General Maynard

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General Maynard
  Município do Brasil  
Símbolos
Brasão de armas de General Maynard
Brasão de armas
Hino
Gentílico mainardense[1]
Localização
Localização de General Maynard em Sergipe
Localização de General Maynard em Sergipe
General Maynard está localizado em: Brasil
General Maynard
Localização de General Maynard no Brasil
Mapa de General Maynard
Coordenadas 10° 41' 15" S 36° 57' 08" O
País Brasil
Unidade federativa Sergipe
Municípios limítrofes Carmópolis, Rosário do Catete e Santo Amaro das Brotas
Distância até a capital 45 km
História
Fundação 1963 (57 anos)
Aniversário 21 de novembro de 1963
Administração
Prefeito(a) Valmir de Nira (PSD, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [3] 20,221 km²
População total (IBGE/2010[4]) 2 914 hab.
Densidade 144,1 hab./km²
Clima Tropical Úmido, Sub-Úmido[2] (As´)
Altitude 13 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[5]) 0,645 médio
PIB (IBGE/2008[6]) R$ 15 035,078 mil
PIB per capita (IBGE/2008[6]) R$ 5 253,35
Outras informações
Padroeiro(a) São João Batista

General Maynard é um município brasileiro do estado de Sergipe.Localiza-se no leste do estado. O nome é em homenagem ao General Augusto Maynard Gomes, governador e senador por duas vezes por Sergipe. É o menor município do estado.

História[editar | editar código-fonte]

Existem duas versões para explicar a ocupação do território que hoje pertence ao município: na primeira delas, segundo estórias populares, o povoado "Marcação" (que viria a se tornar General Maynard) surgiu no início do século XIX, na divisa entre as terras de Japaratuba com o Catete, às margens do rio Papatu (atual Japaratuba); na época o local era ponto de encontro de tropeiros que viajavam por Santo Amaro, Laranjeiras, Maruim, Aracaju e Propriá; daí o nome "Marcação". A localidade não era desabitada pois existiam vários engenhos de açúcar, mas foram os moradores dos municípios vizinhos, que chegavam pela estrada até a marcação dos tropeiros quem formaram a primeira povoação, construindo seus casebres à margem dessa estrada. Em outra versão descrita por historiadores, o povoado Marcação teve início no final do século XVIII, na fase de ascensão do açúcar; o rico solo da região atraiu fazendeiros para o cultivo da cana-de-açúcar, os trabalhadores das fazendas e engenhos se instalaram nas proximidades atraindo ainda pequenos comerciantes para a localidade.

No início do século XX a localidade era relativamnete desenvolvida, em 1917 foi criada a primeira escola pública; em 1921 o padre João de Deus tomou a frente na construção da Igreja Matriz dedicada a São João Batista. Antes mesmo da construção da igreja já havia uma cruz de madeira (o Cruzeiro) em frente ao seu terreno, ninguém sabe ao certo que a construiu, se fiéis ou jesuítas da região, mas a mesma deu origem a uma festa tradicional na região, a "Festa do Cruzeiro".

A localidade Marcação pertencia ao município de Rosário do Catete e era bastante populoso à época de sua emancipação (cujos motivos foram políticos); a divisão de votos entre lideranças políticas era o grande motivo da criação de vários municípios nessa época, e Marcação que geralmente decidia as eleições de Rosário do Catete não foi exceção. Acatado pela Assembleia Legislativa Estadual e sancionado pelo Governo estadual foi elevado à categoria de município com a denominação de General Maynard, pela lei estadual nº 1229, de 21 de novembro de 1963, desmembrado de Rosário do Catete. O nome do município foi uma homenagem a Augusto Maynard Gomes, general do exército brasileiro, nascido no Engenho Campo Redondo em Marcação que foi interventor, governador e senador por Sergipe. Na época seus moradores ficaram revoltados por não terem sidos consultados a respeito da mudança do nome da cidade.

Somente nas décadas de 50 e 60 do século XX é que outros marcos de desenvolvimento chegaram à região, como a energia elétrica e a caixa D´água municipal, o primeiro posto médico, o mercado municipal e o posto policial.[1][2][7]

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município apresenta temperatura média anual de 25 °C e precipitação média de chuvas de 1400mm/ano, mas intensos no período de março a agosto (outono-inverno). Seu relevo é representado por colinas, áreas tabulares, e relevo plano formado por depósitos sedimentares costeiros e das bacias da região; com vegetação de capoeira, caatinga e mata. O município encontra-se na bacia do rio Japaratuba, com o Riachão e o Siriri como outros principais rios da região.[2]

Economia[editar | editar código-fonte]

As principais receitas do município são geradas pela agricultura (coco e principalmente a cana-de-açúcar), pecuária (bovinos e eqüinos), avicultura (galináceos) e mineração (exploração de petróleo e gás). De localização pouco privilegiada e distante do acesso à BR 101, O município tem apresentado um desenvolvimento lento nos últimos anos, os grandes produtores agrícolas e pecuaristas sequer residem na cidade, seus habitantes em parte se empregam na prefeitura do município ou comércio e serviços de Carmópolis.[2][7]

Atrações[editar | editar código-fonte]

  • Festa do Cruzeiro (6 de março)
  • Festas Juninas
  • aniversario da cidade (21 de novembro)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Acervo Biblioteca IBGE, Acervo documentação territorial: General Maynard.
  2. a b c d Projeto Cadastro da Infra-Estrutura Hídrica do Nordeste, Diagnóstico do Município de General Maynard, 2002.
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 26 de agosto de 2013 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  7. a b [CINFORM - História dos Municípios. Edição Histórica. Globo Cochrone. 2002
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