Globo Rural
Globo Rural
| |
|---|---|
| Informações gerais | |
| Formato | Programa jornalístico |
| Gênero | Agronegócio |
| Criação | Humberto Pereira |
| Apresentação | Nélson Araújo Helen Martins Cristina Vieira[1] |
| Tema de abertura | Luzeiro, Almir Sater |
| Tema de encerramento | Luzeiro, Almir Sater |
| País de origem | Brasil |
| Idioma original | Português brasileiro |
| Produção | |
| Localização | São Paulo, SP |
| Duração | 90 minutos |
| Empresa produtora | Central Globo de Jornalismo |
| Exibição original | |
| Emissora | TV Globo |
| Transmissão | 6 de janeiro de 1980 (46 anos) — presente |
| Programas relacionados | |
| Globo Rural (revista) | |
Globo Rural é um telejornal rural matutino brasileiro, produzido pela TV Globo e exibido nas manhãs de domingo. Retrata o universo do campo, apresentando notícias que interessam ao agricultor, como notícias do agronegócio, eventos sobre agropecuária, receitas e dicas de tratamento de espécies animais e vegetais. Estreou em 6 de janeiro de 1980 sob o comando de Carlos Nascimento. Atualmente é apresentado por um esquema de rodízio de duplas entre: Nélson Araújo, Helen Martins e Cristina Vieira.[1]
O programa teve uma edição diária, que estreou no dia 9 de outubro de 2000, às 6h30, com apresentação de Rosana Jatobá.[2] Em abril de 2003, a jornalista Priscila Brandão assumiu a apresentação diária, durante um período de licença da mesma, Kelly Varraschim assumiu a função em julho de 2007. Já de 2009 a 2014 o Globo Rural diário foi apresentado por Ana Paula Campos e, durante a licença-maternidade e as férias desta, por Cristina Vieira.
História
[editar | editar código]1980–1989
[editar | editar código]A concepção do programa começou em 1979, quando o jornal era chamado pelo apelido jocoso de "Mandioca News" nos bastidores da Globo.[3] A estreia foi em 6 de janeiro de 1980 com a apresentação de Carlos Nascimento e Silvia Poppovic na seção de cartas em que os espectadores enviavam dúvidas sobre plantio e pecuária, trazendo profissionais da área para saná-las. Foi o primeiro telejornal sobre agronegócio e vida no campo no Brasil.
Durante sua fase inicial, nem sequer dispunha de estúdio próprio: as edições eram gravadas na madrugada de sexta-feira para sábado, quando vagava o espaço disponível na emissora de São Paulo.
Todo branco, sem o logotipo do programa, o primeiro cenário do Globo Rural era simples, composto de poucos elementos cenográficos: apenas uma pequena bancada e uma mesa, ambas feitas de plástico transparente imitando vidro. Pequenos detalhes da decoração — como dois cinzeiros em cima da mesa e paletós pendurados no encosto das cadeiras — evocavam o ambiente de uma redação de jornal.
Em 3 de agosto de 1980, a duração do programa foi estendida de 30 para 60 minutos. Atualmente tem duração de 45 minutos, desconsiderando os comerciais.[4][5] A primeira matéria internacional foi sobre um cultivo de maçãs na Argentina.[6]
Em 1982, o Globo Rural passou a ser apresentado por Wellington de Oliveira, Sérgio Roberto Ribeiro e Olga Vasone na seção de cartas.[7]
No início de 1982, o programa também ganhou novo cenário, com uma bancada única feita de madeira e com plantas como parte da decoração. Em novembro de 1983, a edição número 200 do Globo Rural inaugurou um novo cenário criado pelo cenógrafo Jean Philippe Therene. Fotografias relacionadas com a vida agrícola, com plantações e trabalhadores rurais, decoravam as paredes do fundo. A bancada dos apresentadores e outras peças da cenografia foram construídas com madeiras de cedro, ipê e pinheiro.
Com o sucesso do programa, foi criada em 1985 a revista Globo Rural.
1990–1999
[editar | editar código]Em 1990, a equipe e a redação do Globo Rural ganhou o reforço do jornalista Nélson Araújo que acumulou as funções de produtor, repórter, editor e apresentador. Em 1995, a repórter Helen Martins se juntou ao time, inicialmente na apresentação e editoria da seção de cartas e o repórter Vico Iasi, que trabalhava no CBN Campo — um programa de rádio sobre agronegócios fruto de uma parceria do Globo Rural e a rádio CBN Campinas — passou a fazer reportagens para o telejornal.
2000–2009
[editar | editar código]A partir de 2000, o Globo Rural estreou cenário novo, aludindo aos quatro elementos da natureza: ar, terra, água e fogo. A parede do fundo foi decorada com painéis com fotos de plantações, fogueiras e rios. A antiga bancada de madeira deu lugar à outra, feita com aço e vidro. À esquerda dos apresentadores, um monitor de vídeo prateado é usado no quadro de meteorologia. O cenário é assinado pelo diretor da editoria de Arte da Central Globo de Jornalismo Alexandre Arrabal, o ilustrador-chefe Andrei Jiro e o arquiteto ilustrador Fábio Figueiredo.
2010–2019
[editar | editar código]Em 25 de abril de 2010, a atração ganhou novos cenários que visavam atrair, cada vez mais, o telespectador ao programa. Cada cor do novo cenário simboliza os quatro elementos da natureza: o marrom e o verde simbolizam a terra; o azul do céu simboliza o ar; o amarelo e o avermelhado do horizonte simbolizam o fogo; e a água é representada pelo azul presente na bancada do telejornal.
Em 8 de outubro de 2014 foi anunciado o fim da edição diária do jornalístico, com base na reformulação da grade matinal da Rede Globo, visando a criação do telejornal Hora Um da Notícia e a expansão da duração dos telejornais matutinos locais e do Bom Dia Brasil.[8][9][10] A última edição diária do programa foi ao ar no dia 28 de novembro de 2014.[1][11]
2020–presente
[editar | editar código]Em dezembro 2024, tendo em vista a boa audiência registrada nas manhãs de domingo, a atração ganhou mais trinta minutos de duração, passando a ser exibida das 8h30 as 10h da manhã.[12] Em fevereiro de 2025, a atração passou a ser reprisada nas manhãs de sábado ás 6h da manhã antecedendo o Bom Dia Sábado.[13]
Programas especiais
[editar | editar código]Em seus programas centenários, o Globo Rural é dedicado a um único tema, usualmente sobre importantes plantas para a cultura brasileira.
| # Programa | Descrição | Data de exibição | Vídeo |
|---|---|---|---|
| 1800 | Batata | 8 de fevereiro de 2015 | link |
| 1900 | Ipê | 22 de janeiro de 2017 | link |
| 2000 | Babaçu | 13 de janeiro de 2019 | link |
Audiência e repercussão
[editar | editar código]O programa é líder de audiência no Painel Nacional da Televisão (PNT) do Ibope, com 9 pontos de média e 43% de participação em abril de 2010; o programa é mais assistido por pessoas de faixa etária entre 25 e 49 anos (44%), por mulheres acima de 18 anos (46%), e a maioria de seu público nacional pertence à classe C (50%) contra 20% das classes D e E, e 30% das classes A e B.[14]
Em sua edição diária o programa brigava décimo a décimo com o Jornal do SBT Manhã e o Notícias da Manhã. Geralmente era líder de audiência no PNT, com 5 pontos de média e 44% de participação em abril de 2010; o programa é mais assistido por pessoas de faixa etária entre 25 e 49 anos (45%), por mulheres acima de 18 anos (44%), e a maioria de seu público nacional pertence à classe C (50%) contra 24% das classes D e E, e 26% das classes A e B.[15]
Prêmios
[editar | editar código]| Ano | Premiação | Concedido por | Nota | Ref. |
|---|---|---|---|---|
| 1981 | Brasão de Ouro | Universidade de Viçosa | Em reconhecimento ao apoio do programa às pesquisas desenvolvidas pela faculdade | [16] |
| 1982 | Prêmio Destaque Lavoura | Sociedade Nacional de Agricultura | Pelo trabalho de informação ao trabalhador rural | [16] |
| 1983 | Prêmio Vladimir Herzog | Diversas instituições da sociedade civil[17] | Pelo programa especial sobre a campanha "Nordeste – em Busca de Soluções" | [16][18] |
| Prêmio Supercap | Associação dos Jornais de Bairro de São Paulo | Melhor programa do ano | [16] | |
| Prêmio José Reis de Divulgação Científica | Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) | Categoria Jornalismo Científico | [16] | |
| 1984 | Prêmio José Reis de Divulgação Científica | Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) | Para matérias e reportagens que divulgam as novidades na área de pesquisa | [16] |
| 1986 | Prêmio Vladimir Herzog | Diversas instituições da sociedade civil | Categoria Reportagem Especial pela série Vale do Jequitinhonha | [16] |
| Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte | Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) | Categoria Melhor "Programa Pesquisa" de Televisão. | [16] | |
| 1987 | Prêmio Veículo de Comunicação | Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia | Pelo destaque na divulgação de novas técnicas do agricultor | [16] |
| Melhor programa de pecuária | Exposição Nacional de gado Zebu | Exposição realizada em Uberaba, Minas Gerais | [16] | |
| 1993 | Prêmio Vladmir Herzog | Diversas instituições da sociedade civil | Categoria Televisão, para a matéria "Escola de Peões de Itabamcuri" | [16] |
| 1994 | Prêmio Febraban de Telejornalismo | Febraban | Para a matéria sobre Umbuzeiro, de Nélson Araújo e Francisco Maffezoli Jr | [16] |
| 1996 | Prêmio Jornalista Amigo da Criança | – | Para a matéria "Criança Trabalho", do repórter Vico Iasi | [16] |
| Prêmio Mídia do Ano | Associação Brasileira de Comunicação Empresarial | – | [16] | |
| 1997 | Prêmio Agricultura Real de Jornalismo | – | Pela matéria Aboio, dos repórteres Nélson Araújo e Jorge dos Santos | [16] |
| 1998 | Prêmio Agricultura do Meio Ambiente | – | Pela reportagem "Cerrado Destruição", dos repórteres Ivaci Matias, Francisco Maffezoli Jr. e Ivo Coelho | [16] |
| 1999 | Prêmio Esso de Informação Científica, Tecnológica e Ecológica | ExxonMobil | Concedido a Cláudio Cerri pela obra "Rastros Indomáveis" | [19] |
| 2001 | Prêmio de melhor texto jornalístico | Fundação para um Novo Jornalismo Ibero-americano | Para Cláudio Cerri. e de fotógrafo para Ernesto de Souza, pela matéria "Um Rio à Procura de um País" | [16] |
| Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional de Transporte | Confederação Nacional de Transporte | Para a matéria da repórter Anchieta do Araújo, que retratava a luta de uma comunidade na Paraíba para conseguir água | [16] | |
| Prêmio MMA/Docol de Jornalismo | – | Categoria Televisão, para o jornalista Ivaci Matias pela matéria "Irrigar sem Desperdício Pode Salvar os Rios" | [16] | |
| 2003 | Prêmio Vladmir Herzog | Diversas instituições da sociedade civil | Para o cinegrafista Jorge Luiz dos Santos pela matéria "Guatóz, Índios Canoeiros do Pantanal" | [16] |
| 2004 | Prêmio de Jornalismo Social | Revista Imprensa | Para a matéria sobre as quebradeiras de coco, da repórter Helen Martins | [16] |
| Prêmio Imprensa Embratel | Embratel | Categoria Jornalismo Cultural, pela série de reportagens Música Caipira, de José Hamilton Ribeiro | [16] | |
| 2006 | Prêmio Vladimir Herzog | Diversas instituições da sociedade civil | Categoria Imagem de TV, para o trabalho do repórter cinematográfico Francisco Maffezoli Jr. na reportagem "Terra de Negros" | [16] |
| 2008 | Prêmio Massey Ferguson de Jornalismo | – | Categoria Televisão. A reportagem vencedora foi de Priscila Brandão e Sandro Queiroz e mostra a produção de guaraná em Maués (AM) | [16] |
| 2010 | Prêmio Embratel de Jornalismo | Embratel | Categoria Responsabilidade Socioambiental para a reportagem "À Sombra das Mangueiras do Vale" | |
| 2017 | Prêmio Sebrae de Jornalismo | Sebrae | Categoria Telejornalismo, pela reportagem "Os Miseráveis do Brasil Rural: Problemas, Ações e Soluções" | [16] |
Ver também
[editar | editar código]- Globo Rural, a revista homônima.
Referências
- ↑ a b c «História». Memória Globo. 28 de outubro de 2021. Consultado em 23 de julho de 2025
- ↑ «Globo Rural será diário». Estadão. 1 de outubro de 2000. Consultado em 19 de agosto de 2017
- ↑ FURLANETO, Audrey (21 de março de 2009). «"Mandioca News" global celebra 1.500 programas». Folha de S.Paulo. Consultado em 23 de agosto de 2018
- ↑ CASTRO, Thell de (4 de outubro de 2015). «No início, Globo Rural era chamado de Mandioca News e nem tinha estúdio». Notícias da TV. Consultado em 23 de agosto de 2018
- ↑ «Mandioca News». Memória Globo. Consultado em 23 de agosto de 2018. Cópia arquivada em 23 de agosto de 2018
- ↑ «GLOBO RURAL - Os primeiros programas». memoriaglobo.globo.com. Consultado em 11 de julho de 2016. Cópia arquivada em 13 de agosto de 2016
- ↑ «GLOBO RURAL - Ano dois: período de mudanças». memoriaglobo.globo.com. Consultado em 11 de julho de 2016. Cópia arquivada em 10 de agosto de 2016
- ↑ «Globo extingue Globo Rural diário e lança jornal às 5h da manhã». 8 de outubro de 2014. Consultado em 11 de julho de 2016
- ↑ «F5 - televisão - Após 14 anos, 'Globo Rural' deixa de ser diário e é substituído por telejornal - 08/10/2014». f5.folha.uol.com.br. Consultado em 11 de julho de 2016
- ↑ «Com novo telejornal matinal, Globo extingue 'Globo Rural' e planeja a…». archive.is. Consultado em 11 de julho de 2016
- ↑ «Globo Rural». Memória Globo. 28 de outubro de 2021. Consultado em 2 de novembro de 2025
- ↑ «TV Globo muda horário de exibição do Globo Rural». Observatório da Televisão. 14 de dezembro de 2024. Consultado em 24 de janeiro de 2025
- ↑ Bérgamo, Mônica (13 de janeiro de 2025). «Globo marca estreia de telejornal Bom Dia Sábado para 1º de fevereiro». Folha de S. Paulo. Consultado em 15 de janeiro de 2025
- ↑ «Globo Rural - Dados de Mídia -». comercial.redeglobo.com.br. Consultado em 11 de julho de 2016
- ↑ «Globo Rural Diário - Dados de Mídia -». comercial.redeglobo.com.br. Consultado em 11 de julho de 2016
- ↑ a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y «Prêmios». Memória Globo. 28 de outubro de 2021. Consultado em 2 de novembro de 2025
- ↑ «O Prêmio». Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Consultado em 2 de novembro de 2025
- ↑ «Lista Atualizada Premiados Vladimir Herzog todas as edições». Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Consultado em 2 de novembro de 2025.
TV Globo (Globo Rural)
- ↑ «Prêmio Esso de Jornalismo 1999». Prêmio Esso. Consultado em 26 de março de 2020. Arquivado do original em 26 de julho de 2010