Georges Balandier

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Georges Balandier
Nascimento 21 de dezembro de 1920
Aillevillers-et-Lyaumont
Morte 5 de outubro de 2016 (95 anos)
Paris
Cidadania França
Alma mater Faculdade de Artes de Paris
Ocupação etnologista, sociólogo, professor universitário, antropólogo
Prêmios doutor honoris causa na Universidade Laval
Empregador École des hautes études en sciences sociales, Faculdade de Artes de Paris, Université de Paris V

Georges Balandier (21 de dezembro de 1920 - 5 de outubro de 2016) foi um etnólogo, antropólogo e sociólogo francês, professor emérito da Universidade de Sorbonne (Universidade Paris Descartes), diretor de estudos da Escola de altos estudos em ciências sociais e colaborador do Centro de estudos africanos.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Georges Léon Émile Balandier nasceu em Aillevillers-et-Lyaumont, Alto Saona, filho de um trabalhador ferroviário e militante socialista. Começou seus estudos de filosofia mas a guerra e a ocupação dificultaram a continuação, já que ingressou no Serviço de Trabalho Obrigatório (STO) e depois na resistência. A partir desta experiência e no clima de efervescência intelectual que seguiu à libertação, frequentou a Michel Leiris e participou nos esforços para tentar definir uma política colonial alternativa.

Cuando llegué a Dakar en 1946 descubrí la pobreza tras la pompa de las vestimentas, pero también cierta turbulencia.
— Entrevista con G. Balandier en 1982.

Membro da Secção Francesa da Internacional Operária de 1946 a 1951, começa sua carreira de etnólogo e participa ativamente na campanha pela libertação da África. Em 1952 a tomada do partido pela independência em suas Cahiers de sociologie (Cadernos de sociologia).

Depois conduziu investigações na administração de Pierre Mendès France, mas rompeu com a política quando Charles De Gaulle colocou a Guiana Francesa de Sékou Touré para fora da União Francesa. Junto com Alfred Sauvy é co-autor do conceito de terceiro mundo para designar, em 1956 àqueles países que se assemelhavam ao terceiro estado da Revolução francesa.

Descobridor dos Brazzavilles noires, é um dos primeiros em pôr sua atenção sobre o estudo das sociedades tradicionais e sua mutação dentro do desenvolvimento contemporâneo africano. Em 1962 inaugurou a primeira cátedra de sociologia africana na Sorbona, e em 1982 fundou junto a Michel Maffesoli o Centre d'études sul l'actuel et lhe quotidien (Centro de estudos sobe a atualidade e o quotidiano). Foi diretor dos Cahiers de sociologie junto a Michel Wieviorka.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • 1947 Tous comptes faits, Paris, edições do Pavois. (única obra de ficção)
  • 1952 "Contribution à une Sociologie da Dépendance", Cahiers Internationaux de Sociologie, XII, pg. 47-69.
  • 1952 (em colaboração com Pierre Mercier) Particularisme et Evolution: lhes pêcheurs Lébou (Sénégal), St Louis du Sénégal, IFAN.
  • 1952 Lhes villages gabonais, Brazzaville, Institut d'études centrafricaines
  • 1955 L'anthropologie appliquée aux problèmes dês pays sous-développés, Paris, Curso de direito, 376 p.
  • 1955 Sociologie dês Brazzavilles noires, Paris, A.colin.
  • 1955 Sociologie actuelle de l'Afrique noire. Dynamique dês changements sociaux em Afrique centrale, Paris, PUF.
  • 1957 (dir.) Lhe Tiers-Monde, sous-développement et développement, Paris, PUF-INED.
  • 1957 Afrique ambigüe, Paris , Plon : l'ouvrage à lire pour comprendre a démarche de l'ethnologue. Reeditado depois em edição de ebolsillo.
  • 1959 Lhes pays sous-développés: aspects et perspectives, Paris, curso de direito.
  • 1961 Lhes pays em voie de développement : analyse sociologique et politique, Paris, curso de direito.
  • 1965 A vie quotidienne au royaume de Kongo du XVIe au XVIIIe siècles, Paris, Hachette.
  • 1967 Anthropologie politique, Paris, PUF: obra fundamental da antropologia política.
  • 1968 (dir.) Dictionnaire dês civilisations africaines, Paris, Fernand Hazan
  • 1970 (dir.) Sociologie dês mutations, Paris, Anthropos
  • 1971 Sens et puissance : lhes dynamiques sociais, Paris, PUF.
  • 1972 Georges Gurvitch, sa vie, são oeuvre, Paris, PUF

As obras importantes:

  • 1974 Anthropo-logiques, PUF esta obra mostra claramente a construção social da desigualdade a partir de diferenças de sexo, idade, actividade social e grupo familiar.
  • 1977 Histoire d'Autres, Paris, Estoque
  • 1980 Lhe pouvoir sul scène, Paris, Fayard (éd. aumentada em 1992, depois em 2006)
  • 1981 Autour de Georges Balandier, Paris, Fondation d'Hautvillers
  • 1985 Lhe détour : pouvoir et modernité, Paris, Fayard
  • 1988 Lhe désordre : éloge du mouvement, Paris, Fayard
  • 1994 Lhe dédale : pour em finir avec lhe XXe siècle, Paris, Fayard
  • 1996 Une anthropologie dês moments critiques, Paris, EHESS
  • 1997 Conjugaisons, Paris, Fayard
  • 2000 Avec Leonardo Cremonini em connivence, Milan, Eleita
  • 2001 Lhe Grand Système, Paris, Fayard
  • 2003 Civilisés, dit-on, Paris, PUF
  • 2005 Civilisation et Puissance, Paris, L'Aube
  • 2008 Fenêtres sul um nouvel âge (2006-2007), Paris, Fayard
  • 2009 Lhe dépaysement contemporain : l'immédiat et l'essentiel, Paris, PUF

Referências

  1. «La mort de Georges Balandier, sociologue, spécialiste de l'Afrique» (em francés)  !CS1 manut: Língua não reconhecida (link)


Links externos[editar | editar código-fonte]