Girondino

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Girondino
La Gironde
Líder Marquês de Condorcet
Jean-Marie Roland
Jacques Pierre Brissot
Pierre Victurnien Vergniaud
Fundação 16 de novembro de 1791
Dissolução 24 de outubro de 1793
Sede Palácio das Tulherias, Paris
Ideologia Liberalismo[1]
Abolicionismo[2]
Federalismo[1]
Monarquismo[3]
Espectro político Direita[4][5]
Religião Secularismo
Publicação Patriote français
Le Courrier de Provence
La chronique de Paris
País França França
Política da França

Partidos políticos

Eleições

Girondinos (do francês girondin, por ter sido formado em torno de deputados do departamento da Gironda) era a denominação de um grupo político moderado da Assembleia Nacional (onde, juntamente com os jacobinos, de Robespièrre, e os cordeliers, de Danton, representavam o Terceiro Estado) e da Convenção Nacional francesa, chefiado por Jacques-Pierre Brissott (1754-1793), durante a Revolução Francesa. Seus membros pertenciam, em sua maioria, à burguesia provincial. Seu violento enfrentamento com o grupo dos montanheses (ou jacobinos) dominou os primeiros meses da Convenção Nacional.

Na Convenção (1792 - 1795), os girondinos, foram instalados do lado direito do plenário, enquanto o grupo da Montanha, composto de 24 deputados de Paris e outros, foi instalada do lado esquerdo. A conotação política dos termos esquerda e direita provém dessa divisão inicial do plenário. Os girondinos dominavam a Asssembleia e, imediatamente, começaram a atacar a Comuna de Paris e os "montanheses" (mais conhecidos como jacobinos), por considerá-los responsáveis pelos massacres de setembro de 1792. Marat foi o primeiro implicado. Por outro lado, durante o processo de Luis XVI, os girondinos, que se opunham à condenação do rei, foram considerados pouco republicanos. Defendiam uma monarquia constitucional e se enfraqueceram politicamente com a tentativa de fuga de Luís XVI. Afinal, sua posição contrária à instituição de um tribunal revolucionário comprometeu definitivamente os girondinos.

Origem[editar | editar código-fonte]

Após a formação da república, a Assembleia se dividiu em grupos: montagnards (montanheses) ocupavam o setor mais alto do plenário, denominado La Montagne ('a Montanha'); girondinos e outros grupos ocupavam as partes baixas, sendo por isso chamados de peuple du marais ('povo do pântanos') ou peuple de La Plaine ('povo da planície').

Em um clima dominado pela guerra civil, Robespièrre, com a ajuda do grupo La Montagne e com apoio dos sans-culottes (proletários parisienses) instituiu o regime do Terror, período caracterizado por processos sumários que frequentemente resultavam na condenação à morte na guilhotina. Tais processos, na maioria das vezes, envolviam personalidades políticas opostas aos jacobinos, de modo que, em outubro de 1793, vários líderes girondinos haviam sido eliminados.

Os girondinos eram os deputados do departamentos da FrançaDepartamento da Gironda, área próspera da costa atlântica, tendendo a representar os interesses comerciais e a visão de mundo da burguesia ilustrada, que oscilava entre a monarquia constitucional e a república. Essa posição favorável à conciliação com a monarquia levou-os à perdição quando a França foi invadida e foram encontrados documentos comprometedores envolvendo ações do rei. Os girondinos mais representativos eram o deputado Brissot e o Ministro Roland, em cuja casa, o salão da Mme. Roland, reunia-se a elite dos girondinos e dos jacobinos.

Referências

  1. a b «Girondin». Encyclopædia Britannica 
  2. David Barry Gaspar; David Patrick Geggus (1997). A Turbulent Time: The French Revolution and the Greater Caribbean. [S.l.]: Indiana University Press. 262 páginas 
  3. Prachi Mital (2012). «Essay on the Ideological Differences between the Girondists and the Jacobins». Preserve Articles 
  4. Jennifer Llewellyn; Steve Thompson (2015). «The Girondins and Montagnards». Alpha History 
  5. Gregory Fremont-Barnes (2007). Encyclopedia of the Age of Political Revolutions and New Ideologies. [S.l.]: Greenwood Press. 867 páginas 
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