Glóbulo de Bok

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde março de 2016). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Imagem de glóbulos de Bok na região HII (telescópio espacial Hubble).

Os glóbulos de Bok são nuvens escuras de poeira densa e gás em que, ocasionalmente, nascem estrelas. Encontrados nas regiões H II, tipicamente, possuem uma massa de cerca de 2 a 50 massas solares, contida num espaço de, aproximadamente, um ano luz de extensão. Eles são compostos por hidrogênio molecular (H2), óxidos de carbono e hélio e cerca de 1% (de massa) de poeira de silicato. Os glóbulos de Bok, comumente, resultam na formação de sistemas estelares duplos ou múltiplos.[1] [2]

Inicialmente, os glóbulos foram observados pelo astrônomo Bart Bok, na década de 1940. Em artigo de 1947, Bok e E. F. Reilly aventaram a hipótese de que essas nuvens seriam "semelhantes a casulos de insetos" que estivessem submetidos a colapsos gravitacionais para formar novas estrelas, das quais nasceriam estrelas e aglomerados estelares. Essa hipótese era difícil de comprovar devido às dificuldades observacionais, que não permitiam verificar o que acontecia dentro de uma nuvem tão densa e escura. que obscurecia toda a luz visível emitida de seu interior.

A análise de observações em faixa próxima ao infravermelho, publicada em 1990, confirmou que estrelas estavam nascendo dentro de glóbulos de Bok. Outras observações revelaram que alguns glóbulos possuíam fontes de calor em seu interior, alguns continham objetos Herbig-Haro e outros mostravam derrames de gás molecular. Estudos de linhas milimétricas de emissões ondulares também forneceram evidências da atração de materiais que possibilitam o crescimento de protoestrelas por acumulação. Os glóbulos ainda são tema de intensa pesquisa. É sabido que são dos objetos mais frios no universo (cerca de -273 °C), mas sua estrutura e densidade exatas ainda constituem um mistério.

Referências

  1. Prof. Dr. Sergio PillingAluno:Will Robson Monteiro Rocha (23 de Fevereiro de 2013). «Glóbulo de Bok: O que é essa “gota de tinta escura”?». NUPESC. Consultado em 27 de março de 2016.. 
  2. «Física e a Química do Meio Interestelar» (PDF). Univap. Consultado em 27 de março de 2016.. 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Glóbulo de Bok


Ícone de esboço Este artigo sobre astronomia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.