Gadus macrocephalus

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Como ler uma infocaixa de taxonomiaBacalhau-do-Pacífico
Gadus macrocephalus.png
Estado de conservação
Espécie não avaliada
Não avaliada
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Gadiformes
Família: Gadidae
Género: Gadus
Espécie: G. macrocephalus
Nome binomial
Gadus macrocephalus
Tilesius, 1810
Sinónimos[1]

Bacalhau-do-Pacífico (Gadus macrocephalus) é um peixe demersal membro da família Gadidae, gênero Gadus, vulgarmente conhecido como bacalhau. Ele vive em águas próximas à superfície do noroeste do Pacífico, principalmente na área da plataforma continental e nas encostas continentais a uma profundidade de até 900 metros. A espécie é pescada de forma comercial e de maneira intensiva.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Os animais têm três barbatanas dorsais separadas e um barbilho na mandíbula inferior. Os indivíduos atingem comprimentos corporais de cerca de um metro, com um peso de 15 kg. Tendem a formar grandes cardumes. Visualmente, a espécie é semelhante ao Bacalhau-do-atlântico. Os biótopos habitados perto da superfície estão localizados ao redor do norte do Pacífico, do Mar Amarelo ao Mar do Estreito de Bering, ao longo das Ilhas Aleutas e ao sul até a cidade de Los Angeles.[2] O bacalhau do Pacífico não realiza migrações tão extensas quanto as espécies do Atlântico, mas se move apenas por curtas distâncias, próximo da costa, ou de uma costa para outra em uma dada região.

Segundo estudos genéticos moleculares do ano de 1999, chegou-se a presunção de que gadus macrocephalus é idêntico à espécie gadus ogac, também conhecida como Bacalhau-da-Groenlândia.[3] Esse estudo trará sérios impactos nas análises da espécie nos próximos anos.

Pesca[editar | editar código-fonte]

A pesca desse tipo de bacalhau vem crescendo constantemente, desde o início da coleta de dados pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).[4]

No nordeste do Pacífico, os principais tipos de equipamentos utilizados são as redes de arrasto, mas também os palangres, troles e as linhas de mão. No Japão e no Mar de Bering, também são utilizadas as redes de cerco dinamarquesas e as redes de arrasto e de popa. As profundidades de maior ocorrência de bacalhau-do-pacífico são geralmente entre 91 e 273 m. Há proporções mais altas de capturas de peixes maiores nas regiões da Colúmbia Britânica e sudeste do Alasca do que no Golfo do Alasca e no Mar de Bering.[5]

Captura global em toneladas do bacalhau do pacífico, de acordo com a FAO, 1950–2010[6]

.

No leste do Mar de Bering, o bacalhau é capturado principalmente na plataforma continental externa (dividida igualmente entre as áreas sudeste e noroeste das Ilhas Pribilof), com as maiores capturas ocorrendo perto da borda da plataforma. O bacalhau do Pacífico possui uma alta taxa de crescimento e alta mortalidade natural. A captura total relatada para esta espécie, segundo dados da FAO, foi em 1999 de 402.244 toneladas. Os países com as maiores capturas foram os EUA (237.679 t) e a Federação da Rússia (101.929 t).[7]


Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Dados da Fishbase.se sobre o Gadus macrocephalus
  2. «FAO Fisheries & Aquaculture - Species Fact Sheets Gadus macrocephalus (Tilesius, 1810)» (em inglês). Consultado em 5 de março de 2020 
  3. Carr, S. M.; Kivlichan, D. S.; Pepin, P.; Crutcher, D. C. (1999). «Molecular systematics of gadid fishes: Implications for the biogeographic origins of Pacific species». Canadian Journal of Zoology. 77: 19–26. doi:10.1139/z98-194 
  4. «FAO Fisheries & Aquaculture - Species Fact Sheets Gadus macrocephalus (Tilesius, 1810)» (em inglês). Consultado em 24 de janeiro de 2016 
  5. «FAO Fisheries & Aquaculture - Species Fact Sheets Gadus macrocephalus (Tilesius, 1810)» (em inglês). Consultado em 24 de janeiro de 2016 
  6. Gadus macrocephalus (Tilesius, 1810) FAO, Species Fact Sheet. Retrieved April 2012.
  7. «FAO Fisheries & Aquaculture - Species Fact Sheets Gadus macrocephalus (Tilesius, 1810)» (em inglês). Consultado em 6 de março de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]