Georges Seurat

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Georges Seurat
Nome nativo Georges-Pierre Seurat
Nascimento 2 de dezembro de 1859
Paris
Morte 29 de março de 1891 (31 anos)
Paris
Sepultamento cemitério do Père-Lachaise
Cidadania França
Alma mater École nationale supérieure des Beaux-Arts
Ocupação pintor, desenhista
Magnum opus Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte, Um banho em Asnières
Movimento estético Pontilhismo
Causa da morte tuberculose
Assinatura
Seurat autograph.png

Georges-Pierre Seurat (Paris, 2 de dezembro de 1859Paris, 29 de março de 1891) foi um pintor francês e pioneiro do movimento pontilhista, também chamado divisionismo. A personalidade artística de Seurat era contraposta por qualidades supostamente opostas e incompatíveis: de um lado, a sua sensibilidade extrema e delicada; do outro, uma paixão pela abstração lógica e uma precisão matemática da mente.[1] O seu maior trabalho, Uma Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte (1884-1886), alterou a direção da arte moderna ao iniciar o Neo-impressionismo e é um dos ícones da pintura do século XIX.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Família e educação[editar | editar código-fonte]

Seurat nasceu em Paris em 1859, na 60 rue de Bondy (atual rue René Boulanger). A família Seurat se mudou para a 136 boulevard de Magenta (atual 110 boulevard de Magenta) em 1862 ou 1863.[3] O seu pai, Antoine Chrysostome Seurat, nascido em Champagne, era um funcionário público que enriquecera explorando propriedades, e a mãe, Ernestine Faivre, era de Paris.[4] Georges era o filho caçula da família, e tinha um irmão, Émile Augustin, e uma irmã, Marie-Berthe. O pai vivia em Le Raincy, um bairro do subúrbio da cidade, e visitava a esposa e filhos uma vez por semana.[3]

Seurat começou a estudar arte na École Municipale de Sculpture et Dessin, que era comandada pelo escultor Justin Lequien.[5][4] Em 1878, ele ingressou na Escola Superior de Belas Artes de Paris, onde foi aluno do retratista Henri Lehmann. Lá, seguiu a formação acadêmica clássica, desenhando a partir de esculturas antigas e copiando rascunhos de mestres antigos.[5] A educação formal de Seurat acabou em novembro de 1879, quando ele abandonou a Escola de Belas Artes para um ano de serviço militar.[4]

Depois do período na Academia Militar de Brest, ele retornou a Paris, onde dividiu um estúdio com o amigo Aman-Jean, enquanto também alugava um apartamento na 16 rue de Chabrol.[4] Durante os próximos dois anos, ele tentou dominar a técnica do desenho monocromático. Um desenho de Aman-Jean, feito com giz Conté, feito de grafite e carvão misturados com cera, foi o seu primeiro trabalho a ser incluído em uma exibição, durante o Salão de 1883.[4] Na época, ele também se dedicou a aprofundar o estudo das obras do francês Eugène Delacroix, especialmente no que diz respeito ao uso das cores em seu trabalho.[5]

Georges Seurat compartilhou o objetivo de Cézanne de transformar o Impressionismo em algo sólido e durável. Sua carreira foi tão breve a de Masaccio, e o que ele realizou foi igualmente impressionante. O artista dedicou seus esforços a poucos quadros de grandes dimensões, para os quais fez uma infindável série de estudos preliminares. Esse método reflete a sua crença de que a arte deve basear-se em um sistema.[6]

Estudo recente sugere[7] que o Neo-impressionismo de Seurat e de Paul Signac foi influenciado por técnicas de mosaico aplicadas a pintura com base nos escritos de John Ruskin:

'Ao preencher seu trabalho, tente educar seu olho para perceber diferenças de matiz […], e coloque-as deliberadamente como cores separadas, como faz um mosaicista [...] para que elas se encaixem perfeitamente borda com borda.'[8]

Obras[editar | editar código-fonte]

"La voltigeuse" Detalhe de O Circo (1890-1891)

Referências

  1. Roger, Fry (Setembro 1926). «Essay». The Dial 
  2. «Seurat and the Making of La Grande Jatte». www.artic.edu. Consultado em 25 de setembro de 2017. 
  3. a b Jooren, Suzanne Veldink, Helewise Berger Marieke (2014). Seurat. Otterlo: Kroller-Muller Museum. ISBN 9789073313286 
  4. a b c d e «Georges Seurat, 1859-1891 / Robert Herbert, Françoise Cachin, Anne Distel, Susan Alyson Stein, Gary Tinterow :: Metropolitan Museum of Art Publications». libmma.contentdm.oclc.org. Consultado em 25 de setembro de 2017. 
  5. a b c Kirby, Jo; Stonor, Kate; Burnstock, Aviva; Grout, Rachel; Roy, Ashok; White, Raymond (2003). «Seurat's painting Practice: Theory, Development and Technology» (PDF). National Gallery Technical Bulletin 
  6. JANSON, H. W.; A. F. (2009). Iniciação à história da arte. São Paulo: Martins Fontes. pp. p. 343–344 
  7. Sjåstad, Ø. (2014) A theory of the Tache in Nineteenth-Century Painting. Burlington, VT: Ashgate. pp. 115-116.
  8. Ruskin, J. (1858) The Elements of Drawing. New York: Wiley & Halsted. p. 149 [tradução livre].

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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