Galiza irredenta

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Galiza irredenta
(Galiza estremeira)
Localização em amarelo
Localización de
Dados
Administração 47 municípios
Comunidades actuais Castela e Leão e Astúrias
Superfície aproximada 3.200 km²
População aproximada 60.000 hab.

A Galiza irredenta ou a Galiza estremeira é a denominação que, desde certos sectores do nacionalismo galego, recebem todos aqueles territórios de língua galega, que na atualidade se encontram fora das fronteiras da Comunidade Autônoma da Galiza, sob a administração de Castela e Leão e Astúrias, porém estes territórios formavam parte do antigo Reino da Galiza. Vinculados linguística, cultural e tradicionalmente a Galiza, neles existem pessoas com uma reivindicação histórica [1] de pertencimento à cultura galega e em alguns casos de anexação ou reincorporação na própria Galiza.[2]

Geografía[editar | editar código-fonte]

A Galiza irredenta é um território em forma de franja, de aproximadamente 175 quilômetros de comprido e de 15 a 30 de largura, situada pelas terras mais ocidentais das atuais províncias de Leão e Zamora, na Comunidade autônoma de Castela e Leão, assim como as câmaras municipais mais ocidentais do Principado das Astúrias, situados entre o rio Ribadeo e o rio Frexulfe (próximo do rio Navia). Apesar das diferenças administrativas entre as diversas zonas desta comprida faixa, todas têm em comum uma língua e, portanto, em boa parte uma cultura que partilham ainda hoje com a Galiza autônoma.

Tradicionalmente vem-se dividindo ou agrupando estes territórios em três partes: Eo-Navia, Bierzo e Portelas / Seabra. Se bem que, recentemente apareceu uma nova proposta de regionalização destes territórios por parte de uma organização política que divide estes territórios em cinco comarcas: Terra do Navia-Eo, Vale do Ibias, o Bierzo, a Cabreira e a Seabra. Analisamos aqui as diferentes comarcas atendendo à primeira divisão por ser a mais estendida e conhecida.

Notas e referências

  1. FERNÁNDEZ REI. Discurso titulado Ramón Cabanillas, Manuel Antonio e o mar da Arousa na súa entrada na RAG.
  2. LÓPEZ MIRA, A.X. (1998), A Galicia irredenta, Xerais.