Geração Galáctica

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Star Ship (The Star Born)
Autor(es) E.C. Tubb
Idioma português
País Portugal
Série Colecção Argonauta 69
Arte de capa Lima de Freitas
Tradutor Fernando de Castro Ferro
Editora "Livros do Brasil"
Lançamento 1955 (edição inglesa)
Páginas 206
Cronologia
O Espaço será Pequeno
Ameaça dos Robots

Geração Galáctica (no original em inglês Star Ship, também conhecido por The Star Born) é um romance de ficção científica escrito por E.C. Tubb e lançado em 1955, publicado em Portugal pela Colecção Argonauta com o número 69.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Num futuro desconhecido, deslizando pelo espaço a 10% da velocidade da luz a Nave percorre seu longo caminho rumo à estrela Pólux, 32 anos-luz distante da Terra. A bordo, uma tripulação de cinco mil pessoas executa as suas tarefas rotineiras, e, sucedendo-se geração após geração, até mesmo o propósito da missão e o Final da Viagem tornaram-se nebulosos para a maioria deles.

Mas, a vida aparentemente imutável dentro do gigantesco "ovo metálico" começa a apresentar rachaduras quando Jay West, agente da Polícia Psíquica (a força de segurança da Nave) é encarregado de investigar um aparente suicídio no setor sob seu controle. No curso da investigação, West começa a perceber que algo está errado em seu pequeno mundo ordeiro - e que sua existência, daí por diante, passa a correr perigo.

Temas[editar | editar código-fonte]

Geração Galáctica é um livro surpreendente, e mesmo sua última frase é carregada de ironia. E. C. Tubb trata de temas controversos como eugenia, eutanásia e bem comum apresentando situações concretas e deixando ao leitor a tarefa de tirar suas próprias conclusões. Mesmo a eugenia, considerada indispensável à integridade física e mental das futuras gerações da Nave, é posta em cheque ao final da obra por estar concretamente criando uma raça (no sentido que se dava à palavra em meados dos anos 1950) de borderliners claustrofóbicos.

Como se poderia esperar, a tecnologia apresentada na obra é datada (os tripulantes utilizam "cabines telefônicas" para se comunicar, o Computador Psíquico seleciona "fichas" e a maior diversão doméstica é assistir televisão, a qual transmite velhas fitas gravadas na Terra). Isso, contudo, não interfere significativamente com a fruição da história, que quase sempre apresenta novos problemas e reviravoltas ao fim de cada um dos seus quinze capítulos.

A viagem interestelar, limitada pela barreira aparentemente intransponível imposta pela velocidade da luz, é resolvida pelo uso de uma nave geracional, onde "os descendentes dos colonizadores originais pudessem vir a cumprir a missão que estes não podiam levar a cabo" (p. 11). Mais do que um cenário, a Nave é um mundo fechado em si mesmo (lembrando Universe de Robert A. Heinlein, publicada em 1941), com suas próprias regras e rígidos códigos de conduta que, se quebrados, podem ser punidos até com a pena de morte.

Trívia[editar | editar código-fonte]

  • Como a temperatura e a umidade ambientes são constantes a bordo, os tripulantes vestem-se apenas com calções (sungas, no Brasil) de cores diferentes, indicando a sua profissão, e sandálias. Jardineiros usam calções verdes, técnicos em eletrônica, calções azuis e a polícia, calções pretos. Curiosamente, Tubb não faz qualquer referência à indumentária feminina.
  • Além da televisão, a luta livre em ginásios sempre lotados é outra fonte de diversão para os tripulantes. Embora possuam um árbitro e algumas regras básicas, não raro terminam em morte, algo encarado como perfeitamente natural a bordo. Embora armas de fogo sejam estritamente proibidas por motivos óbvios dentro de um ambiente pressurizado, facas e cacetes podem ser utilizados pelos contendores.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • TUBB, E.C. Geração Galáctica. Lisboa: Livros do Brasil, s/d.