Gilka Machado

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Gilka Machado
Nascimento 1893
Rio de Janeiro, Brasil
Morte 1980 (87 anos)
Rio de Janeiro, Brasil
Nacionalidade Brasil Brasileira
Ocupação Poetisa
Prémios Prêmio Machado de Assis 1979
Magnum opus Sublimação: o mundo precisa de poesia

Gilka da Costa de Melo Machado, conhecida como Gilka Machado, (Rio de Janeiro, 12 de março de 1893 - Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1980) foi uma poeta brasileira.[1] Seu trabalho geralmente é classificado como simbolista. Machado ficou conhecida como uma das primeiras mulheres a escrever poesia erótica no Brasil; também foi uma das fundadoras do Partido Republicano Feminino (em 1910), que defendia o direito das mulheres ao voto[2], atuando no mesmo também como tesoureira.

Vida e carreira[editar | editar código-fonte]

Machado nasceu em 1893, no Rio de Janeiro, em uma família de artistas; sua mãe, Thereza Cristina Moniz da Costa , era atriz de teatro e radioteatro e seu pai, Hortêncio da Gama Souza Melo era poeta.[3] Começou a escrever poesia desde criança. Aos 14 anos, participou de um concurso literário realizado pelo jornal A Imprensa, ganhando os três prêmios principais com poemas sob seu nome e pseudônimos. Os críticos ficaram escandalizados por seus poemas, chamando-a de "matrona imoral". [4]

Seu primeiro livro de poemas, Cristais partidos, foi publicado em 1915. O livro foi prefaciado por Olavo Bilac.[4] Nos anos seguintes, ela publicou os livros: A revelação dos perfumes (1916), Estado de alma (1917), Poesias (1915-1917) - (1918) e Mulher Nua, em 1922.

Em 1933 ganhou um concurso da revista O Malho como maior poeta brasileira do século XX.[5]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Gilka Machado casou-se com o poeta Rodolfo Machado (1885-1923), com quem teve dois filhos, Hélios e Heros. Heros viria a se tornar conhecida como a bailarina e atriz Eros Volúsia.[3]

Publicações[editar | editar código-fonte]

  • Cristais Partidos (1915)[5]
  • A Revelação dos Perfumes (1916)[5]
  • Estados de Alma (1917)[5]
  • Poesias, 1915/1917 (1918)[5]
  • Mulher Nua (1922)[5]
  • O Grande Amor (1928)[5]
  • Meu Glorioso Pecado (1928)[5]
  • Carne e Alma (1931)[5]
  • Sonetos y Poemas de Gilka Machado (1932 - na Bolívia)[5]
  • Sublimação (1938)[5]
  • Meu Rosto (1947)[5]
  • Velha Poesia (1968)[5]
  • Poesias Completas (1978)[5]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Nadia Battela Gotlib. «Gilka Machado». Brasiliana USP. Consultado em 31 de agosto de 2010 
  2. «Pioneira da poesia erótica, Gilka Machado tem obra relançada por jovem». O Globo. 27 de fevereiro de 2017 
  3. a b «resgate de memória: quem foi gilka machado?». OBVIOUS. 26 de abril de 2017 
  4. a b «Chamada de "matrona imoral" e alvo de racismo, Gilka Machado foi pioneira do erotismo no Brasil» 
  5. a b c d e f g h i j k l m n o p Releituras.com. «Gilka Machado». Consultado em 31 de agosto de 2010 
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