Girondino

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Girondino
La Gironde
Líder Marquês de Condorcet
Jean-Marie Roland
Jacques Pierre Brissot
Pierre Victurnien Vergniaud
Fundação 16 de novembro de 1791
Dissolução 24 de outubro de 1793
Sede Palácio das Tulherias, Paris
Ideologia Liberalismo[1]
Abolicionismo[2]
Federalismo[1]
Monarquismo[3]
Espectro político Direita[4][5]
Religião Secularismo
Publicação Patriote français
Le Courrier de Provence
La chronique de Paris
País França França
Política da França

Partidos políticos

Eleições

Girondinos ou girondinismo era a denominação de um grupo político moderado, chefiado por Jacques-Pierre Brissott (1754-1793) durante a Revolução Francesa. Compreendia junto com os jacobinos (jacobinismo, liderados por Robespièrre) e cordeliers (por Danton) o Terceiro Estado, e ocupavam o lado direito da Assembleia, ficando no centro, o Clero (Primeiro Estado) e Aristocracia (Segundo Estado). Defendiam uma Monarquia Constitucional e se enfraqueceram politicamente com a tentativa de fuga de Luis XVI. A conotação política dos termos Esquerda e Direita provém desta divisão inicial da Assembléia Nacional. Os Girondinos tinham em seus quadros representantes da alta burguesia.

Origem[editar | editar código-fonte]

Após a formação da república, a Assembleia se dividiu entre Montagnards (montanheses) e constituíam "La Montagne" (Montanha), assim chamada porque ocupavam as altas do plenário enquanto que os girondinos e outros grupos por ocuparem as partes baixas eram chamados de "peuple de marais" (povo dos pântanos), ou "peuple de La Plaine" (povo da planície).

Em um clima dominado pela guerra civil, Robespièrre com a ajuda da La Montagne, e apoio dos Sans-culottes (proletários parisienses) instituiu o regime do Terror, período caracterizado por processos sumários de condenação à morte na guilhotina, envolvendo na maioria das vezes personalidades políticas opostas aos Jacobinos, que culminou na eliminação dos líderes girondinos em outubro de 1793.

Os girondinos eram os deputados de um departamento no interior da França, a Gironda, área próspera da costa atlântica, tendendo a representar os interesses comerciais e a visão de mundo da burguesia ilustrada, que oscilava entre a monarquia constitucional e a república. A posição deles a favor da conciliação com a monarquia os levou à perdição quando a França foi invadida e encontraram-se os documentos comprometedores da ação do rei. Os mais representativos deles eram o deputado Brissot e o Ministro Roland, em cuja casa, o salão da mme. Roland, reunia-se à elite dos Girondinos e dos Jacobinos.

Referências

  1. a b «Girondin». Encyclopædia Britannica. 
  2. David Barry Gaspar; David Patrick Geggus (1997). A Turbulent Time: The French Revolution and the Greater Caribbean Indiana University Press [S.l.] p. 262. 
  3. Prachi Mital (2012). «Essay on the Ideological Differences between the Girondists and the Jacobins» Preserve Articles [S.l.] 
  4. Jennifer Llewellyn; Steve Thompson (2015). «The Girondins and Montagnards». Alpha History. 
  5. Gregory Fremont-Barnes (2007). Encyclopedia of the Age of Political Revolutions and New Ideologies Greenwood Press [S.l.] p. 867. 
Ícone de esboço Este artigo sobre política ou um cientista político é um esboço relacionado ao Projeto Ciências Sociais. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.