Gianluigi Lentini

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Gianluigi Lentini
Informações pessoais
Nome completo Gianluigi Lentini
Data de nasc. 27 de março de 1969 (50 anos)
Local de nasc. Carmagnola, Itália
Altura 1,83 m
Informações profissionais
Clube atual Aposentado
Posição Ala
Clubes de juventude
1979–1987 Itália Torino
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1986–1988
1988–1989
1989–1992
1992–1996
1996–1997
1997–2000
2001–2004
2004–2008
2008–2009
2009–2011
2011–2012
Itália Torino
Itália Ancona (emp.)
Itália Torino
Itália Milan
Itália Atalanta
Itália Torino
Itália Cosenza
Itália Canelli
Itália Saviglianese
Itália Nicese
Itália Carmagnola
22 (0)
37 (4)
89 (23)
68 (26)
31 (4)
93 (6)
84 (9)
103 (49)
30 (15)
8 (2)
Seleção nacional
1987–1990
1991–1996
Flag of Italy.svg Itália Sub-21
Flag of Italy.svg Itália
2 (0)
13 (0)

Gianluigi Lentini (Carmagnola, 27 de março de 1969) é um ex-futebolista italiano que atuava como ala.

Com um futebol dos mais vistosos do final da década de 80 e início da de 90,[1] se destacado principalmente durante sua passagem pelo Torino e Milan, Lentini deteve durante quatro anos o título de transferência mais cara da história,[1] quando o Milan pagou 13 milhões de libras por seu passe ao Torino, em 1992.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Nascido na pequena Carmagnola,[1] província de Turim,[1] Lentini despontou para o futebol muito cedo, tendo como principal característica os cruzamentos perfeitos para dentro da área,[1] os quais desenvolveu durante seus anos nas categorias de base do Torino.[1] Sua estreia na equipe profissional do Toro aconteceu com apenas 17 anos,[1] disputando durante a temporada 1986/87 11 partidas[1] e mais 11 na temporada seguinte.[1]

Para ganhar experiência, fora emprestado após suas duas temporadas iniciais no Torino ao Ancona,[1] que disputava na época a Serie B.[1] Sua passagem seria muito boa, tendo "explodido" para o futebol.[1] Atuando em 37 (das 38 do campeonato) partidas e marcando quatro vezes,[1] Lentini se firmou como titular absoluto do time,[1] sendo um dos grandes destaques do torneio, mesmo com a modésta décima terceira posição do clube.[1]

Com suas boas atuações, retornou ao Torino, porém, para disputar novamente a Serie B.[1] Após péssima campanha na elite italiana, o clube acabou sendo rebaixado.[1] Agora disputando a segunda divisão pelo Torino, Lentini seria uma das principais peças do clube no título e retorno à primeira divisão, sendo o primeiro da sua carreira.[1] Na temporada seguinte, disputando novamente a primeira divisão, ajudou o clube a conquistar uma vaga na extinta Copa da UEFA (atual Liga Europa).[1] Ao todo, disputaria 34 partidas e marcaria cinco vezes[1] e terminaria a temporada com mais um título, desta vez a extinta Copa Mitropa.

As suas boas apresentações lhe renderam sua primeira convocação para a Seleção Italiana.[1] A estreia aconteceu no dia 13 de fevereiro de 1991, no empate em 0 x 0 com a Bélgica.[1]

A temporada seguinte, apesar de não conquistar nenhum título, foi ainda mais brilhante para Lentini e para o Torino: com grandes atuações do ala, os granata chegaram à final da Copa da UEFA, depois de eliminar o Real Madrid nas semifinais, porém, terminariam com o vice-campeonato, após dois empates (2 x 2 e 0 x 0) com o Ajax, perdendo o título por conta dos gols marcados fora de casa pelo Ajax,[1] e terminaram em terceiro lugar no italiano, atrás apenas de Juventus e Milan.[1]

O Milan, aliás, seria seu próximo destino,[1] após os dois clubes (Juventus e Milan) lutarem por sua contratação.[1] Para levar a promessa, o Milan desembolsou 13 milhões de libras (algo em torno de 30 milhões de euros atualmente),[1] transformando Lentini na maior transação da história do futebol até então.[1] A quantia era tão fora dos padrões da época que o governo chegou a suspeitar de lavagem de dinheiro.[1] Nunca nada foi provado.[1]

Logo em sua primeira temporada, seria um dos grandes destaques da equipe que conquistou o título italiano,[1] disputando 30 partidas e marcando sete gols.[1] Apenas Alessandro Costacurta e Paolo Maldini disputaram mais partidas no torneio, com 31. No cenário europeu, acabaria ficando com mais um vice-campeonato, após derrota na final da Liga dos Campeões da UEFA para o Olympique de Marseille.[1]

No verão do mesmo ano, contudo, um acidente de carro transformou a vida de Lentini.[1] O jogador viajava de Turim para Piacenza durante as férias, quando o pneu do seu Porsche furou e o fez colidir a uma velocidade de quase 200km/h.[1] Lentini fraturou o crânio e ficou em estado de coma por mais de 24 horas.[1] Só voltou aos gramados no final daquela temporada, mas nunca mais foi o mesmo.[1]

Após disputar poucas partidas desde seu acidente, se transferiu na temporada 1996/97 para a Atalanta.[1] Sob o comando do treinador Emiliano Mondonico e ao lado de Filippo Inzaghi,[1] Lentini apresentou lampejos do futebol de outrora e ajudou os nerazzurri a fazerem uma boa campanha.[1] Assim, o ala despertou novamente o interesse do Torino, que pagou cerca de cinco milhões de euros para o seu retorno.[1] Foram mais três anos vestindo as cores do Toro com alguma constância, mas sem muito brilho.[1]

No início de 2001, prestes a completar 32 anos, Lentini se transferiu para o Cosenza,[1] que quase conseguiu ajudar à chegar a Serie A, em sua temporada de estreia.[1] Dois anos mais tarde, o clube passou por uma grande crise financeira que o fez ter que recomeçar da Serie D.[1] Lentini , capitão do time e amado pela torcida, ficou e jogou pela equipe durante uma temporada ainda,[1] antes de se transerir para o Canelli,[1] para disputar apenas torneios regionais e receber modestos 2,5 mil euros mensais.[1]

Jogando em meio a jogadores amadores, o ala se deu bem mesmo com a idade avançada: em quatro anos marcou 49 gols e conseguiu uma mudança para o Saviglianese.[1] para jogar o Campionato di Promozione, que dá vagas na Serie D. Lá, foi artilheiro e permaneceu durante uma temporada, seguindo para o Nicese, que disputa a sexta divisão.[1] Aposentou-se definitivamente como jogador em 2012, quando atuava pelo Carmagnola, equipe amadora de sua cidade natal, aos 43 anos.

Referências