Império de Casa Verde

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Império de Casa Verde
Fundação 27 de fevereiro de 1994 (23 anos)
Escola-madrinha Camisa Verde e Branco
Cores

Azul

Branco
Símbolo Tigre e coroa
Bairro Casa Verde
Presidente Alexandre Furtado
Presidente de honra Chico Ronda (in memorian)
Carnavalesco Jorge Freitas
Intérprete oficial Carlos Júnior
Diretor de carnaval Tiguês e Celsinho
Diretor de harmonia Comissão de Harmonia
Diretor de bateria Mestre Zoinho
Rainha da bateria Valeska Reis
Madrinha da bateria Lívia Andrade
Mestre-sala e porta-bandeira Rodrigo Antônio e Jéssica Gioz
Coreógrafo André Almeida
Desfile de 2018
Enredo O povo, a nobreza real
www.imperiodecasaverde.com.br

O Grêmio Recreativo Cultural Social Escola de Samba Império de Casa Verde é uma escola de samba da cidade de São Paulo fundada em 1994 por dissidentes do Unidos do Peruche.

Sendo uma das escolas de samba de mais veloz ascensão no Carnaval paulistano, conseguiu seu primeiro título no Grupo Especial, com apenas onze anos de fundação e a três no grupo principal.

História[editar | editar código-fonte]

No final do ano de 1993 alguns moradores e comerciantes da região da Casa Verde, liderados por Daílson "Caçapa" se organizaram para fundar uma nova escola de samba no bairro.[1] A primeira reunião se deu na Associação Saldanha da Gama, sendo decidido que Francisco Plumari Júnior, o "Chico Ronda", empresário e contraventor ligado ao jogo do bicho e máquinas de caça-níquel[2], seria o presidente de honra e patrono da nova escola.[1] O brasão e a bandeira foram projetados pelo carnavalesco Raul Diniz.

Após esta primeira reunião, as demais foram realizadas no Vasco da Gama, e posteriormente na Rua Ouro Grosso, na primeira sede da entidade, oficialmente fundada em 27 de fevereiro de 1994.[1] Seu primeiro desfile foi em 1995, com Carlos Alberto de Souza como Presidente, onde o Império sagrou-se campeão.[1] Seguiram-se mais dois títulos e um vice-campeonato nos anos seguintes, que conferiram à escola uma ascensão considerada "meteórica", chegando ao segundo grupo em 1999.[1] Em 2002, com o vice campeonato do Grupo de Acesso, ascendeu à primeira divisão.[1]

Em 2003, quando estreava no Grupo Especial, o Império de Casa Verde causou um forte impacto com seus tigres no abre-alas, considerados luxuosos para uma escola ainda estreante no grupo de elite de São Paulo.[3] Num enredo que falava sobre o beato João de Camargo[3], a escola terminou em 11º lugar entre 14 agremiações, empatado em pontos com a Águia de Ouro (à época não haviam critérios desempates definidos no carnaval de São Paulo o que fez com que por exemplo, os carnavais de 1999, 2000 e 2001 tivessem dois campeões cada). Naquele ano cairiam 3 escolas (a meta da Liga era ter apenas 12 escolas no grupo especial em 2005), mas logo após o fim da apuração, o presidente da LigaSP, Robson de Oliveira, anunciou que, ao contrário do que previa o regulamento, não cairiam três escolas, mas sim apenas duas,[4] uma vez que segundo ele seria injusto aplicar o critério para desempatar Império e Águia, o que gerou protestos por parte da Unidos do Peruche, última colocada, que desfilou após um incêndio que destruiu suas alegorias, poucos dias antes do desfile.[5] À época, sua presidente alegou que não seria justo "rasgar o regulamento" para proteger algumas escolas e rebaixar outras. Após o carnaval, então, ficou resolvido que não haveria descenso e o Grupo Especial passaria a ter 16 escolas.[6]

No decorrer de 2003, o patrono da Escola, Chico Ronda, foi assassinado.[2] No samba escolhido para 2004, uma estrofe (antes do refrão do meio) dizia: "Mistério / Quem constrói não pode desfrutar / Tudo o que toca vira ouro / Mas morre sem poder aproveitar". Segundo Maurício Kubrusly, comentarista da Rede Globo na transmissão do Carnaval, seria uma referência ao patrono imperiano. Nesse ano a Império de Casa Verde surpreendeu com um enredo que fazia analogias entre a história de São Paulo e a Grécia Antiga, trazendo mais uma vez tigres considerados luxuosíssimos no abre-alas e conseguindo um expressivo terceiro lugar, terminando apenas a 0,5 ponto da Mocidade Alegre, campeã de 2004. No momento da apuração, a quadra da escola encontrava-se fechada, e o helicóptero da Rede Globo seguiu para lá de última hora. Ao chegar, encontrou alguns de seus dirigentes ainda abrindo a sede, pois era inesperado que a agremiação pudesse ser campeã naquele ano.

No carnaval de 2005, desfilou com um enredo que abordava o Brasil de uma ótica positiva como uma espécie de terra abençoada em meio a tantos problemas mundiais, consagrando o lema "Se Deus é por nós quem será contra nós[7], que seria utilizado em anos posteriores. O enredo fazia também uma homenagem ao seu fundador e patrono, falecido, e levou a escola ao seu primeiro campeonato do grupo principal.

Em 2006, fazendo uma homenagem à pecuária brasileira, o Império sagrou-se bicampeão.

Em 2007 tentou o seu tricampeonato, num enredo que abordava os grandes Impérios do mundo, com cinco tigres gigantes, um de cada cor, no Abre-alas, representando cinco grandes impérios da história mundial. Pela primeira vez, os comentaristas da transmissão do carnaval reconheceram que uma escola de São Paulo se igualava às cariocas em luxo e grandiosidade. Apesar do luxo[8], e de ser apontada como favorita, naquele ano obteve apenas o quinto lugar.

Para o Carnaval de 2008, fechando os desfiles do Grupo Especial, o Império apresentou um enredo sobre a Música do Brasil, em especial a MPB, citada no título do enredo. Com notas baixas no quesito Evolução, obteve apenas nona colocação.

Em 2009, com a volta de Roberto Szaniecki, que desenvolveu junto com uma comissão, preparou um desfile sobre datas comemorativas, para falar ao final dos seus quinze anos de história. Já marcada pelo grande tamanho de suas alegorias, a escola desfilou com o último carro alegórico que media 55 metros de comprimento, sendo o maior carro alegórico ja visto no Carnaval do Brasil.[9] Naquele ano, no desfile das campeãs, a agremiação atrasou-se em dez minutos, e desfilou com faixas de protesto e narizes de palhaço, em repúdio às notas baixas que recebeu dos julgadores dos quesitos "alegorias", "bateria" e "fantasia", fato que deixou os componentes da agremiação revoltados.[10]

Em 2010 o Tigre levou um enredo sobre a cidade de Itu; contratando novamente o intérprete Carlos Júnior que estava no Vai-Vai e também o carnavalesco Marco Aurélio Ruffim que estava na Tom Maior. Já consolidada com a marca de carros gigantes, naquele ano, onde o enredo abordava uma cidade conhecida pelas piadas relativas à sua grandeza, esperava-se alegorias de proporções maiores. No entanto, devido ao estilo do carnavalesco, as alegorias não apresentaram o esperado grandiosismo. Notas baixas nos quesitos "enredo" e "alegorias", quesitos onde a agremiação era considerada forte, renderam-lhe apenas o sétimo lugar.

No desfile de 2011, a Império trouxe o enredo sobre a Cerveja, patrocinada pelo Grupo Schin. Com um samba animado, mas apresentando um visual bem abaixo dos anos anteriores, esteve próxima do rebaixamento na apuração.

Segunda a desfilar na primeira noite de carnaval em 2012, apresentou um enredo sobre a visão e a ótica. A apresentação da comissão de frente foi considerada confusa[carece de fontes?], e as alegorias, embora superiores ao ano anterior, eram de difícil compreensão. As notas baixas em fantasias (9 décimos perdidos) prejudicaram muito a situação da escola, que no dia da apuração terminou em 11º lugar. Naquele ano, Tiago Ciro Tadeu Faria, que era torcedor e estava com credencial do Império de Casa Verde, invadiu a área da apuração e rasgou as notas que ainda faltavam ser lidas[11] sendo a Império a grande prejudicada em 2013 pois não recebeu a subvenção.[carece de fontes?]

Em 2013 contou com o grande Carnavalesco Alexandre Louzada que desenvolveu o enredo "Pra todo mal, a cura. Quem canta seus males espanta!". A escola foi duramente criticada no período de Pré-carnaval, sendo cogitada a ser rebaixada para o acesso, porém, no dia de seu desfile, se superou fazendo um grandioso desfile[carece de fontes?], voltando no desfile das campeãs.

Em 2014, abordou em seu carnaval as diversas formas de energia sustentável. O abre-alas dessa vez, contava com um enorme tigre mecânico. No ano seguinte, trouxe um carnavalesco estreante, Leonardo Catta Preta, em um desfile que abordava os grandes sonhadores do mundo inteiro, e foi considerado animado e colorido, diferente dos anos anteriores.[carece de fontes?].

Em 2016, a agremiação levou para a avenida o enredo "O Império dos Mistérios" com alegorias luxuosas e fantasias muito coloridas a escola fez um espetáculo no sambódromo, com um carnaval assinado pelo carnavalesco Jorge Freitas a escola sagrou-se campeã.

Segmentos[editar | editar código-fonte]

Presidentes[editar | editar código-fonte]

Nome Mandato Ref.
Carlos Alberto de Souza 1994-1999 [1]
Francisco Plumari Júnior 2000-2001 [12][13]
Adamastor 2002-2003 [14][15]
Alexandre Plumari 2004-2011 [16][17]
Alexandre Furtado 2012-atualidade [18]

Presidente de honra[editar | editar código-fonte]

Nome Mandato Ref.
Francisco Plumari Júnior "Chico Ronda" 1999-2003
Francisco Plumari Júnior "Chico Ronda" (in memoriam) 2003-atualidade

Patrono[editar | editar código-fonte]

Nome Mandato Ref.
Francisco Plumari Júnior "Chico Ronda" 1999-atualidade [1]

Diretores[editar | editar código-fonte]

Ano Diretor de Carnaval Diretor geral de harmonia Mestre de bateria Ref.
2003 Adamastor [15]
2013-2015 Marcelo Casa Nossa Demis Correia Zoinho [19][20]
2016- Tiguês e Celsinho Zoinho

Coreógrafo[editar | editar código-fonte]

Período Nome Ref.
2013 Ulisses de Oliveira
2014-atualmente André Almeida [20]

Casal de Mestre-sala e Porta-bandeira[editar | editar código-fonte]

Período Nome Ref.
2002 André Luiz e Gislaine [21]
2003-2006 Jairo e Simone [15]
2007-2010 Renato e Fabíola [22]
2011 Robson e Jaqueline [23]
2012 João Carlos e Laís Moreira [24]
2013 Marquinhos e Jennifer [25]
2014 Marlon Lamar e Jessika Barbosa [26]
2015 Marlon Lamar e Iasmin Ramello [20]
2016 Marlon Lamar e Jéssica Gioz [27]
2017- Rodrigo Antônio e Jéssica Gioz [28][29][30]

Cortes da Bateria[editar | editar código-fonte]

Período Rainha de Bateria Madrinha de Bateria Ref
20052007 Bruna Ancheschi Sheila Mello
20082009 Gracyanne Barbosa Dany Romani
20102011 Gracyanne Barbosa [31]
20122013 Valeska Reis Andréa de Andrade [31][32]
20142015 Valeska Reis [20]
2016 Valeska Reis Lívia Andrade [28]

Carnavais[editar | editar código-fonte]

Império de Casa Verde
Ano Colocação Grupo Enredo Carnavalesco Intérprete Ref.
1995 Campeã B-UESP
(sexta divisão)
Trajes, Jeitos e Trejeitos Raul Diniz Anderson
1996 Campeã 3-UESP
(quinta divisão)
Brasil, o País com Nome de Tinta Raul Diniz Bernadete e Anderson
1997 Campeã 2-UESP
(quarta divisão)
As Maravilhas do Circo Euclides Moreira Bernadete e Anderson
1998 Vice-campeã 1-UESP
(terceira divisão)
No Império Reina o Reisado Raul Diniz Bernadete e Anderson
1999 5º lugar Acesso
(segunda divisão)
Coisa Boa Todo Mundo Gosta
Compositores:Ademir Sintonia, Levi Sintonia, Marcos Shamilian e Misturinha do Cavaco
Raul Diniz Bernadete e Anderson [33]
2000 3º lugar Acesso Descobrimento ou Invasão? Eis a Questão! Marco Aurélio Ruffin Agnaldo Amaral
2001 4° lugar Acesso Fantástica Máquina dos Sonhos Cebola Royce do Cavaco
2002 Vice-campeã Acesso A Verde Guerrilha da Paz Hernani Siqueira e José Carlos Lisboa Serginho
2003 12º lugar Especial Nhô João, Preto Velho Milagreiro e Profeta de Todos os Deuses, Lá Pelas Bandas do Cafundó
Compositores:Biro-Biro, Daniel Collête, Raphael, Júnior Marques, L.C. Santos, Turko, Sérgio Biriba, Maradona
Hernani Siqueira e Paulo Führo Roger Linhares [15]
2004 3º lugar Especial O Novo Espelho de Narciso. Um Delírio Sobre os Heróis da Mitologia Paulistana Paulo Führo e Victor Santos Carlos Júnior
2005 Campeã Especial Brasil: Se Deus é por nós, quem será contra nós? Paulo Führo e Victor Santos Carlos Júnior
2006 Campeã Especial Do Boi Místico ao Boi Real - De Garcia D´Ávila na Bahia ao Nelore - O Boi que come capim - A Saga pecuária no Brasil para o Mundo Júnior Marques, Carlos Lopes,
Roberto Szaniecki e Delmo de Moraes
Carlos Júnior
2007 5º lugar Especial Glórias e Conquistas - A Força do Império está no salto do Tigre
Compositores:Raphael do Império, Júnior Marques e Carlos Júnior
Júnior Marques, Carlos Lopes, Jorge Luis,
Márcia Lage e Renato Lage
Carlos Júnior
2008 9º lugar Especial Sambando, cantando e seguindo a canção. Vem, vamos embora para a festa da MPB
compositores:Júnior Marques e Raphael do Império
Júnior Marques, Jorge Luis,
Troy Orh, Ney Meirelles e André Machado
Bruno Ribas
(Participação Especial: Belo)
[34]
2009 5º lugar Especial É festa, é feriado, é celebração. O tigre comemora na avenida e exalta seu pavilhão. São 15 anos de paixão!
Compositores:Raphael do Império e Júnior Marques
Júnior Marques, Troy Orh,
Ney Meirelles e Roberto Szaniecki
Raphael do Império
(Participação Especial: Belo)
[35]
2010 7º lugar Especial Itu, Fidelíssima Terra de Gigantes!
Compositores:Belo, Marcelo Casa Nossa, Thiago de Xangô, Bruno Ribas, Beah, Fran Sousa, Fabinho LS, Vinícius Baiano e Osasco
Marco Aurélio Ruffin Carlos Júnior
(Participação Especial: Belo)
[36]
2011 12º lugar Especial Samba sabor cerveja. Admirada a milênios, a mais nova sensação nacional Marco Aurélio Ruffin Carlos Júnior
2012 11º lugar Especial Na ótica do meu Império, o foco é você! Roberto Szaniecki Carlos Júnior
2013 5º lugar Especial Pra todo mal, a cura. Quem canta seus males espanta! Alexandre Louzada Carlos Júnior
2014 8º lugar Especial Sustentabilidade: Construindo um mundo novo
Compositores:Leo Reis, Turko, Mody, Fabiano Henrique, Biel, Paulinho B.P. e Marquinhos.
Alexandre Louzada Carlos Júnior
2015 8° lugar Especial Sonhadores do Mundo inteiro: uni-vos! Paulo Führo, Leonardo Catta Preta e Júnior Barata Carlos Júnior [20]
2016 Campeã Especial O Império dos Mistérios Jorge Freitas Carlos Júnior
2017 4° lugar Especial Paz. O Império da Nova Era Jorge Freitas Carlos Júnior [28]
2018 Especial O povo, a nobreza real Jorge Freitas Carlos Júnior [37]


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Títulos[editar | editar código-fonte]

Grupo Especial 2005, 2006, 2016
Grupo 2 da UESP 1997
Grupo 3 da UESP 1996
Grupo B da UESP 1995

Referências