Gim Argello

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Gim Argello
Gim Argello
Senador pelo  Distrito Federal
Período 17 de julho de 2007
até 1º de fevereiro de 2015
Deputado Distrital pelo  Distrito Federal
Período 1º de janeiro de 1999
até 31 de dezembro de 2006 (2 mandatos consecutivos)
Dados pessoais
Nascimento 5 de abril de 1962 (55 anos),
São Vicente, SP
Partido PTB
Profissão Corretor de imóveis
linkWP:PPO#Brasil
Gim Argello
Crime(s) corrupção passiva e lavagem de dinheiro[1]
Pena 19 anos de prisão[1]
Situação Preso em regime fechado[1]

Jorge Afonso Argello (São Vicente, 5 de abril de 1962), conhecido como Gim Argello, é um corretor de imóveis, bacharel em direito e político brasileiro, filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Foi preso preventivamente em 2016, na operação Vitória de Pirro na 28ª fase da Operação Lava Jato.[2] Em 6 de maio de 2016, foi denunciado pelo Ministério Público Federal por crimes como lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa e obstrução à investigação.[3]

Em abril de 2016, optou por um acordo de delação premiada com o Ministério Púbico Federal para tentar reduzir ou até se livrar de uma pena em eventual condenação pelos crimes dos quais é acusado pela força-tarefa da Lava Jato.[4] Em julho de 2016, teve sua delação homologada pela Justiça Federal do Paraná.[5][6]

No dia 13 de outubro de 2016, o juiz Sérgio Moro, titular da Operação Lava Jato na primeira instância, condenou o ex-senador Gim Argello a 19 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.[1]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Nascido em São Vicente, no estado de São Paulo, e criado em Taguatinga, no Distrito Federal, Gim Argello é bacharel em Direito e trabalha com a corretagem de imóveis.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Eleito, pelo PFL, deputado distrital em 1998 e reeleito em 2002, foi presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal entre 2001 e 2002. Filiado ao PTB em 2005, nas eleições de 2006 é eleito primeiro-suplente na chapa de senador de Joaquim Roriz. Com renúncia de Roriz em 4 de julho de 2007, Gim Argello assumiu o terceiro posto de senador do Distrito Federal a 17 de julho do mesmo ano.

Suspeitas de corrupção[editar | editar código-fonte]

O ex-senador responde a um inquérito no Supremo Tribunal Federal[7] por apropriação indébita, peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.[8][9][10] Gim Argello enriqueceu rapidamente desde que entrou na política do Distrito Federal, tendo seu patrimônio calculado em um bilhão de reais em 2009.[11]

Prisão[editar | editar código-fonte]

Foi preso preventivamente em 2016, na operação Vitória de Pirro, 28ª fase da Operação Lava Jato.[2]

Denúncia[editar | editar código-fonte]

Em 6 de maio de 2016, Gim Argello, o empresário Ronan Maria Pinto, o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores Delúbio Soares, os empresários Marcelo Bahia Odebrecht e Léo Pinheiro, da OAS, foram denunciados por suposto envolvimento em crimes investigados pela Operação Lava Jato. O coordenador da força-tarefa da Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol, afirmou que juntas as denúncias trazem R$ 30 milhões em corrupção, R$ 5 milhões em concussão e mais R$ 13,7 milhões e € 200 mil em lavagem de dinheiro.[3] Em dezembro de 2016 Gim Argello foi citado na delação de Cláudio Melo Filho, ex-diretor da empreiteira Odebrecht. Segundo Melo Filho, o codinome de Gim Argello seria "Campari", possivelmente uma referência a seu primeiro nome, que também é o nome de uma bebida.[12]

Histórico na política[editar | editar código-fonte]

  • 1998 – eleito deputado distrital por Brasília pelo PFL
  • 1999 – eleito vice–presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal
  • 2001 a 2002 – presidente da Câmara Legislativa do DF
  • 2002 – reeleito para seu segundo mandato como deputado distrital (PMDB)
  • 2003 a 2004 – novamente vice-presidente da Câmara Legislativa
  • 2005 – filiou-se ao PTB e se tornou presidente regional do partido. Assumiu também a Secretaria de Estado de Trabalho
  • 2007 – diplomado como senador suplente do senador Joaquim Roriz em 17 de julho de 2007

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d «Justiça condena ex-senador Gim Argello a 19 anos de prisão». G1. Globo.com. Consultado em 13 de outubro de 2016 
  2. a b «Polícia realiza 28ª fase da operação Lava-Jato», Valor econômico, 12 de abril de 2016 
  3. a b Bibiana Dionísio e Samuel Nunes (6 de maio de 2016). «Força-tarefa da Lava Jato denuncia Gim Argello, Delúbio e Odebrecht». G1. Consultado em 6 de maio de 2016 
  4. «Gim Argello quer fazer delação premiada». UOL. 26 de abril de 2016. Consultado em 21 de julho de 2016 
  5. Lauro Jardim (21 de julho de 2016). «Delação de Gim Argello é homologada». O Globo. Globo. Consultado em 21 de julho de 2016 
  6. «Delação do ex-senador Gim Argello é homologada». Noticias ao minuto. 21 de julho de 2016. Consultado em 21 de julho de 2016 
  7. Acompanhamento Processual, STF, Inquérito 3059 
  8. «Suplente de Roriz também está sob suspeita». Portal G1. Globo. 5 de julho de 2007. Consultado em 5 de fevereiro de 2009 
  9. D'Elia, Mirella (6 de agosto de 2007). «PGR analisa denúncias contra Gim Argello». G1. Globo. Consultado em 5 de fevereiro de 2009 
  10. «Gim Argello, o novo senador da República». Congresso em foco. 5 de julho de 2007. Consultado em 5 de fevereiro de 2009 
  11. «O Homem de R$ 1 Bilhão». IstoÉ 
  12. «Delação de Cláudio Melo Filho cita valores pagos a Gim Argello e a Robério Negreiros». Jornal de Brasilia. 11 de dezembro de 2016. Consultado em 12 de dezembro de 2016