bibliografia

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]