Catar

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Geografia do Catar)
Ir para: navegação, pesquisa
Ambox important.svg
Foram assinalados vários aspectos a serem melhorados nesta página ou secção:
دولة قطر
Dawlat Qaṭar

Estado do Catar
Flag of Qatar.svg
Emblem of Qatar.svg
Bandeira Brasão de armas
Hino nacional: As Salam al Amiri
Gentílico: catarense; catari; catariano

Localização de {{{nome_pt}}}

Capital Doha
Cidade mais populosa Doha
Língua oficial árabe
Governo Monarquia absoluta
 - Emir Tamim bin Hamad al-Thani
 - Primeiro-ministro Abdullah bin Nasser bin Khalifa Al Thani
Independência do Reino Unido 
 - Data 3 de setembro de 1971 
Área  
 - Total 11 437 km² (159.º)
 Fronteira Arábia Saudita
População  
 - Estimativa de 2013 1,903,447[1] hab. 
 - Censo 2010 1,699,435[2] hab. 
 - Densidade 146 hab./km² 
PIB (base PPC) Estimativa de 2014
 - Total US$ 323,191 bilhões *[3]  
 - Per capita US$ 144 426[3]  
PIB (nominal) Estimativa de 2014
 - Total US$ 212,013 bilhões *[3]  
 - Per capita US$ 94 743[3]  
IDH (2014) 0,850 (32.º) – muito elevado[4]
Moeda Rial (QAR)
Fuso horário AST (UTC+3)
 - Verão (DST) (não observado) (UTC+3)
Cód. Internet .qa, قطر.
Cód. telef. +974

Mapa de {{{nome_pt}}}

Catar[5] ou Qatar[6] [7] [8] (ver secção de etimologia) (pronunciado em português europeu [kaˈtaɾ][nota 1] ; pronunciado em português brasileiro [kaˈtaʁ]; em árabe: قطر‎, transcr.: Qatar, pronunciado em árabe: [ˈqɑtˤɑr], pronunciado coloquialmente: [ɡɪtˤɑr]) é um país árabe, conhecido oficialmente como um emirado do Oriente Médio, ocupando a pequena Península do Catar na costa nordeste da Península Arábica. Faz fronteira com a Arábia Saudita ao sul, e o Golfo Pérsico envolve o resto do país. Um estreito do Golfo Pérsico separa o Catar da nação insular vizinha, o Bahrein.

O Catar é um emirado absolutista e hereditário comandado pela Casa de Thani desde meados do século XIX. As posições mais importantes no país são ocupadas por membros ou grupos próximos da família al-Thani. Em 1995, o xeque Hamad bin Khalifa Al Thani tornou-se emir após depor seu pai, Khalifa bin Hamad al Thani, em um golpe de Estado​​.[9]

Foi um protetorado britânico até ganhar a independência em 1971. Desde então, tornou-se um dos estados mais ricos da região, devido às receitas oriundas do petróleo e do gás natural (possui a terceira maior reserva mundial de gás)[10] [11] . Antes da descoberta do petróleo, sua economia era baseada principalmente para a extração de pérolas e comércio marítimo. Atualmente, lidera a lista dos países mais ricos do mundo pela revista Forbes[10] e de países com maior desenvolvimento humano no mundo árabe.[12] Desde a primeira Guerra do Golfo, tem sido um importante aliado militar dos Estados Unidos da América e atualmente abriga a sede do Comando Central da superpotência na região.[13]

Com uma população estimada em 1,9 milhões de habitantes, apenas 250 mil são nativos catarianos. Os demais são trabalhadores estrangeiros,[14] especialmente de outras nações árabes (13%), Subcontinente indiano (Índia 24%, Nepal 16%, Bangladesh 5%, Paquistão 4%, Sri Lanka 2%), Sudeste Asiático (Filipinas 11%) e demais países (7%).[15] Também é um dos poucos países do mundo em que seus cidadãos não pagam impostos.[16]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome Catar deriva de Qatara, que se acredita referir à antiga cidade de Zubarah, um importante porto comercial e cidade da região. A palavra "Qatara" aparece pela primeira vez num mapa do mundo árabe de Ptolomeu.

Em língua portuguesa o uso oscila entre a transcrição internacional Qatar e o aportuguesamento Catar (que se pronuncia exatamente da mesma forma, i.e., com tónica na última sílaba — oxítona — e com o "a" aberto na primeira: [kaˈtaɾ] em português europeu e [kaˈtaʁ] em português brasileiro).

Em árabe padrão o nome قطر‎ é pronunciado [ˈqɑtˤɑr], enquanto que localmente se pronuncia [ɡɪtˤɑr].

Os gentílicos do Catar são catarense e catariano.[nota 2] Existe também a alternativa catari, registada no Vocabulário da Academia Brasileira de Letras e no Dicionário Priberam (a par dos anteriores). Formas como qatarense, qatariano ou qatari não se encontram atestadas nas fontes, sendo o seu uso respeitante a questões de coerência com o uso da forma internacional "Qatar".

História[editar | editar código-fonte]

Pré-história e domínio islâmico[editar | editar código-fonte]

A habitação humana do Catar remonta há 50 mil anos.[17] Assentamentos e ferramentas que remontam à Idade da Pedra foram descobertos na península.[17] Artefatos da Mesopotâmia originários do período de al-Ubaid (ca. 6500-3 800 a.C.) foram descobertos em assentamentos costeiros abandonados.[18]

O Catar era descrito como um famoso centro de criação de cavalos e camelos durante o período do Califado Omíada.[19] No século VIII, a região começou a ser beneficiada por sua posição comercial estratégica no Golfo Pérsico e tornar-se-ia um centro de negociação de pérolas.[20] [21] O desenvolvimento substancial na indústria de pérolas em torno da península do Catar ocorreu durante a era do Califado Abássida.[19] Navios viajando de Baçorá para Índia e China faziam escalas nos portos do Catar durante este período. Peças de porcelana chinesa, moedas da África Ocidental e artefatos de Tailândia foram descobertas no Catar.[22]

Grande parte da Arábia Oriental era controlada pelo usfuridas em 1253, mas o controle da região foi apreendido pelo príncipe de Ormuz em 1320.[23] As pérolas do Catar forneciam ao reino uma das suas principais fontes de renda.[24] Em 1515, Manuel I de Portugal tornou o Reino de Ormuz um Estado vassalo. O Reino de Portugal passou a controlar uma parcela significativa da Arábia Oriental em 1521.[24] [25] Em 1550, os habitantes de al-Hasa se colocaram voluntariamente sob domínio do Império Otomano, preferindo-o em relação ao Império Português.[26] Depois de ter mantido um presença militar insignificante na área, os otomanos foram expulsos pela tribo Bani Khalid em 1670.[27]

Domínio otomano e britânico[editar | editar código-fonte]

Sob pressão militar e política do governador do otomano Midate Paxá, o governante tribal al-Thani submeteu-se ao domínio otomano em 1871.[28] O governo otomano impôs medidas reformistas (Tanzimat) em matéria de impostos e de registro de terras para integrar plenamente estas áreas ao império.[28] Apesar da desaprovação de tribos locais, al-Thani continuou apoiando o domínio otomano. No entanto, as relações catari-otomanas estagnaram e em 1882 ela sofreu novos retrocessos quando os otomanos se recusaram a ajudar al-Thani em sua expedição para Al Khor, então ocupado por Abu Dhabi. Além disso, os otomanos apoiavam Mohammed bin Abdul Waha, que tentou suplantar al-Thani como o caimacã do Catar em 1888.[29] Isto conduziu al-Thani a se rebelar contra os otomanos, a quem ele acreditava que tentavam usurpar o controle do península. Ele renunciou ao cargo de caimacã e parou de pagar impostos ao império em agosto de 1892.[30]

O Império Otomano caiu em desordem depois de perder batalhas em diferentes frentes no teatro de operações do Oriente Médio da Primeira Guerra Mundial. O Catar também participou da Revolta Árabe contra os otomanos. A revolta foi bem sucedida e o domínio otomano no país diminuiu ainda mais. O Reino Unido e o Império Otomano reconheceram o xeique Abdulá ibne Jassim al-Thani e o direito de seus sucessores de governar sobre toda a Península do Catar. Os otomanos renunciaram a todos os seus direitos sobre a região e, após a eclosão da Primeira Guerra Mundial, al-Thani (que era pró-britânico) obrigou-os a abandonar Doha em 1915.[31]

Como resultado da divisão do Império Otomano, o Catar tornou-se um protetorado britânico em 3 de novembro de 1916. Nesse dia, o Reino Unido assinou um tratado com onde o xeique al-Thani concordava em não criar quaisquer relações com qualquer outra potência sem o consentimento prévio do governo britânico. Em troca, o Império Britânico garantiria a proteção do Qatar de toda a agressão por mar.[31] Em 5 de maio de 1935, al-Thani assinou outro tratado com o governo britânico que concedeu a proteção Qatar contra ameaças internas e externas.[31] As reservas de petróleo foram descobertas pela primeira vez em 1939. No entanto, a exploração foi adiada pela Segunda Guerra Mundial.[31]

A esfera de influência dos britânicos começou a diminuir após a Segunda Guerra Mundial, particularmente após a independência da Índia e do Paquistão, em 1947. Na década de 1950, o petróleo começou a substituir as pérolas e a pesca como a principal fonte de receita do Catar. Os lucros do petróleo começaram a financiar a expansão e a modernização da infraestrutura local. A pressão para uma retirada britânica dos emirados árabes no Golfo Pérsico aumentaram durante os anos 1950. Quando o Reino Unido anunciou oficialmente, em 1968, que em três anos deixaria de controlar politicamente o Golfo Pérsico, o Catar juntou-se ao Bahrein e sete outros Estados em uma federação. Disputas regionais, no entanto, rapidamente compeliram o país a declarar a independência da coalizão, que acabaria por evoluir para os Emirados Árabes Unidos.

Independência[editar | editar código-fonte]

Em 3 de setembro de 1971, o Catar conquistou oficialmente a sua independência do Reino Unido e se tornou um Estado soberano.[32] O governo então decidiu voltar ao realizar o abastecimento de armas para os franceses; essa ligação seria reforçada ao longo do tempo e os franceses se tornariam seu maior fornecedor no novo milênio.[33] Em 1972, o califa bin Hamad al-Thani tomou o poder em um golpe palaciano durante um período de discórdia na família governante. Em 1974, a Qatar Geral Petroleum Corporation assumiu o controle de todas as operações de petróleo no país e o Catar rapidamente cresceu em riqueza.[34] O depósito de gás natural do Campo Norte, então a maior do mundo, foi descoberto por volta de 1976[33] e o país foi um dos primeiros a ter embarcações de gás natural liquefeito.[35]

Em 1991, o Catar desempenhou um papel significativo na Guerra do Golfo, particularmente durante a batalha de Khafji na qual os tanques do país prestarão apoio para unidades da Guarda Nacional da Arábia Saudita, que estava enfrentando o exército iraquiano. O Catar permitiu tropas do Canadá, que eram parte da coalizão internacional, usassem o país como uma base aérea e também permitiu que forças aéreas dos Estados Unidos e da França operassem em seus territórios.[17]

Geografia[editar | editar código-fonte]

O país ocupa toda a península de Catar, na costa noroeste da península Arábica, junto ao Golfo Pérsico. O clima é seco e quente, e o território é plano e desértico.

O seu fuso horário é +3h. Ocupa uma área de 11.437 km². O seu clima é árido tropical. Os municípios mais populosos são Doha (com 796.947 habitantes), Al Rayyan (com 455.623 habitantes) e Al Wakrah (com 141.222 habitantes) (dados do censo realizado em 2010).

Demografia[editar | editar código-fonte]

A população do Catar foi estimada pelo censo[36] realizado pela QSA (Qatar Statistics Authotity) em 2010 em 1.699.435 habitantes. O censo mostra, ainda, que grande parte da população se concentra nos municípios de Doha e Al Rayyan, que juntas, apresentam 74% dos habitantes do país.

Além disso, o censo realizado em 2010 destaca importantes dados com relação à população do Catar:

  • De 2004 a 2010 a população total aumentou 124%.
  • A proporção da população, por sexo, é: 75,6% masculina, 24,4% feminina.
  • Em Doha, a densidade demográfica é de 3.394 por quilômetro quadrado.
  • Quase metade da população vive em Doha, que conta com 796.947 habitantes.

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Governo e política[editar | editar código-fonte]

Hamad bin Khalifa, emir do Catar entre 1995 e 2013.[37]

Sob a liderança da família Al Thani, cuja origem pode ser rastreada até a tribo Banu Tamim, o Catar têm sido governado desde que a Casa de Thani foi estabelecida, em 1825. Não há legislatura independente, e os partidos políticos são proibidos. As eleições parlamentares, que foram originalmente prometidas para 2005, acabaram adiadas indefinidamente.

O oitavo Emir do Qatar é Tamim bin Hamad Al Thani, cujo pai Hamad bin Khalifa Al Thani entregou o poder a ele em 25 junho de 2013. O chanceler supremo possui o poder exclusivo de nomear e destituir o primeiro-ministro e ministros, que, juntos, compõem o Conselho de Ministros, que é a autoridade executiva suprema no país. O Conselho de Ministros também inicia a legislação. As leis e decretos propostas pelo Conselho de Ministros, são encaminhadas ao Conselho Consultivo (Majlis al-Shura) para discussões, sendo posteriormente submetidas ao Emir para ratificação.

A Assembleia Consultiva, ou Majlis al-Shura, tem autoridade legislativa limitada para elaborar e aprovar leis, mas o Emir possui a palavra final em todas as questões. Nenhuma eleição legislativa tem sido realizada desde 1970, quando ocorreram eleições parciais para o corpo. As eleições para o Majlis al-Shura foram anunciadas, e depois adiadas por diversas vezes. Em 2011, o sétimo Emir anunciou que as eleições para o conselho seriam realizadas no segundo semestre de 2013.

Em 2003, o Catar adotou uma nova constituição, que previa a eleição direta de 30 dos 45 membros do Conselho Consultivo.[38] Desde 2012, o conselho é composto inteiramente por membros nomeados pelo Emir. Os 29 membros eleitos do Conselho Central Municipal (CMC) têm autoridade consultiva limitada, destinada a melhorar os serviços municipais. O CMC faz recomendações ao Ministério dos Negócios Municipais e Agricultura. As discordâncias entre o CMC e o Ministério podem ser levadas ao Conselho de Ministros para resolução. As eleições municipais estão marcadas para cada quatro anos. As eleições mais recentes para o Conselho ocorreram em maio de 2011. Antes de 1999, os membros do CMC eram nomeados pelo governo.

Forças armadas[editar | editar código-fonte]

As forças armadas do Catar são constituídas de Exército, Marinha e Força Aérea. O Catar desempenha um papel importante nos esforços de defesa coletiva do Conselho de Cooperação do Golfo. A presença de uma grande base militar norte-americana no país oferece uma fonte garantida de defesa e segurança nacional. Em 1991, o Catar participou da Batalha de Khafji com um batalhão. Mais recentemente, em 2011, participou da intervenção militar na Líbia.[39]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Subdivisões do Catar

O Catar está dividido em 10 municípios (muhafazat; singular: muhafazah):

  1. Ad Dawhah
  2. Al Ghuwariyah
  3. Al Jumaliyah
  4. Al Khawr
  5. Al Wakrah
  6. Ar Rayyan
  7. Jariyan al Batnah
  8. Madinat ash Shamal
  9. Umm Salal
  10. Mesaieed
Municipalities of Qatar.svg

Economia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Economia do Catar
Gráfico das principais exportações do Catar (em inglês)
Doha, a capital e centro financeiro do país

O Catar tem experimentado um rápido crescimento econômico ao longo dos últimos anos graças aos elevados preços do petróleo e em 2008 publicou seu oitavo superávit orçamentário consecutivo. A política econômica é focada no desenvolvimento não associado às reservas de gás natural e em aumentar o investimento privado e estrangeiro em setores não-energéticos, mas o petróleo e o gás ainda representam mais de 50% do PIB do país, cerca de 85% das receitas de exportação e 70% das receitas do governo.

O petróleo e o gás deixaram o país com a segunda maior renda per capita — a seguir ao Liechtenstein — e com um dos mais rápidos crescimentos econômicos do mundo. As reservas descobertas de petróleo, estimadas em 15 bilhões * de barris (2,4 km³), deverá permitir a continuação da produção nos níveis atuais por mais 37 anos. As reservas descobertas de gás natural do Catar são de cerca de 26 trilhões de metros cúbicos, cerca de 14% das reservas totais do mundo e a terceira maior reserva do planeta.

Antes da descoberta do petróleo, a economia da região do Catar era centrada na pesca e na extração de pérolas. Após a introdução da pérola japonesa cultivada no mercado mundial em 1920 e 1930, a indústria de pérolas do Catar entrou em declínio. No entanto, a descoberta de petróleo, no início dos anos 1940, transformou completamente a economia do Estado. Agora, o país tem um alto padrão de vida, com muitos serviços sociais oferecidos aos seus cidadãos e todas as comodidades de qualquer Estado moderno.

O rendimento nacional do Catar deriva principalmente das exportações de petróleo e gás natural. O país tem vastas reservas de petróleo,enquanto as reservas de gás da gigante do Campo Norte, que fica na fronteira com o Irã e é quase tão grande quanto a própria península onde se localiza o país, são estimados entre 2 300 km³ e 23 000 km³ (que equivale a cerca de 80 milhões de barris [13 milhões m³] de petróleo. O Catar é muitas vezes referido como a Arábia Saudita do gás natural. A riqueza e o padrão de vida do Catar se comparam com os dos Estados da Europa Ocidental, tendo o país o maior PIB per capita no mundo árabe de acordo com o Fundo Monetário Internacional (2006)[40] e o maior PIB per capita (com base na paridade do poder de compra) no mundo segundo o CIA World Factbook. Com nenhum imposto de renda, Catar, juntamente com o Bahrein, é um dos países com as menores taxas de impostos do mundo.

Enquanto o petróleo e o gás permanecerão, provavelmente por algum tempo ainda, como sendo a espinha dorsal da economia do Catar, o país pretende estimular o setor privado e desenvolver uma "economia baseada no conhecimento". Em 2004, o governo estabeleceu o "Parque Científico e Tecnológico do Catar" para atrair e manter empresas de base tecnológica e empresários do exterior no Catar. O país também criou a "Cidade da Educação", que consiste em campi de universidades internacionais. Para os 15º Jogos Asiáticos em Doha, foi construída a "Cidade dos Esportes de Doha", que consiste no estádio Khalifa, no ASPIRE Dome, centros aquáticos, centros de exposições e de muitos outros esportes e centros de edifícios relacionados. Após o sucesso dos Jogos Asiáticos, Doha foi postulante a candidata para os Jogos Olímpicos de Verão de 2016,mas foi eliminada em agosto de 2008.[41] Catar também planos para construir uma "cidade do entretenimento" no futuro.

A340 da Qatar Airways. A empresa conecta mais 100 lugares ao redor do mundo ao seu hub, em Doha

O Catar pretende se tornar um modelo em transformação econômica e social na região. O investimento em larga escala em todos os setores sociais e econômicos também levam ao desenvolvimento de um mercado financeiro forte. O "Centro Financeiro do Catar" (CRC) oferece às instituições financeiras com os serviços de classe mundial em investimento, margem e empréstimos sem juros, e apoio ao capital. Estas plataformas estão situados em uma economia baseada no desenvolvimento de seus recursos de hidrocarbonetos, mais especificamente a sua exportação de petróleo. Ela foi criada com uma perspectiva de longo prazo para apoiar o desenvolvimento do Catar e da região, desenvolvendo os mercados locais e regionais e reforçando os laços entre as economias baseadas em energia e entre os mercados financeiros globais.

Além do Catar em si, que precisa levantar capital para financiar projetos de mais de US$ 130 bilhões, o CRC também oferece um canal para as instituições financeiras para o acesso de quase US$ um trilhão * de investimentos que se estendem ao longo do GCC (Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo) como um todo durante a próxima década.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Mídia e comunicação[editar | editar código-fonte]

Redação do canal de notícias catariano Al Jazeera

Críticas ao emir na mídia é ilegal: de acordo com o artigo 46 da Lei de Imprensa do país, "O emir do Estado do Qatar não deve ser criticado e nenhuma declaração pode ser atribuída a ele a não ser sob uma permissão por escrito do gerente de seu escritório."[42] Para a Freedom House, a imprensa do Catar "não é livre".[43]

Em 1996, o governo lançou a rede de televisão Al Jazeera, com sede principal em Doha, no Catar. Inicialmente com um canal de notícias em árabe, desde então se expandiu para vários canais de televisão especializados, tornando a rede mundialmente famosa.

A mídia impressa tem se expandido, com mais de três jornais em língua inglesa e títulos em língua árabe. O grupo Oryx Advertising é a maior editora do Catar, responsável pelas publicações das revistas Qatar Today (única revista mensal de negócios em inglês),Qatar Al Youm (a única revista mensal de negócios em árabe), Woman Today (única revista para trabalhadores do sexo feminino) e GLAM (primeira revista internacional de moda no país).[44] [45] Com o advento das mídias sociais, portais de notícias on-line como Gulf Times Online e Qatar Chronicle ganharam popularidade entre o público no Catar.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Esportes[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2010 o país foi escolhido como sede da Copa do Mundo FIFA de futebol em 2022 e no ano seguinte sediou a Copa da Ásia de Futebol masculino pela segunda vez em sua história.[46]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Pronúncia errónea: [kɐˈtaɾ].
  2. O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, remete de catarense para catariano, depreendendo-se uma preferência pelo segundo. De forma contrária, o Dicionário Priberam, remete de catariano para catarense.

Referências

  1. «Population structure». Qatar Statistics Authority. 31 January 2013. 
  2. «Populations». Qsa.gov.qa. Consultado em 2-10-2010. 
  3. a b c d Fundo Monetário Internacional (FMI), : (Outubro de 2014). «World Economic Outlook Database». Consultado em 29 de outubro de 2014. 
  4. «Human Development Report 2015» (PDF) (em inglês). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 14 de dezembro de 2015. Consultado em 24 de dezembro de 2015. 
  5. Dicionários e vocabulários ortográficos:
  6. Tratado de Proibição Completa dos Testes Nucleares.
  7. Declaração Conjunta do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Presidente da República do Chile, Michelle Bachelet Jeria
  8. «Qatar 1995 Coup». UNHCR. Consultado em 23 March 2011. 
  9. a b Beth Greenfield (18 April 2012). «World's Richest Countries». Forbes. Consultado em 2013-01-22. 
  10. Qatar - Gas Exporting Countries Forum
  11. «Indices & Data | Human Development Reports». United Nations Development Programme. 2013-03-14. Consultado em 2013-06-27. 
  12. A política externa do Catar é sustentável? - Epoch Times, 14 de julho de 2012
  13. «World Report 2012». Human Rights Watch. 2010-12-02. Consultado em 2013-06-27. 
  14. «US State Department Qatar Page». US State Department. 
  15. «General Taxes of Qatar». Consultado em 01 de junho de 2014. 
  16. a b c Toth, Anthony. "Qatar: Historical Background." A Country Study: Qatar (Helen Chapin Metz, editor). Library of Congress Federal Research Division (January 1993). This article incorporates text from this source, which is in the public domain.
  17. Khalifa, Haya; Rice, Michael (1986). Bahrain Through the Ages: The Archaeology Routledge [S.l.] pp. 79, 215. ISBN 978-0710301123. 
  18. a b Rahman, Habibur (2006). The Emergence Of Qatar Routledge [S.l.] p. 34. ISBN 978-0710312136. 
  19. A political chronology of the Middle East Routledge / Europa Publications [S.l.] 2001. p. 192. ISBN 978-1857431155. 
  20. Page, Kogan (2004). Middle East Review 2003-04: The Economic and Business Report Kogan Page Ltd [S.l.] p. 169. ISBN 978-0749440664. 
  21. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas fromherz
  22. Larsen, Curtis (1984). Life and Land Use on the Bahrain Islands: The Geoarchaeology of an Ancient Society (Prehistoric Archeology and Ecology series) University of Chicago Press [S.l.] p. 54. ISBN 978-0226469065. 
  23. a b Althani, Mohamed (2013). Jassim the Leader: Founder of Qatar Profile Books [S.l.] p. 16. ISBN 978-1781250709. 
  24. Gillespie, Carol Ann (2002). Bahrain (Modern World Nations) Chelsea House Publications [S.l.] p. 31. ISBN 978-0791067796. 
  25. Anscombe, Frederick (1997). The Ottoman Gulf: The Creation of Kuwait, Saudia Arabia, and Qatar Columbia University Press [S.l.] p. 12. ISBN 978-0231108393. 
  26. Potter, Lawrence (2010). The Persian Gulf in History Palgrave Macmillan [S.l.] p. 262. ISBN 978-0230612822. 
  27. a b Rogan, Eugene; Murphey, Rhoads; Masalha, Nur; Durac, Vincent; Hinnebusch, Raymond (November 1999). «Review of The Ottoman Gulf: The Creation of Kuwait, Saudi Arabia and Qatar by Frederick F. Anscombe; The Blood-Red Arab Flag: An Investigation into Qasimi Piracy, 1797–1820 by Charles E. Davies; The Politics of Regional Trade in Iraq, Arabia and the Gulf, 1745–1900 by Hala Fattah». British Journal of Middle Eastern Studies [S.l.: s.n.] 26 (2): 339–342. doi:10.1080/13530199908705688. JSTOR 195948. 
  28. Habibur Rahman, pgs.143–144
  29. Habibur Rahman, pgs.150–151
  30. a b c d «Amiri Diwan – Shaikh Abdullah Bin Jassim Al Thani». Diwan.gov.qa. Arquivado desde o original em 10 February 2012. Consultado em 28 de outubro de 2012. 
  31. «History of Qatar». Diwan.gov.qa. Arquivado desde o original em 2 de maio de 2010. Consultado em 28 March 2010. 
  32. a b nouvelobs.com: "Qatar : "S'ils pouvaient, ils achèteraient la Tour Eiffel", 7 de abril de 2013
  33. «History of Qatar». Fanar: Qatar Islamic Cultural Center. Consultado em 2 de julho de 2013. 
  34. fdesouche.com: "Ils ont livré la France au Qatar", 13 de janeiro de 2013
  35. http://www.qsa.gov.qa/QatarCensus/Pdf/Census%20Results%20Booklet.pdf
  36. «Ex-primeiro ministro do Qatar pode ter comprado tela de Picasso em leilão». UOL Entretenimento. 21 de maio de 2015. Consultado em 25 de maio de 2015. 
  37. http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2005/06/09/ult1808u42754.jhtm
  38. Aviões do Qatar iniciam missão no espaço aéreo líbio, diz França
  39. Fundo Monetário Internacional, World Economic Outlook Database, October 2007, for the year 2006: Countries
  40. «Doha 2016 bid brings wind of change». aljazeera.net (Doha: Al Jazeera). 2007-10-26. Consultado em 2008-03-25. 
  41. «Awaiting a Modern Press Law in Qatar» NYTimes.com [S.l.] Consultado em 16 June 2013. 
  42. «Qatar». Freedom House. Consultado em 09 de abril de 2015. 
  43. «Oryx Publishing launches GLAM». Ameinfo.com. 21 November 2007. Consultado em 2 October 2010. 
  44. «T Qatar launched». Ameinfo.com. Consultado em 2 October 2010. 
  45. «Japão bate Austrália na prorrogação e se isola como maior campeão da Copa da Ásia». UOL Esporte. 29 de janeiro de 2011. Consultado em 29 de janeiro de 2011. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Catar