Gabriela Canavilhas

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Gabriela Canavilhas
Retrato oficial de Gabriela Canavilhas, 2009
Ministro(a) de Flag of Portugal.svg Portugal
Período XVIII Governo Constitucional
  • Ministra da Cultura
Antecessor(a) José Pinto Ribeiro
Dados pessoais
Nascimento 29 de março de 1961 (56 anos)
Sá da Bandeira, Angola colonial
Partido Partido Socialista
Profissão Pianista e professora

Maria Gabriela da Silveira Ferreira Canavilhas[1] (Sá da Bandeira, Angola, 29 de março de 1961) é uma pianista e política portuguesa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Antiga ministra da Cultura do XVIII Governo Constitucional de Portugal[2], foi diretora artística do Festival MusicAtlântico (1999-2009) nos Açores, presidente da Associação de Música, Educação e Cultura (2003-2008), responsável pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Academia Nacional Superior de Orquestra e o Conservatório Metropolitano de Música de Lisboa, diretora regional da Cultura do Governo Regional dos Açores (2008-2009) foi membro do Conselho Diretivo da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (2007-2009).

Atualmente é membro do Conselho de Administração da Fundação Oriente (não executiva) e membro do Conselho Geral da Universidade Aberta e Deputada à Assembleia da República pelo Partido Socialista.

É professora do Quadro da Escola de Música do Conservatório Nacional, desde 1986, e leccionou também na Academia dos Amadores de Música (1982-1986) e no Conservatório Regional de Castelo Branco (1979-1981).

Como pianista, entre 1986 e 2004 manteve intensa atividade artística nos palcos das principais salas de concerto, instituições culturais e Festivais nacionais, bem como inúmeros concertos de descentralização em todo o país incluindo nos Açores e na Madeira.

Dedicou-se com especial atenção à revelação de obras eruditas portuguesas, apresentando ao vivo e em CD as primeiras audições modernas de obras de João Domingos Bomtempo (XIX) e primeiras audições de obras de compositores portugueses contemporâneos como Eurico Carrapatoso, Victorino de Almeida, Sérgio de Azevedo, Clotilde Rosa, algumas das quais lhe foram dedicadas;

Apresentou com frequência recitais integralmente dedicados à música Portuguesa, como a Vianna da Motta, Alfredo Keil, Fernando Lopes-Graça, Bomtempo, Frederico de Freitas, Luis de Freitas Branco, Augusto Machado, etc;

Internacionalmente, como pianista, apresentou-se nos EUA (Nova Iorque,) em Itália, no Brasil, em Macau, Alemanha e Canadá;

Tem sete álbuns gravados, tendo assinado as primeiras interpretações gravadas de obras de compositores como João Domingos Bomtempo ou Alfredo Keil[2], apresentou ao vivo primeiras audições de obras de compositores contemporâneos, como Eurico Carrapatoso, António Victorino de Almeida, Sérgio Azevedo ou Clotilde Rosa, e participou em inúmeros recitais dedicados à música erudita portuguesa, como Vianna da Motta, Alfredo Keil, Fernando Lopes-Graça, Frederico de Freitas, Luís de Freitas Branco ou Augusto Machado. Gabriela Canavilhas possui o Curso Superior de Piano do Escola de Música do Conservatório Nacional, e é licenciada em Ciências Musicais, pela Universidade Nova de Lisboa.

Curriculum político

Desde 2002 colabora com o Partido Socialista, tendo sido candidata à AR pelo círculo eleitoral dos Açores nesse ano.

Considera que a atividade artística é também um ato politico e social. A responsabilidade politica que advém da intervenção social - e a arte é intervenção social – obriga ao compromisso com o serviço publico e à responsabilidade social.

Filha de militar e de uma professora, casada com oficial do exército, foi sempre educada na observância do serviço publico. Dedica-se assim, desde 2004, às politicas culturais e ao serviço publico, remetendo atualmente a atividade pianística para 2º plano.

Na Assembleia da República dedica-se às politicas da Cultura, da Educação e dos Negócios Estrangeiros. Acompanha matérias relacionadas com a atual problemática do Mediterrâneo (pertence à Assembleia Parlamentar do Mediterrâneo), tem sido responsável por vários dossiers relevantes no setor cultural. A título de exemplo refira-se a recente (2017) consignação de 5% do IRS individual dos contribuintes para as associações culturais – lei da sua autoria; a defesa da manutenção da coleção de arte Miró em Portugal – liderou este processo; o alargamento para 20 anos do período para a trasladação de personalidades importantes para o Panteão Nacional; isenção fiscal para doações a Museus da Rede Portuguesa de Museus – lei da sua autoria; legislação para o alargamento da TDT; diversa legislação na área do cinema, a luta, bem sucedida, pela manutenção em Portugal da coleção Miró, entre muitas outras.

A 31 de Março de 2017 apresentou-se como candidata à Presidência da Câmara Municipal de Cascais, encabeçando a lista do Partido Socialista às Eleições Autárquicas 2017 nesse concelho.

Habilitações literárias

  • Licenciatura em Ciências Musicais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da U. Nova de Lisboa.
  • Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional de Lisboa;

 

Atividade em exercício

  • Deputada pelo PS à Assembleia da República
  • Membro do Conselho de Administração da Fundação Oriente – não executivo
  • Membro do Conselho de Administração da Fundação Res Publica
  • Membro do Conselho Geral da Universidade Aberta
  • Membro da Assembleia Municipal de Avis

 

Cargos exercidos

  • Deputada à Assembleia da República na XII Legislatura (2011/2015);
  • Ministra da Cultura do XVIII Governo Constitucional (2009/2011)
  • Diretora Regional da Cultura do X Governo Regional dos Açores (2008/2009);
  • Presidente da Orquestra Metropolitana de Lisboa (2003/2008);
  • Presidente da Academia Superior de Orquestra (2003/2008);
  • Membro do Conselho Diretivo da FLAD.
  • Diretora Artística do Festival MusicAtlântico dos Açores (1999/2008);
  • Professora do Quadro do Conservatório Nacional de Lisboa; 

Prémios e Distinções

  • Insígnia Autonómica de Reconhecimento do Governo Regional dos Açores – 2014
  • Membro da Academia Internacional de Cultura Portuguesa
  • Diploma de Mérito pela Accademia Musicale Chigiana (Siena, Itália) – 1991;
  • 1º Prémio no V Concurso Internacional "Città di Moncalieri" em Turim, Itália – 1990;
  • 1º Prémio em Musica Erudita no Concurso Nacional Cultura e Desenvolvimento promovido pelo Clube Português de Artes e Ideias – 1989;
  • 1º Prémio Dame Ruth Railton – 1976.  Obra publicada
  • Série Documental na SIC Notícias “OBRA PRIMA”, sobre obras de arte dos Museus Portugueses - 2013
  • CD Song and Piano Pieces de Alfredo Keil;
  • CD Música para Clarinete e Piano do séc. XX;
  • CD Evocação, obras portuguesas e brasileiras dos séculos XVIII e XIX;
  • CD Vocalizos, obras portuguesas do século XX;
  • CD Quintetos para Piano e Quarteto de Cordas de J. D. Bomtempo;
  • CD Sonatas para Piano de J. Domingos Bomtempo;
  • CD com obras do repertório histórico do Palácio da Ajuda: Natal na Ajuda; 

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

É casada com o Coronel Eng.º José Manuel Pinheiro Lopes Canavilhas, o qual, sendo Tenente-Coronel, foi agraciado a 9 de Outubro de 1998 com a Medalha da Missão das Nações Unidas para o referendo no Saara Ocidental (MINURSO) da Organização das Nações Unidas,[3] e mãe de Joana da Silveira Ferreira Canavilhas, nascida em 1984.

Referências

  1. «Página do Parlamento» (html). Assembleia da República. 20 de junho de 2011. Consultado em 7 de Junho de 2015. Cópia arquivada em 7 de Junho de 2015 
  2. a b «Página pessoal de Gabriela Canavilhas». Consultado em 22 outubro 2009 
  3. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Estrangeiras». Resultado da busca de "José Manuel Pinheiro Lopes Canavilhas". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 31 de maio de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedida por:
Pinto Ribeiro
Ministra da Cultura
XVIII Governo Constitucional de Portugal
2009 – 2011
Sucedida por:
Francisco José Viegas
(como secretário de Estado da Cultura)
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