Imperatriz de Olaria

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de GRES Imperatriz de Olaria)
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Imperatriz de Olaria
Imagem da logo do G.R.E.S. Imperatriz de Olaria para o carnaval 2017
Fundação 29 de março de 1976 (42 anos)
Cores Vermelho e branco
Símbolo Coroa
Bairro Olaria
Presidente Humberto Damasceno

Imperatriz de Olaria é uma escola de samba de Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro. Foi campeã em 1980, 1982, 1983, 1985, 1988, 1992,1994,2007, 2017 e 2018. Seu samba-hino foi escrito por um dos maiores nomes do samba friburguense, mestre Tião Mercedes.

História[editar | editar código-fonte]

A escola foi fundada em 29 de março de 1976, a partir de uma fusão entre Bloco Os que Bebem não Vieram, antigo Império de Olaria e a Unidos do Terreirão, duas escolas que existiam no então bairro de Olaria.

Em 1979 a escola quase garantiu a vitória, quando a jurada Wilza Carla, ex-vedete, atribuiu ao quesito fantasia a nota 1. Já em 1980, foi campeã com o enredo “O Ano das Pedras Preciosas” e em 1985, tetra-campeã, recebendo em todos os quesitos a nota 10.

Depois venceu em 1988 e 1992.

Em 1994 a Prefeitura e a Liga decidiram que a Escola que desfilasse seria Campeã. Assim a Vermelha e Branco de Olaria foi para Avenida e levou o título,como ocorreu em 2015 em nossa cidade com outra agremiação.

Em 2007, voltou a vencer, com o enredo “A Imperatriz em busca das minas do Rei Salomão“, sob presidência de Wilton Melo.

Para 2017 a escola preparou um enredo sobre a religião. Às vésperas do carnaval, o presidente Ricardo, alegando problemas de saúde, renunciou ao cargo, sendo sucedido pelo presidente do conselho deliberativo, o fundador da escola, Humberto Damasceno.[1] Sob sua presidência interina, a escola foi campeã novamente, após 10 anos, empatada com a Unidos da Saudade. Em 2018 venceu o Bi campeonato, sozinha,soberana e agraciada pelo público,jornalistas. Com o enredo: Imperatriz de Olaria – 2018 Enredo: “O poder da cura na ciência da vida. O clamor de um povo pela proteção divina.” Carnavalesco: Gilson Pereira da Silva Escritora e pesquisadora: Paula Schaustz. Sinopse: A GRES. Imperatriz de Olaria convida a todos para uma viagem no tempo que vai homenagear e apresentar os mistérios em torno do poder da cura na “ciência da vida”. A ciência da vida, esse termo não literal, é a sabedoria que nem sempre encontramos nos livros e quase nunca em laboratórios, mas que vem mostrando ser primordial quando o assunto é a arte de salvar vidas por meio de saberes reais e sobrenaturais. Reais, porque realmente acontecem, promovendo salvação. Sobrenaturais, porque a cura acontece através de conhecimentos passados de geração em geração através da sabedoria de povos que cultivam a devoção e a comunicação com o mundo espiritual. É preciso sarar o espírito para então curar o corpo físico. Do solo africano herdamos o poder de curar. Ervas medicinais, danças, batidas de tambor, cantorias e manipulação de elementos da natureza são alguns dos elementos utilizados pelos grandes líderes das religiões tradicionais da Mãe-África. Felizmente nosso país foi banhado por essa imensa riqueza cultural e sobrenatural envolvendo verdadeiros milagres de cura e proteção divina. Nos terreiros de Umbanda os problemas de saúde física são tratados através da cura espiritual, fruto de admiráveis práticas de caridade e de desejo de fazer o bem. Nas “Giras de cura” algumas entidades são evocadas para trabalhar através dos médiuns promovendo energização, revitalização e até mesmo a cura espiritual do consulente. Caboclos curandeiros sabem usufruir das folhas, sementes e frutos para cuidar e fortalecer a saúde. Pretos-Velhos Benzedores através de suas bênçãos amenizam dores e sofrimentos humanos, fortalecendo e iluminando o espírito do paciente com a luz de Oxalá.

“Feitiço, mandinga, quebranto só ele sabe rezar Sua bengala e seu cachimbo servem para trabalhar Pai Cipriano das almas é um velho mandingueiro Quando chega na Umbanda Encruza todo o terreiro, Ele é velho rezador com seu patuá de valia Por Deus e Nossa Senhora, nos tira da agonia.”

No Antigo Egito os homens também compartilhavam de conhecimentos como anatomia humana e técnicas de mumificação. Suas práticas “médicas” eram muito eficazes e a utilização de autópsias com fins religiosos proporcionaram aos egípcios um vasto conhecimento do corpo humano. Os tratamentos de cura sempre eram iniciados com apelos às suas divindades. Os curandeiros, muitos deles sacerdotes de Sekhmet, usavam muitas vezes encantamentos e magia como parte integrante do tratamento. Também utilizavam amuletos com variados propósitos mágicose entoavam com suavidade para a Deusa Sekhmet, considerada como “Senhora da Vida” e Patrona dos Médicos: “Senhora do leão, da batalha e da espada, terrível deusa, estabeleça proteção ao meu redor. Quebre as paredes que me confinam.”

A magia egípcia chegou até nossos dias através do Livro dos Mortos, um grimório que contém feitiços e rituais para afastar o perigo e o mal ao longo da grande viagem da alma para o outro mundo. O Egito Antigo era o país da magia que lutava contra a doença, o sofrimento e a morte. As suas práticas mágicas e de ritualização decorriam de sua própria visão do mundo, onde a ordem e a segurança estavam constantemente ameaçadas por forças malignas e destruidoras. Era por isso necessário combatê-las a fim de proteger o reino e seus habitantes.

Na Índia Contemporânea uma das práticas de curas que permanece da mesma maneira como há milhares de anos, é o chamado “Ayurveda”, que significa “Ciência da vida”, extraída de livros sagrados hindus que promovem cura diferenciada e alternativas complementares de se manter a saúde. O Ayurvedabusca resgatar as raízes nos níveis físico, emocional, mental e espiritual, e desta forma alcançar a cura.

No Brasil, os povos indígenas herdeiros das soberanas florestas, consideram que todas as criaturas, como plantas, animais e tudo que está ao redor, representam força, poder e possibilidades mágicas de vida. Os rituais variam entre os diferentes grupos indígenas, mas todos, sem exceção, praticam ritos que vão da magia à cura. Em geral, entre os índios, o tratamento de cura é feito pelos Pajés. Na tribo dos Yanomamis o líder espiritual é o Xamã, considerado como um intermediário entre os homens e os espíritos. Durante os rituais,o Xamã clama pelos “Xapori”, que são as entidades evocadas para auxiliar o Xamã no processo de cura.
A medicina alternativa dos indígenas apresenta três condições para que ocorra o processo de cura: que o paciente creia, que o líder espiritual que o vai curar também creia, e que além disso, que a comunidade em seu conjunto também creia. Esse é poder da cura, o poder do acreditar. Atualmente, quando esgotados os recursos científicos, a ciência de vida indígena é um recurso para a cura de enfermidades graves porque lida, principalmente, com a crença e com a fé.

O poder da cura que envolve rituais nas mais diversas religiões e tradições, compondo assim uma verdadeira “ciência da vida”, possui uma notável semelhança: a cura é sempre promovida através da força da crença unida a uma admirável devoção e clamor de um povo pela proteção divina. A prática do bem traz consigo a vitalidade necessária para uma vida repleta de saúde. A força do querer é capaz de mudar por completo um destino.É preciso acreditar! A Imperatriz de Olaria é movida pela fé e hoje traz para a avenida uma homenagem ao milagre da cura, que é o verdadeiro milagre da vida. Quando o Cristo disse para aquela mulher: “Levanta-te e vai, a tua fé te salvou”, ele resumiu todo o conhecimento de cura e milagre através da fé, da oração e do amor.

Trecho do samba - Carnaval 2012

Segmentos[editar | editar código-fonte]

Presidentes[editar | editar código-fonte]

Nome Mandato Ref.
David Urias ? - ? [carece de fontes?]
Wilton Melo 2007 - 2008 [carece de fontes?]
Wagner Faria 2009-2010 [carece de fontes?]
Jaburu 2010 -2012 [carece de fontes?]
André Gripp 2012-31/03/2015 [2]
Ricardo Alves 31/03/2015 - 23/01/2017 [3]
Humberto Damasceno 23/01/2017 - atualidade [1]

Presidentes de honra[editar | editar código-fonte]

Nome Mandato Ref.
Rogério ? - ?

Diretores[editar | editar código-fonte]

Ano Diretor de Carnaval Diretor geral de harmonia Mestre de bateria Ref.
2016 Deigre Silva Sirley, Horeste, Guto, Pretinho, Sinesia e Gilda Fred [3]
2017 Sirley Gonçalves Menezes, Maria Sinesia Galdino, Gilda Domingos, Carlos Augusto Veiga Viana (Guto) Antonio Carlos Neres(Pretinho), George Castilho, Fabrício R. Pinheiro Fred

Coreógrafo[editar | editar código-fonte]

Ano Nome Ref.
2016 Haroldo Vieira [3]
2017 Geraldine e Matheus

Casal de Mestre-sala e Porta-bandeira[editar | editar código-fonte]

Ano Nome Ref.
2016 Betão e Alessandra [3]
2017 Erick e Dandara
2018 Erick e Dandara

Rainhas de bateria[editar | editar código-fonte]

Período Rainha Madrinha Musa Ref.
2016 Annie Viana [3]
2017 Annie Viana
2018 Cristina Féu


Carnavais[editar | editar código-fonte]

Imperatriz de Olaria
Ano Colocação Enredo Carnavalesco Intérprete Ref
2005 _ Julius Arp: Em meio ás borboletas fez se a luz Eduardo Bueno Kaisso
2006 4ªlugar Uma História de sedução na corte da Imperatriz Klayton Heller Kaisso
2007 Campeã A Imperatriz em busca das minas do Rei Salomão Lamoniê Ornellas [4]
2008 3ºlugar O bicentenário da transmigração da família real portuguesa Lamoniê Ornellas [4]
2009 4ºlugar Quem conta um conto aumenta um ponto Lamoniê Ornellas
2010 3ºlugar Opus 32: Quando a ópera de palco se encontra com a ópera do asfalto Lamoniê Ornellas
Não ocorreu desfile em 2011 [5]
2012 3ºlugar O que faz sorrir, também faz chorar Lamoniê Ornellas [6]
2013 3ºlugar A Rainha do Ventre do Mundo Lamoniê Ornellas [7]
2014 3ºlugar Viver é abrir portas Lamoniê Ornellas
2016 3ºlugar A coroação do príncipe negro na corte da Imperatriz

Compositores:Ezequiel do Cavaco, Rodrigão, Wilson Bizzar, Nego Roger, Alexandre, e Gamel da Lambaeróbica

Comissão de carnaval

Alberto Fraga, Alexandre Corguinha, Gabriel Vila Nova e Ailton Pacheco

Kaisso [3][8]
2017 Campeã A saga da fé. A Imperatriz canta o amor à religião. O samba em forma de oração

Compositores : José Henrique Pires, Mateus Herdy, Lucio Pacheco, Ledir, Fabrício Corujão, Leo Torres 

Gilson Pereira da Silva e Luiz Zulmar da Rocha  Kaisso [9]

2018 Campeã,Carnavalesco Gilson Pereira da Silva,|}

2018 Campeã O poder da Cura na ciência da vida.O clamor de um povo pela proteção divina Gilson Pereira da Silva Kaisso

Referências