Gentil de Valadares

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Gentil Maria das Dores Valadares Seixas nascido em Chaves, 25 de Fevereiro de 1916, falecido em Alvor, a 17 de Setembro de 2006, foi um poeta português.

“Faço versos pela mesma razão que a brasa dá calor, a nuvem humidade...”

Gentil de Valadares já fazia poesia aos dezasseis anos. Muito cedo ficou órfão de mãe. O seu pai era militar. Desde cedo a sua vida ficou marcada pela rebeldia, pela leitura de heróis românticos e pela paixão da escrita.

Com vinte e um anos de idade, no Alentejo, assistiu a acontecimentos da guerra civil de Espanha que o marcaram, e à acção humanista do seu pai, Tenente Seixas, que salvou centenas de refugiados espanhóis, perseguidos até à fronteira, onde ficavam encurralados.

Trabalhou na Fazenda Pública durante mais de quarenta anos mas é na poesia que se exprime profundamente. Recorrendo a vários formalismos e estilos, o seu sentir poético expressou-se em soneto, quadra popular, verso alexandrino e dissilábico, lengalenga, epitalâmio, acróstico, pastiche; acerca do amor, do bucolismo, da saudade, da ironia, da vida e da morte.

Em verso e prosa, escreveu dez livros e ainda vários opúsculos, num total de 24 volumes, dos quais foram publicadas apenas oito obras. Tornou-se membro da Associação Portuguesa de Escritores.

Escreveu em jornais como "A Terra Minhota" durante mais de cinquenta anos.

Devotou grande afecto a Monção, dedicando-lhe vários títulos.

Em plena guerra colonial (1964), é considerado “poeta traidor” pela publicação do seu poema "Coração"

De convicções idealistas, foi detido pela PIDE, por encabeçar uma homenagem nacional ao escritor Ferreira de Castro.

Conheceu Guerra Junqueiro e Aquilino Ribeiro e teve por amigos diversos homens de letras.