Genocídio cambojano

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Genocídio cambojano é como ficou conhecido o processo de assassinato em massa promovido no Camboja pelo regime do Khmer Vermelho, liderado por Pol Pot, entre 1975 e 1979.[1] Estima-se que, em quatro anos, foram executados cerca de 1,7 a 2 milhões de pessoas — cerca de 25% da população da época — alguns sendo membros do governo anterior (de Lon Nol), servidores públicos, militares, policiais, professores, vietnamitas, líderes cristãos e muçulmanos, pessoas da classe média e com boa formação escolar.

Surgido por volta de 1969, o Khmer Vermelho era uma pequena guerrilha comunista composta por cerca de 4 mil membros e atacava postos militares isolados.[2] Posteriormente, em 1975, os aliados de Pol Pot tomaram Phnom Penh, a capital cambojana, e expulsando Lon Nol, o primeiro-ministro do país. Pol Pot e o Khmer Vermelho uniu-se a China e invadiu o Vietnam. Em represália, o regime só teve seu fim no começo de 1979, com a invasão de forças vietnamitas aliadas aos dissidentes de Pol Pot.[3] [4]

Vítimas do Khmer Rouge

Desde 1997, o governo do Camboja e a ONU negociam a criação de um tribunal para o julgamento dos membros do regime de Pol Pot, o Khmer Vermelho. Em junho de 2000, a ONU e o governo do Camboja apresentam um memorando de acordo em que de delineava "tribunal nacional com presença internacional".[5] Em 1996, sob assédio das forças de coalizão de governo, os guerrilheiros começaram a desertar e o grupo se dividiu. Son Sen, o substituto de Pol Pot, ensaiou negociar a paz — e, por isso, acabou executado, junto com toda sua família. Em meio à desordem, Pol Port fugiu, acompanhado com seus fiéis seguidores. Logo foi capturado por Ta Mok, um antigo líder do Khmer Vermelho, submetido a um julgamento-espetáculo na selva e condenado à prisão perpétua. Na noite de 16 de abril de 1998, Pol Pot foi encontrado misteriosamente morto, quando estava prestes a ser entregue à corte e ao julgamento.[6]

Referências

  1. Bazelaire 2004, pp. 41.
  2. Escobar 1997, pp. 320.
  3. Furiati 2002, pp. 556.
  4. Mendes 1999, pp. 270.
  5. Machado 2004, pp. 123.
  6. Magnoli 2013.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bazelaire, Jean-Paul; Cretin, Thierry (2004). A justiça penal internacional: sua evolução, seu futuro de Nuremberg a Haia (Barueri, São Paulo: Editora Manole Ltda). ISBN 8520417124. 
  • Escobar, Pepe (1997). 21 O Século da Ásia (São Paulo - SP: Editora Iluminuras Ltda). ISBN 8573210532. 
  • Furiati, Claudia (2002). Fidel Castro: uma biografia consentida 4ª ed. (Rio de Janeiro - RJ: Editora Revan). ISBN 8571062765. 
  • Machado, Maíra Rocha; Cabral de Mello, Evaldo (2004). A outra independência: o federalismo pernambucano de 1817 a 1824 (São Paulo - SP: Editora 34). ISBN 8573263113. 
  • Magnoli, Demétrio (2003). A vida louca dos revolucionários (Rio de Janeiro - RJ: Leya). ISBN 8580449332. 
  • Mendes, Pedro Rosa (1999). Baía dos tigres reimpressão ed. Leya [S.l.] ISBN 9722016644. 
Ícone de esboço Este artigo sobre o Camboja é um esboço relacionado ao Projeto Ásia. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.