Ginásio Pernambucano

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Ginásio Pernambucano
Informação
Localização Recife, Pernambuco,
Tipo de instituição Instituição pública
Fundação 1825 (196 anos)
Afiliações Secretaria de Educação de Pernambuco

O Ginásio Pernambucano é uma tradicional instituição de ensino médio da cidade do Recife, estado de Pernambuco. Fundado em 1825, é o mais antigo colégio do país em atividade. Atualmente se localiza na Rua da Aurora, bairro de Santo Amaro, possuindo uma segunda unidade situada na Avenida Cruz Cabugá, também no bairro de Santo Amaro.[1][2]

Nele estudaram figuras proeminentes do Brasil, como Clarice Lispector, Ariano Suassuna, Epitácio Pessoa, Celso Furtado, Assis Chateaubriand, entre outros.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1825, logo após a Confederação do Equador, foi criado, por decreto do presidente provincial José Carlos Mairink da Silva Ferrão, com o nome de Liceu Provincial de Pernambuco, também chamado Liceu Pernambucano, funcionando nas dependências do Convento do Carmo.

Em 1844 foi transferido para a rua Gervásio Pires, para logo depois instalar-se no prédio da Alfândega e, em seguida, para um prédio no mesmo bairro, onde funcionava a Companhia dos Operários Engajados.

Em 1846 foi para a casa de sessões do júri e, pouco tempo depois, para a rua da Praia, mudando-se logo a seguir para a rua do Hospício, onde ficou até 1850.

Em 14 de maio de 1855 mudou de nome, para Ginásio Pernambucano.

Em 9 de dezembro de 1859 recebeu a visita do Imperador Pedro II, que veio ver a construção de seu novo prédio, na Rua da Aurora, cuja pedra fundamental fora posta em 15 de agosto de 1855, um projeto de José Mamede Alves Ferreira.

Em 1 de dezembro de 1866 instalou-se em suas novas dependências.

Em 1893, no governo de Alexandre José Barbosa Lima, recebeu o nome de Instituto Benjamin Constant, porém voltou rapidamente à antiga denominação.

Em 1942 mudou novamente a denominação para Colégio Pernambucano e, logo a seguir, para Colégio Estadual de Pernambuco.

Por decreto do governador Eraldo Gueiros Leite, de 31 de dezembro de 1974, voltou à antiga denominação de Ginásio Pernambucano.

Atualidade[editar | editar código-fonte]

Em 2004, o Ginásio foi reinaugurado como Centro de Ensino Experimental (CEE), um projeto idealizado por um grupo de empresários e educadores e realizado em parceria com o governo do Estado. A fórmula inclui atendimento ao aluno em tempo integral, treinamento e elevação salarial para os professores, premiação por resultados, aperfeiçoamento da gestão, controle social e integração comunitária.[3]

Os antigos professores e alunos, contudo, não puderam retornar para a antiga sede. Selecionaram novos alunos e novos professores. Os antigos alunos, que permaneceram na rua do Hospício, resistiram a todas as tentativas da SEDUC de fecharem as portas para que só existisse a escola da rua da Aurora.

Desde 2010, o PASCH – sigla em alemão para Projeto Escolas: uma parceria para o Futuro –, realizado pelo Ministério do Exterior Alemão e em parceria com o Instituto Goethe e os consulados alemães promove o ensino de alemão no Ginásio Pernambucano. O CCBA está envolvido nesta parceria, promovendo o ensino do idioma alemão a jovens do 1º e 2º anos do Ensino Médio do Ginásio Pernambucano, que é a única escola pública no programa. [4]

No ENEM de 2010, o Ginásio Pernambuco, com média 582,47, ficou entre as 10 melhores escolas públicas em Pernambuco. [5]

No ano de 2012, por determinação do governador do estado, foi inaugurada uma nova sede para o GP, que saiu da rua da Aurora e não voltou, permanecendo na sua sede provisória enquanto aguardava a novo prédio que fica atualmente na Avenida Cruz Cabugá.

Importância[editar | editar código-fonte]

Em suas dependências foi criada em 1841, e depois inaugurada em 1852, a Biblioteca Pública de Pernambuco.

Também em suas dependências, foi criada a Sociedade de Medicina de Pernambuco, hoje denominada Associação Médica de Pernambuco, por Maciel Monteiro, em 1841.

Por suas salas de aula passaram personagens importantes de Pernambuco, como alunos ou professores.

É o colégio mais antigo do Brasil, fundado em 1825, seguido do Atheneu Norte-Riograndense (1834), Liceu Provincial da Bahia (1836) e do Colégio Pedro II (1837).

Alunos[editar | editar código-fonte]

Professores[editar | editar código-fonte]

  • Adauto Pontes - língua portuguesa
  • Agamenon Magalhães - geografia geral
  • Agnélo Vidal - geografia
  • Albérico Porto - língua francesa
  • Amaro Quintas - história
  • Amauri Costa Pinto
  • Aníbal Bruno
  • Antônio Pedro de Figueiredo - geometria, língua portuguesa
  • Antônio Souto Neto
  • Arildo Marinho de Almeida - quimica
  • Armando Souto Maior - história
  • Bento Magalhães
  • Bernadete Pedrosa
  • Cláudio Estelita - matemática
  • Clécia Noronha - educação física
  • Cleide Oliveira - língua portuguesa
  • Eládio Ramos - língua portuguesa
  • Epaminondas Albuquerque
  • Ernesto Silva - química
  • Faria Neves Sobrinho - língua latina
  • Frei Romeu Pérea - filosofia
  • Geraldo Lapenda - língua latina [6]
  • Géber Romano Accioly - Literatura Brasileira (1981 a 1999)
  • Hilton Sette - geografia [6]
  • Ivo Calado- Desenho
  • Lauro de Oliveira - língua latina [6]
  • Leônidas Estelita - matemática [6]
  • Lourival Vilanova - língua portuguesa
  • Lucélia Cíntia Cardoso Feliciano - Educação Física
  • Lucilo Varejão Filho - língua francesa [6]
  • Lucilo Varejão Neto - língua francesa
  • Manuel Correia de Andrade - geografia [6]
  • Manoel Maria - língua portuguesa [6]
  • Manuel Heleno - matemática
  • Miguel Barkokebas - música [6]
  • Milton Persivo Cunha [6]
  • Milton Tavares - matemática [6]
  • Moacir de Albuquerque - língua portuguesa
  • Nascimento Feitosa - filosofia
  • Nilo Pereira
  • Olívio Montenegro
  • Rivaldo Barbosa - filosofia e história
  • Tereza Moura - português
  • Ulysses Pernambucano
  • Waldemar Valente

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Pernambuco, Diario de (8 de fevereiro de 2015). «Ginásio Pernambucano faz 190 anos unindo tradição e inovação». Diario de Pernambuco 
  2. FRANCA, Rubem. Monumentos do Recife. Recife: Governo de Pernambuco, Secretaria de Educação e Cultura, 1977.
  3. Portalaprendiz
  4. CCBA[ligação inativa]
  5. «JCONLINE». Consultado em 10 de março de 2011. Arquivado do original em 23 de julho de 2010 
  6. a b c d e f g h i j k l m O Pernambucano há 50 anos
  7. a b c d FUNDAJ
  8. UOL Educação
  9. Netsaber
  10. STF

Ligações externas[editar | editar código-fonte]