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Globo Rural

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Se procura pela revista, veja Globo Rural (revista).
Globo Rural
Informações gerais
Formato Programa jornalístico
Gênero Agronegócio
Criação Humberto Pereira
Apresentação Nélson Araújo
Helen Martins
Cristina Vieira[1]
Tema de abertura Luzeiro, Almir Sater
Tema de encerramento Luzeiro, Almir Sater
País de origem Brasil
Idioma original Português brasileiro
Produção
Localização São Paulo, SP
Duração 90 minutos
Empresa produtora Central Globo de Jornalismo
Exibição original
Emissora TV Globo
Transmissão 6 de janeiro de 1980 (46 anos) — presente
Programas relacionados
Globo Rural (revista)

Globo Natureza

Globo Rural é um telejornal rural matutino brasileiro, produzido pela TV Globo e exibido nas manhãs de domingo. Retrata o universo do campo, apresentando notícias que interessam ao agricultor, como notícias do agronegócio, eventos sobre agropecuária, receitas e dicas de tratamento de espécies animais e vegetais. Estreou em 6 de janeiro de 1980 sob o comando de Carlos Nascimento. Atualmente é apresentado por um esquema de rodízio de duplas entre: Nélson Araújo, Helen Martins e Cristina Vieira.[1]

O programa teve uma edição diária, que estreou no dia 9 de outubro de 2000, às 6h30, com apresentação de Rosana Jatobá.[2] Em abril de 2003, a jornalista Priscila Brandão assumiu a apresentação diária, durante um período de licença da mesma, Kelly Varraschim assumiu a função em julho de 2007. Já de 2009 a 2014 o Globo Rural diário foi apresentado por Ana Paula Campos e, durante a licença-maternidade e as férias desta, por Cristina Vieira.

História

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1980–1989

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A concepção do programa começou em 1979, quando o jornal era chamado pelo apelido jocoso de "Mandioca News" nos bastidores da Globo.[3] A estreia foi em 6 de janeiro de 1980 com a apresentação de Carlos Nascimento e Silvia Poppovic na seção de cartas em que os espectadores enviavam dúvidas sobre plantio e pecuária, trazendo profissionais da área para saná-las. Foi o primeiro telejornal sobre agronegócio e vida no campo no Brasil.

Durante sua fase inicial, nem sequer dispunha de estúdio próprio: as edições eram gravadas na madrugada de sexta-feira para sábado, quando vagava o espaço disponível na emissora de São Paulo.

Todo branco, sem o logotipo do programa, o primeiro cenário do Globo Rural era simples, composto de poucos elementos cenográficos: apenas uma pequena bancada e uma mesa, ambas feitas de plástico transparente imitando vidro. Pequenos detalhes da decoração — como dois cinzeiros em cima da mesa e paletós pendurados no encosto das cadeiras — evocavam o ambiente de uma redação de jornal.

Em 3 de agosto de 1980, a duração do programa foi estendida de 30 para 60 minutos. Atualmente tem duração de 45 minutos, desconsiderando os comerciais.[4][5] A primeira matéria internacional foi sobre um cultivo de maçãs na Argentina.[6]

Em 1982, o Globo Rural passou a ser apresentado por Wellington de Oliveira, Sérgio Roberto Ribeiro e Olga Vasone na seção de cartas.[7]

No início de 1982, o programa também ganhou novo cenário, com uma bancada única feita de madeira e com plantas como parte da decoração. Em novembro de 1983, a edição número 200 do Globo Rural inaugurou um novo cenário criado pelo cenógrafo Jean Philippe Therene. Fotografias relacionadas com a vida agrícola, com plantações e trabalhadores rurais, decoravam as paredes do fundo. A bancada dos apresentadores e outras peças da cenografia foram construídas com madeiras de cedro, ipê e pinheiro.

Com o sucesso do programa, foi criada em 1985 a revista Globo Rural.

1990–1999

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Em 1990, a equipe e a redação do Globo Rural ganhou o reforço do jornalista Nélson Araújo que acumulou as funções de produtor, repórter, editor e apresentador. Em 1995, a repórter Helen Martins se juntou ao time, inicialmente na apresentação e editoria da seção de cartas e o repórter Vico Iasi, que trabalhava no CBN Campo — um programa de rádio sobre agronegócios fruto de uma parceria do Globo Rural e a rádio CBN Campinas — passou a fazer reportagens para o telejornal.

2000–2009

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A partir de 2000, o Globo Rural estreou cenário novo, aludindo aos quatro elementos da natureza: ar, terra, água e fogo. A parede do fundo foi decorada com painéis com fotos de plantações, fogueiras e rios. A antiga bancada de madeira deu lugar à outra, feita com aço e vidro. À esquerda dos apresentadores, um monitor de vídeo prateado é usado no quadro de meteorologia. O cenário é assinado pelo diretor da editoria de Arte da Central Globo de Jornalismo Alexandre Arrabal, o ilustrador-chefe Andrei Jiro e o arquiteto ilustrador Fábio Figueiredo.

2010–2019

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Em 25 de abril de 2010, a atração ganhou novos cenários que visavam atrair, cada vez mais, o telespectador ao programa. Cada cor do novo cenário simboliza os quatro elementos da natureza: o marrom e o verde simbolizam a terra; o azul do céu simboliza o ar; o amarelo e o avermelhado do horizonte simbolizam o fogo; e a água é representada pelo azul presente na bancada do telejornal.

Em 8 de outubro de 2014 foi anunciado o fim da edição diária do jornalístico, com base na reformulação da grade matinal da Rede Globo, visando a criação do telejornal Hora Um da Notícia e a expansão da duração dos telejornais matutinos locais e do Bom Dia Brasil.[8][9][10] A última edição diária do programa foi ao ar no dia 28 de novembro de 2014.[1][11]

2020–presente

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Em dezembro 2024, tendo em vista a boa audiência registrada nas manhãs de domingo, a atração ganhou mais trinta minutos de duração, passando a ser exibida das 8h30 as 10h da manhã.[12] Em fevereiro de 2025, a atração passou a ser reprisada nas manhãs de sábado ás 6h da manhã antecedendo o Bom Dia Sábado.[13]

Programas especiais

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Em seus programas centenários, o Globo Rural é dedicado a um único tema, usualmente sobre importantes plantas para a cultura brasileira.

# Programa Descrição Data de exibição Vídeo
1800 Batata 8 de fevereiro de 2015 link
1900 Ipê 22 de janeiro de 2017 link
2000 Babaçu 13 de janeiro de 2019 link

Audiência e repercussão

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O programa é líder de audiência no Painel Nacional da Televisão (PNT) do Ibope, com 9 pontos de média e 43% de participação em abril de 2010; o programa é mais assistido por pessoas de faixa etária entre 25 e 49 anos (44%), por mulheres acima de 18 anos (46%), e a maioria de seu público nacional pertence à classe C (50%) contra 20% das classes D e E, e 30% das classes A e B.[14]

Em sua edição diária o programa brigava décimo a décimo com o Jornal do SBT Manhã e o Notícias da Manhã. Geralmente era líder de audiência no PNT, com 5 pontos de média e 44% de participação em abril de 2010; o programa é mais assistido por pessoas de faixa etária entre 25 e 49 anos (45%), por mulheres acima de 18 anos (44%), e a maioria de seu público nacional pertence à classe C (50%) contra 24% das classes D e E, e 26% das classes A e B.[15]

Ano Premiação Concedido por Nota Ref.
1981 Brasão de Ouro Universidade de Viçosa Em reconhecimento ao apoio do programa às pesquisas desenvolvidas pela faculdade [16]
1982 Prêmio Destaque Lavoura Sociedade Nacional de Agricultura Pelo trabalho de informação ao trabalhador rural [16]
1983 Prêmio Vladimir Herzog Diversas instituições da sociedade civil[17] Pelo programa especial sobre a campanha "Nordeste – em Busca de Soluções" [16][18]
Prêmio Supercap Associação dos Jornais de Bairro de São Paulo Melhor programa do ano [16]
Prêmio José Reis de Divulgação Científica Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Categoria Jornalismo Científico [16]
1984 Prêmio José Reis de Divulgação Científica Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Para matérias e reportagens que divulgam as novidades na área de pesquisa [16]
1986 Prêmio Vladimir Herzog Diversas instituições da sociedade civil Categoria Reportagem Especial pela série Vale do Jequitinhonha [16]
Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) Categoria Melhor "Programa Pesquisa" de Televisão. [16]
1987 Prêmio Veículo de Comunicação Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia Pelo destaque na divulgação de novas técnicas do agricultor [16]
Melhor programa de pecuária Exposição Nacional de gado Zebu Exposição realizada em Uberaba, Minas Gerais [16]
1993 Prêmio Vladmir Herzog Diversas instituições da sociedade civil Categoria Televisão, para a matéria "Escola de Peões de Itabamcuri" [16]
1994 Prêmio Febraban de Telejornalismo Febraban Para a matéria sobre Umbuzeiro, de Nélson Araújo e Francisco Maffezoli Jr [16]
1996 Prêmio Jornalista Amigo da Criança Para a matéria "Criança Trabalho", do repórter Vico Iasi [16]
Prêmio Mídia do Ano Associação Brasileira de Comunicação Empresarial [16]
1997 Prêmio Agricultura Real de Jornalismo Pela matéria Aboio, dos repórteres Nélson Araújo e Jorge dos Santos [16]
1998 Prêmio Agricultura do Meio Ambiente Pela reportagem "Cerrado Destruição", dos repórteres Ivaci Matias, Francisco Maffezoli Jr. e Ivo Coelho [16]
1999 Prêmio Esso de Informação Científica, Tecnológica e Ecológica ExxonMobil Concedido a Cláudio Cerri pela obra "Rastros Indomáveis" [19]
2001 Prêmio de melhor texto jornalístico Fundação para um Novo Jornalismo Ibero-americano Para Cláudio Cerri. e de fotógrafo para Ernesto de Souza, pela matéria "Um Rio à Procura de um País" [16]
Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional de Transporte Confederação Nacional de Transporte Para a matéria da repórter Anchieta do Araújo, que retratava a luta de uma comunidade na Paraíba para conseguir água [16]
Prêmio MMA/Docol de Jornalismo Categoria Televisão, para o jornalista Ivaci Matias pela matéria "Irrigar sem Desperdício Pode Salvar os Rios" [16]
2003 Prêmio Vladmir Herzog Diversas instituições da sociedade civil Para o cinegrafista Jorge Luiz dos Santos pela matéria "Guatóz, Índios Canoeiros do Pantanal" [16]
2004 Prêmio de Jornalismo Social Revista Imprensa Para a matéria sobre as quebradeiras de coco, da repórter Helen Martins [16]
Prêmio Imprensa Embratel Embratel Categoria Jornalismo Cultural, pela série de reportagens Música Caipira, de José Hamilton Ribeiro [16]
2006 Prêmio Vladimir Herzog Diversas instituições da sociedade civil Categoria Imagem de TV, para o trabalho do repórter cinematográfico Francisco Maffezoli Jr. na reportagem "Terra de Negros" [16]
2008 Prêmio Massey Ferguson de Jornalismo Categoria Televisão. A reportagem vencedora foi de Priscila Brandão e Sandro Queiroz e mostra a produção de guaraná em Maués (AM) [16]
2010 Prêmio Embratel de Jornalismo Embratel Categoria Responsabilidade Socioambiental para a reportagem "À Sombra das Mangueiras do Vale"
2017 Prêmio Sebrae de Jornalismo Sebrae Categoria Telejornalismo, pela reportagem "Os Miseráveis do Brasil Rural: Problemas, Ações e Soluções" [16]

Ver também

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Referências

  1. a b c «História». Memória Globo. 28 de outubro de 2021. Consultado em 23 de julho de 2025 
  2. «Globo Rural será diário». Estadão. 1 de outubro de 2000. Consultado em 19 de agosto de 2017 
  3. FURLANETO, Audrey (21 de março de 2009). «"Mandioca News" global celebra 1.500 programas». Folha de S.Paulo. Consultado em 23 de agosto de 2018 
  4. CASTRO, Thell de (4 de outubro de 2015). «No início, Globo Rural era chamado de Mandioca News e nem tinha estúdio». Notícias da TV. Consultado em 23 de agosto de 2018 
  5. «Mandioca News». Memória Globo. Consultado em 23 de agosto de 2018. Cópia arquivada em 23 de agosto de 2018 
  6. «GLOBO RURAL - Os primeiros programas». memoriaglobo.globo.com. Consultado em 11 de julho de 2016. Cópia arquivada em 13 de agosto de 2016 
  7. «GLOBO RURAL - Ano dois: período de mudanças». memoriaglobo.globo.com. Consultado em 11 de julho de 2016. Cópia arquivada em 10 de agosto de 2016 
  8. «Globo extingue Globo Rural diário e lança jornal às 5h da manhã». 8 de outubro de 2014. Consultado em 11 de julho de 2016 
  9. «F5 - televisão - Após 14 anos, 'Globo Rural' deixa de ser diário e é substituído por telejornal - 08/10/2014». f5.folha.uol.com.br. Consultado em 11 de julho de 2016 
  10. «Com novo telejornal matinal, Globo extingue 'Globo Rural' e planeja a…». archive.is. Consultado em 11 de julho de 2016 
  11. «Globo Rural». Memória Globo. 28 de outubro de 2021. Consultado em 2 de novembro de 2025 
  12. «TV Globo muda horário de exibição do Globo Rural». Observatório da Televisão. 14 de dezembro de 2024. Consultado em 24 de janeiro de 2025 
  13. Bérgamo, Mônica (13 de janeiro de 2025). «Globo marca estreia de telejornal Bom Dia Sábado para 1º de fevereiro». Folha de S. Paulo. Consultado em 15 de janeiro de 2025 
  14. «Globo Rural - Dados de Mídia -». comercial.redeglobo.com.br. Consultado em 11 de julho de 2016 
  15. «Globo Rural Diário - Dados de Mídia -». comercial.redeglobo.com.br. Consultado em 11 de julho de 2016 
  16. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y «Prêmios». Memória Globo. 28 de outubro de 2021. Consultado em 2 de novembro de 2025 
  17. «O Prêmio». Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Consultado em 2 de novembro de 2025 
  18. «Lista Atualizada Premiados Vladimir Herzog todas as edições». Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Consultado em 2 de novembro de 2025. TV Globo (Globo Rural) 
  19. «Prêmio Esso de Jornalismo 1999». Prêmio Esso. Consultado em 26 de março de 2020. Arquivado do original em 26 de julho de 2010 

Ligações externas

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