Gabriel de Tarde

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Gabriel de Tarde
Nome nativo Gabriel Tarde
Nascimento 12 de março de 1843
Sarlat-la-Canéda
Morte 13 de maio de 1904 (61 anos)
Paris
Cidadania França
Alma mater Universidade de Toulouse
Ocupação professor, sociólogo, criminologista, psicólogo, filósofo
Prêmios Cavaleiro da Legião de Honra
Empregador Collège de France

Jean-Gabriel de Tarde (Sarlat, 12 de março de 1843Paris, 12 de maio de 1904) foi um filósofo, sociólogo, psicólogo e criminologista francês.

A família de Tarde era de origem nobre e vivia na região de Sarlat, desde a Idade Média. Entre os seus antepassados conta-se Jean Tarde (1561-1636), capelão particular do rei de França Henrique IV, astrónomo e amigo de Galileu. Gabriel Tarde tinha apenas sete anos quando o seu pai morreu. A sua mãe confia a educação de Tarde aos jesuítas de Sarlat, onde faz os estudos secundários. Porém, Tarde revolta-se diversas vezes contra o rigor excessivo dos jesuítas tentando a fuga.

Em 1860, obtém o bacharelato em Letras com a classificação de Muito Bom, seguido do bacharelato em Ciências. Após os estudos secundários, começa a sofrer crises oftalmológicas, que o obrigam a viver longos meses em locais escuros. Entretanto, inscreve-se na Faculdade de Direito de Toulouse, mas depois transfere-se para Paris. Numa tentativa de superar a sua doença, inicia uma devoção mística a Santa Teresa de Ávila, mas o rigor da meditação fá-lo regressar à vida laical. Nesses momentos, escreve poemas, faz longos percursos pedestres e tem as primeiras intuições filosóficas ao ler os filósofos alemães: Hegel, Leibniz e Cournot. Em finais de 1866, termina o curso de Direito. Em 1867, inicia a sua carreira na magistratura: secretário do juiz de Sarlat, juiz suplente e finalmente juiz de instrução. Nessa época, os problemas oftalmológicos tinham desaparecido quase totalmente.

Tarde começa a sua carreira de investigação primeiro na Criminologia publicando vários artigos, nos quais entra em polémica com o criminologista italiano César Lombroso. Para além da Criminologia, publica também artigos nas áreas da Sociologia, Filosofia, Psicologia Social e Economia. Em 1894, é nomeado director da secção de estatística criminal do Ministério da Justiça em Paris, cargo que conserva até à morte. Nesta cidade, continua uma vida intensa ligada à investigação nas Ciências Sociais e Humanas: colóquios, congressos, artigos e polémicas (desta vez com Émile Durkheim, ao qual se opõe na definição e metodologia da Sociologia). A partir de 1896, foi regente de disciplinas na École Libre de Sciences Politiques e deu lições no Collège Libre des Sciences Sociales. Em 1900, aceita a regência da cátedra de Filosofia Moderna no Collège de France.

A vida intensa de Gabriel Tarde chega ao fim na noite de 12 de Maio de 1904. Momentos antes de morrer, reordena as suas notas para o seu próximo trabalho - La conversation et son rôle social - e lê-as a um dos seus filhos. Depois, parte para o reino da morte com a idade de 61 anos.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • La criminalité comparée (1890)
  • La philosophie pénale (1890)
  • Les lois de l'imitation (1890)
  • Les transformations du droit. Étude sociologique (1891)
  • Monadologie et sociologie (1893)
  • La logique sociale (1895)
  • Fragment d'histoire future (1896)
  • L’opposition universelle. Essai d’une théorie des contraires. (1897)
  • Écrits de psychologie sociale (1898)
  • Les lois sociales. Esquisse d’une sociologie (1898)
  • L'opinion et la foule (1901)
  • La psychologie économique (1902-3)

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • Pietro Semeraro, Il sistema penale di Gabriel Tarde, Padova, ed. Cedam, 1984.
  • Realino Marra, Tra pena infamante e utilità del reato. Tarde contro Durkheim, ovvero l’espiazione della colpa a fondamento del diritto criminale, in «Dei Delitti e delle Pene», III-1, 1985, pp. 49–92.
  • Matei Candea, The social after Gabriel Tarde : debates and assessments, New York, Routledge, 2010.
  • Massimo Borlandi, Tarde et les criminologues italiens de son temps, in Gabriel Tarde et la criminologie au tournant du siècle,Villeneuve d’Ascq, Presses Universitaires du Septentrion, 2000.