Geraldo Bulhões

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Geraldo Bulhões
Deputado federal por Alagoas
Período 1971-1991
Governador de Alagoas
Período 1991-1995
Antecessor Moacir Andrade
Sucessor Divaldo Suruagy
Dados pessoais
Nascimento 19 de fevereiro de 1938
Santana do Ipanema (AL), Brasil
Morte 27 de maio de 2019 (81 anos)
Maceió (AL), Brasil
Alma mater Universidade Federal de Alagoas
Partido ARENA, PDS, PMDB, PRN, PSC, PFL
Profissão promotor de justiça, procurador

Geraldo Bulhões Barros (Santana do Ipanema, 19 de fevereiro de 1938Maceió, 27 de maio de 2019) foi um promotor de justiça, procurador e político brasileiro. Governou o Estado de Alagoas entre 1991 e 1995.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Benício Mendes Barros e Aquilina Bulhões Barros, bacharelou-se em Direito em 1963 e pós-graduado em 1965 pela Universidade Federal de Alagoas.[1]

Foi promotor de justiça adjunto em Pão de Açúcar e procurador em Maceió e durante os governos de Luiz Cavalcante, João Tubino e Lamenha Filho foi incorporador, diretor financeiro e assessor jurídico da Companhia de Habitação Popular de Alagoas e nela foi mantido como diretor financeiro acumulando também os postos de assessor técnico-jurídico e secretário do Conselho de Desenvolvimento de Alagoas.[1]

Ao deixar o governo ingressou na ARENA e foi eleito deputado federal em 1970, 1974 e 1978 migrando para o PDS com o fim do bipartidarismo no governo João Figueiredo. Foi reeleito em 1982 e nesse período, embora tenha votado a favor da Emenda Dante de Oliveira em 1984, escolheu Paulo Maluf no Colégio Eleitoral em 1985.

Sua carreira política sofreu uma guinada a partir de seu ingresso no PMDB, após o fim do Regime Militar quando se aproximou de Fernando Collor e Renan Calheiros: o primeiro foi eleito governador de Alagoas enquanto Calheiros e Bulhões foram reconduzidos à Câmara dos Deputados em 1986[2] e participaram da Assembleia Nacional Constituinte que elaborou a Constituição de 1988.

Reunido sob a legenda do PRN, o referido triunvirato experimentou a vitória nas eleições presidenciais de 1989, quando Fernando Collor derrotou Luiz Inácio Lula da Silva em segundo turno e Renan Calheiros foi alçado ao posto de líder do governo na Câmara. Aparentemente em uníssono, o grupo se esfacelou em razão das eleições para o governo alagoano em 1990[3] quando Geraldo Bulhões migrou para o PSC e disputou a eleição contra Renan Calheiros. Com o desenrolar de uma campanha renhida e exaltada a realização do segundo turno, foi cancelada e ao invés de ocorrer em 25 de novembro de 1990, só teve lugar em 20 de janeiro de 1991, após a ocorrência de fraude. Vitoriosa, a candidatura de Bulhões, seu rival, rompeu com o governo federal e posicionou-se a favor do impeachment do presidente da República em 1992.

Filiado ao PFL, foi derrotado na eleição para senador em 2002.

Faleceu em 27 de maio de 2019, aos 81 anos de idade, em decorrência de complicações respiratórias.[4]

Referências

  1. a b «Câmara dos Deputados do Brasil: deputado Geraldo Bulhões». Consultado em 22 de setembro de 2013 
  2. «Banco de dados do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas». Consultado em 22 de setembro de 2013 
  3. O rei vai votar. Disponível em Isto É Senhor, ed. 1096 de 19/09/1990. São Paulo: Três.
  4. «Geraldo Bulhões, ex-governador de Alagoas, morre aos 81 anos». G1. 27 de maio de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]