GNU/Linux

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre sistemas GNU com kernel Linux. Para sistemas Linux em geral, veja Linux.
GNU/Linux
Versão do sistema operativo Linux, GNU
Captura de tela
GNOME - Ambiente de trabalho do GNU
Modelo Software Livre
Arquitetura(s) alpha, arm, hppa, ia64, loongson, m68k, mips, ppc, ppc64, s390, s390x, sh, sparc32, sparc64, x86, x86-64
Núcleo kernel Linux ou Linux-libre
Página oficial www.gnu.org
www.kernel.org
Estado de desenvolvimento
Ativo

GNU/Linux é um sistema operacional unix-like baseado no GNU e no kernel Linux. Por ser o sistema Linux mais tradicional, existe controvérsia quanto a sua nomenclatura, é comum usar o nome Linux para se referir aos sistemas GNU/Linux, embora Linux seja um termo mais amplo, que também abrange a outros sistemas como Android, LG webOS, sistemas Linux embutido entre outros.

Atualmente uma vasta gama de software integram oficialmente o sistema GNU, dentre eles a interface de linha de comando bash e a interface gráfica GNOME.

História[editar | editar código-fonte]

Richard Stallman quando trabalhava nos laboratórios de inteligência artificial do MIT, em 1971, fez parte de uma comunidade de programadores que distribuíam livremente seus códigos-fonte de programas.

O desenvolvimento do GNU começou por Stallman em 1984 com o objetivo de criar um "sistema operacional que seja completamente software livre" lançando as bases filosóficas do software livre , fornecendo a liberdade para os usuários executarem, copiarem, distribuírem, estudarem, modificarem e aperfeiçoarem o software. 

Este sistema operacional GNU deveria ser compatível com o sistema operacional Unix, porém não deveria utilizar-se do código fonte deste. A partir de 1984, Stallman e vários programadores, que abraçaram a causa, vieram desenvolvendo as ferramentas principais para construir um sistema operacional, como, compilador de linguagem C, editores de texto, etc.

Visando preservar legalmente o status de liberdade de software, Stallman, assistido por vários advogados, criou uma licença de uso de software denominada GNU GPL - (Licença Pública Geral GNU), ou simplesmente GPL. Assim, desenvolvedores que resolveram liberar seus códigos-fonte, puderam utilizar a licença GPL.

Em 1992 o sistema operacional já estava quase completo, mas restava o núcleo ( "kernel" ) do sistema operacional. O grupo iniciado por Stallman vinha desenvolvendo um núcleo chamado Hurd. Porém, em 1992, um jovem finlandês chamado Linus Torvalds decidiu mudar a licença de seu núcleo para uma licença livre compatível com a GPL do GNU[1]. Este núcleo era capaz de usar todas as peças do sistema operacional GNU, o que permitiu que, pela primeira vez desde o fechamento do código do sistema operacional Unix fosse possível executar um sistema completo totalmente livre. Este núcleo ficou conhecido como Linux, contração de Linus e Unix.

O kernel Linux passou a ser distribuído com um conjunto de outros softwares, sendo que a maior parte dos softwares que vinha com as distribuições do Linux eram partes do sistema operacional GNU desenvolvido pela equipe de Stallman, quais compunham cerca de 28% das distribuições enquanto que o Linux representava cerca de 3% das distribuições,[2] o que levou o Projeto GNU a fazer um esforço educacional com respeito à nomenclatura destas distribuições, dizendo que por serem distribuições do sistema GNU que funcionam com kernel linux, não deveriam se chamarem apenas de Linux, sugerindo que se chamasse de GNU/Linux, com a intenção de clarificar de que Linux não é o sistema inteiro, e sim parte do sistema, o que gerou controvérsias que existem até aos dia de hoje.[3]

Hoje, é impossível que o GNU/Linux se torne um software proprietário. O GNU/Linux, ou mais especificamente o kernel, bem como os outros softwares GPL são copyleft , ou seja, possuem termos jurídicos bem claros em seu licenciamento que asseguram que nunca se tornarão software proprietários.

Ainda que Linus desistisse do projeto do Linux, o GNU/linux não acabaria. Juridicamente a GPL libera que o projeto seja mantido por outros, inclusive por outras instituições além da atual, denominada Kernel.Org - organização sem fins lucrativos que mantém o kernel atualmente, http://www.kernel.org - e que reúne vários voluntários e empresas patrocinadoras. Vários colaboradores são profissionais de empresas que cuidam das distribuições (Red Hat, Mandriva, etc) e de grande porte (IBM, HP, Sun, etc) e que têm negócios importantes que dependem do sucesso desse projeto. Assim, quando uma pessoa ou empresa deixa de atuar no kernel, outra pode livremente assumir o seu lugar.

Distribuições[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Distribuições de Linux
Imagem da interface do Ubuntu, uma das mais bem sucedidas distribuições Linux.[4]

Atualmente, um Sistema Operacional GNU/Linux completo é uma coleção de software livre (e por vezes não-livre) criado por indivíduos, grupos e organizações de todo o mundo, incluindo o núcleo Linux. Companhias como a Red Hat, a Novell, e a Canonical, bem como projetos de comunidades como o Debian ou o Gentoo, fornecem um sistema completo, pronto para instalação e uso. Patrick Volkerding também fornece uma distribuição Linux, o Slackware.

As distribuições de GNU/Linux receberam popularidade como uma alternativa livre de sistema operacional, principalmente para servidores. As diferentes distribuição tem o seu público e sua finalidade, sendo algumas usadas até para recuperação de sistemas danificados como o Parted Magic.

As principais diferenças entre as distribuições estão nos seus sistemas de pacotes e na sua biblioteca básica. Existe um projeto denominado LSB (Linux Standard Base) que proporciona uma maior padronização. Auxilia principalmente vendedores de software que não liberam para distribuição do código fonte, sem tirar características das distribuições. O sistemas de pacotes não é padronizado.


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Referências

  1. «Release notes for the version 0.12 of the Kernel Linux». Linus. 23 de junho de 1993. Consultado em 14 de abril de 2015 
  2. Linux e o Sistema GNU
  3. GNU/Linux FAQ by Richard Stallman
  4. «5 anos do Ubuntu». digitalside.com.br (em inglês). Consultado em 28 de janeiro de 2015 
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