Giovanni Domenico Mansi

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Giovanni Domenico Mansi
Nascimento 16 de fevereiro de 1692
Lucca
Morte 27 de setembro de 1769 (77 anos)
Lucca
Ocupação sacerdote, historiador, escritor

Gian (Giovanni) Domenico Mansi (16 de fevereiro de 1692 - 27 de setembro de 1769) foi um teólogo italiano, um estudioso e um historiador, conhecido por sua massiva produção sobre os concílios ecumênicos[1].

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ele nasceu em Lucca, de uma família patrícia e morreu como arcebispo dali. Com a idade de dezesseis anos, ele ingressou na "Congregação de Secretários Regulares da Mãe de Deus" e fez sua profissão de fé em 1710. Com exceção de umas poucas viagens feitas por motivos acadêmicos, sua vida toda, até a sua ascensão ao arcebispado, se passou em sua terra natal[1].

Em 1758, após uma passagem por Roma, onde ele foi recebido pelo Cardeal Passionei, discutiu-se a questão sobre elevá-lo ao Colégio Sagrado, mas sua colaboração em numa edição anotada da famosa Encyclopédie desagradou o Papa Clemente XIII, mesmo que estas notas tivessem como única intenção corrigir o texto. Três anos depois de sua elevação ao episcopado, ele foi afligido por um ataque de apoplexia que o deixou em agonia, sem poder se movimentar, até a sua morte[1].

Produção literária[editar | editar código-fonte]

Sua longa carreira foi preenchida principalmente com a reedição de obras eclesiásticas eruditas com notas e material complementar. Seu nome aparece no folha de rosto de noventa volumes e numerosos quartos. Um incansável, muito erudito e amplamente treinando, sua produção foi principalmente de ordem mecânica e pouco original principalmente por conta da pressa. Sua tarefa geralmente se limitava a inserir notas e documentos nas obras para que fossem reproduzidos e enviar o resultado para o impressor. Esta abordagem deixou margem para inúmeros problemas e as publicações de Mansi em geral não satisfazem o julgamento mais crítico[1].

A única obra que merece ser mencionada e que é do próprio Mansi é a "Tractatus de casibus et censuris reservatis", publicada em 1724, que trouxe-lhe dificuldades com o Index. Todo o resto é composto por edições anotadas. Em 1726, o "Jo. Burch. Menckenii De Charlataneria eruditorum declamationes duae cum notis variorum"; de 1725 até 1738, uma tradução latina anotada das três obras de Dom Calmet — o "Dictionnaire de la Bible", "Prolégomènes et Dissertations" e "Commentaire littéral"[1].

Contudo, a mais conhecida produção de Mansi é sua vasta edição sobre os concílios, "Sacrorum Conciliorum nova et amplissima collectio" (31 volumes, folio, Florença e Veneza, 1758-98), que foi interrompida por falta de recursos no meio do Concílio de Florença de 1438. A ausência de um índice a torna muito inconveniente e, do ponto de vista crítico, deixa muito a desejar. Mansi pode ver apenas quatorze volumes publicados em vida, sendo os demais publicados a partir de suas anotações[1].

Em 1748, ele publicou o primeiro volume de uma coleção que era apresentada como um suplemento à de Coleti, sendo o sexto - e último - volume publicado em 1752. A coleção foi reeditada por H. Welter entre 1901 e 1927, em Paris, e foi digitalizada pela Biblioteca de Direito da Universidade de Michigan[1].

Referências

  1. a b c d e f g Wikisource-logo.svg "Gian Domenico Mansi" na edição de 1913 da Enciclopédia Católica (em inglês). Em domínio público.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]